Veterano esquerdista conserva sua atração com os jovens em sua corrida para 2020. Sua mensagem já não é tão heterodoxa e disputa com pré-candidatos tão progressistas quanto ele

 Amanda Mars
Bernie Sanders, em um comício em Salt Lake City (Utah) como pré-candidato democrata nas eleições de 2016.
Bernie Sanders, em um comício em Salt Lake City (Utah) como pré-candidato democrata nas eleições de 2016. John Locher AP PHOTO

Quando fez sua primeira tentativa de chegar à Casa Branca, em abril de 2015, Bernie Sanders era uma extravagância. Um senador independente, autodeclarado socialista em um país que associava o termo ao comunismo, desafiava a perfeita candidata de manual, Hillary Clinton. Com o passar dos meses, o veterano esquerdista começou a reunir multidões nos comícios. Aos gritos de uma “revolução política”, estava se transformando em um imã aos jovens e seu sucesso ganhou tamanha envergadura que obrigou a campanha democrata a virar à esquerda.

Perdeu as primárias para Clinton, mas mudou o cenário. Ou, melhor, demonstrou que o cenário havia mudado. Quatro anos depois, Sanders volta a se candidatar para derrotar Donald Trump em 2020. Agora tem 77 anos, sua mensagem já não é tão heterodoxa e enfrenta uma dúzia de pretendentes, alguns tão progressistas quanto ele. O velho político de Vermont, entretanto, mantém sua auréola.

Entre os eleitores de 18 a 34 anos, independentemente de seu gênero e inclinações políticas, Sanders tinha 57% de popularidade em dezembro, de acordo com a pesquisa da Quinnipiac University. Sua porcentagem de apoio fica a anos luz dos 30% nessa mesma pesquisa da senadora por Massachusetts Elizabeth Warren, que também se lançou à corrida e representou durante anos a grande referência da ala esquerda do Partido Democrata. Sanders é, graças também ao fato de ser mais conhecido, o segundo concorrente melhor avaliado pelos millenials, superado somente pelo ex-vice-presidente Joe Biden, moderado.

“Muitos eleitores norte-americanos, mas os jovens especialmente, estão descontentes com a política no país e querem um candidato que lhes pareça autêntico”, diz Craig Varoga, estrategista democrata. “Bernie Sanders, ame-o ou o odeie, é autêntico, não esconde no que acreditou ao longo de toda a sua vida adulta. Além disso, muitas de suas ideias, como a saúde garantida e ajudar os jovens a pagar sua formação, têm o apoio de muitos democratas, independentemente do rótulo político que se queira dar a essas posturas”.

O senador por Vermont anunciou que iria se candidatar em 19 de fevereiro e nesse dia já arrecadou 5,9 milhões de dólares (22 milhões de reais), de acordo com sua equipe de campanha, quase 20 vezes mais do que Warren em seu primeiro dia e quatro vezes mais do que a senadora californiana Kamala Harris.

Em seis dias, de acordo com os dados publicados pelo The New York Times, ele já possuía 10 milhões de dólares (38 milhões de reais) recebidos de 359.914 doadores cuja idade ronda os 30 anos. O dinheiro, entretanto, nem sempre é a questão principal, como bem mostra o caso de Hillary Clinton e sua derrota nas eleições presidenciais de 2016.

As primárias democratas decidirão se a batalha para derrotar Donald Trump será realizada com uma mensagem mais ou menos inclinada à esquerda. Mas o fato de que os dois pretendentes mais queridos pelos millenials tenham 77 e 76 anos —Sanders, com uma derrota importante às costas, e Biden, com uma vice-presidência— evidencia que para seduzi-los não é preciso necessariamente ser jovem, nem mesmo novo.

“Vilarejo”, Marisa Monte:  uma canção destas que adoçam o mundo mais conturbado e pacificam os corações mais conturbados, para começar a semana de março pós folia carnavalesca e começo da Quaresma. Remanso de paz, deliciosa para ouvir , cantar e refletir.Alguuns espiritualistas dizem que foi a música da recepção na chegada lá em cima de Ricardo Boechat.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

VILAREJO

Marisa Monte

Há um vilarejo ali Onde areja um vento bom Na varanda, quem descansa Vê o horizonte deitar no chão Pra acalmar o coração Lá o mundo tem razão Terra de heróis, lares de mãe Paraíso se mudou para lá Por cima das casas, cal Frutas em qualquer quintal Peitos fartos, filhos fortes Sonhos semeando o mundo real Toda gente cabe lá Palestina, Xangri-Lá Vem andar e voa Vem andar e voa Vem andar e voa Lá o tempo espera Lá é primavera Portas e janelas ficam sempre abertas Pra sorte entrar Em todas as mesas, pão Flores enfeitando Os caminhos, os vestidos, os destinos E essa canção Tem um verdadeiro amor Para quando você for
 
 

“O problema é que os servidores só querem privilégio”

 

Leonardo Rolim, secretário de Políticas de Previdência Social, disse em entrevista para o Correio Braziliense que o maior foco de resistência à reforma previdenciária é, claro, o servidor público.

“O problema é que os servidores só querem privilégio. Se for tirar um pouquinho do privilégio, para eles, já é o fim do mundo. O mundo vai cair. É assim que boa parte da minha categoria pensa, infelizmente. Não é confisco, porque a alíquota efetiva máxima vai ficar um pouco abaixo de 17%. Se somar com a alíquota efetiva do IR, deve dar, praticamente em todos os casos, menos de 40%. Esse pessoal sabe manipular número.”

mar
11

Do Jornal do Brasil

  

Pressionado pela cúpula do Congresso, por líderes aliados e por investidores, o presidente Jair Bolsonaro decidiu entrar diretamente no jogo da aprovação da reforma da Previdência e deu sinal verde neste sábado, 9, para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, organizar e encaminhar para ele os pedidos de nomeações para o segundo escalão do governo nos Estados, uma prática legítima e comum a todos os governos. Numa conversa fora da agenda no Palácio da Alvorada, Bolsonaro só fez uma exigência a Maia: que os indicados tenham boa reputação.

