André Previn, um dos maiores compositores de Hollywood, morreu no último dia de fevereiro ( quando o carnaval começava entre nós.) , em Nova York, aos 89 anos, notíciava O Globo , no dia seguinte.!!!

Vai, nesta Quarta-feira de Cinzas, do começo da Quaresma dos católicos, o tribudo de honra dos que pensam e fazem o Bahia em Pauta a este músico genial. R.I.P.

(Gilson Nogueira e Vitor Hugo Soares)

Se Francisco realmente conseguir lançar luz sem esconder documentos em tudo o que ainda está oculto sobre o Holocausto e a Igreja passará à história

 Juan Arias
O papa Francisco.
O papa Francisco. Yara Nardi REUTERS

No momento em que o papado de Francisco se vê envolvido em um dos maiores escândalos da Igreja pela dimensão imponente dos escândalos de pedofilia, ele acaba de anunciar a abertura total dos arquivos secretos vaticanos sobre o pontificado de Pio XII, o papa tantas vezes acusado de ter-se omitido na condenação do Holocausto judeu durante a Segunda Guerra Mundial.

Parte desses arquivos já foi publicada, mas agora Francisco quer, para que não restem mais dúvidas, que se publique tudo o que se referir ao polêmico pontificado do papa Pacelli. E coloca data: em 2020. Ao dar a notícia o Papa afirmou que “a Igreja não teme a história, e sim a ama” e entregou aos historiadores “esse patrimônio documental”.

 
 Francisco é, sem dúvida, o pontífice da Igreja que mais dialogou com o mundo judeu já que considera o judaísmo como o berço do cristianismo. Quando ainda era cardeal arcebispo de Buenos Aires, surpreendeu ao publicar o livro de conversas “Sobre o céu e a terra”, com o rabino Abraham Skorka, com quem sempre manteve relações de amizade.

Já Papa, seu amigo Skorka foi uma das primeiras pessoas recebidas no Vaticano com quem conversou longamente. E um dos assuntos daquela conversa em 2013 foi a possibilidade de abrir os arquivos secretos do Vaticano sobre o Holocausto.

Francisco é consciente de que em um momento em que a Igreja se vê encurralada pelos escândalos com seus padres, bispos e até cardeais, e assediado pela parte mais conservadora, sua decisão de entregar agora os segredos sobre o pontificado de Pio XII, o papa mais criticado pela Igreja progressista, pode significar uma nova provocação. Por isso, se preveniu em seu anúncio com uma espécie de jogo diplomático dando a entender que não tem medo porque está tranquilo que a lenda obscura sobre Pio XII poderia até ser esclarecida positivamente à Igreja.

De acordo com Francisco, falando já sobre o que poderiam conter os arquivos, ele afirma que as gestões de Pio XII sobre o nazismo poderiam ser vistas como tentativas, à época, “de manter acesa, nos períodos mais sombrios e mais cruéis, a chama das iniciativas humanas, da diplomacia oculta, mas ativa”. Uma absolvição antecipada do que podem revelar os arquivos? Certamente não. Francisco diz ao mesmo tempo aos historiadores que a pesquisa examinará o legado de Pio XII “com a crítica apropriada”.

A verdade é que um dos pedidos mais repetidos do mundo judeu ao papa Francisco foi, desde que chegou ao Pontificado, a abertura desses arquivos que seus antecessores foram concedendo a conta-gotas sem que se soubesse até agora se estavam ou não documentos ainda desconhecidos como a suposta carta de Hitler a Pio XII. É conhecido apenas um papel com a confirmação de recebimento da tal carta que nunca apareceu.

Uma vez, em Roma, o à época Chefe da espionagem militar do Governo italiano me disse, em uma entrevista, que o Vaticano possui os melhores serviços secretos do mundo, já que conta com uma rede de informação capilar em todos os continentes nos quais opera a Igreja Católica. E é verdade que o Vaticano também é possuidor de segredos únicos que não estão em nenhum outro arquivo do mundo.

Se Francisco realmente conseguir lançar luz sem esconder documentos em tudo o que ainda está oculto nos arquivos vaticanos sobre o Holocausto e a Igreja passará à história. Ele às vezes é acusado de ser político e de esquerda. É na verdade um seguidor do primeiro cristianismo que certamente não foi retrógrado.

Nesse momento histórico de recrudescimento das tentações nazistas com a profanação gratuita dos túmulos de judeus na França e a multiplicação de Governos e partidos com nostalgias de novos Holocaustos, o gesto, que eu chamaria de profético, de tirar a poeira dos segredos vaticanos sobre o Holocausto é o melhor ato de resistência do papa Francisco à nova barbárie que começa a ameaçar o mundo.

Do Jornal do Brasil:

O presidente Jair Bolsonaro usou as suas redes sociais para rebater críticas feitas por Daniela Mercury e Caetano Veloso na música “Proibido o Carnaval”, lançada há um mês, na manhã desta terça-feira (5). 

