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Depois de entregar projeto anticrime, Moro vai a Paris, para cúpula
de países contra lavagem de dinheiro…
Resultado de imagem para Lava Jato pega tucanos na operação ad infinitum
…Paulo Preto e Aloyzio Nunes: tucanos na mira da Lava Jato

ARTIGO DA SEMANA

 

País segue andando sem Bebianno: a hora e a vez dos tucanos na Lava Jato

Vitor Hugo Soares

Acordo, na terça-feira, 19 de fevereiro, dia seguinte ao descarregamento de Gustavo Bebianno, do primeiro escalão do governo, – entre áudios, raios e tempestades internas e marolas externas de todo lado. E logo constato que o País e o mundo seguem andando, entre trancos e barrancos habituais, como no tango famoso de Gardel. Bem ao contrário do que muitos imaginavam, intimamente, e alguns até vaticinavam com ardor mal disfarçado. “Toca o carro para a Lapinha”, como dizem os soteropolitanos, e vamos aos fatos.

Verifico, de saída, por exemplo: o ministro da Justiça e da Segurança, Sérgio Moro, reunido com o presidente da República, Jaír Bolsonaro, cuidando dos arremates do projeto de combate à corrupção, ao crime organizado e à violência, levado em seguida às mãos do presidenta da Câmara , Rodrigo Maia. Enquanto isso, na 60 ª  fase da Operação Lava Jato, sugestivamente batizada de “Ad Infinitum”, agentes da Polícia Federal batiam à porta do operador financeiro do PSDB, Paulo Vieira de Souza, de codinome Paulo Preto, às vésperas de festejar 70 anos e, pela idade, se livrar de boa parte das acusações e penas prováveis. A PF fez batida, também, no endereço do ex-senador e ex-chanceler Aloysio Nunes Filho, e o mundo parece desabar sobre a cabeça dos tucanos.

Os federais prenderam (pela terceira vez), o ex-diretor da Empresa Paulista de Desenvolvimento Rodoviário (Dersa) e cumpriram 12 mandados de busca e apreensão em pontos ligados ao operador dos malfeitos do tucanato. Um deles, o apartamento onde Paulo Preto colocava para “tomar sol” a grana alta da propina (R$ 100 milhões), para evitar bolor nas cédulas. Gente fina é outra coisa!. No esconderijo havia o dobro da dinheirama estocada em caixas de papelão no “bunker” do ex-ministro Geddel Vieira Lima, em Salvador.

Planejados ou por mera coincidência, é preciso reconhecer: estes fatos da semana colocam no chinelo a “crise” do caso Bebiano. São dignos dos melhores dias da atuação do juiz Moro, à frente do mais exemplar combate à corruptos e corruptores de colarinho branco, de que se tem notícia por estas bandas do lado de baixo do Equador. Agora, no posto de ministro da Justiça e da Segurança, Moro está no front de outra batalha tão dura e pesada quanto necessária e urgente, no sentir da sociedade encurralada pelo crime organizado e pela violência. No entanto, há sinais – explícitos ou submersos – de que adversários se levantam contra ele. Com mais virulência, ou de forma ainda mais insidiosa do que fizeram contra o magistrado da Lava Jato.
No dia seguinte ao desembarque de Bebianno (que os vídeos desnudam como reles bajulador  do “capitão” a serviço de intrigas e armações), o presidente da República foi pessoalmente à Câmara, entregar a esperada cereja do bolo desta semana: o pacote de Reforma da Previdência, que preenche os espaços de informação e debates..
Um dia depois da entrega do projeto anticrime, ao Congresso Nacional, o ministro Sérgio Moro desembarcou em Paris.  Foi participar da cúpula do Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (GAFI), que reúne representações técnicas e autoridades de 26 países. Tudo indica que vem chumbo grosso por aí, e corruptos e chefes do crime organizado não devem esperar moleza nos próximos dias. A conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

“Sus ojos se cerraron”, Carlos Gardel: um tango precioso e seu maior e imortal intérprete. Um começo de sábado musical no Bahia em Pauta, para ouvir e repetir muitas vezes. E sempre.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Presidente interino da Venezuela dobra a aposta com operação humanitária na fronteira. Objetivo é induzir rebelião de militares contra Maduro

Santiago Torrado
Caracas / Cúcuta
Guaidó em Cúcuta, na Colômbia, ladeado pelos presidentes colombiano e chileno.
Guaidó em Cúcuta, na Colômbia, ladeado pelos presidentes colombiano e chileno. RAUL ARBOLEDA AFP

Juan Guaidó deu nesta sexta-feira um passo adiante em seu desafio a Nicolás Maduro. O político venezuelano conseguiu atravessar a fronteira com a Colômbia em um ponto indeterminado, apesar de a Suprema Corte de seu país –controlada pelo chavismo– tê-lo proibido de deixar a Venezuela, e apareceu de surpresa no megashow realizado em Cúcuta com artistas e políticos para angariar fundos e mantimentos para os venezuelanos em crise. Concluiu o feito quase 30 horas depois da viagem que começou em Caracas na manhã de quinta-feira e na qual conseguiu se livrar de várias barreiras de segurança chavistas. Já em território colombiano, Guaidó sugeriu que havia conseguido atravessar a divisa com o apoio dos militares venezuelanos: “Estamos aqui porque as Forças Armadas também participaram desse processo [de surgir na Colômbia]”.

