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Posted on 16-05-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-05-2019

Do Jornal do Brasil

 

Manifestações contra o bloqueio de verba para o ensino federal promovido pelo Ministério da Educação foram realizadas em todos os estados e no Distrito Federal, nesta quarta-feira (15), reunindo milhares de alunos, profissionais de ensino e pais. O MEC bloqueou 24,84% dos gastos não obrigatórios dos orçamentos das instituições federais. Essas despesas incluem contas de água, luz e compra de material básico, além de pesquisas

O presidente Jair Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, afirmou que os manifestantes eram, “uns idiotas úteis, uns imbecis”. “A maioria ali é militante. É militante. Não tem nada na cabeça. Se perguntar 7 x 8 não sabe. Se perguntar a fórmula da água, não sabe. Não sabe nada. São uns idiotas úteis, uns imbecis que estão sendo utilizados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais do Brasil”, afirmou.

Rio de Janeiro

Macaque in the trees
Manifestantes fazem protesto na Candelária contra o corte de verba no ensino federal (Foto: Beto Herrera)

Com forte presença de adolescentes e jovens, alunos de escolas e universidades públicas, o protesto fechou neste fim de tarde duas faixas da avenida Presidente Vargas e da avenida Rio Branco, no centro do Rio.

De instituições como o tradicional colégio Pedro II, os jovens ensaiam gritos de guerra contra o presidente Jair Bolsonaro e seu governo.

“Que contradição, tem dinheiro pra milícia mas não tem pra educação”, “Eu não vou trabalhar até morrer, Bolsonaro eu vou derrubar você” e “A nossa luta unificou, é estudante junto com trabalhador” são alguns dos gritos ouvidos.

 São Paulo 

Macaque in the trees
Estudantes fazem protesto contra o corte de verba no ensino público. REUTERS/Amanda Perobelli (Foto: Reuters)

Os manifestantes tomaram completamente o vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, região central da capital. Os dois sentidos da via e as calçadas também foram ocupados. Na multidão, muitos estudantes, além de professores universitários, estaduais e municipais. Nas universidades públicas houve chamado para paralisar as atividades. Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), não houve aula em nenhuma das faculdades, apenas as áreas essenciais de manutenção funcionaram. Na Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade Estadual Paulista (Unesp), a decisão de assistir às aulas ou ir ao protesto ficou a cargo dos estudantes.

O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) divulgou nota em apoio à manifestação. O comunicado destaca que as três instituições são respondem “por mais de 35% da produção científica nacional e são responsáveis por 35% dos programas de pós-graduação de excelência no país”.

De acordo com o conselho, no Brasil e em países desenvolvidos a pesquisa é financiada majoritariamente pelos governos. “Interromper o fluxo de recursos para estas instituições constitui um equívoco estratégico que impedirá o país de enfrentar e resolver os grandes desafios sociais e econômicos do Brasil.”

Natal

Manifestantes se concentraram em Natal no cruzamento das avenidas Salgado Filho e Bernardo Vieira. De lá, partiu em passeata até a praça de Mirassol, na BR-101.

Participam do ato alunos e professores da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), Ufersa (Universidade Federal Rural do Semi-Árido) e IFRN (Instituto Federal do Rio Grande do Norte).

A reitora da UFRN, ngela Paiva, afirmou durante a semana que o bloqueio provocará a demissão de aproximadamente 1.500 servidores terceirizados e suspenderá parcial ou totalmente as atividades a partir de setembro deste ano.

Recife

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco afirma que 20 mil pessoas foram ao protesto na tarde desta quarta na capital pernambucana.

Valeria Silva, vice-presidente do sindicato, disse que o movimento é um “esquenta” para a greve geral de 14 de junho. “É uma resposta ao governo federal pelos ataques que tem feito à Educação desde que assumiu, e veio agora com esses cortes nas universidades. Outro ponto importante é a Reforma da Previdência que vem destruir a aposentadoria do povo brasileiro”.

Salvador

A mobilização já lotava o Largo do Campo Grande, no centro, quando, perto das 10h, estudantes, professores, sindicalistas e apoiadores da manifestação saíram em caminhada com destino à Praça Castro Alves, distante cerca de 1,5 quilômetro. A Polícia Militar acompanha a manifestação a fim de garantir a segurança das pessoas, mas não divulgará o número de participantes.

Curitiba

Na capital paranaense, manifestantes se concentraram na Praça Santos Andrade, em frente à Universidade Federal do Paraná, na região central da cidade. Dali, seguiram em direção à sede da prefeitura. No caminho, alguns participantes do ato abordaram pedestres e trabalhadores do comércio para explicar as razões da manifestação.

