Opinião

Eleições na Espanha

Eleições na Espanha
FERNANDO VICENTE

Como o Partido Popular temia que a hemorragia de votantes para o partido nacionalista de ultradireita Vox lhe tirasse muitos votos, direitizou-se o máximo que pôde. O resultado foi que, nas eleições de 28 de abril, perdeu à sua esquerda quase toda a centro-direita que o apoiava. E teve o pior resultado de toda a sua história, perdendo mais de 3,6 milhões de votos.

Niguém sabe para quem trabalha. O Vox, transformado pela esquerda no Lobo Mau desta campanha eleitoral, com seus ataques à “direitinha covarde”, contribuiu de maneira significativa para a debacle do Partido Popular. Entrou no Parlamento com 24 deputados, mas ficará lá, provavelmente, só para que os socialistas, independentistas e comunistas utilizem seus desplantes e imprecações de vozeirão nacionalista como os alarmes de um “fascismo” em perspectiva. Essa política justificará, sem dúvida, algumas medidas acertadas, mas também outras ruins e muitas péssimas. A verdade é que a sociedade espanhola já é suficientemente democrática para acolher em seu seio um movimento verdadeiramente fascista. Formado por famílias conservadoras atordoadas com a modernização da sociedade espanhola e por grupos nostálgicos do franquismo, é provável que o Vox tenha alcançado seu limite máximo de aceitação nestas eleições: 10% dos votos. Mas os estragos que causou foram, estes sim, numerosos. Entre eles, ter prestado um serviço involuntário, mas de grande importância, ao movimento de independência catalão, como veremos mais adiante.

O partido de Albert Rivera, Cidadãos, no qual votei, é o outro grande vencedor destas eleições. Desesperados diante da vitória contundente do PSOE e de sua possível aliança com o Podemos, muitos empresários, líderes sociais e famílias de classe alta e média pensam que uma aliança entre os socialistas e o Cidadãos livraria a Espanha de uma Frente Popular em que ambos teriam de incluir também partidos independentistas bascos ou catalães. O que querem é uma ilusão impossível.

Com seus ataques à “direitinha covarde”, o Vox contribuiu de maneira importante à debacle do PP

O que o Cidadãos e Rivera ganhariam com tal aliança? Nada, apenas um desprestígio considerável logo depois que seu líder enfatizou, durante toda a campanha eleitoral, que descartava categoricamente um pacto de Governo com o PSOE. É verdade que os políticos mudam de opinião com frequência, mas não quando existe um plano de ação perfeitamente traçado e que os resultados eleitorais mostram estar muito bem encaminhado. Albert Rivera quer liderar a oposição ao Governo socialista e, depois, ser ele próprio o Governo. Foi por isso que atacou tão duramente o Partido Popular nesta campanha, buscando uma ultrapassagem que esteve a ponto de conseguir. Essa política lhe trouxe um considerável poder eleitoral ? e conhecendo-o, tendo acompanhado toda sua carreira política, não acredito que em troca de alguns ministérios Albert Rivera vá fazer um haraquiri.

Em vez de sonhar com o impossível, é melhor aceitar a dura realidade. O que significa que é quase garantido que o Governo que conduzirá a Espanha pelos próximos quatro anos terá como base um acordo entre os socialistas e o Podemos, que, como juntos não alcançam a maioria parlamentar necessária para governar, incluirão provavelmente um terceiro aliado, ou seja, independentistas bascos ou catalães.

O triunfo do PSOE, impecável do ponto de vista democrático, tem uma nuance muito importante. O socialismo atual não é a social-democracia de Felipe González. Está muito mais próximo do socialismo radical de Rodríguez Zapatero, o que permite prever aumentos significativos de impostos devido a reformas sociais ousadas, mas não financiáveis, e talvez uma crise econômica e financeira em médio prazo. Embora, na forma, Pablo Iglesias tenha se moderado muito nesta campanha eleitoral, a ponto de dar aulas de boa educação e temperança a seus adversários, ele não renunciou à revolução social, e sua aliança com o PSOE incluirá, quase certamente, aumentos de salários e exigências de que os empresários e as grandes fortunas os custeiem, o que, cedo ou tarde, retrairá ou paralisará os investimentos. Por sorte, a Espanha está dentro da Europa, e a União Europeia pode atenuar, mas não eliminar (lembremo-nos da Grécia), os esbanjamentos socialistas.

