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Posted on 10-03-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-03-2019

Voo ET 302 da Ethiopian Airlines havia acabado de decolar da capital Adis Abeba com destino a Nairóbi, no Quênia

 
 
Cai avião na Etiópia Ampliar foto
Familiares de uma das vítimas do acidente aguardam informações no aeroporto internacional de Nairóbi Daniel Irungu EFE
Nairóbi

O avião do voo ET302, um Boeing 737-800 MAX, desapareceu do radar seis minutos depois de decolar da capital etíope, por volta das 8h40 no horário local (2h40 em Brasília). O acidente ocorreu no localidade de Bishoftu, a cerca de 50 quilômetros ao sul de Adis Abeba. A companhia informa, ainda, que os trabalhos de resgate estão em andamento. A previsão era de que o voo chegasse por volta de 10h30 (horário local) no aeroporto internacional de Nairobi Jomo Kenyatta.

Voo ET302 Ethiopian Airlines ampliar foto
Avião da companhia Ethiopian Airlines, um Boeing 737 Max 8, mesmo modelo da aeronave que caiu deixando 157 mortos neste domingo, no voo ET302. STR EFE
 

O primeiro-ministro de Etiópia, Abiy Ahmed, transmitiu condolências por meio de sua conta no Twitter. “O escritório do primeiro-ministro, em nome do Governo e do povo de Etiópia, quer expressar suas mais profundas condolências às famílias que perderam seus seres queridos no Ethiopian Airlines Boeing 737 em voo para Nairóbi, Quênia, nesta manhã”, disse.

Em 2010, outro voo da companhia, de propriedade estatal, que partiu de Beirute (Líbano) em direção a Adis Abeba, foi sequestrado e caiu no mar Mediterrâneo com 90 pessoas a bordo, sem deixar sobreviventes. Em 1996, outro voo caiu no mar por falta de combustível após ter sido sequestrado. Sobreviveram 52 de seus 172 ocupantes. A aeronave partia de Adis Abeba com destino final Abiyán (Costa de Marfim), com escalas em Nairóbi, Brazzaville (Congo) e Lagos (Nigéria).

O tipo de avião que caiu neste domingo é o mesmo da companhia indonésia Lion Air que caiu no mar em outubro do ano passado, 13 minutos após ter decolado da capital indonésia, Jacarta, deixando 189 mortos.

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Opinião

Diante do que já foram os carnavais medievais na Igreja, os de hoje poderiam ser considerados até excessivamente castos

O presidente Jair Bolsonaro.
O presidente Jair Bolsonaro. MAURO PIMENTEL AFP

O presidente brasileiro, o capitão aposentado Jair Bolsonaro, é um cristão praticante que quando sai do carro e encontra um grupo de seguidores os convida a fazer uma oração ali mesmo. Seu lema é “Deus acima de todos”. Durante o Carnaval, uma vez mais o Brasil colocou na rua milhões de pessoas de todas as idades e condições sociais, em um clima de festa que o Nobel de Literatura, Vargas Llosa, descreveu neste jornal anos atrás, depois de ter participado no Rio com toda a sua família, como o “maior espetáculo sexual de massa”.

O presidente Bolsonaro, no entanto, ficou escandalizado este ano com algumas cenas escatológicas protagonizadas por dois homens no Carnaval de São Paulo. E colocou em seu Twitter o vídeo com a cena para execrá-la. Foi acusado em seguida de ter colocado um “vídeo pornográfico” na rede. A notícia correu o mundo. E como se não bastasse, ainda em estado de excitação e indignação, o presidente perguntou na rede se as pessoas sabiam o que era “golden shower”, o fetiche de urinar no parceiro ou na parceira por prazer sexual, ao qual a cena de vídeo se referia. Sua indignação foi vista como uma condenação do Carnaval que para os brasileiros é a maior manifestação festiva de massa de sua história, uma metáfora de sua idiossincrasia cultural como escreveu em suas obras magistrais o maior antropólogo brasileiro, Roberto DaMatta

Na biografia de Bolsonaro constam episódios escabrosos relacionados ao sexo e à sua fobia de gays e mulheres, como quando disse à colega deputada Maria do Rosário, em pleno Congresso, que “não a estuprava porque não merecia”, referindo-se à sua aparência física, ou quando explicou que de seus cinco filhos a única que nasceu mulher foi porque “deu uma fraquejada”. Sua sexualidade ainda não parece pacificada e ele a projeta em símbolos fálicos de armas.

