Resultado de imagem para Sergio Moro ministro mais popular do governo Bolsonaro
Sergio Moro: ar de felicidade do mais popular e bem avaliado ministro.
ARTIGO DA SEMANA

Moro, o melhor do governo nas pesquisas: Anticrime na rede social e na TV

Vitor Hugo Soares

O ministro da Justiça , Sérgio Moro, desponta na posição de mais popular e bem avaliado integrante do primeiro escalão do Governo Bolsonaro, em duas recém divulgadas pesquisas de opinião pública. Ele larga na dianteira não só em relação aos colegas de ministério, mas também frente ao atual mandatário da República. Na avaliação mais recente do Data Folha, o ex- juiz condutor da Operação Lava Jato se destaca, também, em suas novas funções de gestor público. É conhecido por mais de 90% dos consultados, e bate na trave dos 60% de aprovação do desempenho, nos primeiros 100 dias da administração.  

Dias antes, levantamento no jornal espanhol El Pais (edição do Brasil),  registrava também,  ampla aprovação popular a Moro, na condução da sua Pasta, e no seu empenho para fazer passar o projeto de Lei contra o Crime Organizado, a Violência e a Corrupção, que ele produziu e levou para apreciação do Congresso (mesmo que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia não queira). Na pesquisa do Atlas Político , que o influente periódico divulgou, a avaliação positiva do ministro alcança 61,5%. Supera, em mais de 10 pontos, o presidente Bolsonaro, com 49,5%  na avaliação da imagem positiva.

Em Brasília – onde os detectores dos signos do poder estão sempre ligados – já começa a circular  um ditado famoso de sábios chineses: “Cavalo ganha uma vez, sorte. Cavalo ganha duas vezes, coincidência. Cavalo ganha três vezes, aposte no cavalo”.Mal (ou bem?) comparando, falta ainda, é verdade, a terceira conquista do ex-magistrado, para validar o provérbio. Mas fica o registro, principalmente para os que desconsideram Sua Excelência, o Fato, a ser acatado acima de tudo, no dizer de De Gaulle.

Na avaliação dos índices do levantamento  publicado no El País, merece atenção o que disse o diretor do Atlas Político, Andrei Roman. A postura de Moro, assinala,  vem sendo mais formal e adequada ao cargo. Enquanto o presidente tem  postura menos adequada e não atende as expectativas imediatas de mudança que ele criou durante a campanha. “Tudo o que Moro vem fazendo ajudou a preservar a imagem dele, como o pacote anticrime. Isso significa que o capital político acumulado pelo ministro se mantém e que sua figura não é necessariamente atrelada à de Bolsonaro”, pontua Roman.

Tudo o  que gostaria de verificar  e ouvir o titular de um ministério cercado de desafios e expectativas monumentais, em um governo minado por polêmicas, críticas e ataques. Geralmente calado e arredio, Ele  parece não caber em si de contentamento, nesses dias de abril, dos primeiros balanços de gestão. Isso o ministro evidenciou, esta semana, ao fazer sua estréia no Twitter, para defender, pessoalmente, na rede social,  o projeto Anticrime (“da sociedade e do governo Bolsonaro e não meu nem de ninguém em particular”,disse). “Já assistiu aqueles filmes norte-americanos com agentes policiais disfarçados , infiltrando-se em gangues de criminosos, traficantes ou corruptos”, perguntou, bem humorado, em outra de suas postagens.

O ar de felicidade  do mais bem avaliado e popular ministro, aliás, foi percebido e destacado pelos apresentadores  em dois programas  de TV  nos quais Moro foi entrevistado , depois das pesquisas: conversas com José Luís Datena, na Band, e com Pedro Bial, na Globo. Nada mal, para começar. Ou não?   