O líder venezuelano apareceu no palco ao lado dos presidentes da Colômbia, Ivan Duque, do Chile, Sebastián Piñera, do Paraguai, Mario Abdo Benítez, e do secretário-geral da OEA, Luis Almagro –o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, também em Cúcuta, publicou fotos com Guaidó. “Os obstáculos que a ditadura impõe hoje serão rios de paz, de unidade, de pessoas buscando salvar vidas no dia de amanhã”, discursou o venezuelano, presidente do Parlamento do país, que há um mês se autodeclarou chefe interino de Estado contra Maduro, sendo reconhecido pelos EUA, Brasil, e mais de 50 países pelo mundo.

Com a viagem e sua entrada na Colômbia, Guaidó rompe uma ordem expressa do Supremo Tribunal de Justiça (TSJ), controlado pelo chavismo, que no início do mês o proibiu de deixar a Venezuela. Quando perguntado sobre como planejava voltar a Caracas, ele disse que quer fazer isso de avião.

Foi mais um elemento da batalha disputada no terreno da propaganda e dos símbolos na fronteira. Nesta sexta, a região entre a Venezuela e a Colômbia foi cenário de um confronto inédito entre a oposição a Maduro e o chavismo. Separadas pela Ponte Internacional de Tienditas, exibiram as duas máquinas radicalmente opostas. Nas cercanias de Cúcuta, um enorme show organizado para pedir a entrada de ajuda humanitária prevista para sábado. A menos de 500 metros dali, a máquina governista venezuelana programou como resposta um evento musical paralelo em defesa do ideal anti-imperialista.

Com o movimento na fronteira, o desafio lançado a que Guaidó se lançou a uma mês ao se autoproclamar presidente terá seu desenlace nesse final de semana nos arredores de um posto fronteiriço que se transformou no emblema do êxodo de mais de três milhões de venezuelanos, de acordo com as Nações Unidas. A tentativa de introduzir 300 toneladas de medicamentos e alimentos na Venezuela, enviadas principalmente pelos Estados Unidos, será fundamental para determinar o equilíbrio de forças entre a Assembleia Nacional – presidida pelo próprio Guaidó  – e o chavismo.

A disputa foi retratada nas duas margens do rio Táchira, que demarca a fronteira entre os dois países. O megashow patrocinado pelo magnata britânico Richard Branson para arrecadar fundos para os venezuelanos, batizado como Venezuela Aid Live, demonstrou, por si só, a força do respaldo internacional à causa da oposição, que passa por Washington, Brasília, Bruxelas e a maioria dos Governos latino-americanos, com exceção do México. Mais de 160.000 pessoas estiveram no evento que, com investimento milionário, convocou músicos como Miguel Bosé, Alejandro Sanz, Paulina Rubio, Maluma e Maná.

As mensagens do dia giraram em torno à imigração venezuelana, da qual a Colômbia é o principal país receptor, e à importância da atuação dos soldados venezuelanos na solução da crise. Esse foi um fio condutor no palco e nas mensagens das autoridades. “Esperamos que as forças militares da Venezuela se coloquem do lado coreto da história e deem aos voluntários a possibilidade de entrar em seu território para ajudar seus irmãos. Hoje [sexta-feira] toda a América Latina se une pela liberdade da Venezuela”, disse o presidente colombiano, Iván Duque, acompanhado por Marito Abdo, mandatário do Paraguai. Suas palavras, e as de todos que lotaram na sexta essa área de Cúcuta, coincidem com as de Guaidó, que apela à consciência das Forças Armadas para que permitam a passagem das ajudas.

“Como presidente faço um pedido à Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) e a todos os venezuelanos que estão dispostos a ser parte de uma saída à crise sem violência, a dar um passo como o general Hugo Carvajal. Somente assim teremos garantias e reconhecimento para seu futuro e o de todos”, voltou a dizer o político venezuelano através das redes sociais. Na quinta-feira, Carvajal, ex-chefe da contrainteligência militar, alguém de máxima confiança do ex-mandatário Hugo Chávez e deputado do governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), reconheceu Guaidó com legítimo chefe de Estado e pediu que as tropas se rebelem contra Maduro.

Cenários

A fotografia atual ainda é uma incógnita, mas os lances do fim de semana provavelmente significarão um ponto de não retorno na disputa política e na crise vivida pela Venezuela. Juan Guaidó irá travá-la em sua tentativa de desgastar o chavismo e demonstrar que seu adversário não tem poder suficiente, e Nicolás Maduro na tentativa de reafirmar sua autoridade sustentando-se nas Forças Armadas.

