Por G1

“Green Book” recebe o Oscar de melhor filme

A cerimônia do Oscar consagrou “Green Book: O Guia”, “Roma” e “Bohemian Rhapsody” neste domingo (24), em Los Angeles.

A noite também foi importante pelo recorde de maior número de prêmios para profissionais negros (7 prêmios) e para mulheres (15) em toda história da premiação.

“Green Book: O Guia”, sobre a amizade entre um motorista tosco e um músico negro, venceu como Melhor Filme. A cinebiografia do Queen e de Freddie Mercury levou quatro estatuetas, incluindo melhor ator para Rami Malek.

“Roma” deu três prêmios a Alfonso Cuarón, incluindo sua segunda estatueta como diretor e o primeiro Oscar de Filme Estrangeiro para o México.

Outros destaques do Oscar 2019:

  • A maior surpresa da noite foi a vitória de Olivia Colman, por “A Favorita”
  • Lady Gaga levou por Melhor Canção com “Shallow”, a única estatueta de “Nasce uma estrela”
  • Spike Lee ganhou seu primeiro Oscar “oficial”, após prêmio honorário em 2006. Foi pelo roteiro original de “Infiltrado na Klan”
  • “Pantera Negra” levou 3 prêmios: trilha sonora, figurino (o 1º para profissional negro) e direção de arte (1º para uma mulher negra)
  • A Netflix foi premiada três vezes: além de “Roma”, levou documentário em curta-metragem com “Absorvendo o tabu”
  • Show do Queen abriu a cerimônia, a primeira sem apresentador em 30 anos

fev
25
Juan Arias
Jair Bolsonaro ao lado da primeira-dama Michelle e do filho Carlos no dia da posse .
Jair Bolsonaro ao lado da primeira-dama Michelle e do filho Carlos no dia da posse . Fabio Rodrigues Pozzebom Agência Brasil

Ficará na história a exótica imagem do Rolls-Royce presidencial em que no dia primeiro de janeiro, ao lado do novo presidente, Jair Bolsonaro, e sua esposa, a primeira-dama Michelle, que estavam de pé, apareceu durante o desfile oficial, sentado na parte traseira do carro, Carlos, filho do presidente e de sua primeira esposa. Seu irmão mais velho, o senador Flávio, justificou dizendo que seu irmão era o “pit bull da família”. Estava lá para defender o pai.

Vereador do Rio desde os 17 anos, Carlos declara “ter política nas veias”. A ele se credita em boa parte a vitória do pai nas urnas, graças à agressiva e inteligente campanha realizada nas redes sociais. Conseguiu transformar o pai, que havia passado 27 anos no Congresso como um obscuro deputado, no novo “mito” político capaz de devolver ao país os velhos valores da família e de lutar contra a corrupção e a violência.

No entanto, Carlos é visto com preocupação dentro e fora do novo Governo, por sua fidelidade canina ao pai, seu caráter explosivo e sua forma de intervir, nas redes sociais, nos assuntos que deveriam pertencer exclusivamente à função da presidência. Tudo pela missão que se atribui de proteger o pai contra os inimigos. Não por acaso, a primeira crise ministerial que sacudiu o Governo, antes mesmo de o presidente deixar o hospital, foi obra do incendiário Carlos, que com suas declarações forçou a demissão do ministro da Secretaria da Presidência, Gustavo Bebianno, que tinha sido, além de advogado pessoal de Bolsonaro, outra figura-chave na disputa eleitoral vencedora.

Essa primeira crise, a 50 dias da posse de Bolsonaro, despertou o alerta no resto dos ministros e personalidades que formam o novo Governo, que perguntam se o presidente continuará a tomar decisões ditadas por seus filhos. Entre aqueles que começaram a demonstrar maior preocupação estão os cerca de 40 militares que fazem parte do Governo. Por eles falou o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, que, com sua ironia habitual, disse à Rádio Bandeirantes, para tranquilizá-los: “A questão do filho é uma questão de acomodação do Governo. A família é unida, os filhos são pessoas bem-sucedidas. Pouco a pouco eles vão entender qual é o tamanho da cadeira de cada um”.

