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Aldeia Hippie de Arembepe: onde tudo (ou quase) começou.

CRÔNICA

 

                                    Tragédias

                                 Gilson Nogueira

Quase vazio, o Magro, inclinado na beira da prateleira da copa de casa, ameaçava cair. Cheguei, na  hora, como se diz, e o salvei da queda. Vou comprar um novo, ao sair, para movimentar mais o corpo que beira os 75 anos às margens de uma existência gostosa de lembrar. E como! Escrevo, motivado por ele, o Magro, e uma borboleta, do tamanho de uma caixinha de Chicletes, nas cores marrom, verde, azul, amarelo e com um brilho nas pontas das asas que lembrava-me um olhar esquisito de um ex-presidente do Brasil que renunciou, com vassoura e tudo mais que o pertencia, no Planalto Central do País, o que o mestre Djavan traduz sua beleza em canção digna de medalha de ouro.

Êpa, para onde estou índio, ou melhor, nesse texto que veio da vontade de escrever sobre saudade! Hah, Gilsão, corte essa, levante a bola e fale da borboleta que, pousada no muro do jardim, parecia descansar de algum voo noturno. ” Vindo de uma farra?” Não! Vou escrever sobre esses sinais dos tempos, frase que escutei, pela primeira vez, dentro da barriga de minha saudosa mainha, em junho de 1945, quando os canhões da Segunda  Guerra Mundial paravam de fazer fumaça. Mais tarde, os cabeludos da Aldeia de Arembepe, a fizeram em nome da paz e do amor. E vamos em frente que atrás vem gente! O fato é: Cheguei à janela e vi, andando, na Avenida Centenário, um jovem, a caminho do ponto de ônibus, com um par de fone de ouvido, alheio, seguramente, ao buzinar cotidiano e ao barulho do motor do helicóptero da PM, em sua missão de vigiar os passos dos bandidos baratos e o movimento da cidade que já foi capital do Brasil.

O estudante, aparentemente, ouvia alguma música, talvez, alheio aos perigos dessa vida. Se um grito, forte. de “ Olha o avião caindo, cara!!! “, fosse para ele, certamente, viraria cinzas o futuro doutor. Avião??? Meu Deus!!! Abro o computador e levo mais um soco no coração! Deus Nos Livre das Tragédias todas, as do Distrito Federal, inclusive. Chega prá lá, Diabo!!!

 Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta

“El Ultimo Café”, Susana Rinaldi: preciosidade do tango portenho que atravessa o tempo e todas as fronteira. Composição  de Hector Stamponi e Catulo Castillo, dois grande nomes da música portenha, aqui em esplêndida interpretação da internação cantora da Argentina, durante festival de música na Finlândia. Um primor!!!

(Vitor Hugo Soares)

Do Jornal do Brasil

 

MARINA DIAS E TALITA FERNANDES

WASHINGTON, EUA, E BRASÍLIA (DF) – Aliados de Jair Bolsonaro estudam alternativas para que o presidente viaje aos EUA na próxima semana e receba o prêmio de Pessoa do Ano concedido pela Câmara de Comércio Brasil-EUA.

Neste fim de semana, o Itamaraty entrou em contato com interlocutores do Planalto em Nova York e Washington para saber sobre a viabilidade de mudar o evento para Dallas, no Texas.

Na sexta-feira (3), após pressão de políticos e ativistas americanos, a Presidência anunciou por meio de nota que Bolsonaro não viajaria mais a Nova York para ser homenageado em um jantar de gala marcado para o dia 14 de maio, no hotel Marriott Maquis, na Times Square.

A decisão, porém, dividiu o governo. Enquanto há um grupo -formado principalmente por militares do primeiro escalão- que defende que Bolsonaro não vá aos EUA, a ala ideológica, liderada pelo chanceler Ernesto Araújo, busca opções, como Dallas, para que o presidente não deixe de receber o prêmio.

Há ainda quem defenda a ideia de que Bolsonaro deve manter a ida a Nova York e enfrente possíveis protestos contra ele que sejam feitos na cidade.

