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Em 2017, no mesmo complexo, uma revolta causou 56 mortes

Parentes dos detentos nas imediações do complexo prisional em Manaus neste domingo.
Parentes dos detentos nas imediações do complexo prisional em Manaus neste domingo. STRINGER REUTERS

Perfurações com escovas de dentes raspadas, até ficarem afiadas, e asfixia a golpes de mata-leão. Foi por alguma dessas agressões que 55 presos detidos no Complexo Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, morreram nas últimas 48 horas. Quinze deles tiveram as mortes confirmadas no domingo, e outros 40 foram dados como mortos pelo Governo do Amazonas nesta segunda-feira (inicialmente foi divulgado o número de 42), após a autoridades locais terem garantido que os transtornos que levaram a óbitos no dia anterior já estavam sob controle.

Segundo a secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap), as mortes desta segunda-feira ocorreram por enforcamento em três unidades distintas: o Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) e no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM I), todos localizados na capital amazônica. Os assassinatos por conflitos internos vêm ocorrendo no complexo prisional manauara pelo menos desde 2017, quando uma revolta que durou 17 horas causou 56 mortes. Além disso, em dezembro passado, um agente penitenciários morreu dentro da prisão.

O Departamento de Correções da Amazônia havia dito à agência de notícias EFE que a situação estava controlada no final da tarde de domingo, quando um batalhão da Polícia Militar foi acionado para entrar no Compaj. O Governo federal informou que, por solicitação do Governo do Amazonas, vai enviar uma Força-tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP) para atuar no complexo penitenciário de Manaus. “Formada por agentes federais de execução penal dos 26 estados da federação e do Distrito Federal, a FTIP obedece o planejamento definido pelos entes envolvidos na operação, sempre que houver necessidade de sua atuação”, explica o Ministério da Justiça e Segurança Pública em nota.

O ministério, comandado pelo ex-juiz Sergio Moro, lembra ainda na nota que “a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) é responsável pela segurança da área externa do Complexo Penitenciário Anísio Jobim desde 09 de janeiro de 2017. A FNSP continuará atuando no local”. Nesta segunda-feira, por conta das 15 mortes de domingo, o Ministério já havia determinado o reforço da presença policial em outras unidades penitenciárias do estado como “medida de precaução”. Mais cedo, o secretário da Administração Penitenciária do Amazonas, Coronel Marcos Vinicius Almeida, descartou se tratar de uma “rebelião” e disse que as mortes ocorreram durante a visita dominical por uma “disputa entre os internos”.

As vítimas do domingo, segundo Almeida, morreram asfixiadas ou perfuradas com escovas de dente. “Isso nunca aconteceu durante as visitas, alguns morreram dentro da cela com as grades fechadas. Muitos cometeram os crimes em frente aos parentes”, afirmou o secretário. Segundo a Secretaria, não houve fugas, nem houve ataques aos guardas da prisão. E nenhum parente foi feito refém. A motivação da luta que causou as mortes será objeto de investigação pelas autoridades, que suspenderam temporariamente as visitas ao centro de internação e analisarão as imagens das câmeras de segurança.

Por G1

SÃO PAULO - 14h40: Manifestantes fazem ato de apoio ao governo Bolsonaro na Avenida Paulista — Foto: Reprodução/GloboNews

SÃO PAULO – 14h40: Manifestantes fazem ato de apoio ao governo Bolsonaro na Avenida Paulista — Foto: Reprodução/GloboNews

 
 
Manifestações em apoio a Bolsonaro ocorrem em todos os estados e no DF

Manifestações em apoio a Bolsonaro ocorrem em todos os estados e no DF

Ao menos 156 cidades em 26 estados e no Distrito Federal tiveram protestos entre a manhã e a tarde deste domingo (26) em defesa do presidente Jair Bolsonaro e de medidas do governo, como a reforma da Previdência e o pacote anticrime apresentado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro.

As convocações ganharam força após os protestos em defesa da educação do último dia 15, contra os cortes anunciados pelo governo para os ensinos superior e técnico federais.

Grupos de manifestantes saíram em passeatas e carreatas a partir desta manhã levando bandeiras do Brasil e faixas com frases de apoio a propostas apresentadas pelo governo de Bolsonaro. Até a última atualização desta reportagem, os atos eram pacíficos.

Os protestos também apoiavam a reforma ministerial do governo Bolsonaro, com redução de 29 para 22 no número de ministérios. Houve, ainda, grupo de manifestantes no Rio de Janeiro que pedia o fechamento do Congresso, o que é ilegal, inconstitucional e contra a democracia.

Bolsonaro fala em ‘recado’ para quem temia ‘velha política’

Neste domingo, por volta de 20h40, 156 cidades em todos os 26 estados e no Distrito Federal tinham tido protestos. No dia das manifestações em defesa da educação, às 19h30, 222 cidades de todos os 26 estados e do Distrito Federal tinham registrado atos.

Ao participar de culto no Rio de Janeiro ainda durante a manhã deste domingo, o presidente Jair Bolsonaro disse que as manifestações pró-governo são um “recado” aos que “teimam com velhas práticas” e, segundo afirmou, não permitem que o “povo se liberte”. O presidente disse que a manifestação era “espontânea”, tinha pauta definida e respeitou leis e instituições.

Veja como foram as manifestações

Rio de Janeiro

 

RIO DE JANEIRO, 10h07: Manifestantes fazem ato pró-Bolsonaro em Copacabana — Foto: Reprodução / TV Globo RIO DE JANEIRO, 10h07: Manifestantes fazem ato pró-Bolsonaro em Copacabana — Foto: Reprodução / TV Globo

RIO DE JANEIRO, 10h07: Manifestantes fazem ato pró-Bolsonaro em Copacabana — Foto: Reprodução / TV Globo

No Rio, o ato se concentrou na Avenida Atlântica, na orla de Copacabana. Manifestantes usavam, principalmente, roupas com cores verde e amarelo e carregavam bandeiras do Brasil. Vários carros de som se concentraram em dois pontos: na altura do Posto 5 e em frente à Rua Xavier da Silveira.

