Resultado de imagem para Bolsonaro responde a Daniela e Caetano Veloso na Carnaval

 

ARTIGO DA SEMANA

 

Do Carnaval à Quaresma no centro do poder: a aliança de Jair e Carlos

Vitor Hugo Soares

 

O centro do poder em Brasília vive dias esquentados, na passagem conturbada do fim de folia carnavalesca para o começo da Quaresma. Recrudescem os embates nas redes sociais e nos ambientes mais nervosos da política. No domingo, 03 de março, para começar o “baile”, o presidente da República não poderia ter sido mais explícito e direto em seu recado a grupos mais arrochados (no dizer dos nordestinos)  do mando atual. Dirigiu-se a aliados e adversários, fardados ou não. Áreas estridentes de seu partido (PSL) ou próximas no Congresso, além de bandas ruidosas e influentes daquilo que os núcleos mais fechados do pensamento e da estratégia do governo identificam como “imprensa de esquerda” que, avaliam, demora a entender – profissional e politicamente – a brusca virada dos rumos dos ventos.

Depois de quatro dias de silêncio em suas postagens habituais,  Jair Bolsonaro registrou em sua rede:: há pessoas e grupos que tentam afastá-lo de Carlos. E saiu em defesa do filho dileto: afetiva, política e estratégica.Afirmou que algumas pessoas foram muito importantes para sua campanha. “Mas uma se destacou à frente das mídias sociais, com sugestões e conteúdos: Carlos Bolsonaro, meu filho. Não por acaso muitos, que nada ou nunca fizeram para o Brasil, querem afastá-lo de mim”, acusou.

No Rio de Janeiro, logo em seguida, o principal destinatário da mensagem (vereador na capital fluminense) mostrou, mais uma vez, que estava atento e ligado na onda de freqüência modulada do genitor. E pontuou: “Acho que grande parte da parcial imunda mídia e meia dúzia de goelas grandes não gostaram da notícia! Obrigado, pai”. É preciso reconhecer, a bem dos fatos: raro sinal de sintonia fina no invejoso e dissimulado ambiente de mando nos palácios.

Depois é o que se viu e o que se fala ainda, no pós- folia: a marchinha postada em irônica resposta a Daniela Mercury e Caetano Veloso, e ao frevo “Proibido o Carnaval”, que a dupla lançou para animar a festa antibolsonarista nos trios e blocos de Salvador e outros carnavais no Nordeste. E o vídeo que abalou, do “golden shower”, com cena imprópria para menores ( e maiores) do carnaval de rua de São Paulo.  “Isto sim é boa e verdadeira polêmica de Momo”, estampariam as manchetes no tempo do “Baile da Oxum”, o grande desbunde pan-ideológico do carnaval da Bahia, nos Anos 70 dos estertores da ditadura. Ninguém me contou, eu estava lá. Eu vi, cobrindo pelo Jornal do Brasil.

Agora, no ambiente da Quaresma, faço um breve interlúdio para recordar o que escrevi no artigo “Michelle: carisma e aliança na posse de Bolsonaro”,  sobre a  participação surpreendente da primeira-dama na festa da posse do 38º Presidente da República do Brasil, ao produzir signos políticos e de poder explícitos e inesperados. Um deles, a aliança tácita com o enteado Carlos – a quem Michelle fez um agradecimento público e especial. No Parlatório do Palácio do Planalto, ela elogiou Carlos, principalmente pela solidariedade e parceria, durante todo o período em que estiveram juntos no hospital, depois que Bolsonaro foi esfaqueado em Juiz de Fora. Fato reafirmado na mais recente mensagem do presidente no domingo de carnaval. 

Bolsonaro escreveu que querem afastá-lo do filho, “mas não conseguirão”. A postagem foi ilustrada com foto na qual o presidente caminha amparado por Carlos no corredor do hospital.  Precisa dizer mais? Responda quem souber.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

“Retiros Espirituais”, Gilberto Gil: obra prima em música e letra, gravada no album Refazenda, um dos mais completos e marcantes da carreira do artista baiano, repleta de maravilhosas criações como esta. Confira e confirme.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

 

 

mar
09
 

Por G1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidenteo do Brasil, Jair Bolsonaro — Foto: Ludovic Marin e Sergio Lima/AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidenteo do Brasil, Jair Bolsonaro — Foto: Ludovic Marin e Sergio Lima/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidenteo do Brasil, Jair Bolsonaro — Foto: Ludovic Marin e Sergio Lima/AFP

 

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro será recebido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em 19 de março, segundo um comunicado divulgado nesta sexta-feira (8) pela Casa Branca. Os dois terão um encontro no Salão Oval e participarão de um almoço.