Neste domingo (5), o presidente disse a jornalistas: “vou aos EUA”, ao ser questionado sobre polêmicas que envolveram o evento em sua homenagem, mas o Planalto não confirmou a viagem e não se posicionou oficialmente sobre o assunto até a manhã desta segunda (6).

O prefeito de Nova York, o democrata Bill de Blasio, foi um dos principais articuladores da pressão contra Bolsonaro. Após o anúncio da desistência do presidente em viajar aos EUA, Blasio chamou o brasileiro de “valentão” e disse que “seu ódio não é bem-vindo aqui”.

“Bolsonaro aprendeu do jeito difícil que nova-iorquinos não fecham os olhos para a opressão. Nós expusemos sua intolerância. Ele correu. Não fiquei surpreso, valentões geralmente não aguentam um soco”, escreveu Blasio no Twitter.

O prefeito de Dallas, Mike Rwalings, também é do Partido Democrata, mas o Estado do Texas é tradicionalmente conservador. Ted Cruz, senador republicano, já recebeu a visita de Eduardo Bolsonaro, filho do presidente e uma espécie de chanceler informal do governo.

O cancelamento irritou aliados do presidente nos EUA, que estavam convidados para uma série de compromissos com presença prevista de Bolsonaro e seus principais ministros.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, auxiliares de Bolsonaro atribuem à ala militar do governo e à atuação de executivos da Câmara de Comércio Brasil-EUA o cancelamento da viagem do presidente.

Do lado americano, as tratativas estavam sendo conduzidas pelo diretor-executivo da câmara, Ted Helms, e pelo presidente do conselho, Alexander Bettamio, em contato direto com o Planalto. No alto escalão do governo brasileiro, era o general Augusto Heleno (GSI), um dos principais conselheiros do presidente, quem estava analisando as informações que chegavam dos EUA sobre a viagem.

A avaliação de bolsonaristas é que aquilo que consideram “excesso de zelo’ dos militares foi fundamental para a decisão do presidente. Segundo esses aliados, Bolsonaro tem personalidade forte e, se não fosse influenciado pelos auxiliares fardados, não teria problemas em enfrentar protestos e manifestações.

A mudança do jantar de gala de Nova York para Dallas, porém, enfrenta problemas, no mínimo, de logística. Previsto para cerca de mil convidados, caso ocorresse no Texas seria bastante difícil que as pessoas se locomovessem a Dallas, que fica a pelo menos três horas de avião de Nova York.

A Câmara de Comércio, que havia emitido nota na sexta para afirmar que o evento estava mantido como programado, mesmo sem a presença de Bolsonaro, não se pronunciou até o fechamento deste texto sobre uma possível mudança de local.

Desde que, no mês passado, o Museu de História Natural de Nova York se recusou a receber o evento, uma série de manifestações pressionava os patrocinadores a não vincular seu dinheiro -nem suas marcas- ao jantar de gala que, além do presidente brasileiro, homenagearia o secretário de Estado americano, Mike Pompeo.

Desde terça-feira (29), ativistas ligados à causa LGBT e ao meio ambiente nos EUA pressionavam empresas patrocinadoras. Doze grupos iniciaram esta semana manifestações diárias que deveriam seguir até 14 de maio.

Entre os que permaneciam no rol de patrocinadores do evento estavam instituições financeiras como Merrill Lynch, Credit Suisse, Morgan Stanley, Citigroup, Itaú, Bradesco e HSBC.

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Posted on 07-05-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-05-2019


 

 S. Salvador, no jornal

 

“O Coaf é fundamental para as investigações”

 

Alvaro Dias, no plenário do Senado, reforçou hoje sua defesa de que o Coaf continue no Ministério da Justiça — a MP da reforma administrativa deverá ser votada na quarta-feira.

“É muito importante que o Coaf permaneça no Ministério da Justiça, já que é fundamental para eventuais investigações que dizem respeito à lavagem de dinheiro, à remessa de dinheiro para o exterior, enfim, aos ilícitos que são praticados nessa área. O Coaf é fundamental para as investigações.”

