abr
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Posted on 29-04-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-04-2019

“Se escola tiver partido, que seja dos dois lados”

Jair Bolsonaro voltou a criticar neste domingo a doutrinação em escolas.

Ao chegar à casa de seu filho Flávio, o presidente afirmou:

“Nós queremos escola sem partido, mas, se tiver partido, que seja dos dois lados. Não pode ter um lado só na sala de aula. Isso leva ao que nós não queremos.”

Mais cedo, Bolsonaro havia publicado no Twitter um vídeo em que uma aluna questiona a professora, que afirma que Olavo de Carvalho é uma “anta” porque “mete o pau em tudo”.

Do Jornal do Brasil

 

Tales Cotta desfaleceu durante o desfile da grife Ocksa

  ARTUR RODRIGUES

O responsável pela agência de Thales Soares, BASE mgt, Rogério Campaneli, afirmou que os médicos do Hospital Sorocabano que atenderam o rapaz suspeitam da existência de uma doença congênita.

Macaque in the trees
Tales Cotta (Foto: Reprodução/Instagram)

Conhecido como Tales Cotta, o modelo morreu após uma queda durante o desfile da grife Ocksa na noite de sábado (27).

“Os médicos que conversaram com a gente falaram que quando o Tales caiu a morte cerebral já existia. Os médicos tentaram durante 1h20 a reanimação do coração. Mas o socorro não iria adiantar”, disse.

De acordo com ele, o IML (Instituto Médico Legal) informou que foi morte súbita e que o laudo deve sair entre 60 e 90 dias.

Campaneli afirmou que modelos que estavam com Tales no backstage relataram que ele parecia bem. “Ele estava numa plenitude total. As pessoas dos backstage falaram que ele estava brilhando muito. É uma coisa inexplicável”.

O agente afirma que ele havia passado por exames devido ao trabalho. Além disso, para participar do evento, teve de apresentar um atestado de saúde.

Campaneli afirma que Tales, há um ano e oito meses na agência, estava em “plena ascensão”. “Ele era muito focado, as coisas estavam dando certo. Ele iria gravar um comercial de uma marca de combustível por causa da diversidade”, disse.

Tales também deveria participar neste ano de um desfile em Milão, na Itália.

O estilo do modelo, magro, cabelo platinado e com a cara da diversidade, está em alta, segundo o agente. “Mas nele a magreza era genética. Não tem nada a ver com parar de comer. A gente via nele o potencial por ser uma pessoa focada, que não se drogava, não saía toda noite”.

abr
29

DO JORNAL DO BRASIL

Em mensagem no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro disse hoje (28) que é falsa uma nota publicada pela revista Veja às 11h deste domingo (28), segundo a qual ele teria prometido ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, a prerrogativa de nomear o próximo titular da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, fala no seminário Brasil-Suiça: Cooperação Internacional para persecução penal.

A atual procuradora, Raquel Dodge, aimda não decidiu se tentará recondução ao cargo – Arquivo/Agência Brasil

De acordo com a revista, a promessa foi feita antes de Moro ser anunciado como ministro, no ano passado. Por esse motivo, a lista tríplice com nomes indicados para o cargo, feita por meio de eleição organizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), seria “peça de ficção”, segundo a Veja.

“A matéria da Veja é fake (mentira)”, diz uma postagem na conta oficial de Bolsonaro no Twitter na qual ele retuita a nota da publicação. “Esse cargo, PGR, certamente é um dos mais importantes da República. Sugestões e opiniões serão levadas em consideração pelo Governo”, acrescentou o presidente.

O mandato da atual procuradora, Raquel Dodge,encerra-se no próximo 18 de setembro, dois anos depois de ela ter assumido o posto. Pela Constituição, cabe ao presidente da República escolher o ocupante do cargo entre os membros de carreira do Ministério Público da União (MPU). O nome precisa ser aprovado por maioria absoluta no Senado.

Desde 2001, entretanto, a ANPR envia à Presidência uma lista com os três nomes mais votados pelos membros do MPU para ocupar a Procuradoria-Geral da República. A partir de 2003, a tradição tem sido a de nomear um dos três integrantes da lista.

A ANPR já iniciou os preparativos para a realização da eleição neste ano, embora o calendário para o pleito ainda não tenha sido divulgado.