No primeiro dia da batalha simbólica da fronteira, as imagens favoreciam a Guaidó. No lado venezuelano, que recebeu o show que o chavismo anunciou como resposta à oposição, o panorama era sem graça, quase vazio, no começo da tarde local. Por fim, a organização disse que o evento se prolongaria até sábado e que terá mais de 40 convidados, informa Maolis Castro.

Além da música, o evento transmitia, na verdade, outras mensagens. As habituais palavras de ordem de Maduro e seu Governo contra a Administração de Donald Trump e o Executivo colombiano de Iván Duque ganharam o acréscimo de acusações de que eles estariam criando um casus belli na tentativa de introduzir os carregamentos de medicamentos e suprimentos nutricionais. Além de Bogotá, Brasília também participa do esforço, com carregamentos prontos para serem entregues em Roraima.

O Governo bolivariano recusa taxativamente essa possibilidade, porque considera que essas ajudas são uma ingerência estrangeira e um primeiro passo rumo a uma intervenção militar. Blindou as fronteiras com uma forte mobilização de soldados, fechou os acessos ao Brasil e suspendeu a comunicação com Curaçao e as Antilhas Holandesas.

O terreno da batalha desse fim de semana entre oposição e chavismo, definitivamente, serão as fronteiras do país, especialmente a divisa entre a Venezuela e a Colômbia. As consequências políticas, entretanto, serão vistas principalmente em Caracas e a partir de segunda-feira, no Palácio de Miraflores e na Assembleia Nacional.

Do Jornal do Brasil

 

Após críticas, conselho revoga resolução de telemedicina

O Conselho Federal de Medicina revogou a resolução que regulamenta a prática de telemedicina no País. A medida ocorre depois de uma série de críticas de conselhos regionais, que consideraram o texto pouco claro e, sobretudo, um risco para a relação médico-paciente e para a qualidade do atendimento.

Entidades apontaram ainda a falta de debate sobre a normatização. Anunciada no início de fevereiro, a regra permitiria que pacientes em regiões mais afastadas do País tivessem a primeira consulta médica a distância, desde que acompanhados de um outro profissional de saúde, como auxiliar de enfermagem.

No caso de moradores de centros urbanos, as consultas a distância poderiam ser feitas apenas em retornos e sempre intercaladas com outras consultas presenciais. Diante das queixas, o Conselho Federal de Medicina abriu uma consulta para que sugestões fossem encaminhadas.

A ideia inicial era manter o cronograma e não revogar a resolução. Mas, diante do alto número de sugestões, a autarquia voltou atrás e decidiu revogar a norma, que deveria entrar em vigor 90 dias depois da publicação no Diário Oficial da União. Além de consultas, a regra permitia triagem, cirurgias e exames feitos a distância.

Com informações do Estadão

fev
23

Raquel Dodge X Gilmar Mendes

 

Paulo Preto, operador do PSDB preso pela Lava Jato, ganhou uma ajuda com decisão de Gilmar Mendes de ampliar o prazo para a produção de provas no caso da Dersa — Paulo Preto é acusado de desviar 7,7 milhões de reais numa obra do Rodoanel, em São Paulo

Raquel Dodge se posicionou contra. No seu recurso, a PGR diz que “as providências solicitadas têm o único objetivo de retardar o andamento processual pelo menos até março deste ano, quando o réu completará 70 anos e o prazo de prescrição do crime cairá pela metade”.

Gilmar, é claro, não tinha a menor intenção de beneficiar Paulo Preto.

fev
23
Posted on 23-02-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-02-2019


 

Duke, no jornal 

 

Do  Jornal do Brasil

 

Em meio à crise da Venezuela, que se agravou nesta sexta-feira, 22, após o fechamento da fronteira com o Brasil, autoridades estão reunidas no Palácio do Planalto para discutir o assunto.

O governador de Roraima, Antonio Denarium (PSL), participa do encontro por vídeo conferência. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, também participa. Além dele, representantes dos ministérios da Defesa, Relações Exteriores, Infraestrutura, Minas e Energias, entre outros.

Macaque in the trees
Jair Bolsonaro durante entrega da PEC da nova Previdência Social (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Uma operação organizada pela oposição a Nicolas Maduro na Venezuela prevê a entrada de ajuda humanitária para os venezuelanos partindo do Brasil e da Colômbia. Ontem, ao Estado, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse que em hipótese alguma o Brasil atravessará a fronteira.

Nesta sexta-feira, soldados venezuelanos abriram fogo contra um grupo de civis que tentava manter aberta uma passagem na região da fronteira entre a Venezuela e o Brasil.

Uma mulher e seu marido foram mortos e ao menos outras 15 pessoas ficaram feridas – 4 em estado grave -, segundo autoridades de Gran Sabana, onde aconteceu o incidente.

O ataque aconteceu na manhã desta sexta, quando uma escolta militar se aproximou de uma comunidade indígena de Kumarakapai. Os soldados abriram fogo com balas de borracha e gás lacrimogêneo quando os voluntários tentaram impedir que os veículos fechassem a passagem.

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