A indignação do presidente com alguns excessos de tipo erótico do Carnaval como festa orgástica teria sido menor se ele soubesse, por exemplo, o que foram o Risus Paschalis na Igreja Católica e as falofórias antigas realizadas em uma espécie de carnaval sagrado, obsceno e pagão em homenagem à deusa Maromba. As mulheres saíam com grossos falos artificiais presos no quadril, que exibiam eretos nas festas agrícolas. As sacerdotisas acabavam celebrando orgias, se masturbando e realizando atos lésbicos.

Duas importantes historiadoras e antropólogas, María C. Jacobelli e Francisca Martín Cano Abreu, estudaram os ritos pagãos antigos para relacioná-los com o Risus Paschalis, realizado nas igrejas católicas do século IX até o século XIX. A Igreja acabou herdando parte desses ritos relacionados com a exaltação lasciva da sexualidade e eram praticados por sacerdotes dentro da Igreja, durante a missa, especialmente no período da Páscoa, depois da longa e dura quaresma. Foi chamado de Risus Paschalis porque sua função, como em um carnaval religioso, era promover a hilaridade nos fiéis que compareciam à missa.

O que os sacerdotes faziam durante o sermão para fazer rir e divertir os fiéis, hoje escandalizaria o Bolsonaro católico e evangélico. E isso acontecia, praticamente, em toda a Europa. O site Edad Media, que estuda a cultura daquela época, descreve assim o risus paschalis: “Esse costume histórico assumia que o sexo estava presente em plena missa”. Era uma forma bizarra e desinibida de manifestar o prazer sexual no espaço sagrado. Durante a missa, o sacerdote devia provocar a alegria da Páscoa até fazer os fieis rirem e para isso podia fazer gestos indecentes e obscenos como mostrar o pênis e imitar o ato sexual ou se masturbar. Bem como contar piadas obscenas, arrancando gargalhadas dos fiéis. Em alguns casos, o ato sexual era realizado ao vivo, durante a missa, embora tenha sido proibido pelos bispos. Eles consideraram que era demais. A piada devia se limitar à gestualidade e no máximo à masturbação.

E o sexo não somente era presente e real nas igrejas e até durante a missa nas grandes festividades litúrgicas, especialmente na Páscoa, como foi plasmado nas mais famosas igrejas românicas na Europa. No século XIV, por exemplo, existia o costume de pintar e esculpir cenas obscenas nas paredes e nos coros das igrejas. Algumas dessas cenas são abertamente eróticas, sem falar que algumas aludem ao sexo com animais.

Até na culta e renascentista Itália é possível encontrar pinturas de forte conteúdo erótico e lascivo como na Igreja de Santa Maria Novella, em Gubbio, onde há pinturas que não deixam nada a dever ao Kama Sutra. Em Todi, na igreja de São Francisco, existe um famoso portal no qual está representado um ato sexual entre um sacerdote e uma freira. E na catedral de Trasacco, na província de Áquila, para distinguir a porta dos homens daquela das mulheres aparecem esculpidos em cada uma delas os órgãos genitais masculinos ou femininos.

A prática do Risus Paschalis acabou sendo proibida pelo Concílio de Trento, no século XVI, embora, de acordo com fontes históricas, em algumas igrejas, especialmente na Alemanha, ainda havia vestígios de tais jogos eróticos nas igrejas até o século XIX. Mas se a Igreja oficial acabou com o Risus Paschalis, deixou viva até hoje nas pinturas de suas igrejas a força que o sexo teve durante séculos e até em suas formas mais eróticas e lascivas dentro do catolicismo. Não os destruiu.