Segundo o comunicado, a restauração da democracia na Venezuela deve ser um dos temas discutidos entre os dois presidentes, além de oportunidades de cooperação em defesa e políticas comerciais, entre outros temas

 View image on Twitter

Raquel Krähenbühl

 

Casa Branca confirma oficialmente a visita de Bolsonaro no dia 19.

O convite para uma reunião com Trump havia sido feito ainda antes da posse de Bolsonaro, em novembro, quando o assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, esteve no Brasil e se reuniu com o então presidente eleito.

Trump teve sua primeira conversa com Bolsonaro logo após a eleição presidencial brasileira, quando telefonou para o político do PSL.

“Tive uma ótima conversa com o recém-eleito presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que venceu a disputa com uma diferença substancial. Concordamos que o Brasil e os Estados Unidos trabalharão juntos no comércio, Forças Armadas e tudo mais!”, afirmou no Twitter na ocasião.

Em janeiro, ele elogiou o discurso de posse do brasileiro e disse que “os EUA estão com você”, reforçando a intenção de estreitar a colaboração entre os dois países.

Trump brincou durante um evento com fazendeiros e agropecuaristas em Nova Orleans ao mencionar o presidente brasileiro: “Eles vão ter um novo grande líder, dizem que é o Donald Trump da América do Sul. Vocês acreditam?”, perguntou.

Do Jornal do Brasil

 

O papa Francisco afirmou nesta sexta-feira (8) que é preciso aumentar o espaço da mulher na sociedade e ressaltou seu papel como “tutora” do mundo.

Em encontro com o Comitê Judaico Americano, o líder da Igreja Católica aproveitou a ocasião para lembrar o Dia Internacional da Mulher, comemorado sempre em 8 de março.

Macaque in the trees
Papa Francisco (Foto: Arquivo)

“A mulher é aquela que torna belo o mundo, que o tutela e o mantém em vida. Leva a graça que faz coisas novas, o abraço que inclui, a coragem de se doar. A paz é mulher. Nasce e renasce da ternura das mães. Por isso, o sonho da paz se realiza olhando a mulher”, disse.

“Não é por acaso que, no relato do Gênesis, a mulher seja tirada da costela do homem enquanto este dorme. A mulher tem sua origem perto do coração e no sono, durante os sonhos. Por isso, leva ao mundo o sonho do amor. Se sonhamos com um futuro de paz, é preciso dar espaço à mulher”, acrescentou.

Há pouco menos de 15 dias, no entanto, o Papa discursou durante sua cúpula antipedofilia no Vaticano e criticou o feminismo, movimento que defende a igualdade de gênero, afirmando que todas as suas formas são um “machismo de saias”.

Ódio

Durante o encontro com o Comitê Judaico Americano, Francisco também se mostrou preocupado com a “disseminação de um clima de maldade e raiva”, incluindo o “recrudescimento bárbaro” de ataques antissemitas.

“Gostaria de reiterar que é preciso vigiar tal fenômeno. Na luta contra o ódio e o antissemitismo, um instrumento importante é o diálogo inter-religioso, voltado a promover o compromisso com a paz, o respeito recíproco, a tutela da vida, a liberdade religiosa, a salvaguarda da criação”, disse.

mar
09
Posted on 09-03-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-03-2019

Diego Maradona vai reconhecer três filhos que teve em Cuba –onde se internou em 2000, para tratar do vício em drogas, a convite do amigão Fidel Castro.

“Eles são de mulheres distintas”, explicou o advogado do ex-jogador, Matías Morla, em entrevista à TV argentina.

mar
09
Posted on 09-03-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-03-2019



 

Sinovaldo, NO (RS)

 


Falha elétrica, originada na usina de Guri (Bolívar), força a suspensão do serviço de metrô da capital e afeta as linhas telefônicas do país

 Javier Lafuente
Francesco Manetto
Caracas
Uma das ruas de Caracas durante o apagão elétrico.
Uma das ruas de Caracas durante o apagão elétrico. Y. CORTEZ AFP

 

Perto das 17h da quinta-feira (18h em Brasília), a Venezuela ficou sem luz e assim continuou durante horas. Às escuras. À meia-noite, boa parte do país continuava sem fornecimento de eletricidade. A capital, Caracas, era uma cidade fantasma. Somente os prédios com geradores próprios, especialmente os hotéis, iluminavam um pouco uma cidade de mais de seis milhões de habitantes. Um apagão de grandes proporções que também deixou mais de 20 Estados sem luz, entre eles Miranda, Barquisimeto, Táchira ou Carabobo. O serviço telefônico, tanto de voz como de dados, também foi afetado, e o metrô da capital – uma infraestrutura fundamental em pleno momento da volta dos trabalhadores para casa – interrompeu as viagens, obrigando milhares de pessoas a buscar meios alternativos de transporte ou caminhar quilômetros até suas casas. O corte de energia também afetou o aeroporto de Maiquetía e o tráfego entre o litoral e o distrito metropolitano de Caracas. Os funcionários da imigração tiveram de operar de forma manual, sem acesso aos bancos de dados, e as informações sobre voos e conexões foram interrompidas.