Por volta de 11h30, o ato se espalhava por sete quarteirões, com dois quarteirões cheios em cada extremo e com três mais espaçados entre eles, da Rua Sá Ferreira até perto da Rua Barão de Ipanema.

Parte dos manifestantes pedia o fechamento do Congresso, o que é ilegal, inconstitucional e viola a democracia.

No sul do estado do Rio de Janeiro, ao menos três cidades também tiveram protestos: Resende, Volta Redonda e Três Rios.

Em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense cerca de 400 pessoas se reuniram em frente à Igreja Nossa Senhora do Rosário, segundo organizadores. Já em Macaé, os organizadores estimam que 2 mil pessoas estivessem participando de atos pró-Bolsonaro nesta manhã. Também aconteceram atos em Saquarema, em São Pedro da Aldeia, em Iguaba Grande e em Casimiro de Abreu.

A cidade de São Pedro também contou com ato, mas organizadores e PM ainda não divulgaram estimativas.

Em Petrópolis, organizadores estimam cerca de mil pessoas. Ainda na Região Serrana, aconteceram atos em Nova Friburgo e em Teresópolis.

Distrito Federal

 

BRASÍLIA, 10h34: Manifestantes se reúnem em frente ao gramado do Congresso Nacional — Foto: Fernanda Calgaro/G1 BRASÍLIA, 10h34: Manifestantes se reúnem em frente ao gramado do Congresso Nacional — Foto: Fernanda Calgaro/G1

BRASÍLIA, 10h34: Manifestantes se reúnem em frente ao gramado do Congresso Nacional — Foto: Fernanda Calgaro/G1

Em Brasília, por volta das 9h, parte do grupo se concentrava no Museu da República, na região central da capital. Outra parte foi para o gramado do Congresso Nacional. Segundo a Polícia Militar do DF, às 10h30 cerca de 2 mil pessoas estavam na Esplanada. Às 11h20, a corporação já falava em 10 mil manifestantes.

São Paulo

 

SÃO PAULO - 14h08: Manifestantes fazem ato de apoio ao governo Bolsonaro na Avenida Paulista — Foto: GloboNews/Reprodução SÃO PAULO - 14h08: Manifestantes fazem ato de apoio ao governo Bolsonaro na Avenida Paulista — Foto: GloboNews/Reprodução

SÃO PAULO – 14h08: Manifestantes fazem ato de apoio ao governo Bolsonaro na Avenida Paulista — Foto: GloboNews/Reprodução

Na Avenida Paulista, região central de São Paulo, os manifestantes começaram a se reunir no início desta tarde nas proximidades do prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Ao menos cinco carros de som foram levados para o ato.

No interior do estado, manifestantes de Campinas encheram o Largo do Rosário, na região central. A organização estimou 5 mil participantes, enquanto a PM calculou 3 mil.

Em Indaiatuba, ato no Parque Ecológico reuniu entre 200 e 300 pessoas, segundo a organização. A PM não divulgou estimativa. Manifestações aconteceram também em Sumaré e em Americana.

Em Sorocaba, o ato ocorreu em frente à Prefeitura da cidade com cerca de mil pessoas, de acordo com a organização. A PM estima 400. Itu também contou com manifestação.

Em São Carlos, os manifestantes se reuniram na praça do Mercadão. Segundo a organização do evento, por volta das 10h30 cerca de 500 pessoas participavam do ato. Já a Polícia Militar calculou cerca de 300.

Em Bauru, às 10h20, aproximadamente 100 carros e 30 motos estavam agrupados em carreata, segundo os manifestantes. Todo o trajeto era acompanhado pelo helicóptero da Polícia Militar.

Em São José do Rio Preto, os manifestantes se reuniram em frente ao Mercado Municipal, no centro da cidade. Segundo os organizadores, 1500 pessoas participaram do ato. Segundo a PM, que acompanha a manifestação, 1 mil pessoas participaram.

Em Fernandópolis, de acordo com organizadores, 100 pessoas participaram da manifestação, que acabou às 10h30. A Polícia Militar estima o público em 50.

Em Araçatuba, mil pessoas participaram do ato, segundo a organização e PM. A manifestação terminou por volta das 11h30. Cerca de 300 pessoas de Birigui, segundo organização, se juntaram ao protesto. De acordo com a PM eram 80. A região também teve manifestações em Votuporanga.

Em Jales, a organização do ato contou 80 participantes. A PM não divulgou estimativa.

Em Mogi das Cruzes, o grupo começou a se reunir às 10h na Avenida Cívica. Os manifestantes se revezam em discurso no microfone com palavras de apoio a Bolsonaro e às medidas do governo. De acordo com a Polícia Militar eram cerca de 200 pessoas. Segundo a organização, o número de participantes variava entre 250 e 300 pessoas.

Em Piracicaba, manifestantes se reuniram no Centro. Havia um carro de som, vários cartazes e camisetas nas cores da bandeira do Brasil. Às 11h35, organizadores e Guarda Municipal estimavam adesão de pelo menos 2,3 mil pessoas.

Em Jundiaí, moradores se reuniram no pontilhão da Avenida Nove de Julho. Segundo o organizador, o ato foi realizado a favor da Reforma, do MP 870, que reduz a quantidade de ministérios, da investigação do judiciário e do pacote anticrime. De acordo com a organização, aproximadamente mil pessoas estiveram no local. A PM estimou 300 pessoas.

 

RIBEIRÃO PRETO, 11h50: manifestantes fazem ato em apoio ao governo Bolsonaro em Ribeirão Preto neste domingo (26) — Foto: Ariane Lima/EPTV RIBEIRÃO PRETO, 11h50: manifestantes fazem ato em apoio ao governo Bolsonaro em Ribeirão Preto neste domingo (26) — Foto: Ariane Lima/EPTV

RIBEIRÃO PRETO, 11h50: manifestantes fazem ato em apoio ao governo Bolsonaro em Ribeirão Preto neste domingo (26) — Foto: Ariane Lima/EPTV

Na região central de Ribeirão Preto, a Polícia Militar estimou uma adesão de 6 mil pessoas ao movimento e os organizadores, de 7 mil manifestantes. A dispersão ocorreu por volta das 11h45.

