Pedro Sánchez, o atual premiê, é o único em condições de formar Governo. Direitista PP sofre derrota histórica e Ciudadanos se apresentam como oposição

Madri
Elecciones Generales 2019
Pedro Sánchez acena para simpatizantes na sede do PSOE, em Madri Jaime Villanueva

Apenas dois anos depois de ser destituído da liderança do seu partido e de retornar como vencedor das suas segundas primárias, Pedro Sánchez venceu as eleições gerais deste domingo na Espanha com uma contundência maior do que se esperava. Chegou inclusive a roçar o resultado sonhado: somar uma maioria sem necessidade de contar com os independentistas catalães – faltará um deputado para isso. O presidente tem agora uma posição política muito cômoda, com a oposição bastante enfraquecida pelo afundamento clamoroso do direitista PP, com quase o dobro da sua bancada. O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE, de Sánchez) ficou a um assento de somar a maioria absoluta com o esquerdista Unidas Podemos, o partido regional basco PNV e algum outro grupo pequeno. Em todo caso, bastaria uma abstenção da Esquerda Republicana da Catalunha para que Sánchez fosse investido presidente em segunda votação. O PSOE terá maioria absoluta no Senado, outro trunfo.

Após a vitória, o PSOE já pensa no próximo Executivo. A vice-presidenta do Governo, Carmen Calvo, disse que o partido “vai tentar um Governo solo”, o que está em linha com o que foi dito por Pedro Sánchez, durante a campanha. O presidente reiterou nas últimas semanas que sua opção preferida era continuar como chefe de um Executivo “solo”, no qual haveria espaço para “independentes de reconhecido prestígio”. No entanto, em entrevista ao EL PAÍS, ele disse que formar um Governo de coalizão com o Unidas Podemos não significaria “nenhum problema”. O candidato derrotado desta coligação, Pablo Iglesias, após saber o resultado das eleições, disse que seu partido é “essencial para que haja um governo de esquerda”. Por sua vez, o Cidadãos, fechou a porta para qualquer negociação a investir Sanchez como presidente.

Com 99,99% dos votos apurados, o PSOE soma 123 deputados (28,70% do total de 350), e o Unidas Podemos tem 42. O PP ficava com apenas 66 assentos (16,68%), um desabamento sem paliativos em relação aos 135 que elegeu em 2016; o centro-direitista Cidadãos subiu para 57 (15,84%), e o ultradireitista Vox entra no Congresso com 24 (10,26%). A ERC elegeu 15 deputados, uma ascensão importante, o que pela primeira vez coloca o partido como vencedor das eleições gerais na Catalunha, quase empatado com os socialistas. O nacionalista e centrista Juntos pela Catalunha caiu para 7 deputados, e os moderados bascos do PNV subiram para seis. Outro partido basco, o Bildu, dobrou sua representação anterior e ficou com quatro assentos.

Com este resultado, demolidor para uma direita fracionada em três, o PSOE é o único que tem condições de construir uma maioria e formar o Governo. O sucesso do Cidadãos, que esteve bem perto de arrebatar do PP a liderança da direita, lhe permitiria teoricamente compor essa maioria absoluta com os socialistas, mas seu dirigente Albert Rivera já descartou essa possibilidade, o que lhe condena a permanecer na oposição. Se havia alguma chance dessa aliança ocorrer, os próprios militantes do PSOE se encarregaram de complicá-la. “Com Rivera não! Com Rivera não!”, gritavam, eufóricos, os militantes socialistas para Sánchez na sede do partido, na rua Ferraz, em Madri. “Acho que ficou bastante claro, não?”, respondeu ele, sorridente. “Os espanhóis querem claramente que o PSOE governe e lidere o país”, clamou. “Não é não”, responderam seus seguidores, recordando seu lema quando se negou a apoiar a investidura de Mariano Rajoy e acabou destituído da liderança do PSOE.

Na batalha dos dois blocos que marcou estas eleições, a esquerda ganhou com contundência: PSOE e Unidas Podemos somaram 18 assentos a mais que PP, Cidadãos e Vox. Os partidos regionais serão o fiel da balança, como já ocorreu em eleições anteriores no fragmentado quadro político espanhol.

