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CRÔNICA

 

 

CRÔNICA

 O menino que libertava pipas

Janio Ferreira Soares

Ainda bem que a vida, essa intrigante e bela ocorrência batizada pelo mestre João Cabral de Melo Neto de “Severina”, de vez em quando apronta das suas e joga no mundo poemas soltos, fundamentais nesses dias de incontáveis absurdos praticados por um governo que deveria se dar ao diálogo, mas que, sectário até o talo, não percebe a própria estupidez.

É tanto que seus fanáticos torcedores deverão ir às ruas nesse domingo em nome da pátria, de Deus e de uma família – oh, que frondosa baraúna! -, representada por figuras do naipe de mãe Damares, pai Weintraub e mano Moro (assumindo de vez a função do “adotado 05” que só queria as benesses da Bic do boss), além do bom e velho tio Guedes – no papel daquele milionário bonachão, que nas datas festivas empurra cerveja nos sobrinhos, urina na grama e, se alguém reclamar, pega seu jatinho e vai comer cupcakes em Miami.

Mas como eu dizia, na semana em que nosso capitão prestou continência pra bandeira americana pela segunda vez, aconteceu em São Paulo um show beneficente provocado por Magda Carneiro (doutora em humanização do Hospital das Clínicas), com a participação de Yamandu Costa e outras feras, cuja renda será usada para equipar um ambiente destinado ao lazer infantil na cobertura do hospital – que receberá o nome de: Espaço de Arte e Cultura Menino Angelo. Explico.

Angelo, registrado assim mesmo, sem o chapéu no “A” que o principia, sofria de uma doença renal crônica e passou a maior parte de sua infância sob os cuidados de Dra. Magda. Pois bem, depois de 4 anos de hemodiálise e de um transplante renal, Angelo, percebendo que não voltaria mais pra casa, pediu pra fazer o que mais gostava na vida: soltar uma pipa. Pedido aceito, tia Magda então montou uma grande operação para a realização daquela que seria sua última brincadeira.

De máscara, luvas e apetrechos hospitalares, sua mãe conta que a caminho da cobertura e já bastante fraco, seus olhinhos brilhavam. Ela também lembra que a pipa sempre fora sua grande paixão, e que ele a empinava de um modo completamente diferente dos outros meninos. Seu maior encanto, certamente por sua situação, era vê-la seguindo solta do cordão que a prendia.

E foi assim, com apenas uma das mãos (a outra estava imobilizada por uma tala), que Angelo a colocou bem alto e aí fez aquilo que melhor sabia. Mantendo-a estática, esperou que outra linha afiada no cerol se aproximasse e a cortasse, só para que ela sumisse no Céu.

Dias depois, como no poema, o fio que o trouxe ao mundo e o prendia à vida também se rompeu, e aí o menino com nome de anjo, aos seis anos de idade, pulou pra fora da ponte, leve, solto, finalmente livre pra seguir seu voo, creio, montado num colorido tapete formado pelas rabiolas das pipas que ele libertou.

 

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco

“Todo sujo de batom”, Belchior: Um nome de nobre nordestino, nascido no Ceará: Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes. Ou simplesmente, como ele sempre preferiu até a morte prematura, o cidadão Belchior. Nascido em Sobral, 26 de outubro de 1946,  cantor e compositor brasileiro como poucos. Foi um dos primeiros cantores de MPB do nordeste brasileiro a fazer sucesso nacional, em meados da década de 1970. Não esqueçam dele. O Bahia em Pauta jamais o esquecerá. Ouçamos mais uma vez a sua voz, neste domingo de manifestações nas ruas.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Eu estou muito cansado do peso da minha cabeça G D/Gb Desses dez anos passados (presentes) E7 A7/4 A7 Vividos entre o sonho e o som D Gbm Eu estou muito cansado de não poder De não poder falar palavra G D/Gb Sobre essas coisas sem jeito E7 Que eu trago em meu peito A7/4 A7 E que eu acho tão bom D Gbm Quero uma balada nova falando de brotos, de coisas assim G De money, de banho de lua, de ti e de mim E7 A7/4 A7 Um cara tão sentimental D D7 Quero a sessão de cinema das cinco G Gm Pra beijar a menina e levar a saudade E7 A7/4 A7 D A7 Na camisa toda suja de batom………………… Rafael Prado in 03, July, 2015.