O senador lembrou a participação do Coaf em CPIs como a dos Correios/Mensalão:

“O Coaf é que fornecia as informações sigilosas para a decretação da quebra do sigilo, quando havia necessidade. Por isso, [o órgão] deve permanecer na esfera da Justiça, que é o ministério encarregado de dar sustentação à operação Lava Jato, de oferecer as condições necessárias à Polícia Federal, aos investigadores, para que essa aspiração nacional de limpeza, sobretudo na administração pública, possa se completar.”

Do Jornal do Brasil

 

A Justiça Federal em Brasília decidiu tornar o ex-presidente Michel Temer réu em um processo pela sexta vez, e ele vai responder por organização criminosa e por tentar obstruir as investigações da operação Lava Jato.

Em decisão tomada na sexta-feira e tornada pública nesta segunda, o juiz Marcus Vinícius Reis Barros aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público. É mais um revés contra o ex-presidente — que chegou a ficar preso preventivamente por uns dias em março por outro caso.

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Michel Temer (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Inicialmente, a acusação tinha sido oferecida pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em 2017 ao Supremo Tribunal Federal e se referia ao episódio em que Temer teria incentivado o delator Joesley Batista, da J&F, a pagar propina ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha para que ele permanecesse em silêncio e não fizesse um acordo de colaboração premiada.

Numa conversa grava por Joesley no Palácio do Jaburu, Temer disse em relação a Cunha: “Tem que manter isso, viu?” Para Janot, isso se referia à manutenção da propina.

Essa acusação feita por Janot ficou paralisada até Temer deixar a Presidência e, posteriormente ratificada pelo MPF de Brasília — para onde foi a denúncia diante do fato de ele ter perdido foro privilegiado.

“A denúncia se fez acompanhar de documentos que lhe conferem verossimilhança”, disse o magistrado, citando uma série de documentos.

Os ex-ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral) também viraram réus pelo crime de organização criminosa nesse caso.

Em nota, o advogado Eduardo Carnelós, que representa Temer, disse que a acusação se baseia em delações de criminosos confessos que buscam escapar da responsabilidade pelos crimes e usufruir dos bens obtidos com eles.

“Michel Temer nunca integrou organização criminosa nem obstruiu a Justiça, e por isso também essa acusação será desmascarada a seu tempo”, escreveu Carnelós.

Já o advogado Daniel Gerber, que representa Padilha, disse que o ex-ministro “se manifestará apenas nos autos do processo”.

A defesa de Moreira Franco não foi encontrada de imediato para comentar a decisão.

 
Meghan Markle y Harry hijo
Londres

Meghan Markle e o príncipe Harry já são pais. A duquesa de Sussex deu à luz seu primeiro filho, um menino de 3,26 quilos. Como é tradição entre a família real britânica, o nome do bebê só será anunciado dentro de alguns dias. A criança nasceu às 5h26, no horário britânico (9h36 em Brasília). De acordo com o comunicado da família real britânica, “tanto Sua Alteza Real como o menino estão bem”. Harry esteve presente durante o parto.

O bebê se torna o sétimo na linha de sucessão ao trono britânico, depois de seu avô, o príncipe Charles; seu tio, o príncipe William; e seus primos George (cinco anos), Charlotte (cerca de quatro) e Louis (que nasceu em 23 de abril do ano passado); além do próprio pai, Harry.

“A rainha, o duque de Edimburgo, o príncipe de Gales, a duquesa da Cornualha, o duque e a duquesa de Cambridge, lady Jane Fellowes, lady Sarah McCorquodale e o conde Spencer foram informados e estão encantados com a notícia”, comunicou o Palácio de Buckingham.