A noite desastrosa para o bloco da direita forçará a uma recomposição interna e abalou a posição de Pablo Casado, que disputava pela primeira vez a chefia de Governo e levou o PP ao pior resultado da sua história, bem abaixo até mesmo das suas previsões mais catastróficas. Nove meses depois de alcançar a liderança do tradicional partido direitista, Casado é o maior derrotado destas eleições e sofrerá muito para resistir à maré interna contra si. A estratégia de direitização dos populares foi desastrosa, porque o partido perdeu votos ao centro para o Cidadãos, mas também de forma maciça à direita por causa do Vox. Sem admitir perguntas, algo inédito nas suas aparições públicas, Casado disse que era “um péssimo resultado”, mas culpou a “fragmentação do voto” e se mostrou disposto a continuar à frente do partido. O PP tratará agora de frear o afundamento nas eleições municipais e regionais de 26 de maio, mas Alberto Núñez Feijóo, a eterna alternativa que aposta numa linha menos direitista, encarregou-se de recordar na noite de domingo na Galícia que o Vox e o Cidadãos foram freados nessa disputa interna.

A extrema direita de Santiago Abascal, grande protagonista da campanha, entra de forma contundente no Congresso, com 24 parlamentares, mas seu partido, o Vox, não será decisivo na formação do novo Gabinete e ficou bem aquém dos prognósticos mais ousados das pesquisas. Terá a quinta maior bancada e pouca capacidade de influência. Mesmo assim, a Espanha deixa de ser o único grande país importante da Europa sem a presença de um partido forte de extrema direita no Parlamento, embora mantenha essa opção fora do poder, ao contrário do que acontece na Itália.

O PSOE obteve um resultado mais baixo do que previam as pesquisa há algumas semanas, mas o afundamento do PP fez esquecer rapidamente essa amargura, e a noite se transformou em uma festa para os socialistas e em um velório para os populares, com a rua Génova, onde fica a sede do PP, completamente vazia.

O PSOE recupera uma clara hegemonia na esquerda, que tinha perdido em 2015. Em 2016, o partido esteve perto de ser ultrapassado pelo Podemos, ao passo que agora sua bancada será mais do que o dobro da de Pablo Iglesias. Há um ano, quando Sánchez ainda era o líder da oposição, caía pelas tabelas nas pesquisas. Agora está no palácio de La Moncloa, e o PSOE volta a ser, pela primeira vez desde 2008, o indiscutível primeiro partido da Espanha, com uma enorme diferença de quase 60 deputados sobre o segundo colocado.

O Unidas Podemos conseguiu dissipar os piores presságios sobre seu afundamento e reduziu a sangria fazendo uma bancada de 42 deputados, o que lhe fortalecerá em sua aspiração de entrar num Governo de coalizão. Apesar de perder quase 30 parlamentares, o resultado dá oxigênio ao seu líder, Pablo Iglesias, que conseguiu mais uma vez melhorar as expectativas numa campanha centrada absolutamente nele, depois de três meses desaparecido por sua licença-paternidade. Ele se destacou nos dois debates televisivos da semana passada, e inclusive venceu o segundo com clareza. Pela primeira vez desde a recuperação da democracia, em 1977, poderá haver ministros de um partido à esquerda do PSOE. Em sua primeira fala, Iglesias declarou que já havia conversado com Sánchez, a quem disse que considerava o resultado de domingo “suficiente para construir um Governo de coalizão de esquerda”.

O Cidadãos é outro dos grandes vencedores da noite, embora seu sucesso possa ser inútil. Apesar da irrupção do Vox, a formação de Albert Rivera conseguiu ampliar sua bancada em 25 deputados, ficando apenas 9 atrás do PP. Rivera também eliminou a expectativa de que poderia se desinflar depois de tomar a arriscadíssima decisão de descartar taxativamente um acordo com o PSOE.

O partido de Rivera se torna agora uma referência ainda mais clara no espectro da centro-direita. Mas não conseguiu somar maioria no bloco da direita, que era o seu grande objetivo, e não tem margem para formar Governo com o PSOE, porque Rivera prometeu taxativamente que não o faria. O dirigente parece destinado assim a lutar pela liderança da oposição com um PP em decomposição, que sem dúvida sofrerá grandes tensões internas.

O PSOE voltará portanto a dominar a política espanhola pela primeira vez desde 2011, algo que ninguém teria sonhado nesse partido há apenas um ano, quando Mariano Rajoy governava e os socialistas estavam em baixa nas pesquisas. A situação mudou totalmente quando da moção de censura a Rajoy, em junho de 2018, que afundou o PP e abriu uma guerra sem quartel na direita, ao mesmo tempo em que resultava numa maior sintonia entre as duas formações da esquerda, PSOE e Podemos, desconhecida na história recente da Espanha. O roteirista louco da política espanhola voltou a impor uma virada inesperada.

