O Brexit e a Reforma da Previdência

Joaci Góes

Ao velho e querido amigo, Ministro Ângelo Calmon de Sá.

A crise ora vivida pelo Reino Unido é exemplarmente expressiva de que nem mesmo as nações mais educadas estão a salvo das nefastas consequências do populismo. A consulta popular para decidir se a confederação do Reino Unido deveria ou não permanecer integrando a Comunidade Europeia apontou para a saída por margem mínima de votos. Ao longo do processo da complexa organização do desligamento, tornaram-se claras as crescentes dificuldades, para o cumprimento daquele desiderato coletivo, agora conducente a um impasse entre o decidido e a mudança do desejo popular para “deixar tudo como dantes no Quartel de Abrantes”. Os ingleses, ao que parece, não seguiram a advertência de Mikhail Gorbachev, na Perestroika, segundo a qual, apesar de saber o que deseja, o povo não tem competência para decidir sobre o modo de alcança-lo. Seria como um piloto de avião, num momento de crise, perguntar aos passageiros o que deve ser feito. A verdade é que ao honroso múnus de governar corresponde o ônus da tomada de decisões impopulares, quando necessárias.

No Brasil, diferentemente do ocorrido na Inglaterra, a compreensão da necessidade de uma urgente reforma previdenciária ganhou foros de universalidade, salvo isoladas opiniões destituídas de fundamento, razão pela qual devem ser ignoradas. Apenas populistas inconsequentes e ignorantes voluntariosos propalam que a Previdência Brasileira é superavitária.

Ninguém tem dúvidas quanto à impossibilidade de a Reforma em curso eliminar todas as distorções e privilégios que se acumularam ao longo do tempo, num país que chegou ao impasse em que nos encontramos. A consequência prática desse acúmulo de vícios pode ser expresso nos dados comparativos entre o crescimento do Brasil e a Coreia do Sul, nos últimos cinquenta anos, período em que aquele país asiático cresceu 500% mais do que nós: em 1969, a renda per capita do Brasil era duas vezes maior do que a coreana; hoje a renda da Coreia do Sul é três vezes maior do que a nossa. Se a aprovação da Reforma Previdenciária viesse a depender da eliminação imediata das distorções que ampliam nossas inaceitáveis desigualdades, ela não seria aprovada em tempo hábil para salvar o Brasil de trágica bancarrota nacional. Legislação ordinária será apta a complementar o trabalho de eliminação de privilégios.

Nosso claudicante avanço resulta da combinação perversa entre corrupção, impunidade, baixa adoção de critérios meritocráticos, na gestão pública, resultando em improdutividade econômica e gestão ineficaz, e, sobretudo, precária educação fundamental e básica, dela derivando as fragilidades conhecidas de nosso sistema universitário. O fator educacional, na sociedade do conhecimento em que estamos imersos, é fundamental para alcançar qualidade e quantidade do desenvolvimento dos povos. Observa-se, de modo crescente, em escala planetária, uma relação linear entre qualidade da educação e desenvolvimento econômico. Grande exportador de bens primários, o Brasil patina em matéria de exportação de manufaturados, em razão da baixa qualidade de sua mão de obra especializada, oriunda de uma educação pública de má qualidade.

Acreditamos e desejamos que a Câmara dos Deputados recuará do ensaiado propósito de condicionar a aprovação da Reforma ao toma-lá-dá-cá que tem vilipendiado a prática política brasileira. E não se poderá acusar o governo de inflexibilidade, por quanto o Presidente eleito age com a firmeza que prometeu em campanha. O novo Congresso é desafiado a comprovar que abandonou as velhas práticas patrimonialistas.

A aprovação da Reforma Previdenciária é o Rubicão, de onde avançaremos para consolidar uma agenda de transformações fecundas, entre elas a penal, para levar o Brasil ao encontro dos povos maduros, deixando para trás a eterna promessa de sermos o país do futuro.

Joaci Góes é escritor, presidente da Academia de Letras da Bahia, ex-diretor da Tribuna da Bahia, espaço onde o texto foi publicado originalmente nesta quinta-feira, 28.

