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Posted on 18-02-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-02-2019

Do  Jornal do Brasil

 

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, anunciou nesta segunda-feira (18) que o presidente Jair Bolsonaro decidiu exonerar o ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno (PSL). Mais cedo, o vice presidente Hamilton Mourão havia afirmado que “de hoje não passa”. “Bebianno vai ser exonerado hoje pelo presidente”, reforçou. De acordo com o porta-voz, a exoneração foi uma decisão de “foro íntimo” de Bolsonaro. O general Floriano Peixoto ocupará a função que era de Bebianno.

Macaque in the trees
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Bebianno é o protagonista da maior crise nos primeiros meses do novo governo, suspeito de irregularidades em campanhas do PSL e envolvido em rusgas com um dos filhos do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ).

Em nota lida pelo porta-voz, Bolsonaro deseja “sucesso na nova caminhada” e agradece Bebianno por sua “dedicação”.

Bolsonaro já estava com o ato de demissão do ministro assinado. O próprio ministro também já havia dito que tinha recebido sinalizações de que sua dispensa sairia no Diário Oficial desta segunda, mas isso não aconteceu. Nesta segunda, o vice-presidente Hamilton Mourão disse que a situação seria resolvida ainda nesta segunda.

Bebianno vem sendo acusado de supostas irregularidades nas campanhas eleitorais do PSL ocorridas na época em que ele presidia o partido, que também tem o presidente Bolsonaro como filiado. A crise cresceu quando o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, chamou Bebianno de mentiroso, declaração que foi reforçada pelo próprio presidente.

DO EL PAIS
 
Presidente em 25 de janeiro.
Presidente em 25 de janeiro. Isac Nóbrega PR

Não estamos nem na metade dos cem dias de graça concedidos aos governantes em início de mandato, e o presidente Jair Bolsonaro já está no centro de uma polêmica interna com seu partido, o PSL, e seus filhos, a qual poderia acabar por devorá-lo. Há até quem pense que estamos no princípio de um fim dramático.

Tudo porque o presidente começa a sentir na pele que uma coisa são os arroubos, promessas e receitas milagrosas de uma campanha eleitoral que prometia enterrar a velha política da corrupção e seus compadrios, e outra é a realidade dura e crua da situação ira. A política é não só a arte do compromisso, mas também ciência.Tentar criar uma forma nova de governar foi o sonho de todas as grandes ideologias de esquerda e de direita que, ao final, acabaram devoradas por seus mesmos sonhos. Bolsonaro e seus fiéis seguidores acreditaram que seria fácil para eles, depois de derrotar os velhos partidos e chegarem ao Planalto, dar vida a uma aventura sem necessidade das antigas artes da política tradicional. Pouco importava que o partido que o aceitou como candidato, depois de ele transitar em sua longa vida do Congresso por outros sete ou mais, praticamente não existisse. Para que precisaria dele? Tinha seus filhos, as pessoas, as redes sociais, os robôs, a rua. Hoje, após o sucesso eleitoral, o pequeno PSL se tornou, imantado pelo poder, o maior do Congresso, mas é um caldeirão de tudo, sem história. Alguém o chamou de saco de gatos. E Bolsonaro parece disposto a sacrificá-lo.

O novo presidente parece querer continuar acreditando que o menos importante para ele é o partido. Que seu partido mais fiel seriam seus filhos. E parece disposto a sacrificar até aquele que o acolheu e o guiou durante toda a campanha, o advogado e amigo pessoal Gustavo Bebianno, então presidente do PSL e hoje ministro da Secretária Geral da Presidência. Acusado de suposta corrupção e aconselhado por seu filho Carlos, que o acusou publicamente de mentir, Bolsonaro pediu em público que fosse investigado com rigor. E os políticos clássicos sabem que não há nada mais perigoso do que transformar amigos em potenciais inimigos. A vingança é um dos ingredientes mais poderosos da política.

Bolsonaro iniciou seu caminho para a glória golpeado pela tragédia. Primeiro, a sua pessoal, ao ser vítima de um obscuro atentado contra sua vida, e depois as três tragédias sangrentas que comoveram o país, as três criminosas. A de Brumadinho com suas centenas de trabalhadores mortos e desaparecidos, a dos jovens do time do Flamengo, que acabou com seus sonhos, e a do helicóptero que estava impedido de transportar passageiros, mas mesmo assim nos roubou Ricardo Boechat, um dos jornalistas mais dignos e empenhados deste país.

