Mirthyani Bezerra, Nathan Lopes e Eduardo Lucizano*

Do UOL, em São Paulo

Duas pessoas encapuzadas, aparentemente adolescentes, efetuaram disparos dentro de uma escola em Suzano (Grande São Paulo) matando ao menos oito pessoas na manhã de hoje, segundo informações da Polícia Militar. Os dois atiradores cometeram suicídio, totalizando em dez o número de mortos na ação. Entre os mortos estão sete crianças e um funcionário da Escola Estadual Professor Raul Brasil.

Ainda não se sabe o que motivou o crime nem a identidade dos mortos.

A PM informou ainda que há sete pessoas internadas em hospitais da região. Os adolescentes feridos foram levados para o Hospital Santa Maria, que fica a 300 metros da unidade de ensino. Outros feridos foram levados para a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia, também em Suzano. Ainda não há informações sobre seus estados de saúde.

Arte/UOL
 
Imagem: Arte/UOL

A Escola Estadual Raul Brasil fica na rua Otavio Miguel da Silva, no bairro Parque Suzano. Segundo o Censo Escolar 2017, a unidade de ensino tem 105 funcionários e 1.067 alunos. Os estudantes são do 5º a ano ao ensino médio, sendo a maioria alunos de ensino médio.

Vídeo mostra corpos na escola

Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra o interior da escola após o massacre. Nas imagens é possível ver pelo menos quatro corpos no chão, enquanto outros estudantes correm desesperados e gritando.

Fotos mostram também dois corpos que seriam dos atiradores. Um deles usava uma máscara de caveira, boné e roupas pretas, cinto e luvas. É possível ver uma espécie de arco e flecha ao lado dos corpos.

Funcionários de igreja ouviram tiros

A escola fica bem em frente a uma Igreja Messiânica Mundial. O funcionário do templo religioso Marcos Filho contou ao UOL que os tiros foram ouvidos após às 9h, durante o intervalo dos alunos.

“A minha esposa estava aqui de manhã, ela ouviu vários tiros vindos da escola. Nós ficamos bem em frente ao prédio da escola. As crianças começaram a correr”, contou.

Segundo ele, a igreja está tentando prestar assistência a quem chega ao local. “Tem muito bombeiro aqui, muita polícia, helicópteros sobrevoando. Não dá para saber quem é pai e mãe querendo saber dos filhos e quem é curioso”, disse.

Doria foi ao local

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), cancelou a sua agenda prevista para a tarde de hoje e foi para o local acompanhar os trabalhos de resgate e atendimento aos feridos.

Ele está acompanhado do secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, e o secretário de Segurança Pública de São Paulo, general João Camilo Pires de Campos. No Twitter, ele disse ter recebido a “triste notícia de que crianças foram cruelmente assassinadas”.

“Nunca Mais”, Emílio Santiago e João Donato: uma canção romântica de causar arrepias de tripla autoria (Arnaldo Antunes, João Donato e Marisa Monte, que também a gravou divinamente) . A gravação neste  clip é  de Emílio Santiago e João Donato (2003). Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO BLOG O ANTAGONISTA

Gleisi ressentida com Ciro Gomes

Chamada de “chefe de quadrilha de Lula” por Ciro Gomes, Gleisi Hoffmann foi ao Twitter dizer que o ex-presidenciável é “um coronel oportunista, ressentido e covarde”.

“Quando a conjuntura exigia sua presença, fugiu para Paris”, escreveu a presidente do PT, para quem Ciro deveria dizer amém ao condenado de Curitiba e fazer campanha por seu poste depois de os petistas puxarem seu tapete.

Mais cedo, conforme publicamos, Humberto Costa defendeu que o PT processe Ciro pelas declarações.

Marielle Franco
Foto facilitada pela Polícia Civil do Rio dos dois suspeitos presos: Ronnie Lessa (esquerda) e Elcio Vieira de Queiroz (direita) EFE

Dois suspeitos de matar a vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, no dia 14 de março de 2018 foram presos na madrugada desta terça-feira. Ronnie Lessa, policial militar reformado, de 48 anos, é acusado de ter feito os 13 disparos contra o carro onde estava Marielle. Já Elcio Vieira de Queiroz, de 46 anos e expulso da Polícia Militar, é acusado de ter dirigido o Cobalt prata de onde saíram os tiros que mataram a vereadora do PSOL e o motorista. O crime completa um ano na próxima quinta-feira, 14 de março.

Em entrevista coletiva, Giniton Lages, chefe da Delegacia de Homicídios, disse que as prisões são a conclusão da primeira fase de uma investigação que ainda está longe de acabar. Falta agora saber se alguém mandou matar Marielle Franco ou se a ideia partiu do próprio Lessa. O delegado também desconversou sobre as motivações do crime, embora a denúncia apresentada pelo Ministério Público fale que o crime “foi praticado por motivo torpe, interligado à abjeta repulsa e reação à atuação política da mesma na defesa de suas causas”.

