Do Jornal do Brasil

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi autorizado a comparecer ao funeral de seu neto, Arthur Araújo Lula da Silva, que morreu nesta sexta-feira (1), aos 7 anos, em decorrência de meningite meningocócica, informou a Justiça Federal.

A decisão foi tomada pela juíza Carolina Lebbos e revelada em nota divulgada pelo governo do Paraná. “O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seguirá para São Paulo em avião do governo do Paraná. A aeronave foi liberada pelo governador [Ratinho Júnior], atendendo a pedido da Polícia Federal”, diz o texto.

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Lula e o neto Artur, de 7 anos (Foto: reprodução facebook)

A autorização foi concedida com base no artigo 120 da Lei de Execução Penal, que autoriza a saída de “condenados, mediante escolta, quando ocorrer falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão”.

O Ministério Público Federal deu parecer favorável para a saída de Lula, que está preso desde abril de 2018 em uma sala especial na sede da PF em Curitiba. No entanto, o processo corre em sigilo e não se sabe se a decisão já foi decretada. A defesa do ex-presidente, por sua vez, se comprometeu na petição a “não divulgar qualquer informação relativa ao trajeto que será realizado”. Arthur era filho de Marlene Araújo e Sandro Luis Lula da Silva – filho de Lula e da ex-primeira-dama Marisa Letícia. A criança faleceu devido ao “agravamento do quadro infeccioso de meningite meningocócica”.

A professora Shannon Grimm e sua aluna Priscilla Perez.
A professora Shannon Grimm e sua aluna Priscilla Perez. Reprodução Willis ISD

Estava lendo Vento da Lua (Companhia das Letras), do escritor andaluz Antonio Muñoz Molina, membro da Academia da Língua Espanhola, quando numa interrupção encontrei no Facebook uma pequena notícia que me conectou com a frase que abre o livro. A ela o autor lhe dedica, para ressaltá-la, toda uma página em branco. Escreve: “Só recordo a emoção das coisas”.

A notícia, do site Pais&Filhos, tinha relação justamente com o mundo das emoções: “Professora corta seu cabelo igual ao da aluna que sofria bullying”. A jovem professora é Shannon Grim, de uma escola primária de Willis, no Texas (EUA). A menina, que sofria bullying dos colegas de classe, é Priscila Pérez, certamente hispânica, de cinco anos. Era alvo de zombaria por parte de seus colegas porque “usava o cabelo curto como os meninos”. A professora notou que a menina tinha começado a entrar em depressão. Era às vésperas do Natal. Refletiu sobre como ajudá-la a superar seu problema e teve uma ideia que, embora lhe custasse, achou que poderia resgatar a autoestima da aluna. Decidiu cortar seu longo cabelo como o de Priscila. Retomadas as aulas, a chegada de Shannon com o cabelo curto agradou aos alunos, mas quem mais se emocionou foi a pequena Priscila ao se ver igual à sua professora, que aproveitou a ocasião para explicar aos seus alunos “que os meninos podem ter o cabelo comprido como as meninas, e as meninas o cabelo curto como os meninos”. Assim de simples e assim de contundente.

A notícia me lembrou também a iniciativa da artista brasileira Fernanda Candeias, que teve a ideia de criar, com suas mãos, bonecas de trapo sem cabelo para dar de presente a crianças que sofrem de câncer nos hospitais. Contou-me a emoção de uma menina que, ao receber a boneca, se abraçou a ela sorridente e exclamou: “Não tem cabelo como eu!”.

A menina Priscila, do Texas, que recuperou sua alegria e autoestima quando sua professora cortou o cabelo como o seu, confidenciou-lhe, segundo contou a professora em uma entrevista ao Today Style: “Quando crescer vou ter amigos que serão maus comigo, mas vou querer ser boa com eles como você”. Sim, são apenas gestos como milhares de outros, mas que, num mundo que se apresenta cruel com as crianças, vítimas precoces da violência que persegue os diferentes, despertam emoção.

Não é possível esquecer que a questão do bullying nas escolas é um drama mundial que afeta 43% dos alunos de 10 a 14 anos, segundo um estudo do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). E o Brasil é, tristemente, o quarto país com maiores índices desse fenômeno.