O problema, porém, é que os brasileiros, na prática, parecem ter escolhido para a presidência não só o capitão Bolsonaro, mas seus três filhos, todos eles políticos: o vereador do Rio, Carlos; o deputado federal Eduardo e o senador Flávio. Uma dinastia que já sonha com possíveis sucessões, sem que saibamos ainda a dinâmica dos mesmos em seus interesses internos. Quem seria o possível primogênito?

Os três são jovens que conquistaram milhões de votos nas urnas. Contra a esperança de Mourão de que eles saberão qual é o tamanho da cadeira de cada um, parece certo que a medida com a que sonham é a da cadeira presidencial, da qual já se sentem parte.

Dos três, no entanto, aquele que desperta hoje maiores preocupações imediatas é o explosivo vereador do Rio, Carlos, pois sua relação pessoal com o pai contradiz a famosa teoria do complexo de Édipo de Freud. Carlos não é o filho que, para se afirmar, precisa destruir a figura paterna para se apropriar da mãe. Esta, a primeira esposa de seu pai, ele já sacrificou quando, estimulado pelo pai, concorreu às eleições no Rio contra ela para enfraquecer sua candidatura. Ganhou a batalha contra ela.

Carlos não é o filho em rivalidade com o pai, pelo contrário, é aquele que se diz disposto a morrer por ele. E o pai? Este o apoia e até se emociona diante dessa fidelidade que desafia todos os limites. Eleito presidente, por ocasião do aniversário do filho, escreveu nas redes em 7 de dezembro do ano passado: “Não sou bom para expor minhas emoções, mas quero fazê-lo desta vez: obrigado, meu pit bull, por estar sempre perto de mim… Sua atitude é a de um verdadeiro guerreiro… Conte sempre comigo”. Sobre Carlos, Bolsonaro — que o teve dia e noite ao seu lado no hospital — confessou que tinha sido “seu equilíbrio emocional e profissional” nos dramáticos dias após o atentado contra sua vida na cidade de Juiz de Fora. Há quem comente que oxalá todo pai tivesse um filho tão fiel quanto Carlos. Mas também é verdade o que diz a psicologia, que “um filho sem limites pode se tornar um tirano”.

Ao invés de incentivar o filho a ter prudência, a seguir o relógio do tempo, a ter consciência do tamanho de sua cadeira, Bolsonaro estimula suas qualidades guerreiras. Apresenta-o como seu cão de guarda. Não um pastor ou um São Bernardo, que salvam vidas em perigo, mas o temido pit bull, criado para matar, proibido em muitos países. Carlos é seu cão agressivo e guerreiro.

O problema levantado pelo aguerrido filho de Bolsonaro, temido no Governo e que, segundo alguns analistas, poderia se tornar uma “bomba” pronta para explodir a qualquer momento, é que se trata de um problema de psicologia que se impõe à política. Bolsonaro foi claro para que ninguém se iluda. Estará sempre ao lado do filho pit bull, o grande guerreiro. E alerta: “Estão enganados aqueles que pensam que vão nos separar. Nossos laços vão além do comum”. Mas quando os limites psicológicos do comum são ultrapassados, tudo fica aberto à surpresa e ao perigo.

Se começa a aparecer de verdade que não se sabe se quem governará será Bolsonaro ou seus filhos, também ficam dúvidas e questões sobre o que pensa fazer o novo presidente se, ao contrário do que vaticina o vice-presidente Mourão, os filhos, e especialmente Carlos, não se conformarem com o tamanho das cadeiras que lhes correspondem.

Em um recente debate sobre conservadorismo e atraso, realizado na Folha de S. Paulo, Elio Gaspari, um dos colunistas de mais peso neste país, afirmou que hoje no Brasil “não se sabe quem é o presidente, e talvez nem ele mesmo saiba”. Saberão ao menos seus filhos o que não podem ser?

“Sabe de mim”, Nana Caymmi: a voz e a interpretação mais que perfeitas para a melodia e os versos de Sueli Costa, neste bolero de arrasar.

