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Ciro Gomes na Bienal da UNE na UFBA: acerto de contas das esquerdas.
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Wagner Moura em Berlim: ato político na apresentação de “Marighella”

ARTIGO DA SEMANA

De “Marighella” a Maduro, da UFBA a Berlim: Trem das esquerdas sem freios

Vitor Hugo Soares

O primeiro indício de que o trem das “esquerdas brasileiras” perdera os freios – e, sem controle, começara a avançar sobre estações, pessoas e cidade, a exemplo do bólido de ferro descarrilado do filme “Incontrolável”, de Tony Scott, com Denzel Washington no papel do velho maquinista que tenta “segurar o bicho” e evitar o desastre maior – , pintou com a defesa do regime bolivariano, seguida da presença destacada da presidente nacional do PT, deputada Gleisi  Hoffmann, na posse de Nicolás Maduro, para o seu segundo governo na Venezuela em transe.

O aviso amarelo foi aceso em Salvador, no começo de fevereiro. Palestrante convidado dos grupos da chamada “terceira via”, – para falar sobre o tema “Os desafios da conjuntura para o desenvolvimento nacional”, na Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE), no campus minado da Universidade Federal da Bahia, – Ciro Gomes recebeu vaias e foi chamado de corrupto por claques do PT e do PSOL.  Reagiu ao estilo inaugurado pelo irmão Cid, às vésperas do petista Fernando Haddad ser batido por Jair Bolsonaro , e começar a diáspora  atual.
“Eu estou solto. Eu sou limpo. Lula está preso, babacas”, disse antes de puxar a faca: “Desculpa, não sou eu que condenei o Lula. Não está na minha mão liberar Lula. Eu avisei que se a direita ganhasse as eleições, o Lula ia ficar encarcerado por muito mais tempo. Todo mundo pode vomitar a paixão que quiser, mas enquanto a gente ficar assim, acreditando em minorias ínfimas, esmagadoramente derrotadas… companheiros, nós fomos humilhantemente derrotados por essa estratégia. Insistir nela afunda o Brasil”, avisou, antes de pegar o boné e ir embora da festa da UNE na UFBA.

O sinal vermelho acendeu semana passada  em Berlim, no festival de cinema da Alemanha, Berlinalle 2019. No comício contra o Governo Bolsonaro, promovido pelo atual dublê de ator e diretor Wagner Moura, na noite de apresentação de seu filme, “Marighella”, que redundaria em triplo e estrondoso fiasco político, ideológico e cinematográfico.  Vale contextualizar:
Na coletiva sobre “Marighella”, – o diretor, acompanhado de 30 membros da equipe artística e técnica do filme, em ambiente tenso, explosivo, marcado por “muita raiva e emoção”, segundo relatos  de correspondentes, agências de notícias e enviados especiais ao festival europeu – Wagner Moura botou mais lenha na caldeira: “Nós iniciamos o filme em 2015, depois do golpe de Estado (o impeachment de Dilma Rousseff). Não é uma resposta a um governo em particular. Espero que meu filme seja maior que o atual Governo de Bolsonaro, e é a primeira resposta da cultura a esta situação. “Marighella” fala de alguém que resistiu naquela &eacut e;poca e se dirige a quem resiste agora: a comunidade LGBT, os negros, os moradores das favelas…”  Restou o rotundo insucesso de crítica sobre o filme brasileiro, na Berlinalle.
Mas o trem não parou com o choque na Alemanha. Esta semana, em Portugal, o  ex-deputado Jean Wyllys, do PSOL, apareceu na Universidade de Coimbra, em palestra sobre o tema “Discursos de ódio e fake news da extrema-direita e seus impactos nos modos de vida de minorias sexuais, étnicas e religiosas – o caso do Brasil”. O novo arauto ambulante das esquerdas escapou, por um triz, de uma ovada, lançada por um dos descontente com a presença e a fala de Wyllys em Portugal.Enquanto avança a locomotiva sem freios, sobram perguntas: Até onde, quando e por que?.  
Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

“Tristeza”, Ary Cordovil. Samuel Machado Filho escreveu no youtube sobre esta gravação: “Samba cujo sucesso, no carnaval de 1966, Haroldo Lobo não conheceu, pois falecera em julho do ano anterior, e Ary Cordovil o gravou na RGE em 22 de outubro de 65, tendo o registro saído no compacto simples n.o CS-70170-A e em LP coletivo. Nílton de Souza, o Niltinho Tristeza, tinha feito a letra com intenção de destiná-la a um samba-enredo, mas Haroldo fez cortes substanciais, resultando nesse que seria seu derradeiro sucesso como autor. “Tristeza” foi gravado inclusive no exterior, pela cantora italiana Ornella Vanoni, e hoje é, com justiça, um clássico da MPB. Aqui, a segunda gravação de Ary para este samba.”

BOM SÁBADO DE CARNAVAL!!!
(Vitor Hugo Soares)

O ex-presidente Lula com o neto Arthur, em uma imagem de arquivo. A criança morreu nesta sexta-feira, 1 de março, vítima de uma meningite.
O ex-presidente Lula com o neto Arthur, em uma imagem de arquivo. A criança morreu nesta sexta-feira, 1 de março, vítima de uma meningite. Reprodução/Facebook
São Paulo

A Justiça Federal autorizou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a ir ao velório do neto Arthur Araújo Lula da Silva, que morreu no início da tarde desta sexta-feira, aos 7 anos, em decorrência de uma meningite meningocócica. Por uma questão de segurança, os detalhes do deslocamento do ex-presidente — que está preso em Curitiba em uma sala especial da Polícia Federal — serão mantidos em sigilo. O processo de execução penal de Lula está sob sigilo. “A fim de preservar a intimidade da família e garantir não apenas a integridade do preso, mas a segurança pública, os detalhes do deslocamento serão mantidos em sigilo”, informou, em nota, a Justiça Federal.