A psicóloga Danielle Zeotti acredita que o bullying já pode ser considerado como uma doença de quem o pratica, a ser tratada como um “desvio grave de conduta”. Ao mesmo tempo, o fenômeno do bullying está estreitamente unido às tentativas de suicídio das crianças, que estão crescendo perigosamente. A zombaria desses alunos contra seus colegas acaba levando as vítimas à depressão. Hoje, 20% dos adolescentes sofrem dela no mundo.

Numa entrevista recente a Pablo Gimón neste jornal, Marc Brackett, diretor do Centro de Inteligência Emocional da Universidade de Yale, onde nasceu o conceito de inteligência emocional, lamenta o preconceito que faz a expressão das emoções ser vista como sinal de fraqueza. Pelo contrário, diz Brackett, já que “são as emoções que nos tornam mais inteligentes”. Reprimi-las só cria maus alunos.

Na verdade, segundo a psicologia, quem mais sofre em nossa sociedade invadida pelos símbolos da força, virilidade e violência são os incapazes de entender suas próprias emoções. Não é só a racionalidade, segundo a psicologia emocional, que nos faz ser mais criativos e inovadores, mas também a força de nossas emoções represadas para completar nossa personalidade.

Quando hoje se pergunta nas escolas aos jovens estudantes quais são seus principais sentimentos, eles costumam mencionar que se sentem “cansados, estressados, entediados”. Não é difícil concluir, dizem os psicanalistas, que com esses preâmbulos dificilmente estarão preparados para a aventura de uma vida criativa e feliz.

Em tempos nos quais se tentam impor na educação experiências reacionárias como a escola sem partido no Brasil, ou a caça aos professores que abordem os temas do sexo e identidade de gênero; em tempos em que os valores passam pelos símbolos da força e os gestos guerreiros e do desprezo, e até pela perseguição aos fracos e diferentes, o exemplo, perdido numa escola rural do Texas, da professora que corta seu cabelo para se parecer com sua aluna vítima do bullying é mais do que uma simples curiosidade.

Certamente, quando a pequena Priscila, já adulta, se jogar no rio perigoso da vida, o que recordará, e o que provavelmente a salvará, terá sido, como escreve Muñoz Molina, a força de uma emoção que a impediu de sucumbir no abismo ainda antes de crescer. Apenas isso. Ou você acha pouco?

“Marcha do Amor sem Esperança”, Geraldo Vandré: composição de Valter Santos e Tereza Souza para o 1 Festival da Canção Popular da TV Excelsior, em 1965.Interpretada neste clip por Vandré, poeta, cantor, compositor, lírico e revolucionário. Tudo sintetizado em uma figura só. Grande Vandré!!!

Vai dedicada à memória de meu pai, Alaôr Soares, imbatível folião enquanto viveu, que amava a boa música,  e partiu em um 28 de fevereiro, de ano bissexto,  quando a folia começava em Salvador, como agora.  Saudades!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Do  Jornal do Brasil

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi alvo de protestos por parte de integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) e do Partido da Causa Operária (PCO), quando saía nesta quarta-feira, 27, de cerimônia comemorativa da concessão do Parque Nacional do Pau Brasil, em Porto Seguro (BA).

Salles disse que a Polícia Federal abriu investigação para apurar os fatos. Em mensagem no Instagram, o ministro postou fotos e até um vídeo mostrando o carro em que estava sendo cercado por manifestantes. Um deles exibia o adesivo “Fora, Bolsonaro” colado na blusa. O titular do Meio Ambiente classificou o episódio como “uma vergonha”.

Após o protesto, Salles seguiu para Brasília, onde participou da reunião do Conselho de Defesa Nacional, no Palácio do Planalto. Ele apresentou as imagens ao presidente Jair Bolsonaro e a ministros.

No vídeo, manifestantes aparecem esmurrando o carro, que tem o para-brisa trincado. Salles foi chamado de “golpista” e “desgraçado”. Ao Estado, ele disse que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, afirmou que o caso é de “atentado” contra servidor público no exercício da função.

