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Bolsonaro, Bush e Ted Cruz: tudo certo com republicanos para
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…e Mike Rawlandas: acatamento do democrata prefeito de Dallas

ARTIGO DA SEMANA

Rumo a Dallas(Texas): entre sapos e revides a Bill de Blaiso (NY)

Vitor Hugo Soares

Experiente na arte de engolir sapos, segundo admitiu, sem mágoas ou rancores aparentes, esta semana, em conversa com jornalistas, no Palácio do Planalto, o presidente da República, em sua fala ajudou a entender o fato condutor deste artigo: Estimulado por assessores , Jair Bolsonaro resolveu reconsiderar decisão anterior e já bateu o martelo:  viajará aos Estados Unidos, semana que vem,   para receber, com galas, o título de Pessoa do Ano 2019, homenagem a ele atribuída pela Câmara de Comércio Brasil-EUA, alvo de fortes ruídos e de pedras jogadas de muitos lados, mas principalmente pelo prefeito de Nova York, Bill de Blaiso, que além da carga de pressões e ofensas pesadas, ainda ameaçava infernizar a passagem do chefe de governo do Brasil  por NY.
O destino agora  é o estado do Texas, mais propriamente Dallas. Rica e florescente cidade,  exemplar atualmente em educação, cultura, inovação tecnológica, desenvolvimento econômico e práticas políticas e sociais civilizadas. Administrada pelo também democrata Mike Rawlings, no estado de maioria republicana , território antes famoso por seus ranchos jorrando petróleo, rancheiros tipo JRs (na TV)  e atiradores célebres na literatura, no cinema e na vida real. Bye, Bye Nova York, metrópole cosmopolita na Ilha de Manhattan, simbólica urbe da convivência livre e plural nos EUA. Atualmente governada por Bill de Blaiso, um tipo provinciano,  grosseiro e arrogante, mais parecido com aqueles arquétipos de beberrões provocadores dos clássicos westerns, que atiram primeiro e perguntam depois.
No começo da semana, li a primeira informação sobre a reviravolta quanto a viagem do presidente, em reportagem na Folha de S. Paulo, produzida a duas cabeças. Uma delas, a de Marina Dias (correspondente atual da Folha em Washington) que conheço, acompanho e cujo trabalho profissional admiro  há anos, desde quando, na capital paulista, ela editava, no portal Terra Magazine, meus artigos, mandados da Bahia, toda semana, para  publicação, aos sábados, ao mesmo tempo que neste Blog do Noblat.  O texto relatava que o Itamaraty havia entrado em contato com interlocutores do Planalto, em Nova York e Washington, para saber sobre a possibilidade de mudar o evento para Dallas, no Texas. O argumento forte, que levou o mandatário repensar a desistência: isso  representaria uma vitória da esquerda local e internacional frente ao conservador governante brasileiro.
Nesta quinta-feira, durante café com parlamentares no Alvorada, Bolsonaro comunicou que a sua ida ao Texas está decidida e com data marcada para acontecer entre os dias 15 e 17. Disse mais: sua presença no Texas foi acertada com o ex-presidente George W. Bush e com o senados republicano Ted Cruz. “Se não posso ser bem recebido em Nova York, de Bill de Blaiso,  seremos no Texas”. Alguns números  também, ajudaram na reavaliação da viagem. 1.100 (mil  e cem) pessoas (número recorde) confirmaram presença e há lista de espera com mais de 200 nomes; 88 empresas subscreveram a disputada aquisição de mesas, a serem ocupadas por potenciais interessados em negócios no Brasil, segundo revelado por O Antagonista.
Despresar ou jogar fora tudo isso, além de derrota política seria um grande desperdício de ganhos potenciais para avanços futuros, avaliam conselheiros de peso no Palácio do Planalto. O resto a conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

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Comentários

Vanderlei on 11 Maio, 2019 at 21:56 #

Os americanos estão sempre interessados em fazer negócios. Tanto faz em Nova York quanto em Dallas. Lá os fundos de pensões dos aposentados precisam garimpar negócios para manterem as aposentadorias, diferentemente daqui no Brasil. Portanto, não faz nenhuma diferença num ou no outro lugar. Os objetivos que os americanos querem alcançar será o mesmo em qualquer lugar.


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