O ex-presidente terá a disposição um avião do Governo do Paraná para viajar a São Paulo para o velório. Segundo a gestão paranaense, a aeronave foi um pedido da Polícia Federal. Mais cedo, o Ministério Público Federal já tinha dado parecer favorável à saída de Lula da cadeia, pedida por sua defesa 

A informação do empréstimo da aeronave foi confirmada pelo Governo do Estado, liberada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD). “O apoio para o deslocamento permitirá que o ex-presidente participe do velório do neto Arthur Araújo Lula da Silva, que morreu nesta sexta-feira em Santo André, vítima de meningite”, diz o Governo do Paraná, em nota. A presidenta do PT e deputada federal, Gleisi Hoffmann, visitou o ex-presidente no final da tarde desta sexta-feira. Segundo ela, Lula estava bastante “abatido” com a notícia da morte de Arthur. “[Lula] Disse que deveria ser proibido um pai enterrar o filho, um avô enterrar o neto”, afirmou.

Esta será a primeira vez que Lula deixará a carceragem da PF em Curitiba em cumprimento da Lei de Execução Penal, que no artigo 120 prevê que presos em regime fechado, semiaberto ou provisórios podem obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, no caso de falecimento de cônjuge, companheiros, ascendentes, descendentes ou irmãos.

No final de janeiro deste ano, o ex-presidente chegou a recorrer à Justiça para participar do enterro de seu irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, de 79 anos, que morreu de câncer no pulmão. A Justiça negou o pedido em primeira e segunda instâncias, alegando que não havia condições de segurança e logística para o deslocamento. Os advogados de Lula recorreram e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Antonio Dias Toffoli, aceitou o pedido. A autorização, no entanto, chegou no momento em que Vavá era sepultado e, por isso, Lula não conseguiu comparecer ao enterro do corpo do irmão.

Arthur Araújo Lula da Silva morreu vítima de meningite meningocócica, que é uma infecção provocada pela bactéria Neisseria meningitidis. As meningites bacterianas são consideradas as mais graves do ponto de vista clínico. A morte do neto de Lula, que viajou a Curitiba com os pais para visitar o avô algumas vezes na sede da PF, foi lamentada por políticos petistas e de outros partidos nas redes sociais. Arthur era filho de Marlene Araújo Lula da Silva, nora do ex-presidente, e Sandro Lula da Silva, filho de Lula e da ex-primeira-dama Marisa Letícia, que faleceu em fevereiro de 2017.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o velório do neto de Lula será no Cemitério Jardim da Colina, em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), onde foi velada a ex-primeira-dama. Ainda segundo o jornal, a cremação do corpo de Arthur está prevista para as 12h deste sábado.

Colaborou Marina Novaes, de São Paulo.

Do Jornal do Brasil

 

“O réu não possui estereótipo padrão de bandido, possui pele, olhos e cabelos claros”. A frase é da juíza Lissandra Reis Ceccon, da 5ª Vara Criminal de Campinas (SP), em sentença na qual condenou um homem “de pele, olhos e cabelos claros” a 30 anos de prisão pelo crime de latrocínio.

A magistrada fez a observação ao relatar, nos autos, o fato de Klayner Renan Souza Masferrer ter sido “firmemente reconhecido” por uma vítima e uma testemunha de um roubo de carro seguido de tiros que mataram seu condutor. A decisão foi revelada pela repórter Sarah Brito, do portal ACidadeON e obtida pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O caso foi denunciado pelo Ministério Público Estadual de São Paulo ainda em 2013 e sentenciado em 2016. A anotação da juíza sobre o “estereótipo padrão de bandido” começou a circular em grupos de WhatsApp de advogados.

Consta dos autos que, em fevereiro de 2013, Romário de Freitas Borges “estacionava o veículo na via pública, quando Klayner, de arma em punho, exigiu a entrega do veículo”.

Inconformado, “Romário saiu ao encalço de Klayner, abriu a porta e puxou o assaltante do carro, entrando com ele em luta corporal”.

Diz a denúncia que “Klayner realizou disparos que atingiram a cabeça e o abdômen de Romário, ocasionando ferimentos que foram causa de sua morte”.

Ao sentenciar Klayner Masferrer, a juíza relata que ele “foi firmemente reconhecido pela vítima e testemunha”. “A vítima sobrevivente mencionou que realizou o reconhecimento do réu entre outras fotos, entrando o delegado no Facebook do réu, voltou a reconhece-lo na delegacia e posteriormente em juízo”.

“Em juízo, diga-se o réu foi colocado entre outras pessoas e vítima e a testemunha Maristela em nenhum momento apresentaram qualquer hesitação no reconhecimento. Ao contrário, a testemunha Maristela apresenta um depoimento forte (…), não se podendo duvidar que esta filha/mãe jamais o esquecerá”, escreve.

E assim, ressaltou. “Vale anotar que o réu não possui o estereótipo padrão de bandido, possui pele, olhos e cabelos claros, não estando sujeito a ser facilmente confundido”

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Posted on 02-03-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-03-2019



 

Sponholz, no

 

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Posted on 02-03-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-03-2019

Fale de Londres, Cabral

Por Claudio Dantas

Caso queira obter benefícios legais, Sergio Cabral precisará entregar bem mais do que personagens corruptos do Judiciário.

Ele precisará abrir o jogo sobre a fortuna que mantém escondida no exterior, inclusive em fundos de investimento e imóveis.

A Lava Jato já tem como ponto de partida um ‘family office’ que atendia Cabral em suas frequentes idas a Londres.

É mais uma pena do galinheiro.

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