O site Causa Operária, ligado ao PCO, também divulgou vídeo mostrando que um carro do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) tentou passar pelo protesto. “Ao chegar lá, o carro da comitiva (do ministro) se colocou contra os manifestantes. Os sem terra reagiram pulando em cima do carro do ICMBio”, diz o site. Procurado por meio de sua assessoria, o MST não se manifestou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Dom Orani: “Estou com a consciência tranquila”

 

Em pronunciamento transmitido pela Rádio Catedral, o cardeal dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, falou há pouco pela primeira vez sobre o fato de ter sido citado por Sérgio Cabral em depoimento ao juiz Marcelo Bretas — relembre aqui.

Ele agradeceu “as manifestações de carinho e confiança” que diz estar recebendo.

E afirmou que está “muito bem, com a consciência muito tranquila”.

O Antagonista teve acesso à íntegra do texto lido pelo cardeal:

“Caríssimos amigos e irmãos, que a Paz do Senhor esteja com todos.

Creio que todos vocês veem as notícias que saem pela mídia em geral, e queria abrir meu coração para cumprimentar a todos e, de maneira muito especial, agradecer todas as manifestações carinhosas que me dirigiram nesses dias, de confiança, de esperança, com a certeza do que, enquanto arcebispo do Rio de Janeiro, tenho realizado e feito.

A nossa arquidiocese, nossa casa, está aberta a qualquer pessoa. Sempre recebo a todos, assim como também vou a muitos lugares para compartilhar alegrias, tristezas, sofrimentos. Esse relacionamento não escolhe pessoas. Todos são testemunhas e, por isso mesmo, nesse afã de procurar servir, nós vamos continuar sempre sendo julgados, muitas vezes de maneiras não muito corretas.

Tenham certeza de que o arcebispo do Rio de Janeiro é bastante preocupado com o bem dos pobres, dos necessitados, no intuito de levar as pessoas a viverem cada vez melhor, com esperança e confiança, e, por isso, esse abraço e bênção especial a todos aqueles que manifestam esse carinho e essa preocupação.

Estou muito bem, com a consciência tranquila e em paz. Ao mesmo tempo, desejo que vocês continuem rezando por mim e para que, cada vez mais, as pessoas que nem sempre falam muito bem dos outros, experimentem também o perdão, a reconciliação e a paz em seus corações. Que juntos possamos construir um mundo mais justo, mais humano e mais fraterno.”

 DO JORNAL DE NOTÍCIAS ( PORTUGAL)

O Governo norte-americano anunciou esta quinta-feira uma recompensa de um milhão de dólares a quem fornecer informações que possibilitem a detenção do atual líder do grupo “jihadista” Al-Qaida, Hamza bin Laden, filho do terrorista Osama bin Laden.

“Hoje anunciamos que vamos oferecer uma recompensa de um milhão de dólares a quem der informação que conduza à detenção do líder da Al-Qaida”, disse o secretário adjunto para a Segurança Diplomática dos Estados Unidos da América, Michael Evanoff.

No início era Saad bin Laden que estava previsto suceder ao pai na liderança da organização terrorista, mas acabou por morrer no Paquistão, em 2009, durante um ataque de drones.

Depois da morte de Saad Bin Laden, foi escolhido Hamza bin Laden para liderar o grupo ‘jihadista’.

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Posted on 01-03-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-03-2019
 
Vinicius carrega a bola no clássico contra o Barcelona.
 
Vinicius carrega a bola no clássico contra o Barcelona. Bagu Blanco PRESSINPHOTO/GTRES
Madri
Na manhã desta quinta-feira, 28, o treinador Tite anunciou a convocação da seleção brasileira para os amistosos contra Panamá e República Tcheca, nos dias 23 e 26 de março. Na lista, uma grande novidade: Vinicius Junior, atacante do Real Madrid. Com 18 anos, o jogador, que se tornou titular da equipe de Santiago Solari, foi o mais novo atleta de linha chamado para o Brasil desde 2011, quando Lucas Moura – que era um mês mais jovem – foi chamado por Mano Menezes. “Vinicius está em uma equipe com exigência técnica e emocional muito alta”, comentou Tite na coletiva. “Eu quero proporcionar evolução e afirmação a ele. Falam que ele tem duas marchas a mais (…) mas muita calma para não criar expectativa em demasia e depois frustrar”.