Os dois países “precisam se ver como parceiros”, afirma o presidente chinês, Xi Jinping, que, embora não fosse obrigado pelo protocolo, decidiu receber o vice-presidente brasileiro na visita que se encerrou nesta sexta

 Macarena Vidal Liy
Pequim
O vice Mourão e presidente da China, Xi Jinping.
O vice Mourão e presidente da China, Xi Jinping. Adnilton Farias/VPR

Com um aperto de mãos, o vice-presidente do Brasil, general Hamilton Mourão, e o presidente chinês, Xi Jinping, reconduziram as relações entre os dois países à normalidade. Uma normalidade de que ambos os países necessitam, havendo ou não comentários incendiários do presidente Jair Bolsonaro, que na campanha acusou o gigante asiático de querer “comprar” seu país. O Brasil, porque a China é o seu parceiro comercial mais importante. A China, porque em sua incipiente guerra fria com os Estados Unidos, que tem cada vez mais frentes abertas, precisa cercar-se de bons aliados.

Em uma recepção no imponente Palácio do Povo, em Pequim, que o Governo chinês reserva para os grandes encontros, Xi disse a Mourão que “os dois lados devem continuar se vendo como parceiros e oportunidades para o seu próprio desenvolvimento. Devem respeitar-se, apoiar-se, ter confiança um no outro e construir as relações China-Brasil como um modelo de solidariedade e cooperação entre os países em desenvolvimento”.

A China quis se empenhar ao máximo na recepção a Mourão, um homem visto neste país como a ponte entre a ala dura do Governo Bolsonaro e os empresários, ansiosos por expandir os laços com Pequim, um representante da moderação contra o populismo do presidente brasileiro.O protocolo não obrigava Xi a receber um vice-presidente. Mas o chefe de Estado chinês queria fazer esse gesto de aproximação numa visita comparável, no campo diplomático, ao retorno do filho pródigo, quando as relações mergulharam em seu pior momento em quatro décadas, após a eleição de Bolsonaro em outubro. Além de Xi, Mourão também se reuniu com o vice-presidente, Wang Qishan, e os principais líderes chineses durante seis dias de visita à potência asiática.

Na quarta-feira, em um discurso para empresários de ambos os países em um hotel em Pequim, Mourão disse que Brasília considera os laços com a China “estratégicos” e lhes concede prioridade. Após sua visita –ressaltou– os vínculos entram “em uma posição ainda mais promissora”.

Na última década, a China se tornou o principal parceiro comercial brasileiro, com um volume de intercâmbio de 98,9 bilhões de dólares no ano passado (395,6 bilhões de reais). Nos últimos quinze anos, a China investiu cerca de 70 bilhões de dólares no Brasil (280 bilhões de reais), segundo dados do Ministério da Economia brasileiro. A maior parte foi direcionada aos setores de energia e infraestrutura. Mas, diante da incerteza desencadeada pelos comentários do então candidato presidencial Bolsonaro, de que “a China está comprando o Brasil”, o investimento direto chinês caiu de 11,3 bilhões de dólares em 2017 para 2,8 bilhões em 2018.

Mourão afirmou em seu discurso em Pequim que, além dos campos tradicionais – soja, petróleo–, o Brasil tentará direcionar os investimentos chineses a “setores de interesse”, como a inovação, a ciência e a tecnologia.

