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Postado em 19-02-2019
Arquivado em (Artigos) por vitor em 19-02-2019 00:12

Do Jornal do Brasil

 

“Posso voltar quando essa noite passar e essa noite há de passar, porque a noite não dura para sempre”, declarou o deputado em Berlim

   LUCIANA RANGEL

* ESPECIAL PARA O JB

O deputado federal Jean Wyllys, eleito pelo PSOL e que abandonou o cargo devido às ameaças sofridas, está em Berlim. Ele não pediu asilo político e pretende ficar na Alemanha como pesquisador e estudante. Wyllys reforçou que a mãe dele continua sendo ameaçada. 

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Jean Wyllys (Foto: Luciana Rangel)

Ao ser perguntado sobre como é ter de deixar o país e o cargo político, Jean se mostrou abalado e muito emocionado, e disse que o fez para salvar a sua vida. Ele reforçou que um mártir nós já temos, se referindo à deputada Marielle Franco, assassinada há quase um ano. Também fez duras criticas ao governo Bolsonaro e aos ministros e, ao ser questionado por um repórter alemão sobre o tuíte de Jair Bolsonaro em resposta ao seu exílio, Wyllys respondeu: “não basta Bolsonaro ser um energúmeno, um incompetente, precisa ser debochado com a democracia brasileira”.

Ao ser questionado sobre   uma intenção de retornar ao Brasil, ele respondeu que sim, mas que isto ocorria quando o governo Bolsonaro terminar. “Posso voltar quando essa noite passar e essa noite há de passar, porque a noite não dura para sempre”. 

Wyllys recebeu um convite de asilo político do governo francês, mas recusou por acreditar que outras pessoas podem vir a precisar mais deste asilo, já que ele fica em Berlim, na casa de amigos, para cursar o doutorado.

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