“Esta é a primeira fase. Não tem nada encerrado. Estamos indiciando quem atirou e quem conduziu o veículo. Há ainda respostas para alcançar”, destacou Lages. Por isso, ressaltou, a polícia está cumprindo um total de 34 mandados de busca e apreensão nesta terça. Ele disse ainda que a elucidação caso deve ser um recado de que “o crime de Marielle e Anderson não pode se repetir”.Familiares de Marielle Franco e Anderson Gomes, além de políticos do PSOL ligados à vereadora, ressaltaram que a polícia deve agora apontar quem são os mandantes do crime e quais são suas motivações. Já o governador Wilson Witzel disse que os acusados “poderão fazer uma delação premiada”. Ele disse ainda que as prisões são “uma resposta importante que nós estamos dando para a sociedade: a elucidação de um crime bárbaro cometido contra uma parlamentar, uma mulher, no exercício de sua atividade democrática”.

As prisões ocorreram em uma operação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, e da Delegacia de Homicídios (DH) da Polícia Civil da capital. A polícia e o Gaeco chegaram às 4h na casa dos investigados. Lessa mora no condomínio Vivendas da Barra, o mesmo do presidente Jair Bolsonaro(PSL). “Não detectamos uma relação direta com a família Bolsonaro”, destacou Lages. Questionado, reconheceu que a filha de Ronnie Lessa namorou um dos filhos do presidente. “Isso tem [namoro entre os dois], mas isso, para nós, hoje, não importou na motivação delitiva. O fato dele morar no condomínio do Bolsonaro não nos diz nada, isso será confrontado no momento oportuno. Não é importante para esse momento”.

A Operação Buraco do Lume, em referência ao local no centro do Rio onde políticos do PSOL prestam contas à população, também cumpriu outros 32 mandados de busca e apreensão para apreender documentos, telefones celulares, notebooks, computadores, armas, entre outros objetos que podem ajudar a esclarecer o crime.

Marielle ampliar foto
A vereadora Marielle Franco. Ellis Rua AP
 De acordo com a denúncia das promotoras Simone Sibilio e Leticia Emile, o crime foi planejado nos três meses que antecederam os assassinatos. “É inconteste que Marielle Francisco da Silva foi sumariamente executada em razão da atuação política na defesa das causas que defendia. A barbárie praticada na noite de 14 de março de 2018 foi um golpe ao Estado Democrático de Direito”, diz a denúncia. O MP também pediu a suspensão da remuneração e do porte de arma de fogo de Lessa, a indenização por danos morais aos familiares das vítimas e a fixação de pensão em favor do filho menor de Anderson até completar 24 anos de idade.

Em entrevista coletiva, as promotoras afirmaram que, apesar da “motivação torpe” por parte de quem apertou o gatilho, isso não significa necessariamente que Lessa tenha planejado por conta própria o crime. Caberá a uma segunda fase da investigação elucidar se houve ou não um mandante, ressaltaram.

As provas contra Lessa e Queiroz

Geniton Lages, chefe da DH, ressaltou que o caráter sigiloso das investigações foi fundamental para que se chegasse à prisão de Lessa e Queiroz. Com relação ao sargento reformado da PM, autor dos disparos, Lages garantiu que sempre este no radar das investigações, assim como outras pessoas, por causa de seu perfil: ele também passou pela BOPE e pela Polícia Civil e tinha conhecimento detalhado sobre como funcionam as corporações. Além disso, apesar de nunca ter sido formalmente denunciado até o momento, já era conhecido por ter trabalhado servindo bicheiros e como matador de aluguel. As “provas técnicas” acabaram apontando de forma definitiva para Lessa. E também a Queiroz, de quem é próximo.

Ao longo da entrevista, Lages ofereceu alguns detalhes sobre as investigações – “o caso Marielle sempre foi uma prioridade”, destacou –, embora não tenha se aprofundado nas técnicas empregadas. Ele ofereceu alguns números da investigação: 47 policiais foram colocados para trabalhar com exclusividade nas investigações do crime, 230 testemunhas foram ouvidas; 2.428 antenas e 33.329 linhas telefônicas foram averiguadas, sendo 318 linhas interceptadas.

Os autores do crime “não erraram”, disse Lages, mas deixaram pistas importantes no “pré-crime”. Os investigadores conseguiram acessar os dados de Lessa armazenados na nuvem (servidor externo que permite acessar arquivos remotamente) e descobriram que o acusado monitorava a agenda de Marielle Franco e havia buscado informações sobre o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL), amigo e mentor político da vereadora, além do interventor federal e general Walter Braga Netto. Também havia pesquisado o local onde a vereadora morava, além de informações sobre a arma usada no crime, uma submetralhadora automática MP5.