Com certeza a política externa da Espanha mudará com o novo regime, no pior dos sentidos. Por exemplo, no apoio que tem dado à democratização da ditadura venezuelana ou nas pressões internacionais para que o regime do comandante Ortega e de sua mulher na Nicarágua acabe com as perseguições e matanças, solte as centenas de presos políticos e aceite eleições livres, com observadores internacionais que vigiem a limpeza da votação. Há um precedente mais do que alarmante sobre esse assunto: a conduta de Rodríguez Zapatero nas conversações de paz na República Dominicana e seus conselhos à oposição para que aceitasse participar de eleições que estavam forjadas de antemão para favorecer Nicolás Maduro.

Mas é principalmente na questão do independentismo catalão que pode ocorrer uma mudança drástica. Antes das eleições houve algumas conversações entre o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, e o presidente da Generalitat catalã, Joaquim Torra, nos quais, aparentemente, ocorreram concessões ao independentismo ? como aceitar um “relator internacional” nas negociações ?, e nelas eles teriam chegado a falar inclusive do referendo, a exigência básica dos independentistas. O “direito de votar” existe na Constituição espanhola, sem dúvida, mas é o de todos os espanhóis se se trata da secessão de um território da pátria comum, e não o direito excludente dos habitantes do território suscetível de se emancipar. No entanto, Miquel Iceta, líder do Partido Socialista Catalão, o PSC, associado ao PSOE, já declarou de antemão ser favorável a esse “referendo pactuado” (o adjetivo está aí só para tranquilizar os pobres de espírito), e Pablo Igrejas tem se cansado de repetir que o “problema catalão” só será resolvido através do diálogo nessa “nação de nações” que é a Espanha. É óbvio que se o Governo espanhol reconhecer o direito de os catalães decidirem, com que argumentos isso seria negado depois aos bascos, galegos, valencianos etc.?

Nada disto ocorrerá obrigatoriamente, mas poderia ocorrer e, se assim fosse, temo que, em longo prazo, sobreviria a desintegração da Espanha. Para que não aconteça, é indispensável uma vigilância constante desse mesmo eleitorado que concedeu ao PSOE sua formidável vitória. A dissolução da velha Espanha não traria benefícios – e sim prejuízos enormes ? a todos os espanhóis, sem exceção, começando por aqueles determinados a obter uma independência que, dados os tempos atuais e as obrigações que a Espanha tem com a União Europeia, seria uma mera aparência repleta de problemas monumentais. Ou seja, mais pobreza, carestia, dívidas e desemprego para quem sonha com a soberania como uma panaceia milagrosa.

“Eu só peço a Deus”(Solo le pido a Dios), Beth Carvalho e Mercedes Sosa: um canto argentino e duas vozes da América Latina e universais, para começar  com fé e garra, musicalmente, a semana de maio no Bahia em Pauta. Todas as honras e louvores para as duas! Eternamente!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares) 

Assessores tentam convencer Bolsonaro a não desistir de NY

Por  Claudio Dantas

Jair Bolsonaro tem sido aconselhado a reconsiderar sua participação no evento da Câmara de Comércio Brasil-EUA, no dia 14, em Nova York.

Os assessores argumentam que não ir é admitir ser derrotado pela esquerda. Além disso, não haveria justificativa para isso diante dos números  do evento:

– Número recorde 1.100 pessoas confirmadas e lista de espera com mais de 200 nomes;

– 88 empresas subscreveram a aquisição de mesas que serão preenchidas com clientes interessados em negócios no Brasil; e

– Das três empresas que solicitaram a retirada dos anúncios de patrocínio,
duas pediram reservas de assentos adicionais, ou seja, não deixarão de comparecer ao evento.

Do Jornal do Brasil

 

O Hamas e a Jihad Islâmica retomaram neste domingo (5) o lançamento de mísseis contra Israel, fazendo as sirenes de alarme soarem na cidade de Ashkelon e em outras zonas vizinhas à Faixa de Gaza.

Um disparo de morteiro atingiu o pátio de uma casa em um vilarejo israelense de fronteira, mas não deixou vítimas. Segundo as Forças Armadas do país judeu, os grupos palestinos já lançaram mais de 600 mísseis neste fim de semana, sendo que 86% foram interceptados pelo sistema de defesa Iron Dome.

Macaque in the trees
Alto comandante do Hamas morreu em ataque mirado contra seu carro (Foto: reprodução redes sociais)

Em resposta, Israel bombardeou 200 alvos do Hamas e da Jihad Islâmica e enviou duas brigadas para a fronteira, às quais podem ser dadas “missões ofensivas”, ou seja, dentro do território de Gaza.

