Antonio Nóbrega – SONHEI QUE ESTAVA EM PERNAMBUCO – frevo de Clóvis Mamede. Álbum: Antônio Nobrega – Nove de Frevereiro. Ano de 2005.  Com a participação espetacular da orquestra do Maestro Duda.

Um frevo para qualquer carnaval, em qualquer lugar. Para sempre.

BOM DIA E BOM CARNAVAL!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

Washington

Michael Cohen, que foi durante uma década advogado e faz-tudo de Donald Trump, lançou nesta quarta-feira no Congresso uma bomba de fragmentação contra o presidente dos Estados Unidos, com graves acusações de vários tipos, como que sabia de antemão da intenção do Wikileaks de boicotar a campanha de Hillary Clinton, ou que mandou pagar duas mulheres para silenciar supostas infidelidades durante a campanha, o que constituiria crime de financiamento ilícito. “É um racista, vigarista e trapaceiro”, disse sobre o presidente em uma audiência televisionada por todas as grandes redes e que pegou o republicano em plena cúpula com Kim Jong-un no Vietnã.

 Cohen deixa o Comitê de Inteligência do Senado depois de prestar depoimento em 26 de fevereiro.Cohen deixa o Comitê de Inteligência do Senado depois de prestar depoimento em 26 de fevereiro. Manuel Balce Ceneta AP

A cidade de Washington tomou esta quarta-feira como se toma esse tipo de evento, com bares abrindo mais cedo para acompanhar a audiência e coquetéis especiais batizados de “dedo-duro”, ou seja, Washington encarou com uma mistura de interesse e sarcasmo. O ex-advogado pessoal do presidente dos Estados Unidos está há várias horas no Capitólio acusando o presidente de pagamentos a atrizes pornôs, ameaças e traições, e lançando suspeitas de possíveis ligações do presidente com o Kremlin. Retratando-o, além disso, como uma espécie de Calígula caprichoso.

“Estou envergonhado por ter escolhido participar do encobrimento dos atos ilícitos do senhor Trump em vez de ouvir a voz da minha consciência. Estou envergonhado porque sei o que o senhor Trump é. Ele é um racista. Ele é um vigarista. Ele é um trapaceiro. Era candidato presidencial quando soube que Roger Stone [ex-assessor de Trump] estava falando com Julian Assange sobre a publicação, por parte do Wikileaks, de e-mails do Comitê Nacional Democrata”, disse no início.

Cohen, de 52 anos, se vangloriou durante anos de ser quem lavava a roupa suja de Trump e, como também reconheceu na quarta-feira, fazia isso com ameaças quando a situação exigia. Teria sido, disse uma vez, “capaz de receber uma bala” para proteger o empresário nova-iorquino. Mas quando o FBI o pegou em 2018, decidiu colaborar e se declarou culpado de evasão fiscal, de mentir ao Congresso (em uma audiência anterior) e do crime de financiamento ilegal de campanha eleitoral pelo pagamento às supostas ex-amantes de Trump. Em 12 de dezembro foi condenado a três anos de prisão. Na ocasião implicou o presidente no crime de financiamento ilegal e nesta quarta-feira não apenas repetiu essa acusação, mas também ampliou o campo de tiro.

O vazamento dos e-mails pelo Wikileaks é considerado um dos maiores tentáculos da chamada trama russa, a campanha de propaganda e ciberataques que a justiça norte-americana atribui a Moscou para favorecer a vitória de Trump em detrimento de Hillary Clinton na eleição presidencial. Cohen testemunhou, segundo diz, uma conversa telefônica entre o empresário e Stone sobre esse assunto. Cohen também expressou suas “suspeitas” sobre a possível colaboração do círculo de Trump e o Governo russo nessa questão, afirmando, embora sem provas, que o magnata provavelmente sabia da reunião que seu filho mais velho, Donald Junior, teve com uma mulher que se apresentou como próxima do Kremlin e que prometeu roupa suja sobre a candidata democrata. O filho do presidente admitiu a reunião, mas diz que seu pai nunca soube.

Cohen — que acaba de ter seu registro de advogado cassado — diz que seu chefe lhe pediu pouco antes das eleições de novembro de 2016 que fizesse pagamentos a Stephanie Clifford — nome verdadeiro da atriz pornô Stormy Daniels — e à modelo da Playboy Karen McDougal, que afirmam ter mantido relações sexuais com Trump em 2006 e 2007, quando já era casado com a primeira-dama, Melania. Especificamente, Cohen pagou 130.000 dólares a Clifford e 150.000 a McDougal. Como o objetivo era proteger a imagem do então candidato, o fato constitui delito de financiamento ilícito por não ser declarado. “Ele me pediu para mentir para a esposa, o que eu fiz, e é um dos meus maiores arrependimentos. Ela é uma pessoa boa e amável. Eu a respeito muito e ela não merecia isso”, disse. Cohen afirma que Trump mandou que ele mentisse neste e em outros assuntos que foram sendo investigados posteriormente.

