Com direito a gol de ex Palmeiras, Bahia bate o Corinthians de virada na Arena Fonte Nova

Timão saiu na frente com um gol de Pedrinho, mas viu o Tricolor fazer 3 a 1. Clayson descontou ainda no último lance

Da Gazeta Press

O Corinthians não conseguiu superar a força física do Bahia e, em uma combinação de fatores táticos e técnicos, sucumbiu na sua estreia no Campeonato Brasileiro, na tarde deste domingo, na Fonte Nova. Depois de sair na frente com Pedrinho, a equipe paulista levou o empate logo depois com Arthur Caíke. Na etapa final, Artur e Rogério completaram para os donos da casa, com Clayson fechando o placar em 3 a 2 nos acréscimos.

Na próxima rodada, o Alvinegro volta para a Arena e reencontra a Chapecoense, rival que enfrentou pela Copa do Brasil, na semana passada. O duelo está marcado para as 16h (de Brasília) na casa corintiana. O Tricolor baiano, por sua vez, visita o Botafogo às 20h (de Brasília) da quinta-feira, no Engenhão.

Acréscimos rendem os gols

O primeiro tempo mostrou dois times bem postados na defesa e muita intensidade na disputa pela bola. Com mais posse, o Corinthians sofreu para passar da primeira linha de marcação do adversário, mas conseguiu criar dois bons lances ao entrar tocando na área adversária. Em ambas ocasiões, porém, ninguém chutou a gol. Problema resolvido só nos acréscimos.

Pedrinho, até então sumido, chutou da entrada da área no contrapé de Anderson, abrindo o placar e fazendo festa pelo seu gol no jogo 100 com a camisa do clube. A celebração, porém, demorou menos de um minuto até que o time da casa saiu rapidamente com a bola, Nino Paraíba recebeu na direita e cruzou para Artur Caíke, livre entre os zagueiros, cabecear para o chão. A bola ainda bateu no joelho de Cássio antes de entrar.

Bahia completa a virada

O retorno para o segundo tempo manteve a intensidade, mas com bem menos bola jogada pelo chão. O Corinthians parecia achar um caminho com Pedrinho atuando pelo meio, mas Carille preferiu sacar o canhoto para apostar na entrada de Vagner Love. Mesmo com o herói do título paulista, porém, o Timão passou a ficar sem a bola e sucumbiu diante do jogo físico do time da casa.

Auxiliado pelo estilo de arbitragem, que não marcou falta em contatos mais fortes, o Bahia roubou a bola em lance que Fagner reclamou de infração, saiu rapidamente em contragolpe, Gilberto serviu Artur e o canhoto mandou no ângulo para fazer 2 a 1. Vital e Jadson entraram em busca de uma reação, mas uma rara falha de Ralf deixou Rogério entrar cara a cara com Cássio e encobrir o goleiro para fazer um golaço. Clayson, com outro belo gol, deu números finais.

FICHA TÉCNICA
BAHIA 3 X 2 CORINTHIANS

Local: Fonte Nova, em Salvador (BA)
Data: 28 de abril de 2019, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Assistentes: Fabrício Vilarinho e Bruno Pires (ambos de GO)
VAR: André Luis Castro (GO)
Cartões amarelos: Nino Paraíba (Bahia); Cássio, Boselli, Carlos, Fagner (Corinthians)
Gols:
BAHIA: Arthur Caíke, aos 48 minutos do primeiro, Artur, aos 31, e Rogério, aos 38 minutos do segundo tempo
CORINTHIANS:Pedrinho, aos 47 minutos do primeiro, e Clayson, aos 50 minutos do segundo tempo

BAHIA: Anderson; Nino Paraíba, Ernando, Lucas Fonseca e Moisés; Gregore, Élton, Ramires (Nilton), Arthur Caíke (Rogério) e Artur; Fernandão (Gilberto)
Técnico: Roger Machado

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Manoel, Pedro Henrique e Carlos; Ralf, Ramiro (Mateus Vital) e Sornoza (Jadson); Pedrinho (Vagner Love), Clayson e Boselli
Técnico: Fábio Carille