“SUSPIROS DE ESPAÑA”: fantástico Pasodoble, considerado por muitos o verdadeiro hino de Espanha, aqui em duas extraordinárias versões. A primeira, interpretada por DYANGO e incluída em seuLP “SUSPIROS” , de 1.989. A segunda, em clássica versão de Plácido Domingo. Viva Esanha!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

abr
30

Toffoli convida autor de autoajuda para palestra a servidores do STF

 

Dias Toffoli convidou o psiquiatra Augusto Cury, autor de livros de autoajuda, para dar uma palestra a servidores do STF, informa Carolina Brígido em O Globo.

Por cerca de uma hora e meia, o médico falou sobre a importância da inteligência emocional nas relações interpessoais. Antes do evento, Toffoli e os colegas Edson Fachin e Gilmar ndes almoçaram com o escritor.

“É imprescindível o desenvolvimento da inteligência emocional, uma das principais ferramentas para uma vida pessoal e profissional saudável”, disse o presidente do Supremo antes da palestra.

Toffoli ainda afirmou que, em um mundo cada vez mais moderno, com redes sociais e smartphones, é preciso haver mais conexão harmoniosa entre as pessoas.

Do Jornal do Brasil

 

GIULIANA MIRANDA/Folhapress

Estudantes brasileiros da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa se revoltaram ao encontrar no hall da instituição, nesta segunda-feira (29), uma caixa com pedras com uma placa explicativa: “grátis para atirar em um zuca [jeito pejorativo para designar brasileiro]”.

Uma associação de estudantes da própria universidade, a Tertulia Libertas, assumiu a autoria da caixa polêmica. Segundo o grupo, não se trata de xenofobia, mas sim de uma mensagem satírica da grande quantidade de brasileiros na faculdade de direito.

Macaque in the trees
Caixa onde portugueses sugerem que sejam atiradas pedras em brasileiros (Foto: Reprodução)

Dezenas de alunos do Brasil presentes na universidade nesta tarde, no entanto, revoltaram-se contra a placa, que acabou retirada pelos autores. Os brasileiros organizaram um protesto com bandeiras e cartazes na porta da faculdade.

A juíza brasileira Daniela Hampe, que faz mestrado na instituição, diz ter interrompido o dia de estudos para se juntar aos colegas na manifestação.

“Não é uma brincadeira. Foi incitação à violência, estava lá para todo mundo ver”, conta.

Também aluno do mestrado, o brasileiro Moisés Souza diz que esta não é a primeira manifestação explícita de preconceito e xenofobia na faculdade, inclusive por parte de professores.

“Só é piada, só é engraçado quando todos riem. Foi extremamente ofensivo”, afirma.

Parte do Tertulia Libertas e uma das idealizadoras da instalação polêmica, uma estudante afirmou que há uma insatisfação crescente com a presença dos brasileiros nos cursos de mestrado, uma vez que os brasileiros tirariam vagas dos portugueses.

Segundo ela, as universidades brasileiras não têm critérios tão duros para atribuição de notas quanto as instituições portuguesas. Por isso, os estudantes internacionais levariam a melhor sobre os lusitanos devido ao currículo acadêmico supostamente turbinado.

“Eu entendo o ponto de vista deles [associação que instalou a caixa de pedras], mas por que não usaram os canais oficiais de reclamação? Ou por que não atacaram os responsáveis pela seleção do mestrado, em vez os estudantes brasileiros?”, disse Flora Almeida , aluna do mestrado.

Por meio de sua assessoria, o reitor da Universidade de Lisboa afirmou estar indignado com a caixa de pedras e a mensagem antibrasileiros. Segundo a reitoria, estuda-se agora a “instauração de uma comissão para investigar” a ação.

A faculdade de direito, por outro lado, não condenou explicitamente a instalação.

“A nossa faculdade orgulha-se de ser um espaço de liberdade de opinião e de incentivo à participação cívica responsável, convivendo com a autocrítica, o humor e a sátira”, diz o texto, assinado por Paula Vaz Freire, subdiretora.

Sem citar a polêmica, a nota encerra afirmando que “não serem toleradas quaisquer ações ofensivas relativamente a alunos da faculdade”.

Os brasileiros lideram com folga a lista de nacionalidades mais presentes no ensino superior português. São mais de 12,2 mil alunos: quase a mesma quantidade que têm, somados, os outros quatro países do top 5 –Angola, Espanha, Cabo Verde e Itália.