“Cansei de Ilusões”, Nana Caymmi e Tito Madi: Esplendoroso samba canção de Madi e a interpretação única de Nana ( em dueto com o autor  ao seu piano encantado) , em gravação de 1987, no album  A Dama da Canção . Não inventaram nada melhor (salvo ler a entrevista da filha de seu Dorival na Folha) para a sexta-feira de quase fim de março.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

DO UOL/FOLHA

Cantora lança novo disco, defende Bolsonaro, reclama da Bahia e diz irritar pássaros ao cantar ópera

 
 
 
A cantora Nana Caymmi, em seu apartamento no Rio de Janeiro
A cantora Nana Caymmi, em seu apartamento no Rio de Janeiro – Ricardo Borges/Folhapress
Luiz Fernando Vianna
Rio de Janeiro

?

Nana Caymmi não lançava CD desde 2009. Ao completar 78 anos, em 29 de abril, terá realizado mais dois —“Nana Caymmi Canta Tito Madi”, que sai agora pela Biscoito Fino, e um com músicas de Tom Jobim, acompanhada de orquestra, que ela gravará para o Sesc a partir do próximo dia 15.

Parece o reaquecimento da carreira de uma das principais intérpretes do país, mas Nana diz que não é bem assim.

“Estou fazendo uma despedida sem ir embora. Saída à francesa. A vida que me resta, de uma senhora, quero viver em paz”, afirma. “Acordei pro mundo: não tenho muito tempo. Quero ouvir o que eu não podia ouvir. Criei três filhos sozinha. O pai ficou na Venezuela, fez outra família.”

Quer ouvir óperas, prazer solitário na família, pois nem Dorival Caymmi, amante de música clássica, gostava de canto lírico. A soprano Renata Tebaldi é sua paixão maior.

Em 71 minutos de entrevista à Folha, Nana falou 89 palavrões. É o seu jeito. Não foge de nenhum assunto, nem mesmo política, em que destoa do coro dos colegas artistas. Ela votou em Jair Bolsonaro no segundo turno.

 “É injusto não dar a esse homem um crédito de confiança. Um homem que estava fodido, esfaqueado, correndo pra fazer um ministério, sem noção da mutreta toda… Só de tirar PMDB e PT já é uma garantia de que a vida vai melhorar. Agora vêm dizer que os militares vão tomar conta? Isso é conversa de comunista. Gil, Caetano, Chico Buarque. Tudo chupador de pau de Lula. Então, vão pro Paraná fazer companhia a ele. Eu não me importo.”

Ela acha difícil voltar a se apresentar na Bahia, e isso também tem a ver com política. “Bahia não tem nada, é PT”. O partido está no governo do Estado há 12 anos. O pai, que morreu em 2008 aos 94 anos, já não tinha mais saudade da Bahia. “Ele ficou muito triste na última vez em que foi lá. E isso porque ainda era a época do capo, Antonio Carlos Magalhães [1927-2007]”. Nana diz que “toda a família se dava” com o ex-governador.

“Tenho medo do futuro dos meus netos e bisnetos. Pensar no Brasil não é comprar carro novo, apartamento com vista pro mar, o último celular da Apple, a última roupa do Givenchy. Fico muito triste”, lamenta.

Nos anos 2000, Nana gravou CDs cantando a obra do pai. Queria —e conseguiu— que ele ainda estivesse vivo para ouvir. E queria que não o esquecessem.

‘Eu comia a MPB e fazia parceria. Na música e na cama’

“Já esqueceram. Tenho certeza absoluta. Sabe por que não se esquecem totalmente? Porque tem aniversário de morte, tem sempre uma macumbeira que se lembra de uma música qualquer, ou se lembram em 2 de fevereiro, dia de festa no mar. Tem sempre uma merda assim.”

Suas duas netas são exemplos, a seu ver, da dificuldade de se manter obras como a de Caymmi.

“Liguei pra Denise, minha filha, e perguntei das meninas. ‘Ah, elas não tão aqui, foram assistir ao show do Belo’. Eu falei: ‘O quê?’. Não tenho nada contra a pessoa. Mas duas bisnetas de Dorival Caymmi! Eu já fazia música com quatro anos. Meti bedelho quando vivi com João Donato, com Gil, com Claudio Nucci. Quer dizer, eu comia a canção popular brasileira e fazia parceria. Na música e na cama.”

De Alice, filha de Danilo que foi para o lado pop, ela fala com um pouco de tristeza, embora reconheça que a sobrinha tem ótima voz. “Eu tinha muita esperança de que ela fosse pro meu caminho. Achei que Alice ia dar mel, mas não deu.”