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E- mail: vitors.h@uol.com.br

“Cidade Submersa”, Paulinho da Viola:”Ergo em silêncio, como um pirata perdido, Minha negra bandeira e me sento. Mexo e remexo e me perco e adormeço, Nas ruínas da cidade submersa. Sonhando um mar que não conheço Como não conheço as ondas do meu coração. Restaram que nem cinzas, cicatrizes que tentei cobrir ainda com pudor. Na memória tantas vagas, que nem posso repetir ou explicar, se me doeu azar, Não quero saber de nada”…

Preciosidade – em poesia e melodia – do nobre artista e compositor popular do Rio de Janeiro. Salve Paulinho, haja o que houver no Rio.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

 

 


Decisão de presidente de forçar Petrobras a revogar aumento do diesel agrada Wallace Ladim, que preside cooperativa. Intervenção fez ações da estatal despencarem. Presidente discutirá tema na terça

aumento do diesel

 
Wallace Costa Landim, conhecido como chorão, foi um dos líderes da greve dos caminhoneiros em 2018. Reprodução Facebook
São Paulo

A notícia de que a Petrobras aumentaria em 5,7% o preço do óleo diesel a partir desta sexta-feira pegou de surpresa o caminhoneiro Wallace Ladim, conhecido como Chorão. Afinal, para o presidente da Cooperativa dos Transportadores Autônomos do Brasil (BrasCoop), um dos líderes da histórica greve dos caminhoneiros em 2018, era um desfecho que não condizia com os meses de conversas da categoria com os integrantes do Governo Bolsonaro para evitar novos reajustes. O alívio, ainda com tom de advertência, só veio quando Jair Bolsonaro, ciente da insatisfação, resolveu pressionar a Petrobras e, em poucas horas, determinou o veto ao aumento do combustível.

“Estamos sufocados e vem essa questão de aumento de diesel e gera esse transtorno. Continuamos apoiando o presidente porque ele está em prol da categoria, mas, se em algum momento formos prejudicados e se for necessário uma paralisação, eu serei o primeiro a chamar”, disse Ladim. Ele elogiou a conduta de Bolsonaro que, em seus cálculos, é apoiado por 90% dos caminhoneiros. A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) também elogiou a decisão de deter o aumento.

A forte interferência de Bolsonaro na política de preços da estatal —uma prática que nega a própria proposta econômica liberal do Governo— e a percepção de que o presidente está “refém” dos caminhoneiros  assustou o mercado financeiro. As ações da petroleira despencaram até 8%, fazendo a companhia perder 32 bilhões de reais em valor de mercado.

Após o tombo da Petrobras, Bolsonaro disse que não será intervencionista e tampouco adotará práticas do passado —como a de controle de preços da gestão de Dilma Russeff—, mas quer detalhes de como é calculado o reajuste dos combustíveis e qual o custo de produção. “Terça-feira convoquei todos da Petrobras para me esclarecer por que 5,7% de reajuste, quando a inflação desse ano está projetada para menos de 5%”, afirmou o presidente, que voltou a repetir que não entende de economia.

Os caminhoneiros preparam o terreno

Os caminhoneiros, que foram apoiados por Bolsonaro durante a paralisação de 2018, há tempos se preparam para esse novo round com a direção da Petrobras. Antes mesmo da posse do presidente, Ladim afirma já ter começado junto a outras lideranças o contato com membros do Governo para articular uma nova medida para proteger os caminhoneiros da volatilidade dos preços da Petrobras, que, desde meados de 2017, acompanham as oscilações do mercado externo. Para encerrar os protestos do ano passado – que levou a renúncia do então presidente da estatal, Pedro Parente– o Governo de Michel Temer resolveu subsidiar o combustível, mas o programa durou só até o dia 31 de dezembro.

“Há um mês, estive em uma reunião direta com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, onde fomos falar sobre o preço do diesel e também do piso mínimo do frete que não está sendo fiscalizado. Do jeito que estava subindo o combustível todo dia, estávamos igual ou até pior que na época anterior à greve”, diz. A categoria pediu então uma ação do Governo, sugerindo inclusive que as elevações fossem mensais. Como resposta, tiveram um novo anúncio da petroleira no fim do março, que decidiu que os preços seriam reajustados, no mínimo, a cada 15 dias. “A situação não foi resolvida, mas eles sinalizaram que estavam tentando resolver o problema. Nós nunca tivemos um diálogo desse em nenhum outro governo, essa porta aberta”.