A nova tragédia espreita agora a vida política de Bolsonaro. Ele terá de demonstrar que veio para relançar econômica e eticamente um país que parecia cansado dos políticos e de suas corrupções e que parecia ter perdido a esperança. A história, entretanto, deveria lhe servir de mestra. Nunca foi fácil, nem para os grandes líderes do mundo, tentar revoluções para mudar as coisas sem acabar caindo em resultados iguais ou piores.

Vocês se lembram, por exemplo, da simpática e enigmática fábula de A Revolução dos Bichos, do escritor inglês George Orwell? É a melhor metáfora que já se escreveu para mostrar como as revoluções destinadas a devolver o poder ao povo, fossem de esquerda ou de direita, acabaram em um estado autoritário e tirano ainda pior, como o stalinismo, o nazismo e o fascismo. Na parábola orwelliana, os animais de uma fazenda se rebelam contra seu dono humano e decidem se apropriar dela e criar uma maior igualdade entre todos. Dois porcos, considerados os mais inteligentes do curral, capitaneiam a revolta. Seguem-nos, felizes, a massa dos analfabetos e acríticos, como as galinhas e as ovelhas. Criam um novo credo com sete mandamentos. Entretanto, os novos líderes, os porcos Napoleão e Bola de Neve, acabam brigando. Napoleão atiça aos cachorros da fazenda contra Bola de Neve. Eclode a guerra. Os sete mandamentos vão desaparecendo, esquecidos. Manda só quem manda. Os animais da plebe, os sem poder, recorrem ao burro Benjamin, que era o único que sabia ler, para que lhes dissesse se havia sobrado de pé algum dos novos preceitos revolucionários que os líderes porcos haviam criado. Só um havia se salvado: “Todos os animais são iguais”, mas havia sido revisado assim: “Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros”. Como desde o começo do mundo.

Na nova fazenda de Bolsonaro, já vai se definindo quem disputa o poder, embora a nova revolução também exigisse que sejam todos iguais. Vai ficando claro que alguns, em seu novo reino, começam a ser mais iguais que os outros. Mais poderosos. Entre esses mais iguais, com maior poder no mundo bolsonariano, aparecem nitidamente seus três filhos, também eles políticos, encarregados de dizer à massa de galinhas e ovelhas da fazenda que acreditem, que eles lhes introduzirão na nova era da política por estrear.

Na fazenda de Orwell figurava também o corvo, que representava a Igreja. Tentava fazer o papel de moderador, mas logo deve ter percebido que as coisas foram por outro caminho. Bolsonaro e família, todos religiosos, têm a Bíblia como centro de suas leituras. Nela, curiosamente, existe toda uma literatura de dramas e traições entre irmãos, entre pais e filhos. Querem algumas? Por exemplo, a de Jacó e Esaú. Jacó, com a cumplicidade de sua mãe, enganou a seu irmão Esaú e ficou com a herança do pai. Ou a dos 12 filhos de Jacó, neto de Abraão. José era o mais novo e o preferido. A inveja eclodiu entre os irmãos. Tentaram matá-lo. Depois o venderam como escravo a um mercado do Egito. E, antes deles, a trágica história com a qual a humanidade começa: o fratricídio de Caim contra Abel. O grito terrível de Caim: “Acaso sou eu o guardião de meu irmão?”.

Em tempos nos quais a cultura está em baixa, não seria nada mal que os políticos, velhos e novos, dessem um passeio pela literatura mundial, mãe da sabedoria. Entenderiam melhor que, ao final, não há nada de novo sob o sol. O importante é não esquecer isso na hora de querer convencer as pessoas de que há políticos que são menos iguais que os outros. Existem, talvez, os que ainda respeitam os valores de dignidade e liberdade das modernas e imperfeitas democracias, e aqueles preferem voltar aos velhos tempos do faroeste.