Nana queria lançar o CD dedicado à obra de Tito Madi com o compositor ainda vivo. Não deu tempo: ele morreu em 26 de setembro de 2018, aos 89 anos. Ela gravou em abril do ano passado, mas o produtor José Milton não conseguiu concluir o trabalho a tempo.

“É você fazer a festa sem o aniversariante. Mas ele ouviu, porque o Zé Milton mostrou. Ele sabia que um dia ia sair”, emociona-se ela. “A gente se falava muito pelo telefone. Eu percebi a estrela indo pro céu. Sabia que eu estava falando com alguém que estava se despedindo.”

Ela realiza algo que Tito Madi acreditava que Roberto Carlos faria. O cantor, segundo Madi, teria falado em gravar um disco dedicado à sua obra. Nana diz que também ouviu essa história. (“Ah, manda um CD para aquele rei sem trono”, aproveita para gritar à assessora de imprensa.) A Folha procurou a assessoria de Roberto, mas ele está em turnê nos EUA e não foi possível consultá-lo.

Tito Madi foi uma das primeiras paixões musicais de Nana. São as canções de sua “memória afetiva”, como diz, que predominam no repertório de 11 faixas. Sete foram compostas nos anos 1950, como “Cansei de Ilusões”, “Chove Lá Fora” e “Não Diga Não”. Esta é a única que ele já gravara: em 1983, no disco “Voz e Suor”, ao lado do pianista Cesar Camargo Mariano.

“O Cesar estudava todas aquelas músicas”, recorda. “Eu dizia: ‘Você quer parar de estudar essa merda? Vou escolher uma música pra você tocar no susto, na urina. Bateu, valeu. Deu, comeu’. Era ‘Não Diga Não’. Achei que ia botar no rabo dele com farinha, mas ele arrasou comigo. Fui cantando, ele acompanhando. É a música mais bonita do disco.”

Ela optou agora por uma interpretação mais contida. Diz que não queria competir com a versão muito forte feita ao lado de Cesar. “É como aquela pessoa que vai à cozinha e come à beça. Aí chega na hora da refeição e come um bifinho: ‘Tô de dieta’.” A nova versão é diet, portanto.

‘Eu era boateira, dançava que nem uma filha da puta’

Mas tem uma canção mais suingada, “Balanço Zona Sul”, exceção na obra de Madi e no estilo de Nana. Foi um grande sucesso de Wilson Simonal nos anos 1960.

“Acho que Tito estava numa fase de ficar na praia vendo bunda de mulher. E a música é boa pra cacete. Simonal deve ter tirado um troco. Agora, Simonal é referência pra alguém? Conheci a arrogância dele, andava com escolta. Era muito vaidoso. Vi isso na Elis [Regina] também. Achavam que Elis era toda aquela santidade. Santidade era Clara Nunes, boníssima, uma pessoa que não tinha medo de quem fizesse sucesso. Elis não podia ver uma cantora nova que se arrepiava.”

Assim como o repertório de Dolores Duran, que Nana registrou em CD em 1994, o de Tito Madi ficou associado à ideia de fossa, palavra que ele acabou assumindo.

“Eu não tô nem aí pra expressão. Quer nome mais escroto do que bossa nova? O que a gente vai fazer contra a ignorância?”, ignora Nana, amante de sambas-canção e outras músicas que tocavam em boates. “Eu era boateira, dançava que nem uma filha da puta. Saía com as amigas pra pegar homem.”

Foi saindo na noite que ela conheceu Emílio Santiago, então um crooner. O cantor tinha decidido gravar um CD com músicas de Tito Madi quando morreu, em 2013, aos 66 anos, após um acidente vascular cerebral. Homenagear o amigo motivou Nana a voltar aos estúdios.

“Eu era cama e mesa com Emílio. Se a bicha não fosse bicha, eu estava casada com ela. E não teria morrido, porque eu ia levar para o médico a porrada. Comia feijoada à noite, achava que não existia colesterol. Ia jantar depois dos shows e comia verdadeiras bundas de vaca. Foi uma perda pra mim fodida.”

Em dezembro passado, perdeu outra pessoa querida, a cantora Miúcha, que também não cuidava da saúde, segundo Nana. “Essa filha da puta… Não parava de fumar”, diz, com tristeza.

A tristeza e o cansaço também estão ligados à situação de seu filho João Gilberto. Em 16 de dezembro de 1989, ele sofreu acidente de moto que lhe deixou sequelas neurológicas graves. Está com 51 anos. “Eu sou a companhia dele, dou vida a ele. Ele adora ver o Datena, e eu tenho que ver também.”