“Dei instruções para as Forças Armadas continuarem com os ataques contra elementos terroristas em Gaza. O Hamas é responsável não apenas por seus ataques, mas também por aqueles da Jihad Islâmica, e pagará um preço muito alto”, ameaçou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Um dia antes, um porta-voz militar havia dito o contrário, que a Jihad Islâmica havia iniciado os ataques e puxado consigo o Hamas. Até o momento, os mísseis palestinos mataram pelo menos quatro israelenses, todos eles civis.

Já em Gaza o balanço é de 21 vítimas, incluindo membros do Hamas e da Jihad Islâmica, uma bebê de 14 meses e duas mulheres grávidas – Israel diz não ter responsabilidade por essas três últimas mortes e culpa defeitos em armas de palestinos.

Entre os militantes que morreram está um alto comandante do Hamas, Hamed al-Hundari, morto em um ataque mirado das forças de Israel enquanto estava a bordo de um carro em Gaza com outras três pessoas.

Segundo o porta-voz militar israelense, Hudari representava a “infiltração iraniana” no território palestino.

Do Jornal do Brasil

 

Após críticas a general, Bolsonaro diz que não regulamentará mídias sociais

 GUSTAVO URIBE

Em um novo capítulo das disputas dentro do governo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou neste domingo (5) que não pretende regulamentar nem os veículos de comunicação nem as mídias sociais.

Em mensagem publicada em sua conta oficial no Twitter, ele escreveu que recomenda “um estágio na Coreia do Norte ou em Cuba” para quem defender uma espécie de controle do conteúdo divulgado.
“Em meu governo, a chama da democracia será mantida sem qualquer regulamentação da mídia, aí incluída as sociais. Quem achar o contrário recomendo um estágio na Coreia do Norte ou Cuba”, afirmou.

A publicação, de acordo com assessores presidenciais, foi uma resposta a críticas feitas nas redes sociais a uma declaração do ministro da Secretaria de Governo, Carlos Santos Cruz. O general é alvo de forte campanha de detração nas redes sociais, capitaneada pelo escritor Olavo de Carvalho há dias. A Secom (Secretaria de Comunicação Social) está subordinada à pasta dele. Santos Cruz concedeu entrevista no início de abril à rádio Jovem Pan na qual comentou sobre a necessidade de evitar distorções nas redes sociais.

Macaque in the trees
O presidente Jair Bolsonaro participa das celebrações do Dia do Diplomata, no Palácio Itamaraty, com a formatura dos alunos da turma Turma Aracy de Carvalho Guimarães Rosa (2017-2019) do Instituto Rio Branco. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Ele afirmou ainda que a influência das mídias sociais é benéfica, mas também pode “tumultuar”. Para ele, é necessário ter cuidado com a sua utilização, evitando ataques e o seu uso como “arma de discórdia”.
“As distorções e os grupos radicais, sejam eles de uma ponta ou de outra, da posta leste ou da ponta oeste, isso aí têm que ser tomado muito cuidado, tem que ser disciplinado. A própria legislação tem de ser melhorada”, disse.

Um trecho da entrevista foi pinçado pelo humorista Danilo Gentili no fim da manhã deste domingo. Em um post também no Twitter, ele lançou dúvidas se a fala do ministro abriria caminho para a regulação das mídias sociais.

O que se seguiu foi uma série de posts da família Bolsonaro sobre o assunto e de simpatizantes do presidente, que chegavam a pedir a saída do general do cargo. O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) resgatou um discurso dele sobre o assunto e escreveu: “Mesmo ao falar de uma fake news contra Bolsonaro sempre defendemos a não regulamentação da internet ou da imprensa. A melhor pessoa para fazer esse filtro é você”.

Cerca de uma hora depois, Carlos Bolsonaro, filho que acessa as redes do presidente, postou: “A internet ‘livre’ foi o que trouxe Bolsonaro até a Presidência e graças a ela podemos divulgar o trabalho que o governo vem fazendo! Numa democracia, respeitar as liberdades não significa ficar de quatro para a imprensa, mas sempre permitir que exista a liberdade das mídias!”.

O escritor Olavo de Carvalho, um dos gurus do presidente, foi explícito ao endereçar as críticas. “Controlar a internet, Santos Cruz? Controlar a sua boca, seu merda”, escreveu. A comunicação do Palácio do Planalto tem sido palco desde o início do governo de uma disputa entre o núcleo militar e os chamados “olavistas”, seguidores do escritor.