No Vale do Paraíba, estiveram presentes cerca de 1,5 mil pessoas em ato de São José dos Campos. A PM não esteve no local. Manifestações também aconteceram em Taubaté e em Jacareí.

Cerca de 500 pessoas foram ao Parque do Povo de Presidente Prudente para participar da manifestação, segundo organizadores.

Em Ilha Solteira, cerca 150 pessoas se manifestaram no Centro da cidade de acordo com a organização. A PM estima 400.

Araras teve ato com 350 pessoas, segundo organizadores. A PM fala em 100 manifestantes.

A manifestação em Araraquara reuniu cerca de 500 pessoas, segundo os organizadores. Pirassununga e Rio Claro também tiveram atos. A PM ainda não informou estimativas.

Também houve manifestação em São João da Boa Vista, com 250 pessoas, de acordo com a organização. Já a Polícia Militar estimou cerca de 50.

Em Marília, 400 pessoas participaram da manifestação, segundo a organização. Polícia Militar estima em 300. Em Jaú, organizadores estimam 1,2 mil participantes. PM não estimou número de manifestantes, mas contou 40 caminhões e 70 veículos. Assis também teve ato.

Já em Limeira, o ato reuniu cerca de 800 pessoas, de acordo com organizadores. A PM não divulgou estimativa.

Santos contou com ato com cerca de 5 mil pessoas, de acordo com organizadores. Para a PM, eram cerca de mil. Praia Grande, Guarujá e Registro também tiveram manifestações.

Em Itapetininga, a organização estima 300 pessoas no ato. A PM fala em 200 pessoas. Em Itapeva, eram 100 pessoas, segundo organizadores, e 50 para a polícia. Tatuí e Avaré também contaram com atos.

Bahia

 

SALVADOR, 10H52: Grupo realiza manifestação no Farol da Barra neste domingo (26) — Foto: Itana Alencar/G1 SALVADOR, 10H52: Grupo realiza manifestação no Farol da Barra neste domingo (26) — Foto: Itana Alencar/G1

SALVADOR, 10H52: Grupo realiza manifestação no Farol da Barra neste domingo (26) — Foto: Itana Alencar/G1

Em Salvador, o ato teve início por volta das 10h no Farol da Barra, e o grupo começou a se dispersar às 11h40. Os manifestantes cantaram o hino nacional e gritaram palavras de ordem, com pedidos de “avança, Brasil”. A organização e a Polícia Militar não divulgaram estimativa de público.

Também houve ato em Feira de Santana, a cerca de 100 quilômetros da capital baiana, e em Itabuna, no sul do estado.

Em Juazeiro, foram 150 manifestantes, segundo a organização. A PM não divulgou estimativa. O estado também teve atos em Camaçari, em Vitória da Conquista, em Porto Seguro, em Eunápolis, em Sobral e em Luís Eduardo Magalhães.

Minas Gerais

 

BELO HORIZONTE, 11h10: Belo Horizonte tem ato em apoio ao governo Bolsonaro neste domingo (26) — Foto: Aluisio Marques/TV Globo BELO HORIZONTE, 11h10: Belo Horizonte tem ato em apoio ao governo Bolsonaro neste domingo (26) — Foto: Aluisio Marques/TV Globo

BELO HORIZONTE, 11h10: Belo Horizonte tem ato em apoio ao governo Bolsonaro neste domingo (26) — Foto: Aluisio Marques/TV Globo

Em Belo Horizonte, a concentração do protesto começou por volta das 10h, na Praça da Liberdade, na região Centro-Sul da capital. Os manifestantes se vestiram, em grande parte, de verde e amarelo. Organizadores estimam que 35 mil pessoas tenham participado do ato, mas a PM não divulga números.

Em Uberaba, na região do Triângulo Mineiro, cerca de 400 pessoas participavam do ato no fim da manhã, segundo organizadores. A Polícia Militar não fez estimativa de público.

Também houve protestos em Ipatinga, Timóteo e Governador Valadares, no Leste de Minas. Os atos foram pacíficos.

Em Varginha, cerca de 150 pessoas participaram da manifestação. Também houve atos em Poços de Caldas e Pouso Alegre, onde 150 veículos participaram de carreata. Em Itajubá, a Guarda Municipal estima 500 pessoas. Em Lavras, organização e PM não divulgaram estimativa.

Em Montes Claros, o ato na área central da cidade reuniu cerca de 500 pessoas, segundo a PM. Os organizadores não divulgaram números.

Organizadores do ato em Juiz de Fora informaram que cerca de 10 mil manifestantes compareceram. A PM não divulgou números.

Em Alfenas, manifestantes se reuniram na Praça Central e depois saíram em carreata pela cidade. Nem a organização, nem a Polícia Militar informaram números.

Pará

 

BELÉM, 10h22 : Ato pró-bolsonaro chega à avenida Nazaré no centro de Belém — Foto: Fabiano Villella / TV Liberal BELÉM, 10h22 : Ato pró-bolsonaro chega à avenida Nazaré no centro de Belém — Foto: Fabiano Villella / TV Liberal

BELÉM, 10h22 : Ato pró-bolsonaro chega à avenida Nazaré no centro de Belém — Foto: Fabiano Villella / TV Liberal

Em Belém, manifestantes caminhavam pela Avenida Presidente Vargas. Eles carregavam bandeiras do Brasil e faixas em defesa de Bolsonaro e com críticas ao Congresso. A coordenação do evento afirmou que, ao final do ato, às 12h, cerca de 50 mil pessoas participavam. A Polícia Militar estima que às 10h55 o ato tenha reunido cerca de três mil pessoas.

Maranhão

 

SÃO LUÍS: 11h55. Manifestantes fazem passeata neste domingo (26) em apoio ao governo Bolsonaro na Avenida Litorânea — Foto: Douglas Pinto/TV Mirante SÃO LUÍS: 11h55. Manifestantes fazem passeata neste domingo (26) em apoio ao governo Bolsonaro na Avenida Litorânea — Foto: Douglas Pinto/TV Mirante

SÃO LUÍS: 11h55. Manifestantes fazem passeata neste domingo (26) em apoio ao governo Bolsonaro na Avenida Litorânea — Foto: Douglas Pinto/TV Mirante

Em São Luís, manifestantes se reuniram na Avenida Litorânea. O hino nacional foi executado, e bandeiras do Brasil se espalhavam pela via. De acordo com os manifestantes, mais de 1 mil pessoas participaram do ato. A PM não divulgou estimativa. Também houve uma manifestação a favor do governo Bolsonaro em Imperatriz.