Os candidatos também não foram definidos até o momento, mas já se registra movimentação nos bastidores. Raquel Dodge ainda não anunciou se irá pleitear a recondução ao cargo.

abr
29
Posted on 29-04-2019
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Sponholz, no

 

abr
29
Posted on 29-04-2019
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PSOE voltou a vencer as eleições gerais , mas pode ter que depender dos independentistas catalães para conseguir governar

Madri
elecciones generales

 Pedro Sánchez vota em Pozuelo de Alarcón (Madri) junto a sua esposa, Begoña Gómez. ULY MARTIN

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) voltou a vencer as eleições gerais da Espanha neste domingo após 11 anos sem chegar ao poder pelo voto. A vitória, porém, não será suficiente para que governe sozinho e o partido pode ter que depender dos independentistas catalães. O cenário contraria o líder da sigla, Pedro Sánchez, que convocou eleições no início deste ano justamente porque não quis ceder à chantagem política dos diversos grupos independentistas. Na Espanha, o presidente do Governo deve ser apoiado pela maioria simples do Parlamento (176 cadeiras). Para chegar a isso será necessário uma soma de alianças porque mesmo com os postos obtidos pelo aliado Unidas Podemos a esquerda não conseguiu chegar a este número. Após uma eleição repleta de incertezas, e movida com por uma participação histórica—o voto no país não é obrigatório—, a extrema direita também conseguiu entrar pela primeira vez no Parlamento, mas obteve menos cadeiras do que esperado.

O pleito deste domingo é o terceiro em menos de três anos e meio no país. Em fevereiro, Sánchez se viu se obrigado a convocar eleições após ver sua proposta de Orçamento para 2019 reprovada no Congresso. Uma derrota precipitada pelo rechaço dos independentistas da Catalunha (Esquerda Republicana da Catalunha e o Partido Democrata Europeu Catalão), cujos votos, por outro lado, haviam sido necessários para que ele se pudesse se tornar presidente em 2018. A aliança com os catalães durou pouco, pois o preço cobrado pelo o apoio foi considerado muito alto: em troca do “sim” ao Orçamento, eles queriam planos para avançar na autodeterminação da região autônoma, algo que o Governo, apesar  se oferecer aberto ao diálogo, não estava disposto a abraçar.

Com 98,23% das urnas apuradas, o PSOE obteve 123 cadeiras e o Unidas Podemos, 42, totalizando 165. Caso Sanchez não consiga alcançar os 176 postos necessários nas últimas negociações, a possibilidade de um bloqueio político o colocaria nas mãos do líder da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), Oriol Junqueras, cujo partido obteve 15 cadeiras. Seria o suficiente, entretanto, para que Sánchez conseguisse formar maioria sem ter que depender do grupo de outro dos líderes do movimento independentistas, Carles Puigdemont, o Junts por Catalunya, que obteve sete deputados —a legenda se radicalizou nos últimos tempos, enquanto o ERC é visto como mais moderado, o que facilitaria os acordos com Sánchez.

A direita, fracionada pela primeira vez em três siglas, obteve neste domingo um resultado demolidor. O tradicional PP, que teve Mariano Rajoy destituído da presidência do Governo em junho de 2018, dando lugar à Sanchéz, obteve 66 assentos, um colapso absoluto dos 135 conseguidos na eleição de 2016. Quase foi ultrapassado pelo mais novato Ciudadanos, que obteve 58. 

O Vox, a extrema direita que amedrontou a esquerda em direção às urnas, entrou no Congresso com 24 lugares. A Espanha perdeu, assim, a excepcionalidade de ser o único grande país europeu sem a presença de um forte partido de direita no Parlamento, embora mais afastado do poder, ao contrário do que acontece na Itália. A legenda de Santiago Abascal, grande protagonista da campanha, entra vigorosamente no Parlamento, mas não será decisiva para formar Governo e ficou muito aquém das melhores previsões feitas por algumas pesquisas. Eles serão o quinto partido e terão pouca capacidade de influência.

Com a colaboração de texto de Carlos E. Cué.

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CRÔNICA

Carlucho, Bolsonaro e a diversidade

 

Janio  Ferreira Soares

 

Tarde de Outono caindo e acomodo minha carcaça na velha cadeira de balanço, cujo encosto me abraça como se eu fora um Tony Stark sendo recebido pela armadura do Homem de Ferro. No lago novamente cheio, sapos e agregados cantarolam suas toadas como se não houvesse amanhã e me lembro de Rãnilda, uma ranzinha que minha mãe criava atrás de um pote de barro, que além de prever chuvas adorava dormir em seu ombro no embalo de dengos e carícias.