 Bolsonaro escreveu que “dois ‘famosos’ – Sem citar o nome da dupla – acusam o governo Jair Bolsonaro de querer acabar com o Carnaval. Ele escreveu que a  verdade é outra: ” esse tipo de ‘artista’ não mais se locupletará da Lei Rouanet”, escreveu. Antes de começar a marchinha, o cantor diz: “essa marchinha vai para o nosso querido Caetano Veloso e nossa querida Daniela Mercury”.

Longe das críticas dos blocos, presidente aproveita Carnaval com familiares

O presidente Jair Bolsonaro usou as suas redes sociais para rebater críticas feitas por Daniela Mercury e Caetano Veloso na música “Proibido o Carnaval”, lançada há um mês, na manhã desta terça-feira (5). 

 Bolsonaro escreveu que “dois ‘famosos’ – Sem citar o nome da dupla – acusam o governo Jair Bolsonaro de querer acabar com o Carnaval. Ele escreveu que a  verdade é outra: ” esse tipo de ‘artista’ não mais se locupletará da Lei Rouanet”, escreveu. Antes de começar a marchinha, o cantor diz: “essa marchinha vai para o nosso querido Caetano Veloso e nossa querida Daniela Mercury”.

https://youtu.be/bWLJYzst9WI

Fotógrafo de Lula é detido por usar drone sem permissão

 

O fotógrafo oficial de Lula, Ricardo Stuckert, foi preso no final da tarde de domingo em Salvador, informa o Jornal do Commercio de Pernambuco.

Stuckert operava um drone do alto do trio elétrico do bloco Filhos de Gandhy. Segundo a polícia, ele fez manobras sobre o público presente à apresentação do bloco, o que é proibido por lei.

O fotógrafo assinou um termo de ocorrência e foi liberado logo depois, mas seu drone foi apreendido.

Do Jornal do Brasil

 

 O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, visitou na manhã desta terça-feira, 5, o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Alvorada para discutir a agenda do governo para os próximos dias. Na saída, o ministro voltou a admitir que o Congresso deve fazer ajustes na proposta de reforma da Previdência.

“Estamos muito seguros da Nova Previdência que apresentamos ao Congresso. Agora tem aquela fase de passar pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e pela Comissão Especial (da proposta). E aí virão os ajustes que o Parlamento seguramente deverá fazer”, disse Onyx às equipes de TVs presentes na porta do Palácio do Alvorada.

Macaque in the trees
Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Segundo ele, o presidente Bolsonaro retoma a sua rotina no Palácio do Planalto amanhã, 6, a partir das 14h. A já costumeira reunião ministerial das terças-feiras ocorrerá na quinta-feira, 14, da próxima semana. Onyx adiantou que o Tribunal de Contas da União (TCU) fará uma apresentação aos ministros sobre os melhores padrões de governança pública.

mar
06
Posted on 06-03-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-03-2019



 

Thiago Lucas, no (PE)

 

Keith Richards, que reedita seu primero álbum solo, repassa sua vida e a carreira dos Rolling Stones em entrevista a EL PAÍS

Keith Richards, retratado para seu disco ‘Talk is Cheap’. Sante D’Orazo
Madri 

Toda crise conjugal tem momentos de atrito que parecem insuperáveis, mesmo que o casamento responda pelo nome de Rolling Stones. Mick Jagger tinha resolvido dar um tempo que se revelou decisivo: gravou dois álbuns solo (She’s the Boss em 1985 e Primitive Cool em 1987) e se recusou a sair em turnê com a banda para promover o fraquíssimo Dirty Work. Keith Richards e o restante do grupo se incomodaram, mas nada comparável a ver Jagger reunindo no início de 1988 outra banda, que incluía o guitarrista Joe Satriani, para fazer por sua conta uma série de shows no Japão. Havia passado do limite. Aquilo era traição. Foi o que sentiu Keith Richards, que, ciumento e irritado, também lançou em 1988 seu primeiro álbum solo, Talk is Cheap, um título que era uma crítica velada a Jagger, que não parava de promover a si mesmo esquecendo-se do restante do grupo.