Pernambuco

Em Recife, de acordo com a organização do evento por volta das 15h50 havia cerca de 65 mil pessoas participando. A PM não divulga estimativa de participantes em manifestações de rua. Ao menos seis trios elétricos acompanham os manifestantes.

Em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, por volta das 9h20 os manifestantes se concentravam em frente ao Polo Cultural (antiga Estação Ferroviária), no Centro.

Alagoas

 

Maceió, 11h: Manifestantes cantam hino nacional na Praça Vera Arruda — Foto: Magda Ataíde/G1 Maceió, 11h: Manifestantes cantam hino nacional na Praça Vera Arruda — Foto: Magda Ataíde/G1

Maceió, 11h: Manifestantes cantam hino nacional na Praça Vera Arruda — Foto: Magda Ataíde/G1

Em Alagoas, manifestantes percorreram a orla de Maceió. Segundo a organização, às 12h, cerca de 20 mil pessoas estavam na manifestação. A Polícia Militar não acompaanhava o protesto. O estado também teve ato em Arapiraca.

Mato Grosso

 

Protesto a favor de medidas propostas pelo governo federal em Barra do Garças. — Foto: Ivan de Jesus/Centro América FM Protesto a favor de medidas propostas pelo governo federal em Barra do Garças. — Foto: Ivan de Jesus/Centro América FM

Protesto a favor de medidas propostas pelo governo federal em Barra do Garças. — Foto: Ivan de Jesus/Centro América FM

Em Cuiabá, manifestantes fizeram carreata pela cidade, mas não há estimativa de participantes. Em Rondonópolis, a PM estimou cerca de 3 mil pessoas em manifestação.

O estado também teve atos em Tangará da Serra, Barra do Garças e Sorriso.

Paraná

 

FOZ DO IGUAÇU, 11h: Manifestantes se reúnem na Praça do Mitre — Foto: Renan Gouveia/RPC FOZ DO IGUAÇU, 11h: Manifestantes se reúnem na Praça do Mitre — Foto: Renan Gouveia/RPC

FOZ DO IGUAÇU, 11h: Manifestantes se reúnem na Praça do Mitre — Foto: Renan Gouveia/RPC

Em Curitiba, organizadores estimam cerca de 3 mil pessoas reunidas na Praça Santos Andrade, em apoio a medidas do governo como a reforma da Previdência e o pacote anticrime. A PM não fará contagem.

Em Foz do Iguaçu, região Oeste do estado, manifestantes começaram a se reunir por volta das 9h na Praça do Mitre vestidos com roupa verde e amarelo. No ato, foram usados dois caminhões que eram utilizados pelo Exército na década de 70 e agora pertencem a um colecionador. O protesto acabou às 11h30, e a organização estimou a participação de 2.500 pessoas.

Guarapuava, Ponta Grossa e Umuarama também contam com manifestações.

Acre

 

CRUZEIRO DO SUL, 09H34h: Cerca de 30 manifestantes se reúnem na Praça Orleir Cameli neste domingo (26), segundo a organização do ato — Foto: Mazinho Rogério~/G1 CRUZEIRO DO SUL, 09H34h: Cerca de 30 manifestantes se reúnem na Praça Orleir Cameli neste domingo (26), segundo a organização do ato — Foto: Mazinho Rogério~/G1

CRUZEIRO DO SUL, 09H34h: Cerca de 30 manifestantes se reúnem na Praça Orleir Cameli neste domingo (26), segundo a organização do ato — Foto: Mazinho Rogério~/G1

No Acre, moradores do município de Cruzeiro do Sul começaram a se concentrar no Centro da cidade por volta das 8h. Com bandeiras do Brasil e do Acre, além de camisetas com fotos do presidente, os manifestantes ouviram o hino nacional e falavam palavras de ordem em apoio ao presidente. Ao menos 30 pessoas participam do ato, segundo a organização. A Polícia Militar não acompanha a manifestação.

Santa Catarina

Em Florianópolis, as mediações da Praça XV de Novembro foram fechadas para a realização da manifestação, que contou com 10 mil pessoas, de acordo com organizadores. A PM estima 9 mil.

Em Balneário Camboriú, a Praça Almirante Tamandaré foi o ponto de encontro dos participantes. A Guarda Municipal informou que pelo menos 5 mil pessoas compareceram no protesto. A organização não divulgou a estimativa.

Em Joinville, caminhoneiros se juntaram à manifestação, que contou com 2 mil pessoas, de acordo com a organização. A PM fala em 700.

Outras 3 mil pessoas estiveram em ato em Criciúma, segundo organizadores. A polícia não divulgou estimativa.

Em Chapecó, uma manifestação reuniu 1,2 pessoas, de acordo com a organização. A PM estima 350.

Mais 5 mil pessoas se manifestaram em Blumenau, segundo organizadores. A PM não divulgou estimativa. A região do Vale do Itajaí ainda teve atos em Brusque e em Gaspar.

Ceará

 

FORTALEZA, 14h27: Manifestantes participam de carreata em apoio ao presidente Jair Bolsonaro neste domingo (26) — Foto: Flávio Rovério/SVM FORTALEZA, 14h27: Manifestantes participam de carreata em apoio ao presidente Jair Bolsonaro neste domingo (26) — Foto: Flávio Rovério/SVM

FORTALEZA, 14h27: Manifestantes participam de carreata em apoio ao presidente Jair Bolsonaro neste domingo (26) — Foto: Flávio Rovério/SVM

Em Fortaleza, manifestantes para uma carreata desde as 13h. Até as 14h15, a estimativa de número de participantes não havia sido divulgada pelos manifestantes nem pela Polícia Militar.