Crédito: Tiago Caldas/ Fotoarena

“Coração Poeta”, João Nogueira e Chico Buarque: Composição de Nelson Cavaquinho e Paulinho Tapajós. Interpretação de Paulinho Tapajós, João Nogueira e Chico Buarque. Neste vídeo, a faixa do disco “Coração Poeta” de Paulinho Tapajós. gravado em  1996.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

A inevitável busca pelo pacto

Não há política sem conflito, mas tampouco sem a possibilidade de decidir, de poder governar. No entanto, o que hoje prevalece não é a busca de zonas de entendimento para a ação política, e sim a lógica do muro: a construção de trincheiras regidas pela arcaica dialética amigo-inimigo. É essa dimensão de conflito, não o acordo, que hoje define a forma de fazer política.

Porque o certo é que o conflito é um fato social inevitável. Pretender eliminá-lo ou negá-lo é o que caracteriza os regimes totalitários, e por isso toda a tradição democrática se esforçou em buscar um sistema que permitisse a vida em comum reconhecendo justamente que a disparidade, a disputa e o desacordo não deixarão de existir. Na democracia liberal, a necessidade de procurar um ponto de equilíbrio entre a discordância e a ação tem sido resolvida tradicionalmente através do princípio da maioria, e para isso as pessoas recorreram a sistemas eleitorais que o favorecessem, inclusive mediante as pertinentes distorções dos sistemas proporcionais. Assim, a governabilidade se antepôs de modo mais ou menos explícito ao consenso, um recurso cada vez mais escasso em sociedades cada vez mais plurais. O modelo era, de fato, bem engenhoso, embora a democracia, como diz Todorov, e ao contrário de outros regimes, nunca pretendeu ser infalível. A busca do mais amplo consenso possível se reduzia à aprovação das regras e dos princípios básicos do sistema. Já a política comum, a do dia a dia, podia funcionar seguindo a lei da maioria. As minorias ficavam também protegidas por tais regras: em cada enfrentamento eleitoral, podiam aspirar a deixar de sê-lo.

Quando falamos hoje de crise da democracia liberal, nós o fazemos em boa medida porque esse mecanismo inteligente deixou de funcionar com a eficácia que costumava ter. A ascensão do populismo acrescentou uma dimensão de conflito à arena política, pretendendo-se, sem descanso, uma sorte de paroxismo da decisão majoritária, a ponto de esquecer a necessária proteção das minorias. É, em parte, uma reação à tecnocracia onde o conflito se dissolveria em nome da “decisão necessária”, cuja mesma necessidade anularia a possibilidade de opções alternativas. Paralelamente, a volatilidade eleitoral, expressão do que agora se convencionou chamar de “crise de representação”, provocou o fracionamento dos sistemas de partidos, ou, se quiserem, dos sistemas de partidos de massas, herdeiros dos consensos pós-Segunda Guerra Mundial. Nos sistemas majoritários, como acontece no Reino Unido, hoje a crise se traslada ao interior dos partidos. Já nos países continentais, como Itália, Espanha, Alemanha e nações nórdicas, assistimos a um cenário de segmentação progressiva acompanhado de um fenômeno surpreendente: em vez de ampliar os espaços disponíveis, a fragmentação, paradoxalmente, os reduz. O motivo? A competição eleitoral deixa de buscar o centro político, impondo-se em seu lugar uma luta de blocos competindo pelos extremos.

O que hoje prevalece não é a busca de zonas de entendimento para a ação política, e sim a construção de trincheiras

O fim das certezas

O que está acontecendo, afinal? Junto ao discurso que insiste no desaparecimento do velho eixo esquerda-direita, surgem novos eixos de conflito, como o de gerações, o espacial (campo-cidade) e inclusive o geopolítico, com novas e velhas potências competindo pela hegemonia. Os espaços de coabitação e entendimento se dissiparam a tal ponto que nem sequer a aplicação de um cordão sanitário à extrema direita funciona como ponto em comum.

