“Quartier Latin”, Charles Aznavour: A gloriosa canção de Charles Trenet sobre o bairro da intelectualidade e boemia em Paris, neste vídeo em extraordinária e esfuziante interpretação do autor, com Claude Bolling e sua orquestra. Gravação de 1968, incluída no álbum “50 French Café Favourites”. Delícia!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 
Bolsonaro durante o pronunciamento.
Bolsonaro durante o pronunciamento. Isac Nóbrega PR

A Câmara dos Deputados criou nesta quarta-feira a Comissão Especial da Reforma da Previdência, e os parlamentares que encampam o projeto apresentado pelo Governo receberam enfim o enfático incentivo público de um titubeante defensor da reforma. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) falou em cadeia nacional de rádio e televisão para agradecer “o empenho e o trabalho da maioria dos integrantes da Comissão [de Constituição e Justiça] e também o comprometimento do presidente [da Câmara] Rodrigo Maia”. Bolsonaro se referia à aprovação da reforma na CCJ após nove hora de sessão, e respondia, com sua declaração de apoio público, às criticas do próprio Maia sobre sua frouxidão na defesa das novas regras para as pensões.

Durante sua manifestação, Bolsonaro afirmou que “se nada for feito, o país não terá recursos para garantir uma aposentadoria ao brasileiros”, e que a reforma vai fazer o Brasil retomar o crescimento e reduzir o desemprego. Para tanto, o presidente disse contar com “o espírito patriótico” dos parlamentares para a aprovação da reforma, cuja caminhada será retomada oficialmente em maio. Formada por 49 membros titulares, a Comissão Especial da Reforma da Previdência começará, ao menos em tese, com uma forte base de apoio ao Governo: 34 deputados são de partidos que defendem a aprovação da proposta de emenda ctitucional 06/2019. A oposição reúne os outros 15.

A intenção do Governo e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é que os trabalhos comecem, de fato, a partir do dia 7 de maio. Serão de seis a oito semanas de debates até a votação. O relatório deverá ser votado em no máximo 40 sessões. A expectativa é de que até o recesso parlamentar, em 15 de julho, o projeto seja votado pelo plenário da Câmara.

O primeiro passo é a indicação dos membros titulares e suplentes. Quanto antes eles forem empossados, mais cedo a comissão começará os trabalhos. Até o início da noite desta quarta-feira, apenas oito legendas haviam apresentado os seus membros. Ainda faltavam as nomeações de 17 partidos. As escolhas para essa comissão são fundamentais para entender quais os perfis dos deputados que atuarão no colegiado e o quão defensores ou críticos dessa proposta serão. Também se inicia uma disputa pelos cargos de presidente e relator da comissão. Os mais cotados para as funções são, respectivamente, Marcelo Ramos (PR-AM) e Eduardo Cury (PSDB-SP) ou Pedro Paulo (MDB-RJ).

Nas últimas duas semanas, houve uma mudança na postura do Governo com relação à PEC. Antes, o presidente Bolsonaro pouco articulava em favor da proposta. E isso foi alvo de críticas até de aliados. Na semana passada, contudo, o presidente resolveu ceder ao centrão e alterar quatro pontos da reforma já na Comissão de Constituição e Justiça, grupo que analisou apenas a admissibilidade da proposta e a aprovou na noite de terça-feira (por 48 votos a 18). “O presidente, que já defendeu com menos ênfase, vem defendendo com mais e isso tem ajudado”, disse o deputado Rodrigo Maia.

Na mesma linha, seguiu o líder do MDB, Baleia Rossi. “Eu percebo que a cada dia, o Governo está se organizando melhor e, por isso, acredito que teremos um trabalho mais célere na comissão especial”. Conforme o emedebista, já há um consenso entre os parlamentares de que a aprovação da reforma só ocorrerá caso o Governo altere as regras previstas para o benefício de prestação continuada (BPC) e para a aposentadoria rural. “Vamos fazer uma proteção aos mais pobres”, diz Rossi.

Mesmo depois de tantas negociações, o Governo, contudo, parece não estar 100% engajado em novas mudanças. “O Governo não está conformado de abrir mão de nenhum pressuposto do projeto antes de entrar no processo de discussão. Espero ter a oportunidade, em nome do Governo, de dizer o porquê de cada um dos projetos”, afirmou o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho.

abr
25

Além dos ataques a Hamilton Mourão, Carlos Bolsonaro reservou um pouco de sua artilharia para outro general do governo de seu pai, Carlos Alberto dos Santos Cruz, relata O Globo.