A quantidade de alunos internacionais em instituições portuguesas praticamente dobrou na última década, graças a uma série de iniciativas que facilitaram o acesso.

Com o aumento do número de estudantes, as queixas de comportamento xenofóbico por parte de estudantes e professores também segue em alta.

abr
30
Posted on 30-04-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-04-2019



 

Sinovaldo, no

 

abr
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Posted on 30-04-2019
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Do  Jornal do Brasil

A família de Caroline Bittencourt, 37, identificou o corpo encontrado em Ilhabela, no litoral norte paulista, como sendo da modelo, segundo a Capitania dos Portos de São Sebastião.
Ela estava desaparecida desde a tarde deste domingo (28), quando teria caído do barco em que passeava com o marido, o empresário Jorge Sestini. Ele foi encontrado vivo cerca de duas horas depois do acidente. Já o corpo de Caroline foi encontrado na tarde desta segunda-feira (29), a 4 km do local.

A Capitania dos Portos afirmou que o casal fazia a travessia de barco de Ilhabela para São Sebastião quando foi surpreendido por um vendaval durante temporal que atingiu a região.
Segundo a Prefeitura de Ilhabela, os ventos chegaram a quase 80 km/h, o que provocou a queda de mais de 300 árvores, além de alguns alagamentos e deslizamentos de terra. A Estrada dos Castelhanos permanece parcialmente interditada nesta segunda (29), assim como a falta de luz em alguns pontos.
A delegacia informou que a modelo e o empresário deixaram Ilhabela por volta das 16h40. Em um determinado trecho da travessia, a modelo teria caído no mar. Pessoas próximas ao marido teriam relatado à Capitania dos Portos que Sestini pulou para tentar resgatá-la.
Já a agente da modelo, Andréia Boneti, informou ao F5 que Caroline pulou no mar para resgatar sua cadela spitz, Canjica. Em seguida, Sestini pulou para resgatar a mulher.
A Capitania dos Portos informou que as buscas começaram logo em seguida e se concentraram na região entre os dois municípios. Quatro embarcações, duas da Marinha e duas do Corpo de Bombeiros, fizeram as buscas pela modelo.
No final da manhã desta segunda, a assessoria de Caroline Bittencourt afirmou que não conseguia falar com a modelo. Na manhã deste domingo, a modelo publicou um Stories no Instagram mostrando que estava no deque de um barco. Essa foi a última imagem postada em suas redes sociais.
Caroline e Sestini faziam frequentemente passeios de barco por Ilhabela, onde o empresário possui uma casa. “Ela adorava a cidade e sempre aproveitava os fins de semana de folga para viajar para lá”, diz sua agente, Boneti.
A agente afirmou ainda que Caroline sabia nadar bem e estava acostumada com o mar. “Ela tem um preparo físico muito bom, é uma pessoa muito fitness, que cuida muito do corpo. Por isso, temos total esperança de que ela seja encontrada em uma ilha próxima.”
Modelo ficou conhecida por ser expulsa do casamento de Ronaldo.

Caroline Bittencourt nasceu em São Paulo e atuou como modelo e apresentadora de televisão brasileira, tendo trabalhado na RedeTV! e na Record TV.
Na Itália, ela desfilou para estilistas como Valentino Garavani e Roberto Cavalli.
Ela ficou conhecida no Brasil em 2005 quando foi expulsa do casamento do ex-jogador Ronaldo e da modelo Daniella Cicarelli, no Château de Chantilly, na França.
Antes de se casar com Sestini, ela teve um relacionamento de cinco anos com o empresário Álvaro Garnero. O namoro chegou ao fim em 2009, depois de o casal mudar a data de casamento mais de uma vez.
Caroline deixa uma filha, Isabelle Bittencourt, 16, também modelo.

 

Por G1 SP — São Paulo

Caroline Bittencourt com a filha, isabelle — Foto: Instagram/Reprodução Caroline Bittencourt com a filha, isabelle — Foto: Instagram/Reprodução

Caroline Bittencourt com a filha, isabelle — Foto: Instagram/Reprodução

 

A modelo Caroline Bittencourt, encontrada morta nesta segunda-feira (29), tinha 37 anos, estudava nutrição e trabalhava como modelo fotográfico. Caroline deixa uma filha de 17 anos, Isabelle.