Começamos a ver isso com clareza na França, mas já comprovamos na Itália de Salvini e na Áustria de Kurz. Até mesmo na Finlândia, as recentes eleições deram como resultado um Parlamento fragmentado onde nenhuma força política supera os 20% de apoio eleitoral, e no qual a extrema-direita ficou a apenas 6.000 votos da vitória. Essa tendência, iniciada com a mudança de século e acelerada desde a crise econômica, já é o cenário eleitoral mais provável nos países europeus, incluindo a Espanha.

Os mandatos obtidos nas urnas são cada vez mais complexos, mais difíceis de interpretar, e as famílias políticas de sempre já não aglutinam o apoio que conseguiam no passado. O panorama é confuso porque os eleitores parecem estar dizendo muito mais coisas ao mesmo tempo, o que, em teoria, deveria obrigar os partidos a negociar e buscar pactos entre si. Pois é evidente que as sociedades são cada vez mais heterogêneas. Muitos dos conceitos com os quais interpretávamos o mundo deixaram de funcionar, ainda que surpreenda o rejuvenescimento de velhas categorias, como essa obstinada tendência nossa rumo a regimes cesaristas na variante populista do homem-povo. Como o povo não se deixa apreender já na expressão majoritária da sociedade como antes, busca-se seu equivalente funcional sob a aura de um só homem: o líder forte como arremedo da integração da pluralidade sob uma mesma cabeça.

Até a própria ideia de povo, o sujeito da democracia, está em disputa, embora se trate hoje de um “povo sem atributos”, marcado pelas mutações do capitalismo e da globalização. A reação ante tais mudanças e alterações se traduz numa retirada real e metafórica, nesses muros, como o de Trump, que são as grandes metáforas de nosso tempo: sua natureza hiperbólica já não é o símbolo de poder algum, e sim o triste retraimento do que pretendia enaltecer.

A lógica bélica que nutre o jogo político prescinde de qualquer possibilidade de projeto comum

O desenvolvimento do individualismo e as crescentes expectativas dos cidadãos também dificultam a representação em segmentos majoritários que possam dar conta de nossas experiências e vivências sociais. A ideia do povo como expressão majoritária, como o maior número, diz Pierre Rosanvallon, deixou lugar ao povo como uma pluralidade de minorias. Não assumir essa mudança tem gerado graves consequências: continuar entendendo a vontade geral como “onipotência do fato majoritário” pode levar a experiências tão dramáticas quando o Brexit.

Pretender captar o povo em sua totalidade hoje, além de ser uma simplificação perigosa, é uma ilusão aritmética. Ainda que tarde, Theresa May precisou reconhecer que, para gerir a saída da União Europeia e legitimar sua ação de governo, devia se reunir com a oposição, um exemplo representativo de um fenômeno mais amplo: os Governos deixaram de ser o centro da vida democrática e precisam, mais do que nunca, construir consensos. Estamos preparados para isso? Do outro lado do Canal, Emmanuel Macron decidiu nos últimos meses ativar a dimensão deliberativa da democracia para entender as frustrações dos invisíveis, um mal-estar difuso que se nega a ser descrito com os termos convencionais de nossas sofisticadas análises políticas. Com quais indicadores de dignidade ou desprezo deveríamos medir os temores dos coletes amarelos? Eles são, como dizem alguns, mais uma fração “puxada de baixo para os extremos”, mas Macron entendeu que devem ser reconhecidos se a sociedade quiser levar adiante qualquer projeto que tenha em seu horizonte a construção de um mundo comum. A furiosa insatisfação não pode ser ignorada.

Caminho rumo à cultura do pacto

Estamos numa conjuntura onde acentuar os conflitos parece ser a regra, mas nossas sociedades plurais e fragmentadas transmitem também outros sinais: já não é possível esconder realidades, calar vozes, sufocar debates latentes, silenciar pulsões sociais e produzir, ardilosamente, consensos ficcionais para ocultar discordâncias. Tampouco seria desejável interpretar os resultados eleitorais da forma “vencedores e vencidos”, embora os atores políticos se empenhem em utilizar as campanhas para cristalizar (ou inventar) antagonismos. A lógica bélica que nutre o jogo político prescinde de qualquer possibilidade de projeto comum. Mas se uma facção social fica sem representação, por acaso a busca do pacto não se torna inevitável? E no entanto, quanto mais fragmentação houver, mais o bloco é forçado, mais puxamos os extremos. Terminada a disputa, o que se impõe é a exclusão do vencido, em vez de se cuidado.