Diante disso, e sendo professora a história, Bolsonaro não deveria sofrer com certos excessos eróticos do seu Carnaval. Diante do que já foram os carnavais medievais na Igreja, os de hoje no Brasil poderiam ser considerados até excessivamente castos. Ou não, presidente? Quando o senhor se sentir tentado novamente a exibir, para condená-los, alguns vídeos do Carnaval, lembre-se das falofórias e do Risus Paschalis. Aliviarão sua consciência e no próximo ano o senhor se animará a sambar sem medo.

Não sou brasileiro, mas querer matar o Carnaval, que neste ano manteve viva sua força de resistência contra as tentações autoritárias e inquisitoriais, me parece um atentado à alma deste país. Como escreveu a poeta Roseana Murray, o povo brasileiro é capaz de reunir sua índole festiva com o protesto dos cidadãos. Sabe mostrar suas garras rindo e dançando ao mesmo tempo. Este também é o Brasil. Quer goste ou não o nosso novo presidente.

“Domingo Azul”, Os Cariocas: Que maravilhosa e mais que perfeita combinação musical. O quarteto da primeira geração da bossa-nova numa gravação de 1964 , interpretando com a maestria  de sempre um dos temas inesquecíveis do imortal  Billy Blanco: “Domingo Azul”.

BOM DOMINGO!!!

(Vitor Hugo Soares)

Do jornal O Globo

por Ancelmo Gois

Marta Rocha em 1954

Martha Rocha, 82 anos, a mais famosa miss Brasil da nossa História e que inspirou, à época, muitas marchinhas de carnaval, postou ontem no Facebook que foi morar numa casa de idosos, por questões financeiras: “Não me sinto diminuída ou humilhada por isso. Minha dignidade segue sem máculas”. Como saiu aqui, a miss Brasil 1954 — que, segundo a lenda, só perdeu o concurso de Miss Universo por “duas polegadas” — passa por dificuldades financeiras. Chegou até a pedir na Justiça pensão alimentícia a uma filha, fruto do relacionamento com o rico empresário Ronaldo Xavier de Lima, seu segundo marido.

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Posted on 10-03-2019
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Não são a mesma pessoa: na foto em preto e branco é James Dean e na colorida é Luke Perry
Não são a mesma pessoa: na foto em preto e branco é James Dean e na colorida é Luke Perry

redes sociais que lamentaram a morte de Luke Perry identificavam o ator como o amor platônico de muitos adolescentes dos anos 90. Seu personagem Dylan na série Barrados no Baile, definido como uma versão atualizada do James Dean de Juventude Transviada, encarnava a figura de amor platônico de quase toda uma geração.

Mesmo sendo frequentemente produtos de marketing, sua existência é necessária do ponto de vista da psicologia. Se os jovens da geração Z (nascidos entre meados dos anos 90 em diante) não encontram seu próprio Dylan e Britney Spears, deveriam inventá-lo, recomendam especialistas como o psicólogo, educador e jornalista Jaume Funes. Esse tipo de amor platônico, entendido como uma paixão que nunca chega a se materializar ainda que provoque rios de lágrimas, mesmo que muitas vezes não seja visto dessa forma com o olhar de um adulto.

“Entre os desafios de um adolescente está o esclarecimento de quem é e quem quer ser. No começo de sua vida o faz através de seus iguais e pessoas de seu entorno, mas depois precisa de uma figura que o ajude a idealizar essas inquietudes e que lhe dê uma visão mais complexa, ainda que embelezada, da existência diária”, diz Funes a Verne.

A necessidade de se ter um Dylan em nossa vida adolescente é psicológica, mas também biológica. Eduard Punset coloca em sua tese sobre a felicidade que ser fã “ajuda a fazer com que o cérebro libere grandes doses de dopamina, a molécula portadora da sensação de prazer”.

