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Postado em 28-04-2019
Arquivado em (Artigos) por vitor em 28-04-2019 00:14

Jornal do Brasil

 

Bolsonaro elogia Maia e diz que ataques a Carlos são inventados

  THAIS BILENKY

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) evitou entrar em nova contenda com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e disse que suas críticas a seus filhos foram inventadas.

“Tenho certeza de que isso é um fake. Eu gosto do Rodrigo Maia. Ele tem respeito por mim, eu tenho por ele”, afirmou Bolsonaro neste sábado (27).

Macaque in the trees
Jair Bolsonaro (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Em entrevista ao portal Buzzfeed publicada na sexta (27), Maia disse que “todo mundo tem convicção que o Bolsonaro é que comanda isso [a estratégia de rede social]”, apesar de o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) ter acesso às contas do pai.

“Alguém coloca aquilo do golden shower que colocou no Carnaval sem o pai ver? O filho pode ser doido à vontade, mas num negócio daquela loucura só com autorização do dono da conta”, afirmou o presidente da Câmara.

Maia disse também que o filho deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) vive um “momento de deslumbramento”.

Questionado sobre tais declarações, Bolsonaro sorriu.

“Mandei uma mensagem via Onyx [Lorenzoni, ministro da Casa Civil] para ele ontem à noite dizendo que o que nós dois juntos podemos fazer não tem preço”, contou, “e 208 milhões de pessoas precisam de mim, dele e de grande parte de vocês”, continuou dirigindo-se a jornalistas.

“Rodrigo Maia é pessoa importantíssima para o futuro de 208 milhões de pessoas. Espero brevemente poder conversar com ele”, concluiu.

Maia e Bolsonaro trocaram farpas e provocações há um mês em meio às negociações de formação de uma base aliada do governo no Congresso, mas depois o presidente fez gestos para melhorar a relação.

Bolsonaro foi criticado por ter defendido que uma economia mínima de R$ 800 bilhões com eventual aprovação da reforma da Previdência, apesar da expectativa do ministro Paulo Guedes (Economia) de superar R$ 1 trilhão.

No Congresso suas declarações foram criticadas por passarem mensagem dúbia sobre a intenção do presidente em aprovar a proposta.

“Ela não pode ser desidratada, tem um limite.

Abaixo disso, como diz o Paulo Guedes, apenas vai retardar a queda do avião”, afirmou Bolsonaro.

“O Brasil não pode quebrar. Temos que alçar um voo seguro para que todos possam se beneficiar da nossa economia”, concluiu.

O presidente reiterou a proposta de cortar recurso de cursos de ciências humanas.

“Nós precisamos formar bons profissionais, que sejam úteis para si e para o Brasil. Não formar militantes”, afirmou.

Bolsonaro visitou neste sábado (27) a estudante Yasmin Alves, 8, na Cidade Estrutural, periferia de Brasília, para, segundo ele, desfazer um mal-entendido provocado pela imprensa.

Há alguns dias, o presidente recebeu um grupo de alunos e o vídeo inicialmente divulgado levou à interpretação do jornal O Estado de S.Paulo de que a menina se recusava a cumprimentá-lo. Depois, com a íntegra da cena, o diário constatou o erro e se corrigiu.

“Eu perguntei quem era palmeirense e ela falou que não, nada mais além disso”, afirmou Bolsonaro na saída de sua casa. Yasmin vestia a camisa do Flamengo presenteada pelo presidente em visita que ela fez ao Palácio do Planalto nesta semana.

“Não tentei mudá-la de time, não”, comentou. Bolsonaro disse que fez a visita para desfazer a imagem de que ela era mal-educada em sua comunidade.

A região, carente, mobilizou-se em parte para recebê-lo. A rua e arredores da casa foram bloqueados, de modo que alguns moradores acenaram para o presidente à distância.

Pouco antes de Bolsonaro deixar a residência de Yasmin, o esgoto escorreu do cano da calçada bem na área montada para que desse a entrevista, impregnando a rua de mau cheiro. Bolsonaro acabou falando com os jornalistas alguns passos para o lado.

Ele estava acompanhado da mulher, Michelle, que levou um bolo de chocolate, o deputado Helio Lopes (PSL-RJ), o Helio Negão, e o ministro Floriano Peixoto (Secretaria-Geral).

Os pais de Yasmin serviram pão com leite condensado, café da manhã do qual Bolsonaro mostrou gostar na eleição quando recebeu a Rede Globo em sua casa com a refeição servida.

“Mas não deu tempo de comer, não. Tomei só uma xícara de café, tá ok?”, contou

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