O filho do presidente respondeu a uma postagem da deputada Carla Zambelli no Facebook, elogiando a aprovação da campanha da reforma da Previdência que será veiculada na TV.

“Santos Cruz, enfim, deu seu aval ao tão importante investimento”, escreveu Carla –como noticiamos, o ministro-chefe da Secretaria de Governo não havia gostado das primeiras versões da campanha.

Em resposta, Carlos comentou: “Depois de quase cinco meses! Isso é uma piada”.

Do Jornal do Brasil

 

TALITA FERNANDES

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, afirmou nesta quarta-feira (24) que a troca de farpas entre ele e o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) é página virada.

“O que é que eu falei ontem? Quando um não quer, dois não brigam, tá bom. Então, esse assunto, vira a página”, disse ao chegar ao Palácio do Planalto na volta de um almoço com embaixadores da União Europeia.

A declaração do vice ocorre em meio a uma série de críticas feitas por Carlos a ele por meio das redes sociais. Mesmo após o presidente Jair Bolsonaro (PSL) ter afirmando na terça (23) que queria colocar um “ponto final” na história entre seu filho e o vice, o vereador segue com publicações críticas.

Macaque in the trees
General Hamilton Mourão (Foto: José Cruz | Agência Brasil)

Nesta quarta, em uma das postagens sobre Mourão, Carlos disse ser “estranhíssimo seu alinhamento com políticos que detestam o presidente”, como o ex-deputado Jean Wyllys (PSOL). O filho do presidente ainda escreveu: “Lembro que não estou reclamando do vice só agora e tals… são apenas informações!”

Na terça, ao deixar seu gabinete no Palácio do Planalto, Mourão afirmou que adotaria uma postura de não criar um confronto e exemplificou com um ditado popular.

“Todo mundo emite a sua opinião, tal e coisa. A minha mãe sempre dizia uma coisa: ‘Quando um não quer, dois não brigam’. Está certo? Então, essa é a minha linha de ação. Vamos manter a calma”, disse.

Mourão foi aconselhado por militares do governo a ser mais cauteloso e parar de dar declarações à imprensa e de fazer postagens e curtidas nas redes sociais.

Inicialmente, o grupo de generais saiu em defesa do vice depois de Carlos ter postado um vídeo em que o escritor Olavo de Carvalho, guru da família Bolsonaro, critica militares.

A continuidade de declarações de Mourão, contudo, incomodou a eles, que pediram novamente que cessassem as falas.

Ainda nesta quarta, o vice disse que é assunto de pai e filho e não quis comentar o silêncio de Bolsonaro nas redes sociais nos últimos dias.

Logo depois da declaração, Mourão participou de um evento de sanção de lei no Planalto. Ele e o presidente desceram a rampa lado a lado para dar ares de normalidade na relação

abr
25
Posted on 25-04-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-04-2019



 

Amarildo, na (ES)

 

abr
25

Do Jornal do Brasil

 

O juiz federal Luiz Antônio Bonat, da 13ª Federal em Curitiba, concedeu hoje (24) prazo de oito dias para que os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentem defesa contra a condenação no caso do sítio de Atibaia (SP).

Após a apresentação da petição, o caso será remetido ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sediado em Porto Alegre, segunda instância da Justiça Federal.

Em fevereiro, Lula foi condenado 12 anos e 11 meses de prisão na ação penal sobre as reformas realizadas no Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP). A sentença foi a segunda proferida contra o ex-presidente na Operação Lava Jato. A pena foi assinada pela juíza Gabriela Hardt, que antecedeu Bonat no caso.

Sentença
Na sentença, a magistrada disse que Lula sabia do esquema de corrupção na Petrobras e que as empreiteiras OAS e a Odebrecht tinham participação nos desvios.

Segundo Gabriela Hardt, ficou comprovado que o ex-presidente recebeu ao menos R$ 170 mil da OAS, por meio das reformas, como “vantagem indevida em razão do cargo de presidente”. No entendimento da juíza, ele foi beneficiário direito das reformas, embora não seja o proprietário do sítio.

STJ
Ontem (23), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu reduzir a primeira condenação de Lula na Lava Jato. Por unanimidade, os ministros da Quinta Turma reduziram a pena do ex-presidente no caso do triplex no Guarujá (SP) de 12 anos e um mês para 8 anos e 10 meses de prisão.