Como trabalhar uma nova cultura democrática do pacto quando esse desafio se apresenta, além disso, ao compasso do surgimento de forças ultranacionalistas cuja estratégia consiste em minar os alicerces dos sistemas democráticos? Quais de suas provocações merecem ser amplificadas e quais teríamos que ignorar? Como evitar que a exageração seja premiada em vez dos enfoques e aproximações construtivos?

O aparecimento da ultradireita favoreceu cenários de polarização, o que explica a dificuldade crescente de se chegar a acordos nos sistemas democráticos. O caso da Itália mostra que é possível chegar a pactos de governo e, ao mesmo tempo, dinamitar consensos democráticos: o pacto se instrumentaliza como lógica para assaltar o poder, não como orientação estratégica do governo. Esse paradoxo significa que os atores políticos são os responsáveis por discernir quais espaços comuns é preciso preservar e sobre quais, ao contrário, é importante e legítimo manter as diferenças. Como solucionar o dilema? A resposta, claro, está nos clássicos, nessa necessidade de garantir, nas palavras de John Rawls, “consensos superpostos” que permitam arquiteturas institucionais para assegurar o jogo democrático. De fato, são justamente as normas constitucionais orientadoras do funcionamento das democracias que favorecem a convivência, além de serem sua condição de possibilidade. Mas o consenso, hoje, em um mundo repleto de desafios globais e potências emergentes que instigam nosso imaginário sobre a democracia, também deveria se estender às políticas de longo prazo, aquelas que vão além do mandato eleitoral e que afetam questões essenciais, como a mudança climática, a educação e a segurança.

Proteger a democracia requer de pactos que superem a lógica do calendário eleitoral

As democracias competem hoje com formas autoritárias de poder impermeáveis aos vaivéns da opinião pública, uma fortaleza competitiva frente ao natural questionamento das decisões políticas numa democracia liberal. Por isso, proteger a democracia e ser competitivo em termos estratégicos são coisas que exigem pactos que superem a lógica do calendário eleitoral. O que habitualmente chamamos de política de Estado, os consensos estratégicos de um país em política exterior, educação e modelo produtivo, para citar alguns exemplos, não deve se furtar ao julgamento e à eleição dos eleitores, mas não pode depender unicamente das flutuações emocionais dos cidadãos.

O problema central é hoje a governabilidade – e como buscar novas vias de legitimação democrática. Se a hipótese aqui apontada é certa, e interpretar a vontade geral é muito mais complexo, por que não multiplicar institucionalmente os registros nos quais esta se manifesta em vez de reduzi-la a uma só expressão? Já não pode haver política sem soma, e pretender compreendê-la exclusivamente a partir do conflito só pode ser explicado do ponto de vista de um perigoso cinismo. Nisso, a Espanha já vai no compasso do restante da Europa, mas continuamos tendo uma arquitetura institucional ineficaz, projetada para um sistema majoritário.

Um dos grandes desafios enfrentados pela Espanha é harmonizar as instituições com as tendências, impulsos e exigências sociais de nossos dias, ao menos se quisermos evitar a paralisia permanente. Reformas tão necessárias quanto a do sistema de posse do presidente, a injeção de recursos humanos e materiais no Parlamento para transformá-lo no centro da vida política e a redução do número de cargos de livre designação dos Governos são exemplos concretos de coisas que poderíamos mudar já para nos adaptarmos o quanto antes à realidade.

Outra coisa são os imperativos de escrupulosa exigência democrática que a nova situação exige: onde situar as linhas vermelhas para o pacto entre os partidos, e se estamos dispostos a aceitar como normal que as forças de ultradireita entrem em Governos de coalizão ou sejam decisivas para a sua formação. Aí, tudo dependerá da responsabilidade dos nossos políticos e da prestação de contas que exijamos deles. Porque, apesar de tudo, a palavra final é do povo.

abr
29
Posted on 29-04-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-04-2019

“Se escola tiver partido, que seja dos dois lados”

Jair Bolsonaro voltou a criticar neste domingo a doutrinação em escolas.