Espírito Santo

Manifestantes percorrem ruas de Vitória e Vila Velha. O protesto começou por volta das 14h, no bairro Praia da Costa, em Vila Velha. O grupo promete atravessar a Terceira Ponte para encontrar com pessoas que estão reunidas na Praia do Canto, na Capital.

Goiás

Em Goiânia, um grupo de manifestantes realiza um ato que pede a aprovação da reforma da previdência e do “pacote anticrime”. A organização estima que 12 mil pessoas participavam do ato às 17h. Já a Polícia Militar disse que cerca de 10 mil estavam no local no mesmo horário

Jataí, Catalão e Anápolis também têm manifestações.

Rio Grande do Norte

Em Natal, manifestantes se posicionam favoravelmente à reforma da previdência, ao pacote anticrime e à manutenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) nas mãos do ministro Sérgio Moro. Ato parecido acontece em Mossoró. Não há estimativa de participantes nas duas cidades.

Rio Grande do Sul

Em Porto Alegre, manifestação apoiou medidas como a reforma da Previdência, o “pacote anticrime” e o decreto das armas. A organização estimou cerca de 30 mil pessoas. A Brigada Militar informou que não faria estimativas.

Em Caxias do Sul, na Serra, organizadores estimaram 2,5 mil pessoas. A Brigada Militar falou em mil. O estado também teve atos em Erechim, Santa Maria, Rio Grande, Passo Fundo, Cruz Alta, Pelotas, Uruguaiana, Santa Rosa e Bagé.

Sergipe

Em Aracaju, acontece um ao favorável à reforma da Previdência, ao pacote anticrime e à manutenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no Ministério da Justiça. Organização e PM não divulgarão estimativa.

Tocantins

Em Palmas, cerca de 800 pessoas se reuniram para manifestar apoio ao governo do presidente, segundo organizadores. A estimativa da PM foi de 600 participantes.

 

Em Paraíso do Tocantins, a organização estima 1,5 mil pessoas em ato. A PM não divulgou estimativa. O estado ainda teve manifestações em Colinas do Tocantins, Araguaína, Gurupi e Guaraí.

Paraíba

Atos acontecem em João Pessoa e em Campina Grande, mas organizadores e PM não divulgaram estimativa de participantes.

Roraima

Em Boa Vista, a manifestação conta com 200 pessoas, segundo a organização. A PM não acompanha o ato.

Piauí

Em Teresina, cerca de 3 mil pessoas participaram de manifestação, segundo organizadores. A Polícia Militar estimou mil pessoas

Piripiri e Parnaíba realizam atos, mas organização e PM não divulgaram estimativas de participantes.

Amapá

 

MACAPÁ, 17h: Manifestantes se reúnem na orla de Macapá em ato pró-Bolsonaro neste domingo (26) — Foto: Carlos Alberto Jr/G1 MACAPÁ, 17h: Manifestantes se reúnem na orla de Macapá em ato pró-Bolsonaro neste domingo (26) — Foto: Carlos Alberto Jr/G1

MACAPÁ, 17h: Manifestantes se reúnem na orla de Macapá em ato pró-Bolsonaro neste domingo (26) — Foto: Carlos Alberto Jr/G1

Em Macapá, dois grupos realizam atos. Em um, PM e organização estimam cerca de 5 mil participantes. No outro, organizadores contam por volta de mil pessoas, e a polícia fala em 100.

Rondônia

Manifestantes em Porto Velho, Ariquemes e Ji-Paraná realizam atos sem estimativas de organização ou da PM. Em Cacoal, organizadores afirmam que ato conta com 500 participantes.

Amazonas

Em Manaus, manifestantes se reuniram para apoiar medidas do governo federal. Organização e PM não divulgaram estimativas.

Mato Grosso do Sul

Em Campo Grande e em Dourados, manifestações reuniram cerca de 5 mil pessoas cada, segundo as organizações. A PM não divulgou estimativas. O estado também teve atos em Ponta Porã e em Três Lagoas.

 

“Bilhete”, Nana Caymmi e Ivan Lins: uma indiscutível obra prima , entre outras maravilhosas canções resultante de uma das mais inspiradas e frutuosas parcerias da música brasileira: Ivan Lins e Vitor Martins. Com interpretações igualmente esplêndidas ao longo dos anos: Simone, Zizi Possi, MPB4… Aqui vai para ouvintes e leitores do BP, na gravação de Nana Caymmi com Ivan. De arrepiar!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Simpatizantes fazem ato Pró-Bolsonaro no Farol da Barra

A Tarde – Uol

A concentração acontece no Largo do Farol e desde às 11h – Foto: Luciano Carcará
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DO PORTAL TERRA BRASIL

Manifestação terminou por volta do meio-dia e concentrou pautas comuns a atos em outras cidades do País, como a defesa do pacote anticrime e da reforma da Previdência

Heliana Frazão – Especial para O Estado
 
 

A orla da Barra, em Salvador, se cobriu de verde e amarelo na manhã desse domingo, 26, para manifestação em defesa de pautas do governo Bolsonaro. Entre elas, a aprovação da reforma da Previdência, do pacote anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro, além da instalação da chamada CPI da Lava Toga. Um trio elétrico acompanhou os manifestantes.

Nem a organização do evento, nem a Polícia Militar fizeram estimativa de público. Poucos parlamentares participaram do manifesto. Em cima do trio, apenas a deputada federal e presidente do PSL na Bahia, Professora Dayane Pimentel, e o deputado estadual da mesma sigla Capitão Alden. Eles revezavam o microfone com outras lideranças do protesto, na defesa das pautas citadas durante o ato.

Dayane pregou a importância dos protestos como forma de fazer o Congresso ouvir a voz do povo. “Se Deus quiser, depois dessas manifestações eles entenderão o recado”, previu.

Não faltaram gritos de “Eu vim de graça”, “Essa manifestação é espontânea”, nem críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao Partidos dos Trabalhadores e ao governador da Bahia, Rui Costa, que é do PT.

A concentração começou por volta das 9h, e às 10h30 os manifestantes saíram em caminhada até o Morro do Cristo, percorrendo cerca de 1km. Eles levavam bandeiras do Brasil, faixas e cartazes com frases do tipo “Centrão, Parlamentarismo branco, não”, “Reformas Já” e “O Brasil está com Bolsonaro”. Durante o trajeto, por duas vezes eles pararam e entoaram o Hino Nacional.