“Na época, eu não tinha nada para fazer”, confessou na sexta-feira com uma risada, do outro lado do telefone, Keith Richards (Dartford, Inglaterra, 1943). O guitarrista dos Rolling Stones fala sobre Talk is Cheap (BMG, 2019), que será reeditado em 29 de março em um formato de luxo por ocasião do seu 30º aniversário. Do “frio” e “nevado” Connecticut, diz que os Stones se deram “um descanso” e que ele então tinha “umas 20 ideias na cabeça”, mas tenta passar na ponta dos pés pela briga com o seu companheiro, a quem chegou a chamar de “garoto dançarino” pelo seu gosto pela música disco e cujo novo grupo qualificara como “a banda para bater punheta em Jagger”. Somente quando se insiste, Richards responde sem rodeios e com mais risadas: “Verdade: Talk is Cheap foi uma forma de irritar Mick. Destilei tudo o que tinha de destilar. Mas já passou”Sua risada de pirata é inconfundível. Richards é tão hábil em tocar guitarra como em contar sua versão dos fatos. “Ei, cara, faz muito tempo, como vou lembrar?”, diz ele, quando instigado a recordar. Mas, quando se esforça, expõe a camada imaculada: “Eu me lembro dessas sessões como algo muito engraçado. Eu queria que, se entrássemos em um estúdio, fosse algo natural. E assim foi”. O guitarrista se desvia dos problemas que existiram naquelas sessões com grandes músicos como Steve Jordan, Charley Drayton, Ivan Neville, Mick Taylor, Maceo Parker e Waddy Wachtel, de quem acabaram por retirar o uísque no estúdio porque bebiam tanto ou mais que ele.

“Estava ansioso com a gravação e Steve Jordan —baterista em Talk is Cheap, que substituiu Charlie Watts em Dirty Work — me ajudou muito. Charlie estava lidando com seus próprios demônios naqueles dias”, explica. A dependência de heroína e álcool eram os demônios de Watts, o baterista dos Stones que naquela época deu um soco que derrubou Jagger. Ao que parece, este exigiu sua presença por telefone gritando “onde está o meu baterista” e Watts foi até o quarto dele para lhe lembrar, após o golpe seco, que era ele, Mick Jagger, “o seu cantor de merda”. Esses mesmos demônios de Watts abalavam igualmente Richards e Ron Wood e levaram ao afastamento temporário de Jagger, que havia assumido a megaempresa dos Rolling Stones ante a apatia narcótica de Richards, o outro líder compositor.

“Não tomo mais o café da manhã com heroína nem álcool. Isso acabou”
picture alliance via Getty Images
 

Talk is Cheap passou a ser visto como um ponto de não retorno para os Stones, mas a crise terminou em reconciliação sem se saber exatamente, como nos casamentos mais duradouros, se triunfou outra vez o amor ou outros interesses tão poderosos, como o dinheiro ou a falta de alternativas melhores. “Tocar nos Rolling Stones é mais fácil do que em muitas outras bandas. É mais fácil sempre se reunir com as mesmas crianças do que ficar mudando. Somos um conjunto de grandes músicos que fazem algo maior chamado banda. É uma química que só existe quando estamos juntos. Nós somos os Stones”, diz Richards. “Estou com o mesmo entusiasmo que tinha em 1963… é essa a data em que começamos?”, brinca. Sua memória é melhor para lembrar como o rock and roll entrou em sua vida. “Tinha um rádio muito ruim no meu quarto e tentava ligá-lo em um programa noturno que havia na Inglaterra. Fiquei petrificado ao ouvir uma noite Jerry Lee Lewis com Great Balls on Fire. E também Elvis Presley com Hound Dog, Com eles eu dava voltas pelo quarto. Em outra noite escutei Little Richard cantando e senti que estava dizendo algo só para mim. Algo como: ‘Saia daí conheça muito mais sobre tudo isso’. Porra, claro que segui o conselho”, conta com outra risada. Haverá vida para o rock and roll depois dos Stones? “Não cabe a mim dizer isso. Então, vou citar Bob Dylan: ‘Não haverá nenhuma banda como os Rolling Stones. Eles não têm substitutos’. É um dos maiores elogios que recebemos. E acima de Bob … não é tão fácil.”

Atualmente, a relação dos Stones, que preparam uma turnê pelos EUA em meados do ano e trabalham em outro disco de blues depois de Blues & Lonesome, lançado em 2016, parece atravessar um estado agradável. De entendimento. O guitarrista admite que falou com Jagger há duas semanas para definir a data da gravação. E também hoje, aos 75 anos, sua vida parece libertada de alguns desses velhos demônios. Richards afirmou há alguns meses que parou de beber. “Ah, sim, cara, grande tédio”, confessa, mas ressalta: “Bom, veja, eu sou Keith Richards. Eu não saio por aí dizendo: ‘Não bebo” Bebo taças de vinho ou cervejas em almoços ou jantares. Aconteceu comigo antes com as drogas, como com a heroína. O que quero dizer é que não tomo mais café da manhã com heroína ou álcool. O experimento acabou”, explica ele. “Mas, na minha vida, tenho sido incapaz de deixar alguma coisa”, diz, rindo. Algum aprendizado em todo este tempo? “Eu deixei a filosofia também”, diz com uma risada. “Eu amo minha família, meus filhos, meus netos … Aprendi a ser avô. Isso é tudo. Minha filosofia de vida inteira pode ser resumida em que, afinal, eu aprendi a ser um avô”

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