Para chegar a esses dados a Polícia Civil percorreu um longo caminho durante meses. De acordo com as informações do jornal O Globo, a polícia rastreou todos os telefones que estavam ligados nos locais por onde Marielle passou naquele 14 de março. Assim, a polícia conseguiu uma extensa lista de números de telefone. O problema é que Lessa não usava um número em seu nome, mas sim um telefone “bucha”, isto é, comprado com o CPF de uma outra pessoa, ainda segundo jornal. Já o número registrado em nome do sargento reformado estava com uma mulher na zona sul da cidade. O objetivo, segundo os investigadores, era confundir a polícia caso decidisse checar as antenas de telefonia.

Mas uma câmera de segurança captou a luz de um celular dentro do Cobalt prata onde estavam os assassinos da vereadora e do motorista. O carro estava parado na rua dos Inválidos, onde Marielle participava de um debate. Assim, com as informações de horário e local, a polícia fez uma outra triagem e conseguiu identificar um número que havia telefonado para uma pessoa relacionada a Lessa. Após identificá-lo, a polícia conseguiu através de uma ordem judicial acionar as empresas de aplicativos e, assim, ter acesso aos dados do sargento reformado.

Lages também informou na entrevista coletiva que a polícia recebeu, via Disque Denúncia, a informação de que Lessa estava dentro do carro e que este havia saído de Quebra Mar, um ponto da praia da Barra da Tijuca. Durante a entrevista, imagens das câmeras de segurança o Cobalt prata clonado – e ainda não encontrado – saindo da região de Quebra Mar e percorrendo o Rio de Janeiro durante horas e depois estacionando no local onde Marielle participaria de um evento naquele 14 de março. Em nenhum momento os ocupantes do veículo saíram. “Isso é muito tempo e me chamou atenção de cara. Demonstrava um crime que foge a regra. A estatística mostra que 80% dos crimes elucidados trabalham com testemunha”, explicou Lages. Isso significa que nenhuma testemunha seria capaz de reconhecer os autores do crime. “Uma das testemunhas narrou que o atirador usava toca ninja”, contou Lages.

O delegado afirmou ainda que outra das prioridades da segunda fase da investigação será encontrar o Cobalt prata e esclarecer se havia uma terceira pessoa no veículo. “Numa análise mais recente, estamos caminhado para a confirmação de que havia um motorista e um no banco de trás, sem pessoa no banco do carona”, explicou.

Além disso, Lessa chamou atenção da polícia depois de ter sido vítima de um atentado no dia 27 de abril do ano passado, um mês depois do assassinato de Marielle e Anderson. Ele e um amigo estavam em um carro na Barra da Tijuca quando um homem em uma motocicleta se aproximou e atirou. Lessa reagiu e o rapaz fugiu. Baleado no pescoço, deu entrada no Hospital Municipal Lourenço Jorge e saiu sem dar esclarecimentos. A polícia disse que havia possibilidade de ser um assalto, mas não descartou a hipótese de que o atentado foi uma tentativa de queima de arquivo.

 

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta terça-feira, esperar que a investigação sobre o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) chegue aos mandantes do crime.

“Espero que realmente a apuração tenha chegado de fato a quem foram os executores, se é que foram eles, e a quem mandou matar”, disse Bolsonaro, ao ser questionado sobre a prisão de dois suspeitos do caso, durante cerimônia de visita do presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez.

Carro de polícia chega ao condomínio onde foi preso um dos suspeitos da morte de Marielle Franco, no Rio de Janeiro. No mesmo condomínio, tem casa o presidente Jair Bolsonaro 12/03/2019 REUTERS/Sergio Moraes
Carro de polícia chega ao condomínio onde foi preso um dos suspeitos da morte de Marielle Franco, no Rio de Janeiro. No mesmo condomínio, tem casa o presidente Jair Bolsonaro 12/03/2019 REUTERS/Sergio Moraes

Foto: Reuters

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta terça-feira um policial militar reformado e um ex-policial militar acusados de executarem o crime contra Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, às vésperas de o crime completar um ano.

Um dos suspeitos presos mora no mesmo condomínio da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, em que Bolsonaro tem casa e onde o presidente morava antes de tomar posse em janeiro, enquanto o outro suspeito aparece em foto com Bolsonaro publicada em redes sociais.

Ao ser questionado sobre a foto com o suspeito preso nesta terça-feira, Bolsonaro alegou que tem fotos com milhares de policiais.

“Eu tenho foto com milhares de policiais civis e militares do Brasil todo”, respondeu o presidente, com irritação.