No mês passado, Santos Cruz desautorizou pedido feita pela Secom para que as empresas estatais enviassem para avaliação prévia propagandas de perfil mercadológico.
O gesto foi interpretado por assessores palacianos como a primeira crise entre o militar e o empresário Fábio Wajngarten, que assumiu recentemente a Secom na tentativa de melhorar a comunicação do governo.
Funeral Mais cedo, durante a tarde, Bolsonaro compareceu ao enterro da mãe de um ex-assessor no cemitério Campo da Esperança, em Brasília. Antes, cumprimentou apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.

O enterro foi da mãe do ex-assessor Eduardo Guimarães, Teresa Cristina. Guimarães assessorou Bolsonaro na Câmara dos Deputados até o ano passado. No enterro, o presidente se emocionou, ficou abraçado à família e não falou com jornalistas. Em frente ao Alvorada, antes de ir para o cemitério, Bolsonaro foi questionado por jornalistas sobre se desistiu de ir a Nova York por causa das críticas feitas a ele pelo prefeito da cidade, Bill de Blasio.

EUA

O presidente respondeu apenas que vai aos Estados Unidos, mas não disse em qual data nem em quais circunstâncias. Bolsonaro também disse a um apoiador, em frente ao palácio, que na próxima terça-feira (7) vai assinar um decreto sobre munição.

maio
06
Posted on 06-05-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-05-2019


 

Sponholz, no

 

Avião de passageiros da companhia russa Aeroflot com 78 pessoas a bordo pegou fogo ao aterrissar, 30 minutos após a decolagem

O avião depois da aterrissagem de emergência no aeroporto de Sheremetievo, em Moscou. Riccardo Dalla Francesca

Dezenas de pessoas morreram em um acidente aéreo no principal aeroporto de Moscou. O Superjet-100 que fazia o trajeto entre Moscou e Murmansk pegou fogo neste domingo no aeroporto de Sheremetievo, após fazer uma aterrissagem de emergência. As autoridades russas confirmam que 41 das 78 pessoas a bordo morreram (em uma primeira contagem, mencionaram 13 vítimas fatais) e informam que há vários feridos. A tripulação informou às agências russas que um raio atingiu o avião em pleno voo, o que levou o piloto a voltar para o aeroporto e a realizar o pouso de emergência. A companhia aérea russa Aeroflot, no entanto, fala de “razões técnicas”.

O incêndio, que consumiu completamente o avião de fabricação russa, ocorreu depois do pouso, embora os investigadores tenham indicado que a fiação elétrica da aeronave pode ter pegado fogo antes. As autoridades abriram um processo por “violação das regras de uso do transporte aéreo que levou à morte de duas ou mais pessoas”. Vídeos feitos por viajantes no aeroporto e por funcionários de segurança mostram dezenas de pessoas descendo pelo tobogã de emergência, enquanto muitas outras correm pela pista. Os serviços de emergência assinalaram ser muito difícil fazer uma contagem exata das vítimas porque muitos passageiros começaram a vagar pelo aeroporto e a situação era caótica. Afirmaram ainda que vários passageiros dificultaram os trabalhos de resgate ao tentar levar sua bagagem de mão e outros pertences.

“Quase desmaiamos de terror enquanto o avião se movia para cima e para baixo como um gafanhoto, até que pegou fogo já no chão”, comentou Piotr Iegorov ao jornal Komsomolskaya Pravda. “Agora não entendemos nada. Os serviços de emergência e os médicos estão nos atendendo agora”, acrescentou.

O Superjet da Aeroflot levava 78 pessoas a bordo (72 passageiros e 6 tripulantes) e ia do principal aeroporto da capital para Murmansk, cidade no noroeste da Rússia. Por volta das 18h35 (12h35 em Brasília), a aeronave solicitou uma aterrissagem de emergência. Segundo o portal Flightradar24, o avião só conseguiu pousar na segunda tentativa. O chassi do jato bateu no chão e pegou fogo. Foi acionado então o dispositivo de emergência dentro de avião para a saída dos passageiros. O Ministério de Situações de Emergência informou que demorou 18 minutos para apagar as chamas.

“O avião relatou um problema a bordo e se preparou para fazer uma aterrissagem de emergência. Não conseguiu na primeira tentativa e na segunda, o trem de aterrissagem bateu na pista, assim como o nariz da aeronave, e ocorreu o incêndio”, detalhou uma fonte citada pela agência Interfax.

Embora tripulantes tenham dito que um raio atingiu o avião, a Aeroflot não confirmou a causa da tragédia. Informou apenas que o avião foi obrigado a retornar ao aeroporto “por razões técnicas”. Uma equipe de psicólogos foi enviada ao aeroporto de Murmansk para dar apoio aos familiares das pessoas que estavam a bordo, informou o governador interino Andrei Chibis no Instagram.

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