Após o julgamento, a defesa do ex-presidente informou que vai recorrer. O advogado Cristiano Zanin defende que o ex-presidente deve ser absolvido no caso porque não cometeu nenhum crime.

DO G1/O GLOBO

 

O governo Bolsonaro conseguiu aprovar na noite desta terça-feira (23) a proposta de reforma da Previdência, por 48 votos a 18, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. A comissão é responsável por analisar se proposta está de acordo com Constituição.

Após mais 9 horas de sessão, deputados aprovaram parecer a favor da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara por 48 votos a favor e 18, contra.

Votação começou às 23h38.

Líderes de bancadas orientaram deputados a como votar o parecer do relator. Na sequência, presidente da CCJ encerrará a votação e anunciará o resultado. Comissão tem 66 parlamentares, e governo precisa de maioria simples para a PEC ser aprovada e ser apreciada por comissão especial.

Após a análise de todos os requerimentos, os deputados começam, enfim, a votar o parecer favorável à aprovação da proposta para reformar a Previdência. Um parlamentar terá 5 minutos para falar a favor e outro, o mesmo tempo para apresentar argumentos contra a proposta. Em seguida, inicia-se a votação.

 

Sessão da CCJ já dura mais de 8 horas, e deputados seguem analisando requerimentos apresentados pela oposição para adiar votação da reforma da Previdência. Antes, estratégia foi usar questões de ordem para prolongar a sessão na comissão da Câmara.

CCJ rejeita também adiar a votação por 2 sessões. Foram 42 votos contrários ao adiamento e 18 obstruções. Agora, deputados votam pedido para que votação seja adiada por uma sessão. É o último requerimento sobre a mesa, diz o presidente da comissão.

Deputados rejeitam requerimento para adiar a votação por 3 sessões. Foram 43 votos contrários ao adiamento e 18 obstruções. Agora, parlamentares votam proposta para que votação seja adiada por 2 sessões.

“Então, que tal?”, Emílio Santiago e João Donato: Bossa, poesia e melodia excepcionais para levantar o astral de ouvintes e leitores na quarta-feira do BP. Primorosa composição de João Donato & Lysias Enio. E a interpretação nada menos que magistral ddo saudoso sempre presente  Emílio Santiago Uma gravação de 2003. Viva!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO EL PAÍS
OPINIÃO
Uma das imagens premiadas de Marcelino da Caravana Migrante.

 Uma das imagens premiadas de Marcelino da Caravana Migrante. Ueslei Marcelino

Poucas pessoas acompanham de perto a trajetória individual dos(as) fotojornalistas brasileiros(as) anos a fio a ponto de estabelecer projeções acertadas acerca do futuro e das conquistas destes profissionais. Num grande mar de imagens repetidas e feitas às pressas que inundam os minguantes espaços fotográficos nas publicações, alguns trabalhos brilham como pérolas no fundo deste oceano. Sim, apesar do atual momento de forte ataque e descrédito ao jornalismo sério e da grave crise que atravessa a imprensa mundial, o Brasil ainda produz excelentes fotógrafas(os) comprometidos(as) em relatar as desigualdades e injustiças que historicamente assolam a sociedade. Neste sentido, não é surpresa para ninguém do meio midiático a coroação com o prêmio Pulitzer de uma vida inteira dedicada ao fotojornalismo contundente do fotógrafo da agência Reuters, baseado em Brasília, Ueslei Marcelino.

A conquista coletiva do prêmio Pulitzer na categoria Breaking News Photography, anunciado no último dia 15, a 11 fotógrafos(as) da agência Reuters reafirma a relevância do fotojornalismo como ferramenta fundamental para compreendermos as questões urgentes da contemporaneidade. Ueslei Marcelino foi ainda eleito fotógrafo do ano da agência Reuters pelo seu árduo e potente conjunto de foto reportagens produzidas no ano de 2017 e agora integra o seleto time de brasileiros que ganharam um prêmio Pulitzer. Antes, apenas Mauricio Lima (2016) havia ganho o prêmio. “Minha vida mudou através da fotografia. Quem ganha com o Pulitzer é a fotografia brasileira que se reforça mas devemos dedicar este prêmio a todas as pessoas que são deslocadas forçadamente de suas casas em busca de uma vida melhor” conta Ueslei. Se para alguns fotojornalismo parece uma profissão solitária, para Marcelino ela é para lá de coletiva:

“Trata-se de um trabalho coletivo e portanto compartilhado com família, editores, fixers e motoristas. Se fomos nomeados 11 fotógrafos vencedores do prêmio, há pelo menos 100 pessoas trabalhando seriamente para que ele acontecesse” conta o fotógrafo que ficou, entre idas e vindas, quase dois meses cobrindo a Caravana de Migrantes que marchava rumo aos Estados Unidos. “Ganhamos o prêmio pelo empenho na pauta. É um registro histórico belíssimo. Mas o que eu guardo na memória com carinho são todas as pessoas com quem conversei e fotografei e pretendo revisitar” diz o fotógrafo cuja imagem premiada registra um pai segurando uma criança de colo enquanto atravessa um rio em meio a bombas de gás numa tarde tensa em uma ponte que divide a Guatemala e o México.