Ao chegar à casa de seu filho Flávio, o presidente afirmou:

“Nós queremos escola sem partido, mas, se tiver partido, que seja dos dois lados. Não pode ter um lado só na sala de aula. Isso leva ao que nós não queremos.”

Mais cedo, Bolsonaro havia publicado no Twitter um vídeo em que uma aluna questiona a professora, que afirma que Olavo de Carvalho é uma “anta” porque “mete o pau em tudo”.

Do Jornal do Brasil

 

Tales Cotta desfaleceu durante o desfile da grife Ocksa

  ARTUR RODRIGUES

O responsável pela agência de Thales Soares, BASE mgt, Rogério Campaneli, afirmou que os médicos do Hospital Sorocabano que atenderam o rapaz suspeitam da existência de uma doença congênita.

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Tales Cotta (Foto: Reprodução/Instagram)

Conhecido como Tales Cotta, o modelo morreu após uma queda durante o desfile da grife Ocksa na noite de sábado (27).

“Os médicos que conversaram com a gente falaram que quando o Tales caiu a morte cerebral já existia. Os médicos tentaram durante 1h20 a reanimação do coração. Mas o socorro não iria adiantar”, disse.

De acordo com ele, o IML (Instituto Médico Legal) informou que foi morte súbita e que o laudo deve sair entre 60 e 90 dias.

Campaneli afirmou que modelos que estavam com Tales no backstage relataram que ele parecia bem. “Ele estava numa plenitude total. As pessoas dos backstage falaram que ele estava brilhando muito. É uma coisa inexplicável”.

O agente afirma que ele havia passado por exames devido ao trabalho. Além disso, para participar do evento, teve de apresentar um atestado de saúde.

Campaneli afirma que Tales, há um ano e oito meses na agência, estava em “plena ascensão”. “Ele era muito focado, as coisas estavam dando certo. Ele iria gravar um comercial de uma marca de combustível por causa da diversidade”, disse.

Tales também deveria participar neste ano de um desfile em Milão, na Itália.

O estilo do modelo, magro, cabelo platinado e com a cara da diversidade, está em alta, segundo o agente. “Mas nele a magreza era genética. Não tem nada a ver com parar de comer. A gente via nele o potencial por ser uma pessoa focada, que não se drogava, não saía toda noite”.

abr
29

DO JORNAL DO BRASIL

Em mensagem no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro disse hoje (28) que é falsa uma nota publicada pela revista Veja às 11h deste domingo (28), segundo a qual ele teria prometido ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, a prerrogativa de nomear o próximo titular da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, fala no seminário Brasil-Suiça: Cooperação Internacional para persecução penal.

A atual procuradora, Raquel Dodge, aimda não decidiu se tentará recondução ao cargo – Arquivo/Agência Brasil

De acordo com a revista, a promessa foi feita antes de Moro ser anunciado como ministro, no ano passado. Por esse motivo, a lista tríplice com nomes indicados para o cargo, feita por meio de eleição organizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), seria “peça de ficção”, segundo a Veja.

“A matéria da Veja é fake (mentira)”, diz uma postagem na conta oficial de Bolsonaro no Twitter na qual ele retuita a nota da publicação. “Esse cargo, PGR, certamente é um dos mais importantes da República. Sugestões e opiniões serão levadas em consideração pelo Governo”, acrescentou o presidente.

O mandato da atual procuradora, Raquel Dodge,encerra-se no próximo 18 de setembro, dois anos depois de ela ter assumido o posto. Pela Constituição, cabe ao presidente da República escolher o ocupante do cargo entre os membros de carreira do Ministério Público da União (MPU). O nome precisa ser aprovado por maioria absoluta no Senado.

Desde 2001, entretanto, a ANPR envia à Presidência uma lista com os três nomes mais votados pelos membros do MPU para ocupar a Procuradoria-Geral da República. A partir de 2003, a tradição tem sido a de nomear um dos três integrantes da lista.

A ANPR já iniciou os preparativos para a realização da eleição neste ano, embora o calendário para o pleito ainda não tenha sido divulgado.