Na TV as chamas lambem a Catedral de Notre-Dame, mas a igreja que arde em meu peito é a de Santo Antônio da Glória, de há muito submersa nas águas da barragem que lhe tirou a vida e, no embalo, afogou centenas de pedacinhos de mim. Fosse hoje, onde as tragédias passam ao vivo enquanto acontecem, e certamente assistiria ao rio da minha infância subindo degrau por degrau como uma cobra líquida rastejando a caminho do altar da minha primeira hóstia, ocasião em que mordi com força o corpo de Cristo, só pra ver se Ele – que me observava de soslaio com olhinhos de ximbra e usando uma terrível peruca feita com os cabelos da beata Raimunda – esboçava alguma reação de agonia ou dor.

O vento da noite demora e as muriçocas zunem sons parecidos com os das moscas sobre a sopa de Raul, enquanto se alimentam da seiva dos delírios que herdei dos ancestrais. SBP findando e dou uns assovios à la Caymmi pra ver se alguma brisa se habilita, mas meus silvos só atraem Edgar e Julio, coitados, que chegam com focinhos de surpresa, como se dissessem: “já a gororoba, patrão?”. Decepcionados, eles partem atrás de uma moto roncando longe, diversão atípica de quem passa os dias ouvindo pássaros e, em noites raras pós-chuva como agora, essa incrível sonoridade anfíbia que a genialidade de Jackson do Pandeiro imortalizou como: “Tião! Oi? Foste? Fui! Compraste? Comprei! Pagaste? Paguei! Me diz quanto foi? Foi quinhentos réis!”.

Nos jornais vejo uma pesquisa dizendo que as pessoas estão mais fechadas para conceitos diferentes, mais cheias de certezas sobre todos os assuntos e mais intolerantes com quem não concorda com suas opiniões. A propósito, o nosso Jair, “em nome da família”, demitiu um diretor do BB por anúncio pró-diversidade. Tem pai que se faz de cego, hein, Carlucho?

Os cachorros retornam da excitante caça ao veloz bicho Honda e os primeiros bocejos me avisam que a hora do casulo se aproxima. Antes de apagar as luzes, me lembro de um tempo em que, se eu amasse Roberto e você, Belchior, beberíamos nossas diferenças numa mesa de bar e depois sairíamos pelas ruas totalmente convencidos de que, tanto no carro sobre o trevo a cem por hora, como no carango descendo as curvas da estrada de Santos, cabiam todas as diversidades que quisessem ver pelo espelho o preconceito na distância se perder.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na beirada baiana do Rio São Francisco, onde ruge a hidrelétrica que ilumina o Nordeste há mais de meio século.

“Só em teus braços”, Rosa Passos: mundialmente reconhecida não só pela voz doce e jeito original de catar, a baiana Rosa sempre se destaca também pela seleta qualidade de seus repertórios. cantora, compositora e violonista , ela relançou um de seus mais aclamados CDs, no qual interpreta músicas de Tom Jobim. Neste vídeo ela canta um clássico da Bossa Nova. Divinamente!

BOM DOMINGO!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

DO G1

Por Guilherme Mazui, G1 — Brasília

'Não é a minha linha', diz Bolsonaro sobre propaganda do Banco do Brasil retirada do ar

‘Não é a minha linha’, diz Bolsonaro sobre propaganda do Banco do Brasil retirada do ar

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na manhã deste sábado (27) que o governo não quer que dinheiro público seja utilizado para fazer propagandas como a peça publicitária do Banco do Brasil, voltada para os jovens, retirada do ar após decisão do governo.

Na propaganda, de 30 segundos, eram exibidas imagens de pessoas que, segundo a locutora, “fazem carão”, “biquinho de ‘vem cá me beijar'”, “quebrada de pescoço para o lado”, “papada negativa”, “cara de rica irritada” e “movimento natural esquisito”. Enquanto a narradora falava, eram exibidas imagens de pessoas agindo conforme a narração.

Apareciam no vídeo uma mulher careca negra, um homem em um salão de beleza, uma mulher negra com cabelo loiro, outra mulher com cabelo rastafári, um homem com cabelo rosa, uma mulher com cabelo curto e um homem em ambiente de festa.