O corpo de Caroline foi encontrado na praia das Cigarras, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, na tarde desta segunda. Ela havia desaparecido na tarde de domingo (28) ao cair da lancha onde estava com o marido, Jorge Sestini.

Nascida no dia 13 de dezembro de 1981, a modelo se casou em janeiro deste ano com Sestini em São João dos Milagres, em Alagoas.

 

Caroline Bittencourt e Jorge Sestini, em foto de novembro de 2017 — Foto: Denise Andrade/Estadão Conteúdo/Arquivo Caroline Bittencourt e Jorge Sestini, em foto de novembro de 2017 — Foto: Denise Andrade/Estadão Conteúdo/Arquivo

Caroline Bittencourt e Jorge Sestini, em foto de novembro de 2017 — Foto: Denise Andrade/Estadão Conteúdo/Arquivo

Na televisão, trabalhou na RedeTV!, como repórter do programa Top Report e na RecordTV, com o quadro ‘Sete Segredos’ no programa “Hoje em Dia”. Durante 4 anos foi repórter do programa Amaury Jr.

Caroline se formaria em Nutrição no final deste ano. Ela pretendia abrir um consultório.

A modelo também foi rainha de bateria da escola de samba paulistana Unidos do Peruche no carnaval de 2016. Em 2012, desfilou como madrinha da bateria da escola Acadêmicos do Tucuruvi.

Em 2015, Caroline fez um ensaio sensual para o site Paparazzo.

Com direito a gol de ex Palmeiras, Bahia bate o Corinthians de virada na Arena Fonte Nova

Timão saiu na frente com um gol de Pedrinho, mas viu o Tricolor fazer 3 a 1. Clayson descontou ainda no último lance

Da Gazeta Press

O Corinthians não conseguiu superar a força física do Bahia e, em uma combinação de fatores táticos e técnicos, sucumbiu na sua estreia no Campeonato Brasileiro, na tarde deste domingo, na Fonte Nova. Depois de sair na frente com Pedrinho, a equipe paulista levou o empate logo depois com Arthur Caíke. Na etapa final, Artur e Rogério completaram para os donos da casa, com Clayson fechando o placar em 3 a 2 nos acréscimos.

Na próxima rodada, o Alvinegro volta para a Arena e reencontra a Chapecoense, rival que enfrentou pela Copa do Brasil, na semana passada. O duelo está marcado para as 16h (de Brasília) na casa corintiana. O Tricolor baiano, por sua vez, visita o Botafogo às 20h (de Brasília) da quinta-feira, no Engenhão.

Acréscimos rendem os gols

O primeiro tempo mostrou dois times bem postados na defesa e muita intensidade na disputa pela bola. Com mais posse, o Corinthians sofreu para passar da primeira linha de marcação do adversário, mas conseguiu criar dois bons lances ao entrar tocando na área adversária. Em ambas ocasiões, porém, ninguém chutou a gol. Problema resolvido só nos acréscimos.

Pedrinho, até então sumido, chutou da entrada da área no contrapé de Anderson, abrindo o placar e fazendo festa pelo seu gol no jogo 100 com a camisa do clube. A celebração, porém, demorou menos de um minuto até que o time da casa saiu rapidamente com a bola, Nino Paraíba recebeu na direita e cruzou para Artur Caíke, livre entre os zagueiros, cabecear para o chão. A bola ainda bateu no joelho de Cássio antes de entrar.

Bahia completa a virada

O retorno para o segundo tempo manteve a intensidade, mas com bem menos bola jogada pelo chão. O Corinthians parecia achar um caminho com Pedrinho atuando pelo meio, mas Carille preferiu sacar o canhoto para apostar na entrada de Vagner Love. Mesmo com o herói do título paulista, porém, o Timão passou a ficar sem a bola e sucumbiu diante do jogo físico do time da casa.

Auxiliado pelo estilo de arbitragem, que não marcou falta em contatos mais fortes, o Bahia roubou a bola em lance que Fagner reclamou de infração, saiu rapidamente em contragolpe, Gilberto serviu Artur e o canhoto mandou no ângulo para fazer 2 a 1. Vital e Jadson entraram em busca de uma reação, mas uma rara falha de Ralf deixou Rogério entrar cara a cara com Cássio e encobrir o goleiro para fazer um golaço. Clayson, com outro belo gol, deu números finais.