A origem do apagão está em Guri (Estado de Bolívar), uma das maiores hidrelétricas da América Latina, atrás apenas de Itaipu (entre o Brasil e o Paraguai). Tarde da noite, mais de cinco horas depois, o serviço ainda não havia sido restabelecido. Em algumas áreas de Caracas, alguns moradores bateram panelas em protesto. A escalada contínua dos preços, que variam de uma semana para outra, obrigou a maioria das lojas e os vendedores ambulantes a utilizar meios de pagamento eletrônicos. Consequentemente, o apagão foi sentido com força no comércio: sem luz, praticamente nenhuma transação pode ser feita. “Sem eletricidade, não posso comprar”, se queixou a advogada Adriana Bellorín em declarações à agência France Presse

Os efeitos do corte de energia ainda são desconhecidos nos hospitais, que operam em condições precárias, mas o incidente repercutiu no clima político em um momento de tensão por si só elevada. O Governo de Nicolás Maduro, através da Corporação Elétrica Nacional, denunciou uma “sabotagem” na hidrelétrica. “Isto é parte da guerra elétrica contra o Estado. Não vamos permitir! Estamos trabalhando para restabelecer o serviço”, disse a entidade pública em sua conta no Twitter. Na mesma linha, o ministro da Energia, Luis Motta Domínguez, atribuiu o corte a um ato voluntário: “Fomos objeto da guerra elétrica novamente. Desta vez, atacaram a geração e a transmissão (…) em Guri”. É “uma sabotagem criminosa, brutal”, que tenta deixar a Venezuela sem energia durante “vários dias”, acrescentou o ministro da Comunicação e um dos homens mais próximos de Maduro, Jorge Rodríguez, ao garantir que o serviço elétrico havia sido restabelecido em sua totalidade na parte oriental do país – algo que os moradores daquela região negaram – e o rápido retorno do fornecimento ao resto do país.

“Como dizer a uma mãe para cozinhar, a uma pessoa doente que é dependente de uma máquina ou a um trabalhador que tem de trabalhar, que vivemos em um país poderoso que não tem eletricidade?”, pergunta o presidente da Assembleia Nacional, reconhecido como presidente interino por mais de 50 Governos, Juan Guaidó. “A Venezuela tem claro que a luz chega com o fim da usurpação. Vamos em frente.”

A inquietação era palpável nas ruas de Caracas apenas alguns minutos depois do início dos cortes de energia. Para muitos venezuelanos um apagão é sinônimo de protestos de alguns setores da população, que há anos suporta a deterioração desenfreada dos serviços públicos, ao que se acrescenta o fantasma dos saques ou inclusive as especulações sobre a queda de braço política, que não tem um desenlace claro.

Em fevereiro, o Governo venezuelano informou dois outros supostos ataques a centrais elétricas que resultaram em apagões parciais nos Estados de Anzoátegui e Miranda. Além disso, há um ano, as Forças Armadas têm ordens específicas de custódia das instalações do sistema elétrico. No entanto, os cortes, como ficou claro nesta quinta-feira, persistem. Os especialistas e a oposição, no entanto, apontam para a falta de investimento no setor elétrico como a principal responsável pelas falhas no fornecimento, recorrentes nos últimos tempos, algo paradoxal em um país que possui vastas reservas de petróleo.

Desde 2014 a Venezuela está imersa em uma grave crise econômica que reduziu o PIB praticamente à metade e reduziu a renda per capita a níveis inéditos desde os anos 1950. A hiperinflação complicou ainda mais as coisas, com os preços subindo a uma taxa de 10.000.000% atualmente, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). No final de 2018, o país sul-americano entrou na história das grandes crises: apenas nove países, a maioria em guerra, viveram no século XXI uma depressão comparável à venezuelana.

  • Arquivos

  • Março 2019
    S T Q Q S S D
    « fev    
     123
    45678910
    11121314151617
    18192021222324
    25262728293031