De acordo com Bolsonaro, a peça publicitária não é a “linha” de pensamento dele já que, segundo o presidente, a “massa quer respeito a família”.

“Quem indica e nomeia presidente do BB, não sou eu? Não preciso falar mais nada então. A linha mudou, a massa quer respeito a família, ninguém quer perseguir minoria nenhuma. E nós não queremos que dinheiro público seja usado dessa maneira. Não é a minha linha. vocês sabem que não é minha linha”, disse o presidente.

A interferência do governo sobre o teor de peças de propaganda de empresas estatais não é permitida, pois fere a Lei das Estatais.

Na noite desta sexta (26), a Secretaria de Governo divulgou uma nota informando que não haverá interferência sobre as propagandas das estatais. A nota foi divulgada após o secretário de Publicidade e Promoção, Glen Lopes Valente, ter enviado um e-mail a empresas – como Petrobras e Correios – determinando que as peças de propaganda fossem submetidas à Secretaria de Comunicação Social, subordinada à Secretaria de Governo.

abr
28

Jornal do Brasil

 

Bolsonaro elogia Maia e diz que ataques a Carlos são inventados

  THAIS BILENKY

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) evitou entrar em nova contenda com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e disse que suas críticas a seus filhos foram inventadas.

“Tenho certeza de que isso é um fake. Eu gosto do Rodrigo Maia. Ele tem respeito por mim, eu tenho por ele”, afirmou Bolsonaro neste sábado (27).

Macaque in the trees
Jair Bolsonaro (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Em entrevista ao portal Buzzfeed publicada na sexta (27), Maia disse que “todo mundo tem convicção que o Bolsonaro é que comanda isso [a estratégia de rede social]”, apesar de o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) ter acesso às contas do pai.

“Alguém coloca aquilo do golden shower que colocou no Carnaval sem o pai ver? O filho pode ser doido à vontade, mas num negócio daquela loucura só com autorização do dono da conta”, afirmou o presidente da Câmara.

Maia disse também que o filho deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) vive um “momento de deslumbramento”.

Questionado sobre tais declarações, Bolsonaro sorriu.

“Mandei uma mensagem via Onyx [Lorenzoni, ministro da Casa Civil] para ele ontem à noite dizendo que o que nós dois juntos podemos fazer não tem preço”, contou, “e 208 milhões de pessoas precisam de mim, dele e de grande parte de vocês”, continuou dirigindo-se a jornalistas.

“Rodrigo Maia é pessoa importantíssima para o futuro de 208 milhões de pessoas. Espero brevemente poder conversar com ele”, concluiu.

Maia e Bolsonaro trocaram farpas e provocações há um mês em meio às negociações de formação de uma base aliada do governo no Congresso, mas depois o presidente fez gestos para melhorar a relação.

Bolsonaro foi criticado por ter defendido que uma economia mínima de R$ 800 bilhões com eventual aprovação da reforma da Previdência, apesar da expectativa do ministro Paulo Guedes (Economia) de superar R$ 1 trilhão.

No Congresso suas declarações foram criticadas por passarem mensagem dúbia sobre a intenção do presidente em aprovar a proposta.

“Ela não pode ser desidratada, tem um limite.

Abaixo disso, como diz o Paulo Guedes, apenas vai retardar a queda do avião”, afirmou Bolsonaro.

“O Brasil não pode quebrar. Temos que alçar um voo seguro para que todos possam se beneficiar da nossa economia”, concluiu.

O presidente reiterou a proposta de cortar recurso de cursos de ciências humanas.

“Nós precisamos formar bons profissionais, que sejam úteis para si e para o Brasil. Não formar militantes”, afirmou.

Bolsonaro visitou neste sábado (27) a estudante Yasmin Alves, 8, na Cidade Estrutural, periferia de Brasília, para, segundo ele, desfazer um mal-entendido provocado pela imprensa.

Há alguns dias, o presidente recebeu um grupo de alunos e o vídeo inicialmente divulgado levou à interpretação do jornal O Estado de S.Paulo de que a menina se recusava a cumprimentá-lo. Depois, com a íntegra da cena, o diário constatou o erro e se corrigiu.