FICHA TÉCNICA
BAHIA 3 X 2 CORINTHIANS

Local: Fonte Nova, em Salvador (BA)
Data: 28 de abril de 2019, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Assistentes: Fabrício Vilarinho e Bruno Pires (ambos de GO)
VAR: André Luis Castro (GO)
Cartões amarelos: Nino Paraíba (Bahia); Cássio, Boselli, Carlos, Fagner (Corinthians)
Gols:
BAHIA: Arthur Caíke, aos 48 minutos do primeiro, Artur, aos 31, e Rogério, aos 38 minutos do segundo tempo
CORINTHIANS:Pedrinho, aos 47 minutos do primeiro, e Clayson, aos 50 minutos do segundo tempo

BAHIA: Anderson; Nino Paraíba, Ernando, Lucas Fonseca e Moisés; Gregore, Élton, Ramires (Nilton), Arthur Caíke (Rogério) e Artur; Fernandão (Gilberto)
Técnico: Roger Machado

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Manoel, Pedro Henrique e Carlos; Ralf, Ramiro (Mateus Vital) e Sornoza (Jadson); Pedrinho (Vagner Love), Clayson e Boselli
Técnico: Fábio Carille

Crédito: Tiago Caldas/ Fotoarena

“Coração Poeta”, João Nogueira e Chico Buarque: Composição de Nelson Cavaquinho e Paulinho Tapajós. Interpretação de Paulinho Tapajós, João Nogueira e Chico Buarque. Neste vídeo, a faixa do disco “Coração Poeta” de Paulinho Tapajós. gravado em  1996.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

A inevitável busca pelo pacto

Não há política sem conflito, mas tampouco sem a possibilidade de decidir, de poder governar. No entanto, o que hoje prevalece não é a busca de zonas de entendimento para a ação política, e sim a lógica do muro: a construção de trincheiras regidas pela arcaica dialética amigo-inimigo. É essa dimensão de conflito, não o acordo, que hoje define a forma de fazer política.

Porque o certo é que o conflito é um fato social inevitável. Pretender eliminá-lo ou negá-lo é o que caracteriza os regimes totalitários, e por isso toda a tradição democrática se esforçou em buscar um sistema que permitisse a vida em comum reconhecendo justamente que a disparidade, a disputa e o desacordo não deixarão de existir. Na democracia liberal, a necessidade de procurar um ponto de equilíbrio entre a discordância e a ação tem sido resolvida tradicionalmente através do princípio da maioria, e para isso as pessoas recorreram a sistemas eleitorais que o favorecessem, inclusive mediante as pertinentes distorções dos sistemas proporcionais. Assim, a governabilidade se antepôs de modo mais ou menos explícito ao consenso, um recurso cada vez mais escasso em sociedades cada vez mais plurais. O modelo era, de fato, bem engenhoso, embora a democracia, como diz Todorov, e ao contrário de outros regimes, nunca pretendeu ser infalível. A busca do mais amplo consenso possível se reduzia à aprovação das regras e dos princípios básicos do sistema. Já a política comum, a do dia a dia, podia funcionar seguindo a lei da maioria. As minorias ficavam também protegidas por tais regras: em cada enfrentamento eleitoral, podiam aspirar a deixar de sê-lo.

Quando falamos hoje de crise da democracia liberal, nós o fazemos em boa medida porque esse mecanismo inteligente deixou de funcionar com a eficácia que costumava ter. A ascensão do populismo acrescentou uma dimensão de conflito à arena política, pretendendo-se, sem descanso, uma sorte de paroxismo da decisão majoritária, a ponto de esquecer a necessária proteção das minorias. É, em parte, uma reação à tecnocracia onde o conflito se dissolveria em nome da “decisão necessária”, cuja mesma necessidade anularia a possibilidade de opções alternativas. Paralelamente, a volatilidade eleitoral, expressão do que agora se convencionou chamar de “crise de representação”, provocou o fracionamento dos sistemas de partidos, ou, se quiserem, dos sistemas de partidos de massas, herdeiros dos consensos pós-Segunda Guerra Mundial. Nos sistemas majoritários, como acontece no Reino Unido, hoje a crise se traslada ao interior dos partidos. Já nos países continentais, como Itália, Espanha, Alemanha e nações nórdicas, assistimos a um cenário de segmentação progressiva acompanhado de um fenômeno surpreendente: em vez de ampliar os espaços disponíveis, a fragmentação, paradoxalmente, os reduz. O motivo? A competição eleitoral deixa de buscar o centro político, impondo-se em seu lugar uma luta de blocos competindo pelos extremos.