“SABE DE MIM (Sueli Costa) sabe de mim mais que eu possa me reconhecer na vitrine, no espelho nos olhos da gente que um dia talvez me identifiquei sabe de mim o avesso e o verso encoberto essa dor que não tem jeito bobagem a gente tentar mais um copo ela não vai passar sabe que eu fui sincera e fui mais aquela inútil e inocente sabe de mim mas parece que bebe”.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

 

 

 

 

 

 

“Sabe de mim”, Nana Caymmi:

 

 

Crise na Venezuela
Uma seguidora de Juan Guaidó se ajoelha diante de agentes da Guarda Nacional Bolivariana. SCHNEYDER MENDOZA AFP

Após um sábado marcado por confrontos na fronteira da Venezuela, Juan Guaidó  encerrou uma jornada com uma mensagem que, longe de acalmar os ânimos, sugere o pior epílogo para a grave crise do país. Depois da tentativa fracassada de fazer com que caminhões de ajuda humanitária entrassem no país através da fronteira com a Colômbia e o Brasil, o presidente da Assembleia Nacional venezuelana se dirigiu às instâncias internacionais que o apoiaram desde o início, com os Estados Unidos e a Colômbia à frente, para pedir novamente sua ajuda. Desta vez, em termos que aparentemente vão além do apoio simbólico ou logístico.

“Os acontecimentos de hoje me obrigam a tomar uma decisão: expor à comunidade internacional de maneira formal que devemos ter todas as opções em aberto para conseguir a libertação desta pátria que luta e continuará lutando. A esperança nasceu para não morrer, Venezuela!”, escreveu o político venezuelano no Twitter, pouco depois de dar uma entrevista coletiva ao lado do presidente colombiano, Iván Duque, e do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro. Suas palavras remetem ao fantasma que agita precisamente o Governo de Nicolás Maduro, o da intervenção militar, algo que seu arqui-inimigo, o Governo de Donald Trump, não deixou que sugerir.

Um mês depois de prestar juramento como chefe de Estado interino reconhecido pelo Parlamento no lugar do presidente chavista, Guaidó deu um passo além, e fez isso ao final de um dia no qual a repressão policial e os distúrbios deixaram pelo menos quatro mortos e dezenas de feridos. Nas últimas semanas, ele havia mantido um tom relativamente calmo, apesar do desafio aberto. Pôs em andamento um processo de transição que busca a saída do sucessor de Hugo Chávez, a formação de um gabinete provisório e a convocação de eleições. Conseguiu unir novamente em torno da mesma causa a oposição venezuelana, um conjunto de forças com estratégias, sensibilidades e orientações ideológicas diferentes. No entanto, a tensão e o fato de o Governo mostrar que tem o controle do aparelho estatal, apesar da deserção não desprezível de mais de 60 militares em poucas horas, levou-o a insinuar o caminho da intervenção.

Mais tarde, diante do alvoroço que gerou, matizou sua declaração com outra mensagem divulgada por meio do Twitter, na qual se limita a mencionar “as opções da comunidade internacional que conseguiram o cerco diplomático que contribuirá para o fim da usurpação, para o Governo de transição e para eleições livres”.  Horas depois, recebeu apoio, também via Twitter, da chancelaria brasileira, que conclamou os aliados, especialmente os que ainda não reconheceram Guaidó, a ajudar a “libertar a Venezuela”. Guaidó, que na sexta-feira foi à cidade colombiana de Cúcuta, apesar de estar expressamente proibido pela Justiça venezuelana de sair do país, participará nesta segunda-feira em Bogotá da reunião do Grupo de Lima, uma das iniciativas mais beligerantes contra o chavismo no continente. Também terá um encontro com o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, que, na véspera de 23 de janeiro, dia da proclamação de Guaidó, declarou apoio à iniciativa dos opositores contra Maduro.

“Para avançar em nosso caminho, vou me reunir segunda-feira com nossos aliados da comunidade internacional, e continuaremos coordenando as próximas ações”, acrescentou o líder do partido Vontade Popular, de Leopoldo López, que está preso desde 2014. Para os dirigentes da Assembleia Nacional, o equilíbrio entre pressão interna e externa é fundamental, embora o papel do Governo Trump não só manche o trabalho da oposição, como também pode afetar sua legitimidade. O Governo dos EUA foi o primeiro a reconhecer Guaidó como presidente. Não obstante, seu protagonismo nesta crise é uma faca de dois gumes. O apoio de Washington continua sendo necessário, mas a mera hipótese de um conflito armado condena Guaidó a perder a batalha da opinião pública, principalmente dentro da União Europeia. A maioria dos países o reconheceu como presidente interino, embora Bruxelas tenha mostrado sua determinação de buscar uma saída negociada.