A gravidez de Markle foi divulgada em 15 de outubro, durante uma turnê dos duques de Sussex pela Oceania. A duquesa teve que cancelar algumas atividades por causa da fadiga associada aos primeiros meses de gravidez. Durante o resto do tempo, permaneceu muito ativa e participou de vários eventos oficiais, tanto sozinha como com o marido. Em um deles, no início de janeiro, revelou que o bebê nasceria no final de abril ou no início de maio. Sua última aparição pública foi em 19 de março, quando ambos foram à New Zealand House em Londres para apresentar condolências pelo ataque sofrido em uma mesquita na Nova Zelândia.

Os duques de Sussex, que se casaram em 19 de maio do ano passado em uma luxuosa cerimônia no castelo de Windsor, anunciaram em 10 de abril seu desejo de manter tudo relacionado com o nascimento do bebê na mais estrita privacidade, pelo menos durante os primeiros dias. “O duque e a duquesa estão ansiosos para dar esta notícia tão emocionante para todos, assim que tiverem a oportunidade de celebrar em privado, como uma nova família”, explicou o comunicado emitido pelo Departamento de Comunicação do Palácio de Buckingham.

Depois do anúncio, começaram as apostas, rumores, críticas e elogios ao casal na imprensa sensacionalista do Reino Unido. A comparação imediata foi com a cunhada de Meghan, Kate Middleton. Todos os partos da duquesa de Cambridge foram nas instalações hospitalares que tradicionalmente recebem os membros da realeza britânica – a Lindo Wing (ala Lindo) do Saint Mary Hospital, em Londres –, e logo depois ela apareceu diante da mídia, com seu melhor rosto e trajes, com os bebês George (julho de 2012), Charlotte (maio de 2015) e Louis (abril de 2018). Os mais puristas dizem que essas são as exigências típicas de sua posição. Mas a adesão estrita aos costumes também ganhou algumas críticas. A atriz Keira Knightley disse como estava fora da realidade para as demais mães a decisão de Kate Middleton de sair do “hospital apenas sete horas após o nascimento, com o rosto maquiado e de salto alto”.

Os duques de Sussex, no dia do casamento, em 19 de maio de 2018, em Windsor ampliar foto
Os duques de Sussex, no dia do casamento, em 19 de maio de 2018, em Windsor WPA Pool Getty Images
 Meghan Markle decidiu evitar esse momento crítico e muitas outras imposições. Ainda não se sabe  se a duquesa de Sussex, que já havia anunciado sua decisão de ter um parto natural, sem anestesia epidural, iria para o hospital em Windsor, o mais próximo da nova residência do casal, em Frogmore Cottage, ou se confirmaria mais um dos rumores que circulavam havia semanas, sem nenhuma fonte, de que Meghan teria o bebê em sua própria casa.

O fato de que o bebê ocupará o sétimo lugar na linha de sucessão ao trono, e em torno desse dado objetivo, quase banal, foram gastos rios de tinta. Os demais eram todos incógnitas exploradas pelas casas de apostas britânicas. Menino ou menina? Os duques não quiseram saber até o último momento, como é tradição na casa real britânica. As más línguas garantem, porém, que a desafortunada Diana de Gales soube imediatamente que seus dois filhos eram homens, mas guardou a informação para si mesma.

A lua de mel dos britânicos com a atriz norte-americana começou a esmorecer há algum tempo, e com o distanciamento começaram a proliferar maledicências e meias-verdades. O elevado número de assessores do casal que se demitiram de seu cargo alimentou a ideia do suposto caráter impossível da duquesa de Sussex. Um confronto aparente com a cunhada Kate posicionou grande parte do público britânico do lado da quase perfeita duquesa de Cambridge, que cumpre com rigor todos os estereótipos de compostura e estilo esperados da família real no Reino Unido.

Para pôr um pouco de ordem na já tempestuosa comunicação do casal com os tabloides do país, Harry e Meghan contrataram recentemente Sara Latham. Assessora da equipe do ex-presidente dos EUA Bill Clinton, da candidata democrata Hillary Clinton e do grupo de peritos que preparou a transição na chegada de Barack Obama à Casa Branca, Latham tem a tarefa especial de moldar a imagem do casal.

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