Antes de se dispersar, por volta das 12h30, o grupo ainda esteve na Assembleia Legislativa, onde representantes do movimento entregaram a deputados estaduais um documento com o posicionamento do Fórum Popular de Educação do Paraná (Fepe-PR) sobre o contingenciamento de recursos da educação. A Polícia Militar não informou a estimativa de público presente. Já as entidades organizadoras afirmam que o número total variou entre 16 mil e 20 mil pessoas ao longo de toda a manhã. Há previsão de um novo ato na Praça Santos Andrade, a partir das 18h.

Brasília

Os manifestantes se concentraram em frente ao Museu da República, na Esplanada dos Ministérios. Dali, seguiram em direção ao Congresso Nacional, portando faixas e cartazes contra o contingenciamento de 3,4% das chamadas despesas discricionárias, ou seja, aquelas não obrigatórias, que o governo pode ou não executar, e que incluem despesas de custeio e investimento. Do alto do carro de som que acompanha a marcha, manifestantes discursam em favor de mais investimentos nas universidades públicas e sobre o risco de o corte de verbas inviabilizar as pesquisas desenvolvidas nos campus acadêmicos. Segundo cálculos da PM, às 11h, o ato reunia cerca de 2 mil pessoas.

“E Não Sou Baiano”, Moreira da Silva: samba famoso de exaltação à Bahia, de autoria de Waldemar  Ressurreição, nos Anos  60, regravado pelo genial Morengueira em 1977, no álbum Talento Brasileiro 2 – Moreira da Silva e o Samba de Breque. Uma reridade, aqui em clip gravado ao apresentação ao vivo do rei do samba de breque.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO JORNAL DO BRASIL

Presidente disse que os alunos que estão nas ruas “não sabem nem a fórmula da água” e servem de instrumento político

  

DALLAS, EUA – Ao chegar aos Estados Unidos nesta quarta-feira (15) Jair Bolsonaro afirmou que as manifestações que estão ocorrendo no país em defesa de recursos para a educação são feitas por “idiotas úteis”, classificados pelo presidente como “militantes” e “massa de manobra”.

Indagado sobre os protestos que acontecem nas capitais e grandes cidades do Brasil, o presidente disse que os alunos que estão nas ruas “não sabem nem a fórmula da água” e servem de instrumento político para “uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais”.

Macaque in the trees
Jair Bolsonaro em Dallas, no Texas (Foto: Marcos Corrêa/PR )

“É natural [que haja protesto], mas a maioria ali é militante. Se você perguntar a fórmula da água, não sabe, não sabe nada. São uns idiotas úteis que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais no Brasil”, afirmou o presidente na porta do hotel onde está hospedado em Dallas.

Cercado de apoiadores, que gritavam “mito” enquanto o presidente concedia uma entrevista coletiva a jornalistas, Bolsonaro primeiro afirmou que não existe corte na educação para, em seguida, dizer que, por causa da crise econômica e da arrecadação baixa, foi preciso fazer o contingenciamento.

“Na verdade não existe corte, o que houve é um problema que a gente pegou o Brasil destruído economicamente também, com baixa nas arrecadações, afetando a previsão de quem fez o orçamento e, se não tiver esse contingenciamento, simplesmente entro contra a lei de responsabilidade fiscal. Então não tem jeito, tem que contingenciar”, declarou.

Os protestos são uma resposta à decisão do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que reduziu o orçamento das universidades federais e bloqueou bolsas de pesquisa.

O presidente disse ainda que não gostaria de fazer nenhum contingenciamento, em especial na educação, mas afirmou que o setor está “deixando muito a desejar”.

“Gostaria que nada fosse contingenciado, em especial na educação. A educação também está deixando muito a desejar no Brasil. Se você pega as provas, que acontecem de três em três anos, está cada vez mais ladeira abaixo. A garotada, com 15 anos de idade, na oitava série, 70% não sabe uma regra de três simples. Qual o futuro destas pessoas?”.

Na avaliação do presidente, a alta taxa de desemprego no país -cerca de 14 milhões de desempregados- vem da baixa qualificação dos trabalhadores. Bolsonaro afirmou que, durante os governos do PT, não havia preocupação com a educação.

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DO BLOG O ANTAGONISTA

“Puta telefone sem fio”, diz Weintraub

 

Por Claudio Dantas

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse a O Antagonista que os líderes entenderam errado o telefonema de Jair Bolsonaro.

“O presidente me ligou para saber se teria cortes no orçamento da educação. Ele estava preocupado, não queria cortes. Expliquei que a decisão da Economia era de contingenciamento, não de cortes”, conta.

Segundo ele, a ligação não estava em viva-voz. “Eles não me ouviram falando com o presidente diretamente e tiraram conclusões equivocadas.”

“Agora, é claro que haverá um remanejamento do orçamento para atividades que interessam ao governo.”

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Posted on 16-05-2019
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Sponholz, no

 

 

 

Abraham Weintraub disse que prioridade é ensino básico, fundamental e técnico. Ele foi convocado no mesmo dia das manifestações de protestos contra o bloqueio de verbas no setor.

Por Fernanda Calgaro, Fernanda Vivas e Mateus Rodrigues, G1 e TV Globo — Brasília

Ministro da Educação vai à Câmara explicar bloqueio na educação

Ministro da Educação vai à Câmara explicar bloqueio na educação

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse nesta quarta-feira (15), em sessão no plenário da Câmara dos Deputados, não ser responsável pelo atual contingenciamento (bloqueio) de verbas no setor.

Ele afirmou ainda que a prioridade do governo é o ensino básico, fundamental e técnico.

“Não somos responsáveis pelo contingenciamento atual”, afirmou, atribuindo a culpa ao governo da petista Dilma Rousseff, que tinha Michel Temer como vice. “Este governo, que tem quatro meses, não é responsável pela situação”, disse.

Weintraub afirmou que a educação apresentou uma “involução” nos últimos anos, declaração que provocou aplausos de deputados aliados do governo e vaias de oposicionistas.

“O orçamento atual foi feito pelo governo eleito Dilma Rousseff e Michel Temer, que era vice. Nós não votamos neles. Não somos responsáveis pelo desastre da educação brasileira. O sonho das pessoas é colocar os fihos na educação privada, não na pública”, declarou.

Convocado para falar sobre os bloqueios no orçamento das universidades, Weintraub afirmou que o ensino superior é uma área onde o país “está, entre aspas, bem”.

“Não estou querendo diminuir o ensino superior. Ao que a gente se propõe? Cumprir o plano de governo que foi apresentado. Prioridade é ensino básico, fundamental, técnico”, afirmou.

Weintraub disse ainda que não há corte de recursos. Segundo ele, o governo está “obedecendo a lei”. “Não tem corte. Se você pegar o orçamento total, a gente está obedecendo a lei”, declarou.

Em outro momento da audiência, o ministro declarou não haver “revanche” ao comentar o contingenciamento de verbas para as universidades e que sabe “do papel republicano do cargo de ministro”.

Em relação a críticas de que o bloqueio de verbas prejudicará pesquisas no país, afirmou que a pasta analisará “pesquisa a pesquisa” para liberar verba e que isso será feito com “diálogo e transparência”.

“Algumas áreas de, entre aspas, pesquisas que são feitas podemos postergar para um segundo momento”, disse.

 

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante exposição aos deputados no plenário da Câmara — Foto: Fernanda Calgaro / G1 O ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante exposição aos deputados no plenário da Câmara — Foto: Fernanda Calgaro / G1

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante exposição aos deputados no plenário da Câmara — Foto: Fernanda Calgaro / G1

Tumulto

A sessão, que durou seis horas, transcorreu em clima tenso entre o ministro e deputados da oposição.

Parlamentares oposicionistas o acusaram de ter declarado que comunista merecia “levar bala na cabeça” e de ser próximo a banqueiros.

Weintraub disse que não iria responder sobre as questões “fúteis e superficiais”, que, segundo ele, representavam um “desrespeito” a quem paga impostos.

“Quanto à bala na cabeça, eu não tenho passagem na polícia por ameaça, agressão, não tenho processo trabalhista. Minha ficha é limpíssima. Não tem um ato. Tiveram que voltar 30 anos para achar um boletim ruim. Bala na cabeça quem prega não é este lado aqui”, afirmou.

E acrescentou: “Quem ligou para o Santander na Espanha para pedir a cabeça de uma colega minha porque ela disse que, se a Dilma fosse eleita, o real ia cair e o dólar ia subir. Foi o Lula, que hoje está na cadeia […]. O amigo de banqueiro é o Lula”, declarou. Ele se referiu ao episódio da demissão de uma analista do Santander que, em 2014, enviou a clientes uma nota sugerindo que a reeleição da então presidente Dilma Rousseff provocaria uma piora na economia.

 
 
Deputados de oposição protestam contra o ministro Abraham Weintraub em sessão na Câmara

Deputados de oposição protestam contra o ministro Abraham Weintraub em sessão na Câmara

As declarações do ministro provocaram confusão no plenário. Deputados de oposição passaram a gritar “demissão, demissão”.

O deputado Marcos Pereira (PRB-SP), vice-presidente da Câmara, que conduzia os trabalhos, pediu aos deputados e ao ministro que se restringissem ao tema da comissão geral, os bloqueios na educação.

Iniciada às 15h com um plenário cheio, a sessão foi se esvaziando à medida que se aproximava do final. Cinco horas depois do início, o ministro falava a um grupo menor de deputados, principalmente do PSL e de partidos de oposição.

Mesmo com o quórum mais baixo, o clima voltou a esquentar na sessão quando o deputado André Janones (Avante-MG) subiu à tribuna e, em tom exaltado, insistia para que o ministro olhasse para ele enquanto falava.

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