Ladim afirma ter escutado pessoalmente do ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, que Bolsonaro olharia a questão com carinho. “O Governo sabe que a gente está insatisfeito e que, se não houver um respaldo, há riscos”, pondera. Além da alta do diesel, os caminhoneiros reclamam que as empresas têm descumprido o pagamento do valor mínimo e cobram uma fiscalização mais ostensiva da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Entre os especialistas do setor, há um debate se a fórmula atual da Petrobras, sem nenhum anteparo, é a mais acertada para o Brasil. Há os que defendem que, no lugar da flutuação pura de preços, o valor dos combustíveis não fique muito discrepante do mundial por muito tempo, mas que os reajustes sejam feitos em patamares e com previsibilidade dos critérios.

abr
13
Posted on 13-04-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-04-2019

Guedes se nega a comentar ordem de Bolsonaro à Petrobras

 

Em Washington, questionado por jornalistas, Paulo Guedes se negou a comentar a ordem de Jair Bolsonaro para que a Petrobras revogasse o aumento do preço do diesel –e que fez a estatal perder R$ 32 bilhões em valor de mercado na Bolsa.

“Eu não sei nem do que vocês estão falando”, disse o ministro da Economia, aparentando irritação.

Segundo o G1, Guedes afirmou ter passado “o dia todo trabalhando” e não ter informação suficiente sobre o assunto. Diante da insistência dos jornalistas, acrescentou: “Eu tenho um silêncio ensurdecedor para os senhores”.

O ministro da Economia declarou, porém, ser “uma inferência razoável aparentemente” a afirmação de que Bolsonaro não o consultou sobre a intervenção na Petrobras.

abr
13

DO JORNAL DO BRASIL

As nove páginas trazem esclarecimentos que a Polícia Federal havia pedido a Marcelo Odebrecht

Na última terça-feira, um documento explosivo enviado pelo empreiteiro-delator Marcelo Odebrecht foi juntado a um dos processos da Lava Jato que tramitam na Justiça Federal de Curitiba.

As nove páginas trazem esclarecimentos que a Polícia Federal havia pedido a ele, a partir de uma série de mensagens eletrônicas entregues no curso de sua delação premiada.

Macaque in the trees
Presidente do Superior Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

No primeiro item, Marcelo Odebrecht responde a uma indagação da Polícia Federal acerca de codinomes que aparecem em e-mails cujo teor ainda hoje é objeto de investigação.

A primeira dessas mensagens foi enviada pelo empreiteiro em 13 de julho de 2007 a dois altos executivos da Odebrecht, Irineu Berardi Meireles e Adriano Sá de Seixas Maia. O texto, como os de centenas de outras e-mails que os executivos da empreiteira trocavam no auge do esquema descoberto pela Lava Jato, tinha uma dose de mistério.

Marcelo Odebrecht pergunta aos dois: “Afinal vocês fecharam com o amigo do amigo do meu pai?”. É Adriano Maia quem responde, pouco mais de duas horas depois: “Em curso”.

A conversa foi incluída no rol de esclarecimentos solicitados a Marcelo Odebrecht. Eles queriam saber, entre outras coisas, quem é o tal ”amigo do amigo do meu pai”.

E pediram que Marcelo explicasse, “com o detalhamento possível”, os “assuntos lícitos e ilícitos tratados, assim como identificação de eventuais codinomes”.

A resposta do empreiteiro, que após passar uma longa temporada na prisão em Curitiba agora cumpre o restante da pena em regime domiciliar, foi surpreendente.

Escreveu Marcelo Odebrecht no documento enviado esta semana à Lava Jato: “(A mensagem) Refere-se a tratativas que Adriano Maia tinha com a AGU sobre temas envolvendo as hidrelétricas do Rio Madeira. ‘Amigo do amigo de meu pai’ se refere a JOSÉ ANTONIO DIAS TOFFOLI .

AGU é a Advocacia-Geral da União. Dias Toffoli era o advogado-geral em 2007.