Foi o primeiro encontro, olho-no-olho, de Bolsonaro com Maia para a articulação política e a motivação não só dos partidos da base aliada ao governo como também de siglas que, mesmo não sendo da base, apoiam a reforma. Neste sábado mesmo, Maia já recebeu na sua residência oficial a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), e ambos articulam nomes para ocupar os cargos e a ida de líderes partidários para conversas diretas, a partir desta semana, com o presidente.

Segundo Maia, só o fato de o presidente receber os parlamentares, conversar com eles e ouvi-los já vai fazer muita diferença no humor de deputados e senadores, que gostam de se sentir prestigiados. Como tem dito Maia, isso faz parte da boa política e ele usa até uma pitada de ironia: “O Palácio tem um charme danado”.

Macaque in the trees
Rodrigo Maia recebe de Jair Bolsonaro a proposta de reforma da Previdência (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

Na conversa, Bolsonaro anunciou que vai liderar pessoalmente os esforços de Executivo e Legislativo em favor da reforma e demonstrou preocupação, principalmente, com as chances da proposta na sua fase inicial de tramitação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, a partir de quarta-feira. Maia o tranquilizou, dizendo que não haverá maiores problemas aí, até porque as discussões de mérito só vão começar depois, na Comissão Especial.

No cronograma acertado entre Executivo e Legislativo, a Câmara votará primeiro a reforma geral da Previdência e só depois analisará a proposta específica para as Forças Armadas, que deverá chegar ao Congresso no fim deste mês ou no início de abril, conforme disse ao Estado o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, que se encontrou com Maia na última quinta-feira. Como Bolsonaro reafirmou neste sábado para o presidente da Câmara, os militares também darão sua cota de sacrifício.

Descontração

Maia estava na residência oficial da presidência da Câmara, conversando com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que é do seu partido, o DEM, quando Bolsonaro telefonou convidando-o para a conversa no Alvorada. O encontro com o presidente durou uma hora e 15 minutos. A ministra participou. Maia vestia camisa polo de manga curta e Bolsonaro estava de roupa de ginástica, num ambiente amistoso.

“Estou otimista”, comentou depois o presidente da Câmara à reportagem sobre as possibilidades de vitória da reforma da Previdência. Ele vinha reclamando da decisão do Planalto de lotar mais de cem cargos de segundo escalão com militares e rejeitar as indicações políticas, próprias da democracia representativa, mas está convencido de que Bolsonaro compreende a importância da participação dos parlamentares e “vai entrar em campo pela aprovação da reforma”.

Também está fortemente empenhado na reforma o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, que começou o dia tomando café da manhã com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e foi duas vezes à casa de Maia, pela manhã e à tarde. Ele integra a equipe técnica do ministro da Economia, Paulo Guedes, mas, como ex-deputado, participa também da força-tarefa pela aprovação da reforma no Congresso, que o presidente da República promete agora liderar.

Na opinião dos líderes políticos e da equipe econômica, uma parte ainda “capenga” nessa estratégia é a comunicação, porque o Planalto tem “segurado” a campanha publicitária destinada, simultaneamente, à sociedade, à opinião pública, aos atores econômicos e aos parlamentares que irão votar a reforma. Essa investida de comunicação é essencial, segundo eles, para neutralizar a poderosa pressão de corporações do serviço público que estão tanto na base eleitoral quanto na base de apoio parlamentar do governo Bolsonaro.

Outra preocupação da força-tarefa da reforma é com a Frente Evangélica, que tem uma robusta bancada no Congresso e representa um setor considerado, senão decisivo, muito importante para a eleição do presidente Bolsonaro. A Frente tem se comprometido com a aprovação do pacote antiviolência do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, mas deixando no ar uma posição em bloco a favor da reforma da Previdência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

mar
11
Posted on 11-03-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-03-2019


 

Miguel, no

 

Do Jornal do Brasil

 

Um total de 19 pessoas que trabalhavam para agências ou organizações ligadas à ONU estão entre as 157 vítimas do acidente ocorrido neste domingo com um avião da Ethiopian Airlines nos arredores de Adis-Abeba, segundo fontes da organização.

“De acordo com as primeiras indicações, 19 membros de organizações afiliadas à ONU morreram”, diz em comunicado divulgado em Genebra o diretor da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Antonio Vitorino. “A tragédia afeta profundamente toda a família da ONU”, assinala.

Macaque in the trees
Acima, homem inspeciona área onde o avião da Ethiopian Airlines caiu, a 60km da capital etíope, Adis Abeba, matando 157 pessoas. Ao lado, o popular modelo 737 MAX da americana Boeing (Foto: Fotos: AFP)

Além da OIM, PMA, Acnur, UIT, PNUMA e Banco Mundial também perderam funcionários, citou Vitorino.

Estabelecer o número exato de funcionários da ONU no voo é difícil, uma vez que nem todos informaram à organização seu plano de viagem, e nem todos usaram o passaporte diplomático para viajar, explicou uma fonte da organização.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, disse estar “profundamente entristecido com a perda trágica de vidas”, e enviou condolências à Etiópia e a parentes das vítimas.

“As Nações Unidas estão em contato com autoridades da Etiópia e trabalhando com elas para saber com detalhes que funcionários da ONU perderam a vida na tragédia”, assinalou Guterres.

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