Os candidatos também não foram definidos até o momento, mas já se registra movimentação nos bastidores. Raquel Dodge ainda não anunciou se irá pleitear a recondução ao cargo.

abr
29
Posted on 29-04-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-04-2019



 

Sponholz, no

 

abr
29
Posted on 29-04-2019
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PSOE voltou a vencer as eleições gerais , mas pode ter que depender dos independentistas catalães para conseguir governar

Madri
elecciones generales

 Pedro Sánchez vota em Pozuelo de Alarcón (Madri) junto a sua esposa, Begoña Gómez. ULY MARTIN

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) voltou a vencer as eleições gerais da Espanha neste domingo após 11 anos sem chegar ao poder pelo voto. A vitória, porém, não será suficiente para que governe sozinho e o partido pode ter que depender dos independentistas catalães. O cenário contraria o líder da sigla, Pedro Sánchez, que convocou eleições no início deste ano justamente porque não quis ceder à chantagem política dos diversos grupos independentistas. Na Espanha, o presidente do Governo deve ser apoiado pela maioria simples do Parlamento (176 cadeiras). Para chegar a isso será necessário uma soma de alianças porque mesmo com os postos obtidos pelo aliado Unidas Podemos a esquerda não conseguiu chegar a este número. Após uma eleição repleta de incertezas, e movida com por uma participação histórica—o voto no país não é obrigatório—, a extrema direita também conseguiu entrar pela primeira vez no Parlamento, mas obteve menos cadeiras do que esperado.

O pleito deste domingo é o terceiro em menos de três anos e meio no país. Em fevereiro, Sánchez se viu se obrigado a convocar eleições após ver sua proposta de Orçamento para 2019 reprovada no Congresso. Uma derrota precipitada pelo rechaço dos independentistas da Catalunha (Esquerda Republicana da Catalunha e o Partido Democrata Europeu Catalão), cujos votos, por outro lado, haviam sido necessários para que ele se pudesse se tornar presidente em 2018. A aliança com os catalães durou pouco, pois o preço cobrado pelo o apoio foi considerado muito alto: em troca do “sim” ao Orçamento, eles queriam planos para avançar na autodeterminação da região autônoma, algo que o Governo, apesar  se oferecer aberto ao diálogo, não estava disposto a abraçar.

Com 98,23% das urnas apuradas, o PSOE obteve 123 cadeiras e o Unidas Podemos, 42, totalizando 165. Caso Sanchez não consiga alcançar os 176 postos necessários nas últimas negociações, a possibilidade de um bloqueio político o colocaria nas mãos do líder da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), Oriol Junqueras, cujo partido obteve 15 cadeiras. Seria o suficiente, entretanto, para que Sánchez conseguisse formar maioria sem ter que depender do grupo de outro dos líderes do movimento independentistas, Carles Puigdemont, o Junts por Catalunya, que obteve sete deputados —a legenda se radicalizou nos últimos tempos, enquanto o ERC é visto como mais moderado, o que facilitaria os acordos com Sánchez.

A direita, fracionada pela primeira vez em três siglas, obteve neste domingo um resultado demolidor. O tradicional PP, que teve Mariano Rajoy destituído da presidência do Governo em junho de 2018, dando lugar à Sanchéz, obteve 66 assentos, um colapso absoluto dos 135 conseguidos na eleição de 2016. Quase foi ultrapassado pelo mais novato Ciudadanos, que obteve 58. 

O Vox, a extrema direita que amedrontou a esquerda em direção às urnas, entrou no Congresso com 24 lugares. A Espanha perdeu, assim, a excepcionalidade de ser o único grande país europeu sem a presença de um forte partido de direita no Parlamento, embora mais afastado do poder, ao contrário do que acontece na Itália. A legenda de Santiago Abascal, grande protagonista da campanha, entra vigorosamente no Parlamento, mas não será decisiva para formar Governo e ficou muito aquém das melhores previsões feitas por algumas pesquisas. Eles serão o quinto partido e terão pouca capacidade de influência.

Com a colaboração de texto de Carlos E. Cué.

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