Mostrando animação, a aposentada Ana Cristina Silva, de 68 anos, disse que participava do evento por amor ao Brasil. Já o motorista Marivaldo Nascimento Melo, 59, que levou a família para a rua, afirmou que sua presença era uma forma de mostrar ao Centrão “que existem homens dignos e honestos no País, que estão em defesa do governo e do Brasil”. O filho dele, Miquéias Melo, de 18 anos, tinha como objetivo mandar um recado ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia: “O País está de olho em você. Queremos a aprovação das reformas importantes ao País”.

A ex-bancaria Ivonete Lins, de 70 anos, mostrava-se determinada. Vestida com uma camiseta com estampa do rosto do presidente Jair Bolsonaro, carregando uma placa também com a imagem do presidente, e usando uma máscara do ministro Sérgio Moro, ela defendia “um Brasil melhor e sem corrupção” para os seus netos.

Por volta do meio-dia, o ato na capital baiana chegou o fim. No Estado, houve manifestações também nas cidades de Feira de Santana, Itabuna, Juazeiro e Vitória da Conquista.

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DO BLOG O ANTAGONISTA

“As pessoas estão de parabéns”, diz Janaina sobre manifestações

Janaina Paschoal usou o Twitter para comentar sobre as manifestações deste domingo:

“Acompanhando aqui as manifestações, as pessoas estão de parabéns, até agora, todas as pautas são democráticas. Ao pedir a Reforma da Previdência de Guedes e o Pacote de Moro, nosso povo mostra maturidade”, disse.

“A sabedoria popular corrigiu os excessos. Os cartazes pela CPI da Lava Toga não podem ser confundidos com pleitos autoritários. CPI é instrumento democrático.”

Do Jornal do Brasil

 

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Pouco depois de encerrar sua campanha presidencial (finalizada com votação que lhe garantiu o quinto lugar no primeiro turno), João Amoêdo voltou à estrada.

Presidente do Novo, ele tem andado pelo Brasil para divulgar o partido liberal que ajudou a fundar. No horizonte, a busca por cadeiras de prefeito e vereador em 2020.

Macaque in the trees
João Amoêdo (Foto: Divulgação)

Eleitor de Jair Bolsonaro (PSL), que incorporou na campanha o liberalismo de Paulo Guedes (Economia), Amoêdo critica o governo pelo excesso de polêmicas. À reportagem, diz que os ruídos comprometem a medida mais urgente para o país avançar, a reforma da Previdência.*

Pergunta – O Novo se posicionou contra os atos pró-governo deste domingo (26). Por quê?

João Amoêdo – Nossos filiados e apoiadores são livres para escolherem o que fazer. Eu não pretendo ir. Nós, como instituição, não iremos participar e não vemos muito sentido nessa manifestação.

Primeiro porque ela tem pautas muito difusas: apoio à reforma da Previdência, defesa de Bolsonaro, contra o Supremo, contra o Congresso. Segundo que o apoio popular o governo já tem. Conquistou nas urnas. O que falta é capacidade de coordenação e de interlocução para avançar nas principais medidas.

Pesquisas vêm mostrando uma corrosão no apoio ao governo.

JA – Sempre se cria uma expectativa muito maior do que a capacidade de entrega. Então é natural que haja uma queda da popularidade. E esse governo em especial acabou se envolvendo em muitas polêmicas desnecessárias.

Com isso, na atividade econômica, houve uma certa frustração em relação à velocidade das mudanças e da nossa retomada de crescimento.

O sr. foi um dos que se frustraram?

JA – Não, porque na verdade eu nunca alimentei grandes expectativas em relação ao governo. No fundo, tinha-se uma demanda muito grande pela retirada do Partido dos Trabalhadores.

O sr. declarou voto em Bolsonaro porque ele era o candidato anti-PT?

JA – Certamente. Era melhor arriscar alguma coisa que tivesse mudança.

Eu não tinha convicção do presidente quanto às pautas liberais nem sobre a capacidade de liderar um time. É claro que, passada a eleição, a gente quer trabalhar para as coisas darem certo. A bancada do Novo, por exemplo, tem sido muito atuante na defesa da reforma da Previdência. Mais até que a do PSL.

Se o sr. estivesse no lugar dele, enfrentaria obstáculos semelhantes, como a falta de um partido forte para sustentá-lo. O que faria de diferente?

JA – A primeira coisa seria selecionar as pautas prioritárias. Colocaria a Previdência como a número um, estaria falando a todo momento, mostrando que o sistema, além de insustentável, é injusto.

O segundo ponto seria ter uma equipe alinhada, sem desavenças, em que a gente não ficasse falando de coisas que não interessem, não ficasse ouvindo opiniões de pessoas que não estão participando do governo e estão dando palpites a todo momento.

Em terceiro, diálogo com o Congresso. O tamanho da resistência você só sabe na prática, né? Mas acho que esse roteiro parece ter mais chance de sucesso do que abrir tanta polêmica. Eu não teria aberto uma polêmica na área da educação contra a parte ideológica nesse primeiro momento.

Abriria em algum momento?

JA – A gente sabe que há uma certa doutrinação em alguns níveis no ensino. Mas essa não deve ser a prioridade do governo enquanto a educação no nível básico é péssima.

O texto compartilhado pelo presidente que fala sobre um Brasil ingovernável sem conchavos foi escrito por um filiado do Novo no Rio de Janeiro. O sr. concorda com essa ideia?

JA – Não acho que seja [ingovernável]. Alguém que está dentro das instituições não deveria comungar dessa ideia. Quando o presidente dissemina isso, dá um caráter oficial. Não é razoável para alguém que precisa ter responsabilidade institucional. E as pessoas mais próximas, os filhos, infelizmente não ajudam nesse processo.

Qual é o gargalo da relação do governo com o Congresso e o que precisa ser feito?

JA – Falta maior diálogo e faltam líderes do governo que façam a ponte. Um partido precisa ter alguma unidade interna. Sinto falta disso na bancada do PSL. Volta e meia, você vê discussões em redes sociais, polêmicas entre eles, intrigas.