Xavier Pons, professor de Psicologia Social na Universidade de Valencia, diz a Verne a razão pela qual muitos membros de uma geração possuem o mesmo amor platônico: “Os humanos precisam se vincular a critérios de vida coletivos, em maior ou menor medida. Na adolescência, são procuradas as referências vistas como mais próximas ao estilo de vida próprio dessa etapa. Essas ligações sociais têm uma função biológica”.

Os adolescentes, portanto, não adoram o mesmo ídolo porque o mercado criou um artificialmente. O processo funciona de maneira inversa. “Primeiro se encontra a necessidade vital e psicológica que os jovens têm de adorar alguém que projete uma determinada imagem e estilo de vida que cause neles certo desejo e, depois, o mercado se aproveita dessa necessidade para vender seus produtos”, diz Funes por telefone.

O motivo de cada geração ter seu amor platônico

James Dean em Vidas Amargas (1955)

O meio cria o ídolo

Pesquisadores do Media Lab do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) colocam em um estudo como o surgimento de novos meios, como a imprensa, o rádio e a televisão, geram seus próprios famosos, de acordo com a Materia em um artigo.

Funes apoia essa teoria. A figura do símbolo adolescente que no passado vinha do cinema com atrizes e atores como James Dean, depois surgiu na televisão com Luke Perry. “Na nova geração, esse papel provavelmente é ocupado pelos youtubers”, afirma.

Mas uma coisa é ser famoso e outra símbolo para toda uma geração. Não se consegue isso somente sendo atraente. “Um ídolo juvenil precisa atrair adolescente muito diferentes; precisa ser transversal”, diz Funes. “E a experiência positiva do nós se encontra ligada ao ele”, afirma Xavier Pons.

Por isso, costuma ser mais fácil para um ator de cinema e televisão do que para um jogador de futebol, que está em uma equipe concreta, e um cantor, que toca determinado estilo de música, afirma Funes: “O problema às novas gerações é que as telas estão mais fragmentadas e os youtubers não são tão transversais a ponto de representar toda uma geração”.

Ser fã na era das redes sociais

Hoje, é possível ter seu ídolo como amigo no Facebook, “o que era impensável há 15 ou 20 anos”, diz Pons e, portanto, a relação entre admirador e admirado muda de maneira inevitável. Parte do mistério se perde.

As redes sociais substituíram “a intimidade de adorar seu ator favorito” através de um pôster em seu quarto e de uma foto na carteira por algo muito mais público e notório, afirma Funes. Os adolescentes atuais são menos ingênuos nesse aspecto “porque descobrem através das redes as costuras por trás da imagem projetada por esses ídolos”.

Sua recomendação é que os jovens atuais continuem adorando novas versões de James Dean, Britney Spears, Claudia Schiffer e Luke Perry. “Os adolescentes de hoje têm a pressão de trocar a ideia do príncipe dourado e da paixão pela dos amigos com benefícios. Só lhes é permitido expressar necessidades puramente biológicas, pela enorme influência da pornografia na Internet. Mas a verdade é que continuam desejando companhia e intimidade; e é algo que esse tipo de amor platônico lhes oferece”.

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Posted on 10-03-2019
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A conversa de Bolsonaro e Maia sobre a Previdência

 

Como registramos mais cedo, Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia se reuniram neste sábado para tratar da reforma da Previdência.

Eliane Cantanhêde, no Estadão, conta que a principal preocupação de Bolsonaro no encontro foi sobre as chances da proposta na CCJ. Segundo a colunista, Maia “tranquilizou o presidente e garantiu que não haverá problemas, até porque os maiores debates serão depois, na Comissão Especial. Mesmo aí, a posição de Maia é de otimismo”.

Na conversa, Bolsonaro disse ainda que não se opõe à nomeação de indicados políticos para cargos federais, mas impôs a condição de que eles tenham boa reputação.

 

DO JORNAL DO BRASIL

  Aprovar reformas e dar uma sensação maior de segurança à população poderão fazer o presidente Jair Bolsonaro tentar um segundo mandato, disse o vice-presidente Hamilton Mourão em entrevista à RedeTV exibida na noite de sexta-feira, 8. O vice destacou, no entanto, que Bolsonaro não pretende concorrer à reeleição neste momento.