O que hoje prevalece não é a busca de zonas de entendimento para a ação política, e sim a construção de trincheiras

O fim das certezas

O que está acontecendo, afinal? Junto ao discurso que insiste no desaparecimento do velho eixo esquerda-direita, surgem novos eixos de conflito, como o de gerações, o espacial (campo-cidade) e inclusive o geopolítico, com novas e velhas potências competindo pela hegemonia. Os espaços de coabitação e entendimento se dissiparam a tal ponto que nem sequer a aplicação de um cordão sanitário à extrema direita funciona como ponto em comum.

Começamos a ver isso com clareza na França, mas já comprovamos na Itália de Salvini e na Áustria de Kurz. Até mesmo na Finlândia, as recentes eleições deram como resultado um Parlamento fragmentado onde nenhuma força política supera os 20% de apoio eleitoral, e no qual a extrema-direita ficou a apenas 6.000 votos da vitória. Essa tendência, iniciada com a mudança de século e acelerada desde a crise econômica, já é o cenário eleitoral mais provável nos países europeus, incluindo a Espanha.

Os mandatos obtidos nas urnas são cada vez mais complexos, mais difíceis de interpretar, e as famílias políticas de sempre já não aglutinam o apoio que conseguiam no passado. O panorama é confuso porque os eleitores parecem estar dizendo muito mais coisas ao mesmo tempo, o que, em teoria, deveria obrigar os partidos a negociar e buscar pactos entre si. Pois é evidente que as sociedades são cada vez mais heterogêneas. Muitos dos conceitos com os quais interpretávamos o mundo deixaram de funcionar, ainda que surpreenda o rejuvenescimento de velhas categorias, como essa obstinada tendência nossa rumo a regimes cesaristas na variante populista do homem-povo. Como o povo não se deixa apreender já na expressão majoritária da sociedade como antes, busca-se seu equivalente funcional sob a aura de um só homem: o líder forte como arremedo da integração da pluralidade sob uma mesma cabeça.

Até a própria ideia de povo, o sujeito da democracia, está em disputa, embora se trate hoje de um “povo sem atributos”, marcado pelas mutações do capitalismo e da globalização. A reação ante tais mudanças e alterações se traduz numa retirada real e metafórica, nesses muros, como o de Trump, que são as grandes metáforas de nosso tempo: sua natureza hiperbólica já não é o símbolo de poder algum, e sim o triste retraimento do que pretendia enaltecer.

A lógica bélica que nutre o jogo político prescinde de qualquer possibilidade de projeto comum

O desenvolvimento do individualismo e as crescentes expectativas dos cidadãos também dificultam a representação em segmentos majoritários que possam dar conta de nossas experiências e vivências sociais. A ideia do povo como expressão majoritária, como o maior número, diz Pierre Rosanvallon, deixou lugar ao povo como uma pluralidade de minorias. Não assumir essa mudança tem gerado graves consequências: continuar entendendo a vontade geral como “onipotência do fato majoritário” pode levar a experiências tão dramáticas quando o Brexit.

Pretender captar o povo em sua totalidade hoje, além de ser uma simplificação perigosa, é uma ilusão aritmética. Ainda que tarde, Theresa May precisou reconhecer que, para gerir a saída da União Europeia e legitimar sua ação de governo, devia se reunir com a oposição, um exemplo representativo de um fenômeno mais amplo: os Governos deixaram de ser o centro da vida democrática e precisam, mais do que nunca, construir consensos. Estamos preparados para isso? Do outro lado do Canal, Emmanuel Macron decidiu nos últimos meses ativar a dimensão deliberativa da democracia para entender as frustrações dos invisíveis, um mal-estar difuso que se nega a ser descrito com os termos convencionais de nossas sofisticadas análises políticas. Com quais indicadores de dignidade ou desprezo deveríamos medir os temores dos coletes amarelos? Eles são, como dizem alguns, mais uma fração “puxada de baixo para os extremos”, mas Macron entendeu que devem ser reconhecidos se a sociedade quiser levar adiante qualquer projeto que tenha em seu horizonte a construção de um mundo comum. A furiosa insatisfação não pode ser ignorada.