E há uma questão subliminar no Congresso que é: esses representantes que estão eleitos estão se sentindo responsáveis por colocar o Brasil nos trilhos ou há negociações paralelas e a melhora do país não é uma prioridade? Isso é muito ruim para outras coisas, né? Essa morosidade dá uma insegurança em relação aos outros temas.

O sr. tem arrependimento ou faria algum mea-culpa por ter votado em Bolsonaro?

JA – Não, porque a permanência do PT seria muito ruim para o Brasil. A gente vinha de anos de recessão, muitos esquemas de corrupção.

E as denúncias que envolvem o senador Flávio Bolsonaro (PSL), filho do presidente?

JA – A melhor forma era que isso fosse investigado o mais rápido possível. O ministro do Turismo [Marcelo Álvaro Antônio, investigado no escândalo de candidaturas laranjas] acho que deveria ter sido afastado. São polêmicas que ele [Bolsonaro] não precisa ter.

O Novo é contrário ao Estatuto do Desarmamento, mas o sr. faz reparos à política de desarmamento do atual governo.

JA – Nós não entendemos que o porte ou a posse de arma seja um projeto de segurança do país. O presidente deveria ter deixado essa discussão para depois. E realmente não vejo necessidade nenhuma de um cidadão comum precisar comprar um fuzil. Tanto é que o governo voltou atrás.

O sr. tem ido a Minas pelo menos uma vez por mês para monitorar a gestão de Romeu Zema, que é considerada uma vitrine para a legenda, por ser o primeiro governo estadual do Novo. Que avaliação faz até agora?

JA – Acho que está avançando, mas sempre há um processo de aprendizado. Agora ele tem um grande teste, que é passar o plano de recuperação fiscal na Assembleia.

Que receita ele deve adotar nessa negociação?

JA – Ele sempre divide os méritos das conquistas com o Legislativo e tem grande diálogo com o presidente da Assembleia [do PV]. O que o diferencia do governo federal é realmente ter claras as prioridades.

Então Zema é o anti-Bolsonaro?

JA – [risos] Não, eu diria que o Zema é um ótimo gestor. E outra coisa é que ele tem uma equipe de secretários muito unida. Ele é um exemplo a ser seguido, de mais diálogo e menos polêmica.

No rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, Zema chegou à cidade e disse que ali seriam resgatados somente corpos. Foi um erro?

JA – Faz parte do aprendizado. Era um momento delicado, provavelmente ele estava muito impactado. Foi um pequeno deslize.

Quando o vice-governador Paulo Brant (Novo) usou um helicóptero do Estado após uma folga em um spa de luxo para ir a um compromisso, o sr. reclamou que não havia “nenhuma nota” sobre iniciativas positivas do partido e que bastou um episódio para o Novo ser chamado de “igual aos demais”. Culpar a imprensa não é retórica dos políticos tradicionais?

JA – Não. A imprensa tem seu papel, mas, assim como os políticos e os gestores, também deve receber críticas, até para melhorar. Era uma coisa pequena, e várias coisas maiores e produtivas que o Novo faz não vejo noticiadas. Meu pedido é: a gente pode errar, mas estamos fazendo muitas coisas certas.

Ficou algum aprendizado desse caso?

JA – Existe um peso grande em cima do Novo, porque a gente é diferente. Mas não acho ruim essa vigilância extrema. Faz com que o partido cresça mais sólido.

Que metas o Novo tem para a eleição do ano que vem?

JA – Pretendemos lançar candidaturas em todas as cidades onde o partido tenha pelo menos 150 filiados ativos até o dia 15 de junho deste ano. O que será positivo é que poderemos, com certeza, participar dos debates na TV e continua havendo uma demanda por gente nova na política. Acho que a gente será competitivo.

O sr. será candidato novamente?

JA – Em 2020, não pretendo de forma nenhuma. E 2022 ainda não pensei sobre o assunto.

O sr. pedirá recontagem de votos, como sugerem as piadas na internet, depois que diversos eleitores arrependidos de Bolsonaro passaram a dizer que votaram no sr.?

JA – [risos] Isso eu levo na esportiva, né? Do ponto de vista prático, eu não tenho dúvida de que perdi uma quantidade muito grande de votos porque transformaram o primeiro turno num segundo turno.

JOÃO FILGUEIRA BARRETO AMOÊDO, 56

Candidato a presidente da República pelo Novo em 2018, em sua primeira eleição, conquistou 2,6 milhões de votos (2,5% do total) e ficou em quinto lugar. Ex-banqueiro, com patrimônio declarado de R$ 425 milhões, ajudou a fundar o partido e é o atual presidente da legenda

(JOELMIR TAVARES)

maio
27
Posted on 27-05-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-05-2019


 

Tacho, no

 

 

Uma pessoa sem teto, em São Francisco.

 Uma pessoa sem teto, em São Francisco. AFP
Pablo Ximénez de Sandoval
San Francisco

As últimas cifras são da semana passada, embora nem fossem necessárias. O número de pessoas sem casa em Sãn Francisco aumentou 17% nos últimos dois anos. A lista, elaborada por voluntários e serviços sociais, indica que há 8.011 pessoas vivendo nas ruas da cidade. Uma quantidade ainda muito inferior à de Los Angeles, a capital dos sem-teto nos Estados Unidos. Mas São Francisco é uma península (cercada por água) com 800.000 habitantes. Ou seja: de cada 10 pessoas que andam pela rua, uma não tem onde dormir.

A Prefeitura reagiu às cifras prometendo destinar mais cinco milhões de dólares (cerca de 20 milhões de reais) do orçamento aos serviços para os sem-teto. Mas isso não era nenhuma surpresa. Faz alguns anos que a chuva de milhões que cai sobre a pequena cidade da baía deixou milhares de vítimas colaterais nas ruas, tornando o combate contra a miséria uma prioridade política inevitável. O orçamento do novo governador da Califórnia, Gavin Newsom, apresentado na semana passada, prevê nada menos que um bilhão de dólares (quatro bilhões de reais) para abordar o problema.