Seu explosivo depoimento ao Comitê de Supervisão e Reforma é possível por obra e graça da nova maioria democrata na Câmara dos Representantes, em uma amostra de todos os problemas que esse novo contrapoder em Washington pode criar ao presidente. Cohen insinuou que Trump, que já é objeto de 17 investigações diferentes, está sob o escrutínio do tribunal federal do Distrito Sul de Nova York por outros crimes que ainda não foram divulgados, relacionados com conversas gravadas entre ambos. Os republicanos tentaram desacreditar o depoimento do advogado. Um dos mais combativos foi o congressista de Ohio Jim Jordan, que detalhou os crimes financeiros pessoais Cohen e perguntou-lhe: “Foram cometidos para proteger o presidente?”. O advogado teve de responder que não.

Um cheque assinado por seu punho e letra

Para tentar reforçar a sua versão, o ex-funcionário do presidente apresentou alguns documentos, como um cheque de 35.000 dólares assinado por Trump em 1º de agosto de 2017 e que, de acordo com Cohen, serviu para reembolsar uma parte do dinheiro pago a Stormy Daniels por seu silêncio. Era um, diz ele, dos 11 cheques pagos ao longo de todo aquele ano, com o magnata já na Casa Branca. Outro dos cheques apresentados, de 17 de março, corresponde ao filho Donald Junior e à Fundação Trump, também no valor de 35.000. O presidente dos EUA já havia admitido no passado que o dinheiro recebido por aquelas mulheres veio do seu bolso, uma forma de evitar que a gestão fosse considerada uma doação externa de campanha, o que contradiz suas primeiras versões, mas até agora nega ter instruído seu advogado a fazê-lo.

Ao longo de seu depoimento, o advogado traçou um retrato narcisista e truculento do presidente norte-americano. Outro dos documentos que apresentou consiste em uma carta na qual o advogado ameaçava a Universidade Fordham se publicasse o histórico escolar de Trump. Ele também estava encarregado das informações negativas sobre sua suposta dispensa médica para não lutar no Vietnã, justamente na época em que zombou do senador John McCain como veterano de guerra. Quando o advogado lhe pediu os relatórios médicos, ele disse que não existiam. “Acabou a conversa dizendo: ‘Você acha que sou idiota? Eu não iria para o Vietnã”, de acordo com Cohen.

Também atribuiu comentários muito racistas ao presidente. Citou, por exemplo, que uma vez, passeando de carro por uma área marginalizada de Chicago, comentou que só os negros podiam viver daquela maneira. Também afirma que comentou que os afro-americanos nunca votariam nele porque eram demasiado estúpidos.

A declaração foi recriada na egolatria de Trump. Cohen mencionou que durante um leilão de arte contratou um homem para dar lances por um retrato do magnata para garantir que fosse vendido como a peça mais cara. O indivíduo pagou 60.000 dólares que a Organização Trump reembolsou e o quadro ficou como propriedade da empresa. Cohen também disse que “inflacionava seus ativos quando isso servia aos seus propósitos, como ao tentar entrar na lista das maiores fortunas da Forbes, ou os reduzia para pagar menos impostos”. Cohen entregou ao Congresso três declarações de ativos 2011, 2012 e 2014 que Trump havia preparado para o Deutsche Bank, porque queria um empréstimo para comprar o time de futebol americano Buffalo Bills, que acabou não adquirindo.

Também avalizou uma história muito difundida em Washington: que Trump nunca imaginou ganhar as primárias republicanas ou as eleições presidenciais e que sua campanha apenas buscava publicidade para seus negócios. Na verdade, afirma que quando o empresário já havia sido empossado como presidente continuou interessado em um projeto de arranha-céus que a empresa queria construir em Moscou, o que seria um grave caso de conflito de interesses. Cohen havia mentido sobre esse assunto no passado por, segundo ele, ordem de seu chefe. A congressista Debbie Wasserman-Schultz, ex-presidenta do Comitê Nacional Democrata, perguntou a Cohen: “É possível que toda a família Trump estivesse comprometida com um adversário estrangeiro [a Rússia] nos meses que antecederam a eleição presidencial?”. E Cohen respondeu: “Sim”.