O empreiteiro prossegue, acrescentando que mais detalhes do caso podem ser fornecidos à Lava Jato pelo próprio Adriano Maia. “A natureza e o conteúdo dessas tratativas, porém, só podem ser devidamente esclarecidos por Adriano Maia, que as conduziu”.

abr
13
Posted on 13-04-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-04-2019



 

Bira, no portal

 

 
DO JORNAL DO BRASIL

GILBERTO MENEZES CÔRTES

 

A propósito da tragédia do desabamento ontem 12) de dois prédios na comunidade da Muzema, que difere muito, como a comunidade de Rio das Pedras, das favelas tradicionais no traçado das ruas e ruelas e das construções robustas (mas quase todas irregulares, sem RGI e, portanto, sem pagar IPTU à prefeitura), minha memória me levou ao vereador do PTB, nos anos 50, Amando da Fonseca, conhecido no então Distrito Federal como o “político da bica d’água”. Era o miliciano precursor da ocupação irregular dos morros e encostas da cidade hoje controlada pelas milícias e/ou traficantes.

Sim, Amando da Fonseca, que foi eleito para a Assembleia Constituinte do Estado da Guanabara, em 1969, quando a antiga capital virou cidade-estado com a mudança da sede do governo federal para Brasília, era vigilante policial, segundo a ficha eleitoral da Constituinte carioca. Ele era o rei da inauguração de bicas de água, tanto na favela da Rocinha (cujo nome de origem era devido à horta existente na parte baixa, junto à Avenida Niemeyer e a região cortada pelas duas pistas da auto estrada Lagoa-Barra), quanto na já removida favela da Catacumba, na Lagoa. Por sinal, se a favela ainda estivesse lá, teria ocorrido outra tragédia, com os desmoronamentos na noite de segunda-feira na encosta do atual Parque da Catacumba.

A política da bica d’água, que precede as milícias, como o clientelismo político mais barato, foi estudado no livro de 2004, “A política carioca em quatro tempos”, de autoria dos pesquisadores Marly Silva da Mota, Américo Freire e Carlos Eduardo Sarmento. Na Constituinte de 1960, Amando da Fonseca, que se elegera vereador pelo PTB em 1958 com 10.995 votos (o 5º mais votado, superado por Sandra Cavalcanti da UDN, com mais de 14 mil votos, Raul Brunini, também da UDN, com 11.623 votos, Lutero Vargas, PTB, filho mais velho do presidente Getúlio Vargas, que se suicidou em 1954, e a também udenista Lígia Lessa Bastos, com 11 mil votos), teve 6.909 votos para a Constituinte, a maior parte dos eleitores da Rocinha.

As comunidades populares ou o morro romântico, que levou Zé Kéti a compor o famoso samba “Opinião”, uma canção anti remoção do governo Carlos Lacerda – “Podem me prender, podem me bater, que eu não mudo de opinião, daqui do morro eu não saio não”, que lançou Nara Leão no Teatro Opinião (em Copacabana) e depois guindou Maria Betânia ao estrelato quando a substituiu na virada de 1964 para 65, e cantou “Carcará”, de João do Valle, que dividia a peça com Nara e Zé Kéti – cresceram muito e viraram um fator de multiplicação de riqueza e poder das milícias e do crime organizado.

Tudo seria uma questão de fiscalização.

Mas as milícias, são os grandes fiadores de votos das comunidades, além de financiadores de candidatos com os recursos que arrecadam sem nota com o gato da luz, o gatonet, a água em galão e o gás de bujão, fora a taxa de proteção. As comunidades crescem encosta acima ou invadindo áreas das lagoas de Jacarepaguá e Barra da Tijuca (muitas vezes com as terras e entulhos retirados das encostas). A qualquer chuva mais forte, alagamentos ou desmoronamentos. Em vez de se queixarem aos milicianos, a culpa é sempre das autoridades. Sim, elas são culpadas pela omissão, inépcia e cumplicidade. Vítimas, só os moradores.

O pior é que não há titularidade para os familiares que juntam R$ 40 mil a R$ 100 mil para comprar um apartamento de dois quatros em prédios de até 10 andares construídos por mestres de obras e pedreiros que se passam por engenheiros. No mínimo, irresponsáveis. Mas ainda ganharam liminares na Justiça carioca adiando despejos e interdições. Despejos que ocorrem sumariamente quando os milicianos dizem para a família que comprou imóvel (sem garantia) por R$ 40 mil, que teve oferta de R$ 70 mil). A tragédia estava anunciada há décadas (as duas comunidades e a expansão vertical das favelas prosperaram nos últimos 40 anos). Quantas mortes mais terão de ocorrer até que se corrija tudo isso?

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