“Se a gente, nos próximos dois anos, conseguir zerar o déficit fiscal, passar as reformas que forem necessárias, dar uma sensação de segurança maior às pessoas nas ruas, nós teremos cumprido grande parte da nossa tarefa e isso poderá acender no presidente a visão de que, para cumprir o trabalho, ele precisa de outro mandato”, declarou Mourão. Ele afirmou que, se Bolsonaro quiser, ele está disposto a concorrer a um novo mandato como vice na chapa.

Após uma semana de polêmicas com o presidente nas redes sociais, o vice tentou afastar o discurso que defende o impeachment de Bolsonaro. “Não quero crer nisso aí, até porque o presidente Bolsonaro jamais fará por merecer sofrer o impeachment”.

Militares.

Ao falar da mudança no sistema de aposentadoria dos militares, o vice declarou que o assunto já está “pacificado” nas Forças Armadas. Ele pontuou que o projeto a ser enviado ao Congresso até o próximo dia 20 vai estabelecer o aumento no tempo de serviço de 30 para 35 anos, o estabelecimento de contribuição para pensionistas e o aumento na alíquota de contribuição ao longo dos próximos dois ou três anos para se igualar aos civis. “O grupo militar, coerente com seu espírito de sacrifício, vai fazer parte dele para cooperar com o equilíbrio das contas no País”, disse Mourão.

Emendas.

Questionado sobre a negociação com o Congresso para aprovação da reforma da Previdência e de outras propostas, Mourão alertou para o uso das emendas parlamentares como moeda de troca entre o governo e deputados e senadores. Para ele, o Planalto não pode usar o instrumento “pura e simplesmente como mero atendimento do curral eleitoral” e deve se diferenciar de governos anteriores ao conduzir o assunto. Ontem, o Broadcast Político revelou que o governo prometeu a deputados e senadores que fechará um cronograma de liberação das emendas ainda no primeiro semestre deste ano, durante a tramitação da reforma da Previdência, e garantiu que os recursos não serão contingenciados.

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Posted on 10-03-2019
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Lute, no jornalmineiro

 

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DO JORNAL DO BRASIL 

 

  Do  Jornal do Brasil

O secretário-geral do Sínodo dos Bispos, cardeal Lorenzo Baldisseri, disse neste sábado (9) que a assembleia convocada para o próximo mês de outubro para discutir a situação da Amazônia servirá para combater a “cultura do descarte” e a “mentalidade extrativista”.

O Sínodo sobre a Região Pan-Amazônica acontecerá entre os dias 6 e 27 de outubro de 2019, com o tema: “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma economia integral”, e foi convocado pelo papa Francisco.
  “O crescimento desmedido das atividades agrícolas, extrativas e de desmatamento na Amazônia não apenas danificou a riqueza ecológica da região, de sua floresta e de suas águas, mas também empobreceu a realidade social e cultural”, afirmou Baldisseri, durante um fórum ambiental realizado em San Miniato, na Itália.

Segundo o cardeal, o Sínodo intervirá contra a “profunda crise causada por uma prolongada ingerência humana, na qual predomina a cultura do descarte e uma mentalidade extrativista”. “A Igreja se sente chamada em causa por uma situação que exige ações urgentes e propostas criativas”, acrescentou.

A assembleia episcopal de outubro discutirá novos caminhos para a evangelização da Amazônia, a tutela de povos indígenas e formas de proteção do meio ambiente. A sustentabilidade ambiental é uma das bandeiras do pontificado de Francisco e tema de sua primeira encíclica, a “Louvado seja”, que prega a criação de um novo modelo de desenvolvimento.

Recentemente, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, reconheceu que o governo Bolsonaro está “preocupado” com o Sínodo, afirmando que parte dos temas na pauta “afeta a soberania nacional”. (ANSA)

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