Um dos grandes nomes do Vale do Silício, Marc Benioff, fundador da Salesforce, prometeu no último mês 30 milhões de dólares (120 milhões de reais) para projetos contra a pobreza aguda. O anúncio de uma taxa específica para lutar contra a miséria, em novembro passado, provocou a ira das grandes empresas de tecnologia (acabou sendo aprovada nas urnas). A Prefeitura quer construir o que chama de Navigation Centers, lugares de serviços integrais para os sem-teto. Mas esbarrou na oposição dos moradores de uma cidade onde uma casa custa em média 1,6 milhão de dólares (6,4 milhões de reais), e ninguém quer que a sua própria seja desvalorizada. A situação gerou uma verdadeira sensação de urgência política.

Orlando Webb, em seu banco da rua Mission.
Orlando Webb, em seu banco da rua Mission. P. X. S.
 Pelas ruas, veem-se os novos banheiros portáteis instalados pela Prefeitura, pois a situação nas calçadas é também um problema sanitário. É normal observar seringas, fezes e preservativos a poucos passos das ruas mais turísticas da cidade. “Certamente é uma preocupação”, afirma por telefone Cassandra Costello, encarregada da comunicação do São Francisco Tourist Board, o lobby turístico da cidade. “É a principal preocupação expressada pelas pessoas que visitam São Francisco”. Costello diz que ainda não se observa um impacto no turismo, já que em 2018 foram registrados recordes no número de visitantes e no dinheiro gasto na cidade. “São Francisco tem uma taxa de retorno de 96%”, afirma.

Em todas as maiores cidades dos EUA existe miséria extrema, mas é preciso procurá-la. Em São Francisco, uma península sem escapatória, a miséria é vista em toda esquina, incluindo nas zonas mais turísticas. São duas a tarde de um dia de maio e, na esquina das ruas Mission e 16, dois jovens enchem uma seringa agachados contra uma parede. Não se escondem, estão na calçada, e ao lado deles a vida continua normal – passam estudantes e até bebês em carrinhos. Do outro lado do quarteirão há uma escola primária e, a poucos passos dali, bares e restaurantes que estão na moda. A cerca de 20 minutos a pé ficam a sede do Uber e a Prefeitura, na rua Market, a artéria de São Francisco por onde passam ao redor de 25 milhões de turistas por ano.

A poucos passos dos jovens com a seringa, Orlando Webb, um homem que leva todos os seus pertences num cesto de lixo, improvisa um sanduíche e encolhe os ombros quando lhe perguntam por seus vizinhos de calçada. Webb, de 56 anos, poderia ser qualquer desses milhares de novos desabrigados. A morte de sua mãe, único familiar que lhe restava, além de um gasto inesperado e da perda do emprego como supervisor na empresa ferroviária, deixaram Webb sem recursos suficientes nem para alugar um quarto. Ele gastou 9.000 dólares (36.000 reais) em motéis tentando evitar a rua durante meses. Queixa-se do nervo ciático e da perda de dentes. Nenhuma esmola vai tirá-lo daqui. “Não se trata de dinheiro. Basta ter uma oportunidade”, diz Webb.

Ruth Núñez, diretora do centro de recursos para pessoas sem lar do bairro da Missão.
Ruth Núñez, diretora do centro de recursos para pessoas sem lar do bairro da Missão. P. X. S.
 

Ele vive no distrito de Mission, a histórica zona ao sul do centro, um antigo bairro de artistas e famílias que se transformou num dos grandes laboratórios da gentrificação extrema na costa da Califórnia. “Nos últimos 10 anos, houve um deslocamento das pessoas de baixos recursos” dessa região, explica Ruth Núñez, diretora de serviços prestados aos sem-teto pelo Mission Neighborhood Health Center, um centro onde essas pessoas podem descansar e lavar a roupa de dia. A instituição ajuda a providenciar lugares onde elas podem comer e dormir.

O perfil que Núñez encontra entre os que procuram sua ajuda não é o de marginalizados ou com problemas mentais, que também existem, mas “pessoas que viveram aqui a vida toda e passaram por algo em determinado momento”, terminando na rua. “Vemos famílias e adolescentes nos albergues.” Nem sequer seriam pobres em outro lugar. “Muitos dos que vêm aqui têm trabalho, mas não têm casa”, diz Núñez. Em outras cidades eles teriam algum lugar para onde se mudar. Em São Francisco, não.

Há dois anos, Núñez voltou a trabalhar em São Francisco depois de uma década morando fora. “Não reconhecia [o bairro] Mission”, diz. “Na rua Valencia havia lojinhas e restaurantes familiares. A maioria desapareceu. Gente que nasceu no bairro já não pode morar aqui, enquanto alguns dos apartamentos novos estão vazios. É imoral.”

“São Francisco é uma cidade que expulsou os pobres na última década”, afirma. “As empresas de tecnologia pagam enormes salários aos seus funcionários” e distorceram completamente o mercado imobiliário. Logo que pode, um proprietário expulsa inquilinos da vida inteira para multiplicar sua renda ou vender o edifício e fazer apartamentos novos onde o aluguel mensal de um quarto gira em torno de 3.600 dólares (14.400 reais). Núñez recomenda observar também o que acontece em outros lugares. “Oakland e Berkeley estão na mesma situação. É uma crise de toda a baía”.  O trabalhador normal da cidade já não mora nela. As pessoas estão se mudando para Vacaville, 80 quilômetros ao norte, diz Núñez.

“O problema dos sem-teto em São Francisco não é novo”, afirma a diretora. O que acontece, segundo ela, é que já não restam edifícios de aluguel baixo para morar, nem praticamente nenhum lugar sem urbanizar. “Nos lugares onde antes ninguém queria viver agora há apartamentos que custam milhões de dólares”, afirma. Não apenas há mais pessoas sem casa; elas “já não têm onde se esconder.”

São Francisco está se tornando a versão mais extrema, ou pelo menos a mais óbvia, da desigualdade nos EUA, onde uma das maiores concentrações de fortunas do Ocidente convive nas ruas com uma miséria atroz. “Acredito que seja uma crise de todo o país, onde as pessoas que têm dinheiro estão bem e as demais podem ficar sem casa a qualquer momento.”

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