Bolsonaro falou poucas vezes sobre o assassinato da vereadora. Na época, foi o único dos pré-candidatos à Presidência a não condenarem o caso. Posteriormente, disse que lamentava todas as mortes no Rio de Janeiro, mas não quis politizar o caso da vereadora.

Ao ser questionado se achava que o crime contra Marielle teria um mandante, disse acreditar que “é possível”, mas aproveitou para lembrar o caso em que ele próprio foi alvo de um atentado durante a campanha presidencial.

“Eu também estou interessado em quem mandou me matar”, disse.

Bolsonaro insiste na tese de que o agressor Adélio Bispo, responsável pelo ataque a faca contra ele ocorrido em setembro do ano passado, teria sido mandado por alguém, apesar das investigações da Polícia Federal apontarem que Bispo agiu sozinho e teria problemas mentais.

O presidente e seus filhos continuamente apontam a ligação de Bispo com o PSOL, mesmo partido de Marielle, ao qual ele foi filiado. Bispo se desfiliou da legenda em 2014.

mar
13
Posted on 13-03-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-03-2019



 

Fernandes, no

 

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13

Do Jornal do Brasil

 

Em pouco mais de dois meses de governo, o presidente Jair Bolsonaro usou sua conta no Twitter para publicar ou compartilhar mensagens nas quais critica, questiona ou ironiza o trabalho da imprensa brasileira. Foram 29 publicações desde a posse até estas segunda-feira, 11, uma média de uma vez a cada quase três dias na rede social que o presidente tem utilizado como principal meio de comunicação com a população.

Quase metade das críticas e acusações contra a imprensa que aparecem na conta de Bolsonaro é feita por meio de retuíte de aliados e familiares, como dos filhos Carlos e Eduardo e as páginas que costumam reunir simpatizantes do presidente.

Foi o caso do site Terça Livre, que no domingo, 10 publicou texto que falsamente atribui à repórter do jornal O Estado de S. Paulo Constança Rezende a declaração “a intenção é arruinar Flávio Bolsonaro e o governo”, ao tratar da cobertura jornalística das movimentações suspeitas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador e filho mais velho do presidente.

Na noite de domingo, o próprio Bolsonaro escreveu no Twitter: “Constança Rezende, do ‘O Estado de SP’ diz querer arruinar a vida de Flávio Bolsonaro e buscar o Impeachment do Presidente Jair Bolsonaro. Ela é filha de Chico Otavio, profissional do ‘O Globo’. Querem derrubar o Governo, com chantagens, desinformações e vazamentos”.

A gravação do diálogo, porém, mostra que Constança em nenhum momento fala em “intenção” de arruinar o governo ou o presidente. A conversa, em inglês, tem frases truncadas e com pausas. Só trechos selecionados foram divulgados.

O texto publicado no Terça Livre tem como origem uma postagem no site francês Mediapart, que ontem disse que as informações que serviram de base para o tuíte de Jair Bolsonaro “são falsas”. O texto original é assinado por Jawad Rhalib, que se apresenta como “autor, cineasta, documentarista e jornalista profissional”.

A publicação no site brasileiro é assinada por Fernanda Salles Andrade, que ocupa cargo no gabinete do deputado estadual Bruno Engler (PSL), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Entidades

O caso envolvendo a repórter do Estado ganhou repercussão internacional e enfática reação de entidades que representam empresas de comunicação, jornalistas profissionais e a liberdade de expressão.

Nesta segunda, a Associação Nacional de Jornais (ANJ), a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) emitiram nota conjunta em que lamentam o ataque do presidente ao Estado e à repórter Constança Rezende.

As entidades afirmaram que os ataques à repórter têm o objetivo de desqualificar o trabalho jornalístico. “Abert, Aner e ANJ assinalam que a tentativa de produzir na imprensa a imagem de inimiga ignora o papel do jornalismo independente de acompanhar e fiscalizar os atos das autoridades públicas”, diz a nota.

Para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), o episódio mostra por parte do presidente o “descompromisso com a veracidade dos fatos” e se caracteriza como “o uso de sua posição de poder para tentar intimidar veículos de mídia e jornalistas”.

Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Maria José Braga afirmou que o ataque é um atentado à liberdade de imprensa. “O presidente e seus seguidores tentam intimidar os profissionais jornalistas por meio de agressões verbais e ameaças”, declarou.

Procurados nesta segunda-feira, integrantes do governo Bolsonaro não quiseram comentar o caso.

Ao eleger a imprensa e veículos de comunicação como alvo, o presidente costuma fazer comentários em tom irônico e acusações de fake news. Em quatro postagens, consideradas em levantamento anterior do Estado, Bolsonaro também divulgou entrevistas que concedeu à TV Record e a um canal italiano, e um discurso seu em que fala sobre liberdade de imprensa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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