Ele não quis entrar nos assuntos mais delicados da relação bilateral –essas decisões corresponderão a Bolsonaro, que planeja viajar para Pequim por volta de agosto e dar as boas-vindas a Xi durante a visita do presidente chinês em novembro para participar da cúpula dos BRICS. Entre as questões, por um lado, se o Brasil optará por ceder aos desejos dos Estados Unidos e tomar medidas para limitar o papel da gigante tecnológica chinesa Huawei nas redes 5G do país. E, por outro, se o Brasil quer aderir formalmente, por meio de um memorando de entendimento, à iniciativa chinesa Nova Rota da Seda, a rede de infraestrutura com a qual Pequim quer se conectar com o restante do mundo. Até agora, Brasília resistiu a dar um passo que outros líderes latino-americanos já deram. Sua integração formal representaria um enorme gesto em direção a Pequim.

Por ora, o Brasil começou a enviar sinais amigáveis ao gigante asiático. Nesta semana, o Governo em Brasília anunciou que retirará sua denúncia na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as políticas comerciais chinesas sobre o açúcar. Também expressou seu apoio ao candidato chinês para liderar a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Qu Dongyu.

maio
26
Posted on 26-05-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-05-2019

DO BLOG O ANTAGONISTA

Moro homenageia servidores penitenciários

No Twitter, Sergio Moro elogiou neste sábado os servidores penitenciários e chamou de “heróis” aqueles que morreram em trabalho.

“O agente que nele trabalha é, antes de tudo, um forte. Coloca em risco sua vida em prol da sociedade”, disse.

O ministro também relembrou a execução de Melissa Almeida, psicóloga assassinada em maio de 2017 a mando de uma facção que atua dentro e fora de presídios.

“Dois anos atrás, nesta data, Melissa Almeida, psicóloga em presídio federal, foi assassinada pelo crime organizado. Pouco antes, também os agentes Alex Belarmino Almeida Silva e Henry Charles Gama Filho. Todos também heróis como o juiz Falcone. A eles também as minhas homenagens.”

Ainda no Twitter, o viúvo de Melissa agradeceu o apoio de Moro, que lamentou pelo ocorrido há dois anos.

“O senhor também um herói. Salvou seu filho, trocou tiros com os assassinos.”

maio
26

Do Jornal do Brasil

 

Atriz estava internada desde o mês passado

Lady Francisco morreu na tarde deste sábado (25) aos 84 anos no Rio de Janeiro. Ela estava internada na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Unimed, na Barra da Tijuca, desde o dia 28 de abril.

De acordo com o hospital, a atriz morreu por volta das 13h10 por “falência de múltiplos órgãos, decorrente de isquemia enteromesentérica (transtorno vascular agudo dos intestinos)”. Ela foi hospitalizada após sofrer uma queda enquanto passeava com seus cachorros em um parque carioca.

Macaque in the trees
Lady Francisco (Foto: Divulgação/Prefeitura de Campos)

Lady Francisco estava na UTI em decorrência de complicações respiratórias apresentadas no período pós-operatório de correção de fratura de fêmur. Seu quadro de saúde piorou na noite desta sexta-feira (24).

“Quero deixar aqui uma mensagem de anos pros familiares da grande e querida Lady Francisco. Fiquei muito, muito triste mesmo com a notícia de hoje ! Que mulher alegre, positiva, forte, doce, ótima comediante, enfim, recebam meu abraço enorme e pra Maitê saber a avó dela foi uma artista muito querida e respeitada pelo público e pela classe! Adeus, querida Lady”, escreveu Suzana Viera, nas redes sociais.

O último trabalho de Lady Francisco foi como Lorraine, na novela “Malhação: Vidas Brasileiras”, exibida pela TV Globo no ano passado. A atriz começou sua bem-sucedida carreira em telenovelas em 1972, na antiga TV Tupi. Nos anos 1990, Lady interpretou uma de suas personagens mais famosas: a geneticista Yara, em “Barriga de Aluguel”.