Quando Lionel Messi se consolidou no Barcelona como uma grande promessa do futebol mundial, somava cinco anos de treinamento em La Masia e tinha passado o último com um pé no time principal. Em sua sexta temporada, 2005-06, após 25 partidas em todas as competições com a equipe da primeira divisão, marcou um gol a cada três jogos e deu uma assistência a cada seis. No ataque era acompanhado pelo melhor Ronaldinho, Deco, Eto’o e o jovem Iniesta em um Barça vigoroso. Tinha 18 anos. A mesma idade que tem agora Vinicius Junior, que soma 24 jogos com uma média de um gol a cada oito e uma assistência a cada dois. Chegou há apenas alguns meses do Brasil, e Florentino Pérez, seu presidente e seu grande promotor, já o considera o principal argumento ofensivo do Real Madrid.

O celular de Vinicius não para de tocar: dirigentes, funcionários, assessores e técnicos do clube lhe telefonam para que fique alerta. Eles lhe dizem que este é o seu momento e que não pode desperdiçá-lo. Dos escritórios em Valdebebas, centro de treinamento do Real, à torre da ACS, empresa de engenharia cujo dono é Florentino, todos os seus interlocutores estão cientes de que representa a grande catapulta para tirar a equipe da crise. No clássico contra o Barça, apesar da derrota e das chances perdidas, o atacante chamou a atenção pelo perigo que causou à defesa blaugrana.

“Parece que Vinicius não se inteirou do que está por vir”, observa Pablo del Río, psicólogo do Centro de Alto Rendimento (CAR) do Real Madrid e responsável pela unidade de psicologia do Conselho Superior de Esportes há três décadas. “E isso é positivo”, ele observa, “porque onde há responsabilidade, ele vê um jogo. Sua incorporação foi tão rápida que acho que, para ele, o futebol continua sendo um jogo. Quando deixar de ser um jogo e vir outros tipos de conotações, seu desempenho pode chegar a diminuir. Porque administrar isso, na sua idade, não é fácil”.

“Vinicius não vê responsabilidades, vê um jogo. O grande esportista não vê problemas, vê oportunidades”, diz Pablo del Río, psicólogo do Real.

Não se lembra de um caso de gênio prematuro obrigado a assumir tantas responsabilidades tão cedo em um grande clube. Dizem em seu círculo que Florentino Pérez acredita que Vinicius não tem limite. Os técnicos de Chamartín observam que o ponta possui uma arrancada digna dos atacantes que marcam épocas e isto é exatamente o que o Real Madrid precisava. Mas temem que o peso que o forçam a sustentar ultrapasse sua escassa experiência e avisam que não tem as qualidades técnicas para superar a exigência com as melhores possibilidades de sucesso. Basicamente, os especialistas que o monitoram indicam que não tem nem a imaginação nem o sentido associativo que distinguiu Messi ou Neymar em sua idade, e que servem para resolver problemas em duelos de exigência máxima.

Vinicius incorpora o status de um jogador que fica no ataque esperando que lhe passem a bola. Sua natureza de aventureiro solitário, em momentos de exaustão ou distração, pode induzi-lo a se desconectar do jogo coletivo. Algo a que não pode permitir-se nos jogos decisivos que estão chegando. Daí os telefonemas que recebe de todas as instâncias do clube pedindo-lhe de vez em quando que esteja ciente da gravidade do momento e mantenha seu nível de atividade.

“Às vezes”, observa Del Rio, “os profissionais deveriam regredir à infância, quando começaram a brincar no pátio de uma escola e tudo era diversão. Os atletas do tipo de Vinicius dependem de si mesmos. Ele não pensa nas consequências, por exemplo, de perder uma bola. O grande atleta não vê problemas, vê oportunidades. E eles as usam para superar a si mesmos. Parece-me que esta é a fase em que Vinicius se encontra. O importante é que tenha continuidade e se cometer erros, nada aconteça. Porque agora não há ninguém que faça melhor. Se ele tivesse concorrência em uma equipe que funcionasse melhor, teria dez minutos para provar que está bem e que podem confiar nele. E isso o faria perder sua criatividade e a paz instintiva. Em 2010, me perguntaram sobre Cristiano Ronaldo, que acabara de chegar ao Real Madrid e atravessava um período de seca de gols. Eu disse que, se ele fosse bom, quando se adaptasse ao time iria inflar”.