‘Os pássaros ficam putos porque eu canto as óperas’

Nana quer vender o apartamento onde mora, no Alto Leblon, e se dividir entre o apartamento de Copacabana onde seus pais passaram o final da vida e o sítio da família em Pequeri (MG).

“Não aguento mais ficar de Rapunzel”, diz, referindo-se ao Alto Leblon. “Vou vender e torrar o dinheiro. Até eu morrer torro essa porra toda. Minhas filhas que se fodam. Eu não aturei elas? Não estou há 30 anos com esse acidentado? Ele vai ter Pequeri. É onde eu quero que ele fique. É a única maneira de ele ter vida saudável. “

Foi o filho quem a apresentou ao pop de George Michael, Madonna, Bee Gees e outros de quem ela gosta. Em Pequeri ouve mais suas óperas.

“Chego lá e é uma revolução. Os pássaros ficam putos, porque eu canto as óperas junto com os discos.”

Embora tenha optado pela contenção ao interpretar Tito Madi agora, ela demonstra segurança quanto à própria voz.

“Não fiquei preocupada. Tô vendo meus colegas cantores todos fodidos aí. Dori e Cristovão Bastos [arranjadores do CD] dizem que eu estou uma beleza. Não sei se é só pra me agradar.”

A voz será posta à prova no trabalho dedicado a Tom Jobim. Serão músicas adequadas a orquestras, como “As Praias Desertas”, “Derradeira Primavera” e “Janelas Abertas”. “Não é pra qualquer um. Se eu morrer, não estou vendo cantora que faça isso.”

‘Caetano só dá grito quanto está furioso com a Paula [Lavigne]’

Ela diz que não tem paciência para turnês, aeroportos etc. Mas adora estúdios.  

“Coisa mais gostosa de fazer é gravar. Todo cantor que se preza gosta mais de estúdio.” Alertada de que o ex-marido Gilberto Gil já disse preferir palcos, ela minimiza. “Gil é maluco, adora aparecer. Se pudesse, dormia no palco. E ele tá cansado. Chega, está cantando há séculos e aos gritos. Eu falei: ‘Gil, não grita’, ‘Gil, não grita’. Mas conselho não se dá. Por que Caetano tem a voz que tem, a mesma desde que nasceu entre as pernas de dona Canô? Não há possibilidade de ele dar um grito. Só dá grito quando ele tá furioso com a Paula [Lavigne] ou se é pra falar de jornalista.”

Ela pensa em fazer poucos shows com o repertório de Tito Madi, de preferência nos lugares em que se apresentar com o de Tom. São Paulo, por exemplo. Mas preferiu gravar o CD com canções de Tom no Rio, perto de casa. “Se fosse pra gravar em São Paulo, eu ia limpar o rabo com o contrato.”
Cogita abrir uma exceção: apresentar-se em Belém, cidade onde ela diz ser maravilhosamente recebida. Mas, para evitar escala em Brasília, teria que pegar um voo às 9h, horário que não a agrada. “Às 9 da manhã eu não sou mulher, eu sou veado.”

Apesar do desalento, ela não descarta fazer mais um disco de inéditas, que poderia ser o seu último.

“Se você noticiar que eu vou fazer um disco de inéditas, estou fodida. Na mesma hora recebo um caminhão de discos. É uma responsabilidade que eu não quero pegar, uma esperança que não quero dar. Se eu resolver fazer, aviso com antecedência.”

Gravando ou não um CD de despedida, ela diz já ter cumprido sua missão na música. “Já dei régua e compasso. Agora, é como diz meu ex-marido: Aquele abraço!”

Nana Caymmi Canta Tito Madi

  • Preço R$ 35 (e nas plataformas digitais)
  • Gravadora Biscoito Fino

mar
29

Do Jornal do Brasil

 

Em encontro na manhã nesta quinta-feira, 28, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se comprometeu com o ministro Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, e com a líder do governo na Câmara, Joice Hasselmann (PSL-SP), a promover uma tramitação rápida do projeto anticrime idealizado pelo ministro.

“Com a liderança do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do presidente Jair Bolsonaro, vamos aprovar o projeto anticrime”, disse Moro.