O depoimento de Cohen aponta Trump como responsável por possíveis crimes fiscais e outros relacionados com o financiamento sua campanha, mas não fornece nenhuma prova do coração dos inquéritos sobre a trama russa: se o presidente ou seu entorno colaboraram de alguma forma com o Kremlin em uma ingerência que os serviços de inteligência norte-americanos consideram certa. O procurador especial encarregado do caso, Robert S. Mueller, está concluindo o relatório final depois de quase dois anos de investigação, razão pela qual a audiência de quarta-feira não pôde entrar em muitos detalhes.

fev
28

Bolsonaro liberado para comer o que quiser

 

Jair Bolsonaro passou hoje por uma “avaliação médica multiprofissional” feita pelo Hospital Albert Einstein, duas semanas depois de receber alta.

Segundo o boletim médico, o presidente está em “excelentes condições clínico-cirúrgicas” e foi liberado para dieta geral. Terá de voltar ao hospital para reavaliação daqui a um mês.

DO JORNAL DO BRASIL

A OAS teria distribuído entre 2010 e 2014 cerca de R$ 125 milhões em propinas e repasses de caixa dois a pelo menos 21 políticos de oito partidos. A informação foi obtida com exclusividade pelo O Globo com oito ex-funcionários que atuavam na “Controladoria de Projetos Estruturados”, em delação homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado. De acordo com a reportagem, relatório da Procuradoria-Geral da República (PGR)  resume as revelações dos ex-executivos e pede providências ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato no Supremo. 

Ainda de acordo com a reportagem, entre os acusados de receber propina estão o ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU), o ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ) e o ex-ministro Edison Lobão (MDB-MA), entre outros. Teriam recebido caixa dois o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o senador José Serra (PSDB-SP), o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), o ex-prefeito Eduardo Paes e o ex-governador Sérgio Cabral, entre outros. Os citados negam as acusações.

Segundo O Globo, o esquema envolvia o superfaturamento de obras como estádios da Copa de 2014, a transposição do Rio São Francisco, o Porto Maravilha, no Rio, e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, além de empreendimentos no exterior. A reportagem aponta que a OAS assinava contratos frios com empresas de fachada, no Brasil e no exterior, para esquentar o dinheiro. Um dos principais operadores desse caixa era Alberto Youssef, doleiro preso pela Operação Lava-Jato.

Ainda segundo a reportagem, o diretor Financeiro da OAS, Mateus Coutinho de Sá, seria o encarregado de repassar ao departamento as “demandas de caixa dois” e de propina. O encarregado de providenciar entregas de propina no Sudeste e no Sul seria José Ricardo Breghirolli. Já no Centro-Oeste, Norte e Nordeste, a função seria delegada a Adriano Santana.

Confira os políticos delatados:

Aécio Neves (PSDB-MG)  – caixa 2 de  R$ 1,2 milhão à sua campanha de 2014 via contrato fictício e pagamento de “vantagem indevida” de R$ 3 milhões via doações oficiais em 2014. Defesa diz que ‘acusações são falsas’ e doações estão todas registradas na Justiça Eleitoral

Edison Lobão (MDB-MA)  – propina de R$ 2,1 milhões por obras de Belo Monte. Ele nega irregularidades e critica delações sem prova

Eduardo Cunha (MDB-RJ)  – propina de R$ 29,6 milhões referente a percentual de obras da OAS. Defesa ‘nega veementemente a acusação’

Eduardo Paes (DEM-RJ) – caixa dois de R$ 25 milhões para sua campanha à Prefeitura em 2012. Defesa diz que contas foram aprovadas pela Justiça Eleitoral e jamais favoreceu empresas

Eunício Oliveira (MDB-CE)  – caixa 2 de R$ 2 milhões para sua campanha ao governo do Ceará em 2014. Defesa diz que OAS fez doações legais e registradas nesse exato valor

Fernando Pimentel (PT-MG) – propina de R$ 2,5 milhões ao seu operador Bené quando ele era ministro. Defesa diz que desconhece as acusações

Flexa Ribeiro (PSDB-PA) – caixa dois de R$ 150 mil para sua campanha eleitoral ao Senado em 2010. Defesa não respondeu

Geddel Vieira Lima (MDB-BA) – contrato fictício de R$ 30 mil com empresa de publicidade para manutenção do site do político. Defesa não respondeu

Índio da Costa (PSD-RJ) – repasse de ‘valores espúrios’ de R$ 1 milhão à sua campanha em 2010. Deputado diz desconhecer os pagamentos

