Por Claudio Dantas

Demitida da Diretoria de Negócios da Apex, Letícia Catelani diz que resistiu a pressões para renovar supostos “contratos espúrios” firmados por gestões anteriores. Olavo de Carvalho, por sua vez, acusa o general Santos Cruz de “tráfico de influência”.

Entre olavetes que integram o governo, circula mensagem de WhatsApp que indica a atuação do ministro na renovação do patrocínio da Apex ao Sindicato da Indústria Audiovisual de São Paulo.

A mensagem foi enviada no fim de março a Letícia Catelani pelo general Roberto Escoto, então chefe de gabinete do embaixador Mario Vilalva, que presidia a Apex.

Segundo Escoto, Vilalva havia recebido uma ligação de Santos Cruz, determinando a renovação do contrato. “O ministro solicitou que a Apex resolva essa questão impreterivelmente hoje até 1200hs”, escreveu.

Catelani nunca respondeu a mensagem. Mas, dias depois, o chanceler Ernesto Araújo demitiu Vilalva e Escoto – abrindo uma nova crise que acabaria levando à queda da própria diretora.

Procurado por O Antagonista, Escoto afirmou que “não há nada de espúrio no contrato ou de ilegal da atuação de Santos Cruz”. Ele alega que a Secretaria Executiva do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), subordinada a Santos Cruz, tem assento no Conselho Deliberativo da Apex.

“Quando o embaixador me ligou, entendi que era uma coisa que o Planalto queria a gente apoiasse, que resolvesse logo.”

O Antagonista não conseguiu contato com Letícia Catelani. Santos Cruz não se manifestou.

Be Sociable, Share!
Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos