DO G1/O GLOBO

 

O governo Bolsonaro conseguiu aprovar na noite desta terça-feira (23) a proposta de reforma da Previdência, por 48 votos a 18, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. A comissão é responsável por analisar se proposta está de acordo com Constituição.

Após mais 9 horas de sessão, deputados aprovaram parecer a favor da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara por 48 votos a favor e 18, contra.

Votação começou às 23h38.

Líderes de bancadas orientaram deputados a como votar o parecer do relator. Na sequência, presidente da CCJ encerrará a votação e anunciará o resultado. Comissão tem 66 parlamentares, e governo precisa de maioria simples para a PEC ser aprovada e ser apreciada por comissão especial.

Após a análise de todos os requerimentos, os deputados começam, enfim, a votar o parecer favorável à aprovação da proposta para reformar a Previdência. Um parlamentar terá 5 minutos para falar a favor e outro, o mesmo tempo para apresentar argumentos contra a proposta. Em seguida, inicia-se a votação.

 

Sessão da CCJ já dura mais de 8 horas, e deputados seguem analisando requerimentos apresentados pela oposição para adiar votação da reforma da Previdência. Antes, estratégia foi usar questões de ordem para prolongar a sessão na comissão da Câmara.

CCJ rejeita também adiar a votação por 2 sessões. Foram 42 votos contrários ao adiamento e 18 obstruções. Agora, deputados votam pedido para que votação seja adiada por uma sessão. É o último requerimento sobre a mesa, diz o presidente da comissão.

Deputados rejeitam requerimento para adiar a votação por 3 sessões. Foram 43 votos contrários ao adiamento e 18 obstruções. Agora, parlamentares votam proposta para que votação seja adiada por 2 sessões.

“Então, que tal?”, Emílio Santiago e João Donato: Bossa, poesia e melodia excepcionais para levantar o astral de ouvintes e leitores na quarta-feira do BP. Primorosa composição de João Donato & Lysias Enio. E a interpretação nada menos que magistral ddo saudoso sempre presente  Emílio Santiago Uma gravação de 2003. Viva!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO EL PAÍS
OPINIÃO
Uma das imagens premiadas de Marcelino da Caravana Migrante.

 Uma das imagens premiadas de Marcelino da Caravana Migrante. Ueslei Marcelino

Poucas pessoas acompanham de perto a trajetória individual dos(as) fotojornalistas brasileiros(as) anos a fio a ponto de estabelecer projeções acertadas acerca do futuro e das conquistas destes profissionais. Num grande mar de imagens repetidas e feitas às pressas que inundam os minguantes espaços fotográficos nas publicações, alguns trabalhos brilham como pérolas no fundo deste oceano. Sim, apesar do atual momento de forte ataque e descrédito ao jornalismo sério e da grave crise que atravessa a imprensa mundial, o Brasil ainda produz excelentes fotógrafas(os) comprometidos(as) em relatar as desigualdades e injustiças que historicamente assolam a sociedade. Neste sentido, não é surpresa para ninguém do meio midiático a coroação com o prêmio Pulitzer de uma vida inteira dedicada ao fotojornalismo contundente do fotógrafo da agência Reuters, baseado em Brasília, Ueslei Marcelino.

A conquista coletiva do prêmio Pulitzer na categoria Breaking News Photography, anunciado no último dia 15, a 11 fotógrafos(as) da agência Reuters reafirma a relevância do fotojornalismo como ferramenta fundamental para compreendermos as questões urgentes da contemporaneidade. Ueslei Marcelino foi ainda eleito fotógrafo do ano da agência Reuters pelo seu árduo e potente conjunto de foto reportagens produzidas no ano de 2017 e agora integra o seleto time de brasileiros que ganharam um prêmio Pulitzer. Antes, apenas Mauricio Lima (2016) havia ganho o prêmio. “Minha vida mudou através da fotografia. Quem ganha com o Pulitzer é a fotografia brasileira que se reforça mas devemos dedicar este prêmio a todas as pessoas que são deslocadas forçadamente de suas casas em busca de uma vida melhor” conta Ueslei. Se para alguns fotojornalismo parece uma profissão solitária, para Marcelino ela é para lá de coletiva:

“Trata-se de um trabalho coletivo e portanto compartilhado com família, editores, fixers e motoristas. Se fomos nomeados 11 fotógrafos vencedores do prêmio, há pelo menos 100 pessoas trabalhando seriamente para que ele acontecesse” conta o fotógrafo que ficou, entre idas e vindas, quase dois meses cobrindo a Caravana de Migrantes que marchava rumo aos Estados Unidos. “Ganhamos o prêmio pelo empenho na pauta. É um registro histórico belíssimo. Mas o que eu guardo na memória com carinho são todas as pessoas com quem conversei e fotografei e pretendo revisitar” diz o fotógrafo cuja imagem premiada registra um pai segurando uma criança de colo enquanto atravessa um rio em meio a bombas de gás numa tarde tensa em uma ponte que divide a Guatemala e o México.

A dedicação de Ueslei à fotografia é admirável e destoa do ambiente de trabalho nacional fortemente marcado pela acirrada competição, vaidade e ego. “É um peso muito grande ser fotojornalista para transmitir informações corretas. É preciso acordar cedo, dormir tarde, checar e re-checar as informações. Isso é fazer jornalismo com responsabilidade”, relata Marcelino cuja personalidade amigável e generosa se destaca entre os pares. Se em muitos momentos o cotidiano maçante das redações rouba a energia vital dos profissionais e consequentemente o material fotográfico produzido se torna repetitivo e ultrapassado, Ueslei Marcelino resgata o amor pelo ofício: “Fotografo minha filha da mesma forma que trabalho em uma pauta, com muita dedicação e amor. Temos que fazer um trabalho com tal nível de excelência que nos tornemos indispensáveis”, reflete. Os tempos não são nada favoráveis para o fotojornalismo mas sua condição primária de estar onde as coisas acontecem somado à capacidade de relatar e denunciar realidades absurdas e desconhecidas do grande público o tornam cada dia mais poderoso neste mundo permeado pela efemeridade. “Estamos nos reinventando. O fotojornalismo é uma missão de vida na qual perdemos muito da nossa vida particular para mostrar o que ninguém quer ver” define Marcelino.

Ueslei Marcelino faz parte de um pequeno grupo de fotógrafos(as) que acredita na coletividade profissional e no talento das novas gerações que trazem consigo trabalhos pulsantes que nos revelam novos aspectos da sociedade brasileira. “Precisamos discutir, debater e conversar sobre fotografia para criar novos espaços para além desta elite do fotojornalismo. Temos que construir um caminho democrático e inclusivo. Existem muitas mulheres com trabalhos fantásticos que ainda são sub representadas pelas instituições culturais e pelos editores dos veículos de imprensa” sintetiza Marcelino. Sem dúvida há um longo caminho, rumo à democracia, a ser percorrido mas existe um exército de fotógrafos e fotógrafas extremamente dedicado em produzir imagens e narrativas poderosas capazes de ampliar nossa compreensão dos complexos problemas do Brasil. O Pulitzer é a premiação máxima dada a jornalistas e fotógrafos de todos os países. Que este belo prêmio venha para lembrar a sociedade da importância do jornalismo feito com seriedade e indispensável para uma democracia sólida. Parabéns Ueslei, merecido é pouco! Viva a dedicação.

Gilmar critica vazamentos, ‘covardia’ e ‘nazifascismo’ no Judiciário

Em seu discurso de encerramento do VII Fórum Jurídico de Lisboa, Gilmar Mendes disse que foi criado um ambiente de ataques e perturbações à Justiça a partir do “massacre que se faz nas redes sociais”, informa o Valor.

Para o ministro do STF, nesse ambiente, tomam-se decisões baseadas numa distinção entre bons e maus, em que os bons são “aqueles que fazem aquilo que a chamada opinião pública entende que está correto”.

Gilmar chamou de “ato heroico” no Brasil a concessão de habeas corpus a prisões que ele considera indevidas. “Negar habeas corpus a quem tem direito porque eu quero me acovardar é o caminho para a barbárie. Assim se constrói o caminho para a desinstitucionalização.”

O ministro do Supremo afirmou também que uma “força-tarefa” pode se transformar em “milícia” no que chamou de “estado policialesco”.

“O juiz não é sócio do delegado ou do procurador. A intervenção ‘do partido da polícia’ não é normal, não é da democracia. É óbvio que é um engendramento de um nazifascismo.”

E ainda falou de vazamentos: “Quando um grupo se convola em soberano, ele faz a lei, faz a lei porque vaza informações, faz a lei porque define o destino das pessoas, decreta prisão abusiva –é porque não estamos mais no estado de direito”.

Do Jornal do Brasil

 

Com a diminuição da pena, o ex-presidente poderia conquistar o direito a cumprir a pena em regime semiaberto em setembro deste ano

  A maioria dos ministros da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas reduzir a pena imposta anteriormente ao petista no processo da operação Lava Jato sobre o tríplex do Guarujá (SP), de 12 anos e 1 mês de prisão para 8 anos, 10 meses e 20 dias.

Com a diminuição da pena, o ex-presidente poderia conquistar o direito a cumprir a pena em regime semiaberto em setembro deste ano. O preso pode ser autorizado a ir para um regime mais benéfico após cumprir um sexto da pena. A defesa terá de fazer o pedido, que caberá ao juiz da Vara de Execução Penal decidir se autoriza após avaliar uma série de circunstâncias.

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Turma do STJ julga recurso do ex-presidente Lula (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O ex-presidente está preso desde 7 de abril do ano passado na sede da Polícia Federal em Curitiba (PR). No caso do semiaberto, ele teria direito a deixar a prisão de dia, mas teria de passar à noite nela. O colegiado do STJ manteve os termos da condenação a Lula confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) em janeiro do ano passado.

O relator do caso no STJ, Felix Fischer, defendeu a manutenção da prisão de Lula após a condenação em segunda instância, mas decidiu diminuir a pena aplicada pelo TRF-4 para os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele entendeu que houve um aumento maior do que o necessário para os dois delitos ao deixar de aplicar alguns agravantes que seriam causas de elevação da pena.

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Posted on 24-04-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-04-2019

Do Jornal do Brasil

 

“Se não visse, não acreditaria que [Mourão] aceitou com tais termos”

  

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Filho do presidente Jair Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro voltou a criticar o vice, general Hamilton Mourão, agora por esse ter aceitado um convite elogioso para palestrar nos EUA duas semanas atrás.

Nas redes sociais, Carlos afirmou que, “se não visse, não acreditaria que [Mourão] aceitou com tais termos” a proposta feita pelo Wilson Center, tradicional ambiente de estudos e palco de palestras de diferentes campos políticos.

“Já que dessa vez não se trata de curtida, vamos ver como alguns irão reclamar. Ainda há muito mais. Esse jogo está muito claro”, disse Carlos, na mesma publicação.

Macaque in the trees
Vereador Carlos Bolsonaro no Palácio do Planalto (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

O convite, de 9 de abril, apontava o vice como “uma voz de razão e moderação, capaz de orientar a direção em assuntos nacionais e internacionais”.

Procurado, o Wilson Center disse que “os termos do convite foram aceitos pelo convidado”, mas não quis se estender sobre o teor dos comentários do filho do presidente.

O convite do Wilson Center expôs brevemente sua visão sobre os cem primeiros dias de mandato de Bolsonaro, “marcados por paralisia política, em grande parte devido às crises sucessivas geradas pelo círculo próximo ao presidente, se não por ele próprio”.

Com aval do pai para gerir seus perfis oficiais nas redes sociais, Carlos tem críticos dentro e fora do governo, que o veem atuando nem sempre em favor de Bolsonaro.

Seus comentários públicos, por exemplo, precipitaram a demissão de Gustavo Bebianno, até então aliado próximo de Bolsonaro, da Secretaria-Geral da Presidência, em meio à crise das candidaturas laranjas do PSL reveladas pela Folha.

Nesta segunda-feira (22), Carlos também entrou na polêmica do dia ao defender o professor Olavo de Carvalho, depois de Mourão ter o contra-atacado. Olavo é o guru do entorno ideológico do presidente.

No sábado (20), Bolsonaro publicou em seu canal oficial do YouTube um vídeo em que o escritor, radicado na Virgínia (EUA), critica os militares e novos políticos aliados do presidente. Como mostrou a coluna Painel, Carlos Bolsonaro, filho do presidente, publicou o mesmo conteúdo. A má repercussão fez com que Bolsonaro excluísse o vídeo.

A ala do governo Bolsonaro (PSL) ligada às Forças Armadas interpretou a publicação do vídeo com críticas a militares como um recado do presidente para tentar moderar as movimentações de seu vice.

O desconforto gerado pelo vídeo levou Bolsonaro a criticar nesta segunda-feira (22), pela primeira vez, declarações de Olavo de Carvalho. O recuo, porém, não alterou a avaliação de militares sobre a tentativa de Bolsonaro de atingir Mourão -segundo oficiais ouvidos pela Folha de S.Paulo, ele e seus filhos alimentam uma “paranoia” sobre as intenções do vice-presidente.

Enquanto isso, generais que despacham no Planalto mantêm estratégia para se manterem próximos do presidente e se diferenciarem de Mourão.

Nesta segunda, Mourão assumiu posição de ataque contra Olavo. “Eu acho que ele deve se limitar à função que ele desempenha bem, que é de astrólogo. Ele pode continuar a prever as coisas, que ele é bom nisso”, disse, ironizando uma das atividades anteriores do escritor. Segundo o vice, “Olavo perdeu o timing, não está entendendo o que está acontecendo no Brasil”.

Mourão disse acreditar que Bolsonaro não sabia do conteúdo do vídeo. Generais, no entanto, dizem estar convencidos de que o presidente autorizou a postagem comandada por seu filho Carlos.

Em nota lida pelo general Otávio do Rêgo Barros, porta-voz da Presidência da República, Bolsonaro afirmou que as recentes declarações de Olavo “contra integrantes dos poderes da República não contribuem para a unicidade de esforços e consequente atingimento de objetivos propostos em nosso projeto de governo”.

Já Carlos publicou elogios a Olavo e, mais tarde, ainda fez ataque a Mourão ao destacar uma curtida do vice em comentário da jornalista Rachel Sheherazade elogioso a ele e crítico ao restante do governo. “Tirem suas conclusões”, escreveu o filho do presidente, pedindo para as pessoas atentarem “em quem curtiu”.

Na avaliação de um importante integrante da ativa das Forças Armadas, o episódio do final de semana foi o mais sério desgaste desde que as rusgas entre a ala ideológica do entorno presidencial tomaram corpo contra os militares.

Já houve disputas pelo comando do Ministério da Educação, o enquadramento de ações do chanceler olavista Ernesto Araújo na crise venezuelana e trocas públicas de farpas entre generais e Olavo.

Os dois filhos de Bolsonaro mais próximos de Olavo, o vereador Carlos e o deputado federal Eduardo, se colocam do lado do escritor radicado nos EUA. Como Olavo elegeu Mourão como seu alvo preferencial no governo, o chamando de golpista e pedindo que prepostos seus no Congresso peçam seu impeachment, a ala militar e o comando das Forças entraram em estado de atenção.

Entenda a relação entre Olavo, Bolsonaro e os militares

RELAÇÃO FAMILIAR

Bolsonaro conheceu Olavo de Carvalho a partir de seus filhos, que são admiradores do escritor. Em março, durante a viagem presidencial aos EUA, Bolsonaro, Eduardo e Olavo estiveram em um jantar na residência oficial do embaixador do Brasil em Washington

INDICAÇÕES PARA O GOVERNO

Apontado como guru de Bolsonaro, Olavo foi responsável pela indicação de dois ministros: Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Ricardo Vélez Rodríguez, demitido do MEC no início do mês

CONFLITOS COM MILITARES

Olavo tem feito críticas públicas à atuação dos militares no governo Bolsonaro, o que inclui o vice-presidente, Hamilton Mourão, e já pediu a seus ex-alunos que deixem o governo. A disputa entre olavistas e membros das Forças Armadas chegou a travar as atividades do MEC e culminou na demissão de Vélez

VÍDEO APAGADO

No sábado (20), um vídeo em que Olavo criticava os militares foi postado no canal oficial de Bolsonaro no YouTube, mas a publicação foi apagada no domingo (21). Nesta segunda (22), Mourão disse que Olavo deveria se limitar à “função de astrólogo”, e Bolsonaro afirmou que as críticas do escritor não contribuem com o governo

abr
24
Posted on 24-04-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-04-2019



 

Sponholz, no

 

abr
24
Atentados en Sri Lanka
Funeral em memória das vítimas dos atentados na Igreja de São Sebastião em Negombo JEWEL SAMAD AFP

O Estado Islâmico reivindicou nesta terça-feira a autoria dos atentados suicidas cometidos no Sri Lanka no último domingo, 21, que causaram a morte de ao menos 321 pessoas e deixaram mais de 500 feridos. O Governo do país assegura que os atentados foram uma retaliação pela matança em duas mesquitas em Christchurch (Nova Zelândia) em 15 de março, na qual 50 pessoas morreram, segundo indicam os primeiros dados da investigação dos ataques, relatados nesta terça-feira pelo ministro da Defesa do Sri Lanka. O Governo atribui a responsabilidade pelos atentados a dois grupos islamistas radicais no país, o National Thawheed Jamaat e o Jammiyathul Millathu Ibrahim, com o apoio de alguma organização terrorista externa. “Investigações preliminares mostram que o que aconteceu no Sri Lanka foi uma retaliação pelo ataque contra muçulmanos em Christchurch”, disse no Parlamento o ministro Ruwan Wijewardene.

O número de mortos na série de ataques contra igrejas e hotéis de luxo subiu para 321, de acordo com a contagem mais recente de autoridades locais. O total de feridos continua em mais de 500. A ONU anunciou que, entre os mortos, há pelo menos 45 crianças e adolescentes, incluindo um bebê de 18 meses.

Em um dia nacional de luto, o Sri Lanka começou nesta terça-feira a enterrar alguns dos mortos. “No momento, enterramos 20 corpos aqui, mas não sei exatamente quantos mais vamos enterrar”, disse à agência EFE o padre K. A. Samieera no funeral oficial celebrado na igreja de Katuwapitya em Negombo, cerca de 40 quilômetros ao norte de Colombo.

Os feridos graves permanecem hospitalizados em várias unidades de atendimento em Colombo, a principal cidade do país e na qual foi registrado o ataque mais grave contra uma igreja católica. O Ministério da Saúde indicou que há 41 corpos para serem identificados. Várias pessoas que ficaram levemente feridas receberam alta e puderam regressar às suas casas. No Hospital Nacional de Colombo, 29 pessoas permanecem na unidade de terapia intensiva.

O diretor geral de Serviços de Saúde, Anil Jasinghe, informou que 102 corpos foram transferidos para o Hospital Distrital Geral de Negombo, dos quais 92 foram entregues às suas famílias após as autópsias. No Hospital Nacional de Colombo estão 140 corpos, dos quais 89 já foram submetidos a autópsias. Por sua vez, o Hospital Universitário de Batticaloa recebeu 29 corpos, dos quais 23 já foram entregues às famílias.

No Hospital Nacional de Colombo estão 20 corpos de cidadãos estrangeiros. Segundo fontes do centro médico, o Ministério das Relações Exteriores já foi informado. Um total de 22 estrangeiros levemente feridos nos ataques já recebeu alta médica no Hospital Nacional de Colombo.

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