Uma das possibilidades em discussão é encurtar, de 90 para 45 dias, o prazo que Maia definiu ao criar um grupo de trabalho para analisar os projetos que tratam de mudanças nas leis contra corrupção, crimes violentos e crime organizado. O GT tem a missão de analisar, ajustar e unificar o projeto enviado pelo governo e o projeto originado da comissão de juristas convidada pelo presidente da Câmara em 2017 sob a condução do ministro do Supremo Alexandre de Moraes.

O encontro foi descrito pelo ministro da Justiça como mais uma “sinalização” de que ele e Maia se acertaram após as farpas trocadas na semana passada. O presidente da Câmara desqualificou o projeto do ministro, depois de ele criticar a criação do grupo de trabalho como se fosse atrasar a tramitação. Desde a segunda-feira, eles passaram a trocar elogios.

“Já vínhamos nos acertando, hoje foi mais uma sinalização. Foi acertado compromisso para o projeto tramitar na Câmara. Nos reunimos para acertar detalhes. Há vários cenários sendo discutidos”, disse Moro, pouco depois do encontro na residência oficial do deputado, ao conceder entrevista sobre uma operação realizada para combater pornografia infantil.

Maia disse na terça-feira, 26, que havia possibilidade de votação do projeto na Câmara ainda no primeiro semestre, ao ser questionado pela reportagem. O parlamentar acrescentou que é possível que o texto siga direto ao plenário se houver acordo entre os partidos. “Se for para votar um bom texto, o que interessa é o tempo do bom trabalho dos deputados, com juristas e com o Executivo”, disse o presidente da Câmara.

Tramitação

Joice Hasselmann disse que o encontro resultou em um acordo para acelerar a tramitação da proposta. “É possível que a comissão consiga entregar os trabalhos em 45 dias. O importante é que a tramitação será célere”, disse.

Um dos assuntos tratados entre Moro e Maia foi a possibilidade de o projeto anticrime tramitar no Senado em paralelo à Câmara. Essa possibilidade foi apresentada a Moro pela senadora Eliziane Gama (PPS-MA), na segunda-feira, em um cenário que ainda era de impasse quanto à tramitação. Maia disse ao ministro ter sido procurado por senadores que demonstraram essa intenção.

“Surgiram senadores que querem que trâmite no Senado. Se assim fizerem, é iniciativa dos senadores”, disse Moro, que não quer atropelar a Câmara.

mar
29

Do Jornal do Brasil

 

Presidente da Embratur entrega carta de demissão ao ministro do Turismo

A presidente da Embratur, a ex-deputada Teté Bezerra (MDB-MT), entregou nesta quinta-feira, 28, a sua carta de demissão ao ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Segundo informou a empresa, a troca no comando já estava prevista.
Macaque in the trees
Teté Bezerra (Foto: Roberto Castro/MTur)

Teté é casada com o também ex-deputado federal Carlos Bezerra (MDB-MT) e havia sido nomeada no cargo em maio do ano passado, ainda durante o governo de Michel Temer.

Segundo informa o blog do Tales Faria, do UOL, ela foi surpreendida nos últimos dias com demissões de pessoas da sua equipe sem que fosse previamente informada. Soube da saída de diretores pelo “Diário Oficial”.

Marcelo Álvaro é filiado ao PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, e é o único parlamentar do partido na Esplanada dos Ministérios. O MDB não faz parte oficialmente da base do governo.

mar
29
Posted on 29-03-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-03-2019



 

Sinfrônio, no Diário do Nordeste (CE)

 

Nana Caymmi chama Gil, Caetano e Chico de ‘chupadores de pau de Lula’

 

Nana Caymmi, que está lançando disco novo, soltou o verbo em entrevista à Folha, na qual diz ter votado em Jair Bolsonaro no segundo turno –na contramão da maioria de seus colegas artistas.

“É injusto não dar a esse homem um crédito de confiança. Um homem que estava fodido, esfaqueado, correndo pra fazer um ministério, sem noção da mutreta toda… só de tirar PMDB e PT já é uma garantia de que a vida vai melhorar”, disse a filha de Dorival Caymmi.

“Agora vêm dizer que os militares vão tomar conta? Isso é conversa de comunista. Gil, Caetano, Chico Buarque. Tudo chupador de pau de Lula. Então, vão pro Paraná fazer companhia a ele. Eu não me importo”, acrescentou Nana, que nos anos 60 foi casada com Gilberto Gil.

  • Arquivos