O líder do Parlamento venezuelano, que neste domingo recebeu o apoio do ex-presidente norte-americano Bill Clinton, apelou até mesmo a Chávez para reduzir o tom de suas palavras. “Duvido que Hugo Chávez aceitaria o que Maduro trouxe para a Venezuela e a FAN”, afirmou, referindo-se às Forças Armadas. “Fome, violência, repressão e medo. Maduro destruiu tudo, começando pela Constituição de 99, promovida por Chávez em 99 e defendida por nós em 2007”, acrescentou.

DO BLOG O ANTAGONISTA

Caiado: “O DEM tem de apoiar o governo”

Em entrevista ao Estadão, Ronaldo Caiado, governador de Goiás, chamou de “falha burocrática” o motivo pelo qual o DEM não aderiu oficialmente à base do governo Jair Bolsonaro.

“Como é que um partido que está sentado na Casa Civil da Presidência da República, na presidência da Câmara, na presidência do Senado Federal, no Ministério da Saúde e no Ministério da Agricultura não se declara base do governo? Não existe isso, não tem a menor lógica. Não acho que seja apenas base. Acho mais. Acho que o partido tem responsabilidade, mais do que nunca, para se esforçar ao máximo para que todos os projetos caminhem e que tenhamos as respostas mais rápidas possíveis para que a sociedade comece a notar a diferença. Não existe nenhum ponto do nosso partido que não seja em total sintonia com essas propostas que estão aí apresentadas. Não é apenas se declarar base de governo. Além de declarar, é trabalhar, arregaçar as mangas, buscar um entendimento.”

Da Folha para a Folha

 

A Folha noticiou que uma reportagem da Folha ganhou o Grande Prêmio Folha de Jornalismo.

Trata-se da reportagem sobre a propaganda de Jair Bolsonaro no WhatsApp, paga com dinheiro de caixa dois.

Aquilo, porém, não era uma reportagem, e sim uma pauta, que foi publicada às pressas, antes de ser devidamente apurada.

Um dia talvez alguém publique uma reportagem de verdade sobre o assunto.

fev
25
Posted on 25-02-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-02-2019


 

Cazo, no jornal (SP)

 

fev
25
Posted on 25-02-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-02-2019

Do Jornal do Brasil

 

Trump tenta acalmar expectativas em relação à encontro com Coreia do Norte

 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta administrar as expectativas para a sua segunda reunião com o líder norte-coreano Kim Jong Un, prevendo uma “continuação do progresso” em relação ao último encontro entre os dois.

Em sua conta no Twitter, Trump escreveu seguirá amanhã cedo para a reunião em Hanói, no Vietnã, acrescentando um aceno tentador para o desarmamento nuclear. Ele também disse que Kim sabe que “sem armas nucleares, seu país poderia rapidamente se tornar uma das grandes potências econômicas do mundo”.

Macaque in the trees
US President Donald Trump speaks about a state of emergency from the Rose Garden of the White House February 15, 2019 in Washington, DC. – President Donald Trump, repeating his claim that “walls work,” announced that he will declare a national emergency in order to build a barrier on the US-Mexico border without funding from Congress. (Photo by Brendan Smialowski / AFP) (Foto: Brendan Smialowski / AFP)

Na primeira reunião entre os líderes, realizado em junho de 2018 em Singapura, o resultado foi um compromisso vagamente formulado pela Coreia do Norte para desmantelar seu programa de armas nucleares. Chegando à cúpula desta semana, Trump disse que o país asiático não testou nenhuma arma nuclear em meses e que, se permanecer assim, ele não tem pressa.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse em entrevista a uma rede de TV que esperava “um avanço substancial”. Mas, ele advertiu, “pode não acontecer, mas espero que sim”. “O Presidente Trump também disse que isso vai levar tempo. Pode ter que haver outro encontro. Podemos não atingir um resultado final essa semana”, disse Pompeo. Fonte: Associated Press.

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