Caminho rumo à cultura do pacto

Estamos numa conjuntura onde acentuar os conflitos parece ser a regra, mas nossas sociedades plurais e fragmentadas transmitem também outros sinais: já não é possível esconder realidades, calar vozes, sufocar debates latentes, silenciar pulsões sociais e produzir, ardilosamente, consensos ficcionais para ocultar discordâncias. Tampouco seria desejável interpretar os resultados eleitorais da forma “vencedores e vencidos”, embora os atores políticos se empenhem em utilizar as campanhas para cristalizar (ou inventar) antagonismos. A lógica bélica que nutre o jogo político prescinde de qualquer possibilidade de projeto comum. Mas se uma facção social fica sem representação, por acaso a busca do pacto não se torna inevitável? E no entanto, quanto mais fragmentação houver, mais o bloco é forçado, mais puxamos os extremos. Terminada a disputa, o que se impõe é a exclusão do vencido, em vez de se cuidado.

Como trabalhar uma nova cultura democrática do pacto quando esse desafio se apresenta, além disso, ao compasso do surgimento de forças ultranacionalistas cuja estratégia consiste em minar os alicerces dos sistemas democráticos? Quais de suas provocações merecem ser amplificadas e quais teríamos que ignorar? Como evitar que a exageração seja premiada em vez dos enfoques e aproximações construtivos?

O aparecimento da ultradireita favoreceu cenários de polarização, o que explica a dificuldade crescente de se chegar a acordos nos sistemas democráticos. O caso da Itália mostra que é possível chegar a pactos de governo e, ao mesmo tempo, dinamitar consensos democráticos: o pacto se instrumentaliza como lógica para assaltar o poder, não como orientação estratégica do governo. Esse paradoxo significa que os atores políticos são os responsáveis por discernir quais espaços comuns é preciso preservar e sobre quais, ao contrário, é importante e legítimo manter as diferenças. Como solucionar o dilema? A resposta, claro, está nos clássicos, nessa necessidade de garantir, nas palavras de John Rawls, “consensos superpostos” que permitam arquiteturas institucionais para assegurar o jogo democrático. De fato, são justamente as normas constitucionais orientadoras do funcionamento das democracias que favorecem a convivência, além de serem sua condição de possibilidade. Mas o consenso, hoje, em um mundo repleto de desafios globais e potências emergentes que instigam nosso imaginário sobre a democracia, também deveria se estender às políticas de longo prazo, aquelas que vão além do mandato eleitoral e que afetam questões essenciais, como a mudança climática, a educação e a segurança.

Proteger a democracia requer de pactos que superem a lógica do calendário eleitoral

As democracias competem hoje com formas autoritárias de poder impermeáveis aos vaivéns da opinião pública, uma fortaleza competitiva frente ao natural questionamento das decisões políticas numa democracia liberal. Por isso, proteger a democracia e ser competitivo em termos estratégicos são coisas que exigem pactos que superem a lógica do calendário eleitoral. O que habitualmente chamamos de política de Estado, os consensos estratégicos de um país em política exterior, educação e modelo produtivo, para citar alguns exemplos, não deve se furtar ao julgamento e à eleição dos eleitores, mas não pode depender unicamente das flutuações emocionais dos cidadãos.

O problema central é hoje a governabilidade – e como buscar novas vias de legitimação democrática. Se a hipótese aqui apontada é certa, e interpretar a vontade geral é muito mais complexo, por que não multiplicar institucionalmente os registros nos quais esta se manifesta em vez de reduzi-la a uma só expressão? Já não pode haver política sem soma, e pretender compreendê-la exclusivamente a partir do conflito só pode ser explicado do ponto de vista de um perigoso cinismo. Nisso, a Espanha já vai no compasso do restante da Europa, mas continuamos tendo uma arquitetura institucional ineficaz, projetada para um sistema majoritário.

Um dos grandes desafios enfrentados pela Espanha é harmonizar as instituições com as tendências, impulsos e exigências sociais de nossos dias, ao menos se quisermos evitar a paralisia permanente. Reformas tão necessárias quanto a do sistema de posse do presidente, a injeção de recursos humanos e materiais no Parlamento para transformá-lo no centro da vida política e a redução do número de cargos de livre designação dos Governos são exemplos concretos de coisas que poderíamos mudar já para nos adaptarmos o quanto antes à realidade.

Outra coisa são os imperativos de escrupulosa exigência democrática que a nova situação exige: onde situar as linhas vermelhas para o pacto entre os partidos, e se estamos dispostos a aceitar como normal que as forças de ultradireita entrem em Governos de coalizão ou sejam decisivas para a sua formação. Aí, tudo dependerá da responsabilidade dos nossos políticos e da prestação de contas que exijamos deles. Porque, apesar de tudo, a palavra final é do povo.

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