Nascida em Belo Horizonte (MG) no dia 7 de janeiro de 1935, Lady Francisco começou a carreira artística na capital mineira, com participações no rádio e na TV Itacolomi. Em 1972, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde estreou na televisão e no cinema. Sua primeira novela foi “Jerônimo – o Herói do Sertão” (1972), na Tupi.

maio
26
Posted on 26-05-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-05-2019


Thiago Lucas,no

 

Longa metragem brasileiro é de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles

Do Jornal do Brasil

O filme brasileiro “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, levou o prêmio do júri, o terceiro mais importante do Festival de Cannes. O anúncio foi neste sábado (25). Ele dividiu a honraria com o francês “Les Misérables”, de Ladj Ly.

O troféu é uma das grandes vitórias do cinema nacional nessa que é a principal mostra de cinema do mundo e se soma ao feito de “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, de Karim Aïnouz, premiado como melhor filme da seção Um Certo Olhar nesta mesma edição.

Macaque in the trees
Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, premiados em Cannes pelo filme “Bacurau” (Foto: REUTERS/Regis Duvignau)

“Queria mandar um beijo para o povo do Recife e do Brasil”, disse Kleber no palco, em português. Ao seu lado, Dornelles dedicou o prêmio a “todos os trabalhadores do Brasil, da ciência, da educação e da cultura”. “Bacurau” estreia em 30 de agosto.

A Palma de Ouro, principal troféu da mostra, foi para “Parasite”, do sul-coreano Bong Joon-ho, uma sátira sobre abismos sociais entre duas famílias, uma rica e outra pobre.

Já o grande prêmio (Grand Prix) ficou com “Atlantique”, da franco-senegalesa Mati Diop. Diretora estreante, ela conta história de uma jovem de Dakar prometida em casamento que acaba se apaixonando por um rapaz que sonha em migrar para a Europa.

Neste ano, quem presidiu o júri foi o mexicano Alejandro González Iñárritu, primeiro latino-americano no posto.

Os jurados também deram o prêmio de direção aos veteranos Jean-Pierre e Luc Dardenne, que em “Le Jeune Ahmed” contam a história de um jovem de origem árabe que opta pela radicalização islâmica na Bélgica.

Nas categorias de atuação, a inglesa Emily Beecham, de “Little Joe”, foi escolhida como a melhor atriz por sua interpretação como uma cientista que desenvolve uma planta capaz de exalar um aroma para deixar as pessoas felizes.

Como ator, o premiado foi Antonio Banderas que viveu um atormentado cineasta de meia-idade em “Dor e Glória”, longa semiautobiográfico de Pedro Almodóvar.

Favorito ao prêmio principal, “Portrait de La Jeune Fille em Feu”, da francesa Céline Sciamma, ficou apenas com o de roteiro por sua história sobre o envolvimento entre uma pintora e a jovem que ela é incumbida de quem é incumbida de fazer um retrato.

O palestino Elia Suleiman recebeu a menção especial do júri por “It Must Be Heaven”, sátira que o traz nas ruas de Nova York e Paris num ensaio sobre identidade.

A Caméra D’Or, dedicada a diretores estreantes, foi para as mãos de Cesar Díaz, de “Nuestras Madres”, história sobre a guerra civil na Guatemala. A obra integrou a seção Semana da Crítica, paralela à programação oficial.

A Palma de melhor curta-metragem ficou com “The Distance Between The Sky and Us”, do grego Vasilis Kekatos. E o argentino “Montruo Dios”, de Augustina San Martín, recebeu a menção especial.

Ao longo da história, o Brasil só levou a Palma de Ouro uma única vez, em 1962, por “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte. E em 1969, Glauber Rocha venceu como melhor diretor por “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro”.

Também já foram premiadas em Cannes as atrizes Fernanda Torres, por “Eu Sei Que Vou Te Amar” (1986), e Sandra Corveloni, por “Linha de Passe” (2008).

(Por GUILHERME GENESTRETI)

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