Jaques Wagner (PT-BA) – propina de R$ 1 milhão via contrato fictício e repasses de caixa dois. Defesa diz que não comentará delação que não teve acesso

José Sérgio Gabrielli (PT-BA) – mesada de R$ 10 mil durante o ano de 2013. Defesa nega acusação e diz que ele desconhece o delator

José Serra (PSDB-SP)- caixa dois de R$ 1 milhão via ex-tesoureiro. Defesa diz que contas eleitorais eram responsabilidade do partido

Lindbergh Faria (PT-RJ) – pagamento de R$ 400 mil para serviços do publicitário João Santana. Defesa não respondeu

Marco Maia (PT-RS) – caixa dois de R$ 1 milhão à campanha eleitoral de 2014. Defesa diz que vai se pronunciar apenas nos autos

Marcelo Nilo (PSB-BA) – propina de R$ 400 mil em 2012 e outros repasses em 2013. Defesa nega acusação e diz desconhecer delator

Nelson Pelegrino (PT-BA) – caixa dois de R$ 1 milhão em campanha à Prefeitura de Salvador em 2012. Defesa afirma que desconhece a delação

Rodrigo Maia (DEM-RJ) – caixa dois de R$ 50 mil em campanha à Prefeitura do Rio em 2012. Defesa diz que doações foram declaradas à Justiça e nega favorecimento a empresários durante mandato

Rosalba Ciarlini (PP-RN) – caixa dois de R$ 16 milhões proveniente da obra da Arena das Dunas. Ela disse ‘desconhecer qualquer transação nesse sentido com a OAS’

Sérgio Cabral (MDB-RJ) – caixa 2 de R$ 10 milhões em sua campanha ao governo do Rio em 2010. Defesa diz que não vai comentar

Valdemar Costa Neto (PR) – propina de R$ 700 mil das obras da Ferrovia Oeste-Leste. Defesa diz que desconhece a delação

Vital do Rego – ministro do TCU – propina de R$ 3 milhões à sua campanha eleitoral em 2014 em troca de blindagem na CPMI da Petrobras. Defesa diz que não teve acesso à delação e que não recebeu doações irregulares

 
crise na Venezuela ao vivo

 
Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino da Venezuela, em 8 de fevereiro. Ariana Cubillos AP

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, se encontrará com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em Brasília nesta quinta-feira, 28 de fevereiro. A tensão provocada pela crise política venezuelana continua e cresce a pressão internacional sobre o presidente venezuelano Nicolás Maduro. O vice-presidente brasileiro, Hamilton Mourão, negou qualquer possibilidade de o Brasil intervir militarmente no país vizinho, após participar da reunião do Grupo de Lima no início da semana, em Bogotá, na Colômbia. Em Brasília, o deputado federal Rodrigo Maia, presidente da Câmara, criticou a participação do Brasil na operação.

fev
28
Posted on 28-02-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-02-2019



 

Paixão, no jornal

 

Do  Jornal do Brasil

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), nova líder do governo no Congresso, disse nesta quarta-feira (27) que a proposta da reforma da Previdência tem uma “espinha dorsal” inegociável, que o governo quer preservar: “É a economia que ela tem que gerar. Essa economia na casa do trilhão terá que ser mantida. Não será uma reforma da Previdência manca”, afirmou ao chegar ao Salão Verde da Câmara dos Deputados.

Joice participou de um almoço com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Segundo ela, o governo está aberto para discutir pontos da reforma com os líderes e com os partidos, como a aposentadoria rural e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

“O ministro [Gudes] foi muito solícito ao dizer que vai ouvir, quer construir, mas a gente não pode desfigurar a espinha dorsal da reforma da Previdência. Claro que vai ter a digital do Congresso, mas sem desfigurar o que é a espinha dorsal da reforma”, disse na saída da residência oficial da presidência da Câmara.

Macaque in the trees
deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Comunicação

A deputada afirmou que os líderes pediram ao presidente Jair Bolsonaro na reunião de ontem no Palácio da Alvorada que ele seja o garoto propaganda da “nova Previdência”. “Porque ele é um fenômeno de comunicação nas redes sociais.

O presidente está disposto a defender porque sabe que essa reforma é necessária para o Brasil”, afirmou.

“Nosso esforço agora é chamar o nosso time, a nossa bancada de influencers [influenciadores] para trabalhar duro nas redes sociais para que a gente consiga aprovar a reforma. Temos aqui a maior bancada digital da história. Se todos estivermos em um discurso único, a gente consegue desmontar os ataques e mentiras que começam a ser plantados”, acrescentou Joice.

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