Santiago Solari, o treinador, encoraja-o com muito tato, procurando não o deixar angustiado. Toda vez que lhe perguntam sobre o medo que produz o confronto com a equipe de Messi, o treinador desfaz o drama: “Merecemos curtir esse jogo. A palavra medo não existe para nós. A perspectiva do jogador é sempre de prazer na disputa”. “Os companheiros de equipe ajudaram muito o Vinicius”, diz Solari. “Que os veteranos de mil batalhas dediquem seu tempo para aconselhá-lo é uma forma de respeito que ele ganhou por seu talento.”

Vinicius dá a impressão de que nem sente nem sofre. As fontes de sua inspiração são tão insondáveis que há colegas que o viram mais empolgado em uma partida da terceira divisão do que em jogar no Camp Nou. No domingo, perguntaram se Messi lhe dava medo e ele respondeu com aquele sorriso aberto que imediatamente ilumina seu rosto: “Messi é incrível, mas ninguém nos assusta”, disse. 

O plano de Solari era jogar com os titulares o clássico na Copa, alterar no jogo do campeonato espanhol no sábado e voltar com tudo para receber o Ajax pela Champions League. Isso tira as dúvidas: Vini foi titular pela Copa, enquanto Bale deverá ser escalado na Liga.

mar
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Posted on 01-03-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-03-2019


 

Simanca, no

 

mar
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Do Jornal do Brasil

 

Após cerca de 50 minutos de reunião, o presidente Jair Bolsonaro e o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, deram uma declaração à imprensa, no Palácio do Planalto. Guaidó agradeceu em nome do povo venezuelano a reunião com Bolsonaro que, segundo ele, marca um rito importante na história da região. “Marca um relacionamento positivo entre Venezuela, Brasil e a região após a cúpula histórica do Grupo de Lima, em Bogotá”, disse o venezuelano.

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Jair Bolsonaro e Juan Guaido (Foto: Sergio LIMA / AFP)

Ele chegou ao Palácio do Planalto às 13h50, acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e passou pelo tapete vermelho estendido em uma das portarias laterais do edifício principal. Os Dragões da Independência fizeram as honras na entrada.

Apesar de o Brasil reconhecer Guaidó como presidente interino da Venezuela, o encontro não é considerado uma visita de Estado, mas acontece no gabinete de Bolsonaro. O também presidente da Assembleia Nacional da Venezuela ainda deve se encontrar com o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Guaidó chegou ao Brasil na madrugada desta quinta-feira (28). Por meio de sua conta pessoal no Twitter, ele disse que veio ao Brasil em busca de apoio para a transição de governo na Venezuela. Antes do encontro com Bolsonaro, ele esteve com representantes diplomáticos de outros países no escritório da delegação da União Europeia, em Brasília.

“Em nosso encontro com os embaixadores dos países da União Europeia, continuamos a fortalecer as relações com nações que reconheceram nossos esforços para recuperar a democracia na Venezuela e obter eleições livres”, escreveu. “Apreciamos o forte apoio internacional dado à nossa rota e apoio à ajuda humanitária. É hora de avançar para conseguir a cessação da usurpação que porá fim à crise na Venezuela, recuperará nosso país e estabilizará a região”, completou.

Mais cedo, também pelo Twitter, o ministro Ernesto Araújo disse que a diplomacia brasileira continua com seu “apoio irreversível e incondicional à libertação” do país vizinho.

No mês passado, o Tribunal Supremo de Justiça proibiu Guaidó de deixar a Venezuela e congelou suas contas. A Corte atendeu a um pedido do procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, aliado do presidente Nicolás Maduro. Apesar da decisão judicial, o presidente interino foi à Colômbia para articular a entrega de ajuda humanitária na fronteira e participar do encontro do Grupo de Lima, em Bogotá. Mesmo correndo risco de ser preso, ele prometeu retornar à Venezuela, em breve.

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