A dedicação de Ueslei à fotografia é admirável e destoa do ambiente de trabalho nacional fortemente marcado pela acirrada competição, vaidade e ego. “É um peso muito grande ser fotojornalista para transmitir informações corretas. É preciso acordar cedo, dormir tarde, checar e re-checar as informações. Isso é fazer jornalismo com responsabilidade”, relata Marcelino cuja personalidade amigável e generosa se destaca entre os pares. Se em muitos momentos o cotidiano maçante das redações rouba a energia vital dos profissionais e consequentemente o material fotográfico produzido se torna repetitivo e ultrapassado, Ueslei Marcelino resgata o amor pelo ofício: “Fotografo minha filha da mesma forma que trabalho em uma pauta, com muita dedicação e amor. Temos que fazer um trabalho com tal nível de excelência que nos tornemos indispensáveis”, reflete. Os tempos não são nada favoráveis para o fotojornalismo mas sua condição primária de estar onde as coisas acontecem somado à capacidade de relatar e denunciar realidades absurdas e desconhecidas do grande público o tornam cada dia mais poderoso neste mundo permeado pela efemeridade. “Estamos nos reinventando. O fotojornalismo é uma missão de vida na qual perdemos muito da nossa vida particular para mostrar o que ninguém quer ver” define Marcelino.

Ueslei Marcelino faz parte de um pequeno grupo de fotógrafos(as) que acredita na coletividade profissional e no talento das novas gerações que trazem consigo trabalhos pulsantes que nos revelam novos aspectos da sociedade brasileira. “Precisamos discutir, debater e conversar sobre fotografia para criar novos espaços para além desta elite do fotojornalismo. Temos que construir um caminho democrático e inclusivo. Existem muitas mulheres com trabalhos fantásticos que ainda são sub representadas pelas instituições culturais e pelos editores dos veículos de imprensa” sintetiza Marcelino. Sem dúvida há um longo caminho, rumo à democracia, a ser percorrido mas existe um exército de fotógrafos e fotógrafas extremamente dedicado em produzir imagens e narrativas poderosas capazes de ampliar nossa compreensão dos complexos problemas do Brasil. O Pulitzer é a premiação máxima dada a jornalistas e fotógrafos de todos os países. Que este belo prêmio venha para lembrar a sociedade da importância do jornalismo feito com seriedade e indispensável para uma democracia sólida. Parabéns Ueslei, merecido é pouco! Viva a dedicação.

Gilmar critica vazamentos, ‘covardia’ e ‘nazifascismo’ no Judiciário

Em seu discurso de encerramento do VII Fórum Jurídico de Lisboa, Gilmar Mendes disse que foi criado um ambiente de ataques e perturbações à Justiça a partir do “massacre que se faz nas redes sociais”, informa o Valor.

Para o ministro do STF, nesse ambiente, tomam-se decisões baseadas numa distinção entre bons e maus, em que os bons são “aqueles que fazem aquilo que a chamada opinião pública entende que está correto”.

Gilmar chamou de “ato heroico” no Brasil a concessão de habeas corpus a prisões que ele considera indevidas. “Negar habeas corpus a quem tem direito porque eu quero me acovardar é o caminho para a barbárie. Assim se constrói o caminho para a desinstitucionalização.”

O ministro do Supremo afirmou também que uma “força-tarefa” pode se transformar em “milícia” no que chamou de “estado policialesco”.

“O juiz não é sócio do delegado ou do procurador. A intervenção ‘do partido da polícia’ não é normal, não é da democracia. É óbvio que é um engendramento de um nazifascismo.”

E ainda falou de vazamentos: “Quando um grupo se convola em soberano, ele faz a lei, faz a lei porque vaza informações, faz a lei porque define o destino das pessoas, decreta prisão abusiva –é porque não estamos mais no estado de direito”.

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