“Anônimo Veneciano”, Ornella Vanoni:Marcante tema da trilha do filme de estreia como diretor de Enrico Maria Salermo, sucesso mundial, interpretado por Ornella Vanoni, desde o lançamento da película italiana em 1970. Uma canção que encanta e enternece sempre, de um filme inesquecível.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Comentários

Lucia Jacobina on 20 Março, 2019 at 14:52 #

Querido Vitor, esse é um dos meus filmes preferidos. O ator Tony Musante, bello huomo, a trilha sonora que inclui o belissimo adagio do Concerto para Oboé, de Marcello, e a maravilhosa Venezia, para mim, la piú bella cidade del mondo. Não me canso de ve-lo e reve-lo frequentemente. Casa com meu romantismo, já um pouco ultrapassado, não importa. Mas além de tudo, é um passeio inesquecível por aquela urbe, como um tributo a sua existencia. Belo registro!


vitor on 20 Março, 2019 at 19:13 #

Lúcia:
Maravilhoso de verdade: o filme, o eleco a trilha musical e, principamelmente Veneza. Mas a minha preferência de cinéfilo inveterado ainda recai sobre outro filme, que tem a cidade italiana (e realmente única) como cenário e tema: “Morte em Veneza”, para mim a mais perfeita e completa realização cinematográfica de todos os tempos. E a música de Mahler, que marca a mais bela e expressiva abertura de filme que já vi. Além de uma lembrança particularmente grata. Um dia de greve dos barqueiros em que tomei errado um ferry, com Margarida, e fomos parar na frente do Hotel Lido, em esplendorosa noite de lua cheia. Ainda hoje tenho dúvidas se foi tudo real ou se sonhei. Forte abraço.


Lúcia Jacobina on 20 Março, 2019 at 23:37 #

Tem toda razão, Vitor. Deve ter sido um momento mágico. O de Visconti é um belo filme, também marcado pelo adagio da 5a Sinfonia de Mahler. Dois grandes momentos de Veneza no cinema. Também devo relembrar de “Quando um coração floresce”, de David Lean, com Katharine Hepburn e
Rossano Brazzi, todos os três filmes maravilhosos com tomadas de Veneza deslumbrantes. E para terminar, grafei por equivoco duas palavras em italiano cuja correção se faz pertinente: uomo, em lugar de huomo e città, em vez de cidade. Valeu!!!


Lucia Jacobina on 21 Março, 2019 at 8:54 #

E ainda embalada pelas boas reminiscências minhas e suas, devo lhe dizer que da última vez que lá estive,com amigos, fiz o mesmo percurso do roteiro do filme. Desci na Estação de Santa Lucia, vinda de Milão e tendo passado por Ferrara, como a personagem; a vista magistral da cidade, o amplo patio da estação, o vaporetto singrando as águas do Adriático. Fiz questão de revisitar pessoalmente os locais da cena cinematográfica, o pátio de entrada de Ca’ Foscari, a universidade, assistir a um concerto na igreja de San Vitale, onde o maestro gravava o concerto para oboe de Marcello, o Teatro La Fenice que é uma joia arquitetônica e musical da cidade, São Marcos, a praça, a basílica e os pombos, suas várias praças com os cafés, as ruas estreitas e as pontes, a rede de transportes maritimos e o vai e vem dos pedestres. Até uma das lojas Bevilacqua, onde são fabricados os belos e carissimos brocados, visitei, pois meu hotel ficava próximo e não resisti à tentação de entrar.
E saindo do filme, tenho a grata lembrança de ter estado lá em outra ocasião, com minha neta ainda adolescente, e ter presenciado sua disposição de encher as pequenas mãos de alpiste para atrair os pombos. Dessa cena fiz um lindo registro fotográfico. Necessário recordar também o Café Floriani, onde conheci o refrescante drink Aperol Spritz, tão em voga na Bahia, atualmente, a música na praça, a riqueza da pintura italiana nos museus e nas igrejas. São tantas e maravilhosas recordações dessa linda cidade, que me emociono muito e confesso, o que para mim é coisa rara.


Lúcia Jacobina on 21 Março, 2019 at 11:58 #

Cometi outro equivoco, San Vitale fica em Ravenna. Em Veneza, fica San Vidal.


vitor on 21 Março, 2019 at 13:10 #

Lucia:
Magníficas e empolgantes revelações, amiga! O que seria o ser e o viver sem momentos como esses que você descreve lindamente. E da insuperável (para mim) emoção vivida com Margarida, depois de tomar um ferry errado no cais de Veneza, em dia de greve, e me ver de repente diante do Lido, em noite de lua cheia. Tudo com que eu havia sonhado depois de ver e rever, tantas vezes, o notável filme de Visconti. Sem falar que é no Lido que ainda se realiza o Festival de Veneza, um dos acontecimentos referenciais do Cinema.Forte abraço.


Lucia Jacobina on 21 Março, 2019 at 16:45 #

É isso aí, grande Vitor! Vivenciar os filmes com tamanha intensidade é uma experiência deveras especial. Mais ainda é trocar idéias para se enriquecer com sua inesgotável fonte de conhecimentos. Não sabia, por exemplo, que é no Lido que se realiza o festival de cinema de Veneza. Obrigada por essa informação. E um grande abraço.


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