“Eu perguntei quem era palmeirense e ela falou que não, nada mais além disso”, afirmou Bolsonaro na saída de sua casa. Yasmin vestia a camisa do Flamengo presenteada pelo presidente em visita que ela fez ao Palácio do Planalto nesta semana.

“Não tentei mudá-la de time, não”, comentou. Bolsonaro disse que fez a visita para desfazer a imagem de que ela era mal-educada em sua comunidade.

A região, carente, mobilizou-se em parte para recebê-lo. A rua e arredores da casa foram bloqueados, de modo que alguns moradores acenaram para o presidente à distância.

Pouco antes de Bolsonaro deixar a residência de Yasmin, o esgoto escorreu do cano da calçada bem na área montada para que desse a entrevista, impregnando a rua de mau cheiro. Bolsonaro acabou falando com os jornalistas alguns passos para o lado.

Ele estava acompanhado da mulher, Michelle, que levou um bolo de chocolate, o deputado Helio Lopes (PSL-RJ), o Helio Negão, e o ministro Floriano Peixoto (Secretaria-Geral).

Os pais de Yasmin serviram pão com leite condensado, café da manhã do qual Bolsonaro mostrou gostar na eleição quando recebeu a Rede Globo em sua casa com a refeição servida.

“Mas não deu tempo de comer, não. Tomei só uma xícara de café, tá ok?”, contou

abr
28
Posted on 28-04-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-04-2019

Do Jornal do Brasil

THAIS BILENKY

O presidente Jair Bolsonaro retrucou crítica do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo quem o Brasil está sendo governado por “um bando de malucos”.

“Pelo menos não é um bando de cachaceiros, né?”, respondeu Bolsonaro neste sábado (27).

“Olha, eu acho que o Lula, primeiro, não deveria falar. Falou besteira. Maluco? Quem era o time dele? Grande parte está preso ou está sendo processado”, disse o presidente.

Segundo Bolsonaro, Lula “tinha um plano de poder onde, nos finalmentes, nos roubaria a nossa liberdade, tá ok?”.

Para ele, “é um equívoco, um erro da Justiça ter dado o direito a dar uma entrevista. Presidiário tem que cumprir sua pena e não dar alteração”.

Macaque in the trees
Jair Bolsonaro (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Lula deu uma entrevista exclusiva aos jornais Folha de S.Paulo e El País na sexta-feira (27) em uma sala preparada pela Polícia Federal na sede do órgão em Curitiba, onde está preso desde abril do ano passado.

Depois de uma batalha judicial, na qual a entrevista chegou a ser censurada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), a decisão foi revista na semana passada pelo presidente da corte, Dias Toffoli.

Bolsonaro visitou neste sábado a estudante Yasmin Alves, 8, na Cidade Estrutural, periferia de Brasília, para, segundo ele, desfazer um mal-entendido provocado pela imprensa.

Há alguns dias, o presidente recebeu um grupo de alunos e o vídeo inicialmente divulgado levou à interpretação do jornal O Estado de S.Paulo de que a menina se recusava a cumprimentá-lo. Depois, com a íntegra da cena, o diário constatou o erro e se corrigiu.

“Eu perguntei quem era palmeirense e ela falou que não, nada mais além disso”, afirmou Bolsonaro na saída de sua casa. Yasmin vestia a camisa do Flamengo presenteada pelo presidente em visita que ela fez ao Palácio do Planalto nesta semana.

“Não tentei mudá-la de time, não”, comentou. Bolsonaro disse que fez a visita para desfazer a imagem de que ela era mal-educada em sua comunidade.

A região, carente, mobilizou-se em parte para recebê-lo. A rua e arredores da casa foram bloqueados, de modo que alguns moradores acenaram para o presidente à distância.

Pouco antes de o presidente deixar a residência de Yasmin, o esgoto escorreu do cano da calçada bem na área montada para que desse a entrevista, impregnando a rua de mau cheiro. Bolsonaro acabou falando com os jornalistas alguns passos para o lado.

Ele estava acompanhado da mulher, Michelle, que levou um bolo de chocolate, o deputado Helio Lopes (PSL-RJ), o Helio Negão, e o ministro Floriano Peixoto (Secretaria-Geral).

Os pais de Yasmin serviram pão com leite condensado, café da manhã do qual Bolsonaro mostrou gostar na eleição quando recebeu a Rede Globo em sua casa com a refeição servida.

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