“Nostalgia Cubana”, Célia Cruz: lembranças melancólicas de uma cidade e de um País que não existem mais e provavelmente jamais voltarão a ser como há 60 anos quando a revolução desembarcou por lá. Nostalgicamente permanecem a poesia da letra da canção e a voz pujante de sua grande cantora que morreu sem poder retorna do longo exílio. Para começar musicalmente a semana de fevereiro no Bahia em Pauta.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares) 


Imagem do documentário ‘Rebeldes de Sierra Maestra’ (1957).
Imagem do documentário ‘Rebeldes de Sierra Maestra’ (1957). Bettmann Archive Bettmann GETTY IMAGES

Muitos estrangeiros compraram propriedades em nome de cubanos nos últimos anos em Havana porque ainda não é permitido que façam isso por conta própria. Os preços se multiplicaram. No bairro de Vedado, abundam as mansões e departamentos em restauração. Na zona de Miramar, existem pubs onde os únicos negros que há dentro são os seguranças: tipos grandes e musculosos como os que guardam as discotecas nova-iorquinas ou parisienses. Meses atrás fui a um desses ? o Mio & Tuyo ? e, quando quis chegar à área onde estavam as mulheres mais admiráveis, um desses porteiros me deteve pondo seu braço em meu ombro: “Daqui para lá é VIP”, disse-me. “Para passar, você precisa comprar uma garrafa de uísque Chivas Regal ou ser sócio do clube”, acrescentou. E eu pensei: terminou a revolução.

Pelo menos 30 movimentos guerrilheiros surgiram na América Latina desde que triunfou a revolução cubana até o fim dos anos oitenta. Hoje não resta nenhum, salvo o ELN da Colômbia, transformado em organização criminosa. A revolução ? esse fantasma que hoje parece abandonar o continente ? cativou os melhores políticos, artistas e intelectuais de sua época, e uma literatura esplendorosa brotou sob sua sombra. Até o cristianismo participou de seu feitiço justiceiro com a teologia da liberação. Mas essa fé hoje parece encerrar seu reinado. Dela restam, quando muito, discursos vazios, promessas e slogans que, de tanto ser repetidos sem nunca ser realizados, perderam seu sentido.Para esses que sempre combateram a revolução, porque desde o início ela atentou contra seus interesses e os teve como inimigos declarados, sua morte é motivo de celebração. Mas lhes convém manter viva a ideia de sua ameaça, para que assim possam se apresentar como guardiães das maiorias e conservar o poder. Para aqueles que, por outro lado, acreditaram que outro mundo era possível e que a fraternidade poderia vencer o egoísmo, constatar que seus desejos alimentaram a intolerância, o abuso e a pobreza dói e tira a fala. Deve ser por isso que hoje a esquerda honesta está muda.

Os cubanos costumam discutir sobre quando a revolução perdeu seu encanto. Alguns dizem que foi no começo dos anos setenta, depois do caso Padilla, com a sovietização do chamado Quinquênio Cinza, quando até os edifícios foram projetados conforme os planos de Kruschev e se instalou o conceito de “diversionismo ideológico” para todo aquele que pensasse ou desejasse algo fora da norma estabelecida. Segundo outros, foi em 1989, com a Causa Número 1 ? que terminou com o fuzilamento do general Ochoa, uma das figuras mais respeitadas da revolução ? e a queda da URSS. O que veio depois, o Período Especial, os cubanos não esqueceram mais. O petróleo desapareceu e era tão curto o tempo que tinham luz elétrica que, em lugar de falar de apagões, eles falavam de alumbrones (“acesões”). Até gatos saíam à caça para comer.

O petróleo e a comida voltaram a Cuba com a chegada de Hugo Chávez à presidência da Venezuela. Chávez viu em Fidel a figura de um pai, de um modelo, de um guia. Quis seguir seus passos e reviver à sua maneira o sonho de revolução que agonizava adicionando a ele o sobrenome “bolivariana”. Comprou Governos em toda a América Latina enquanto o preço do petróleo estava nas nuvens e os somou ao chamado socialismo do século XXI, quando o certo é que o capitalismo já tinha triunfado e o dele não era nada mais que a triste caricatura de um fato histórico que se apagava. A revolução já não tinha artistas, nem intelectuais, nem poesia, nem fé.

Se em Cuba houve gerações que romperam as mãos cortando cana de açúcar, na Venezuela se pregava com maços de notas nas mãos. Se Chávez viu em Fidel um pai legitimador, Fidel encontrou em Chávez um filho como o que muitos cubanos têm no exterior, de onde lhes mandam dinheiro para sobreviver. Por mais duro que seja reconhecer isso, o sonho de socialismo e de dignidade de Cuba sempre foi financiado por outros.

Barbearia no bairro de Vedado.
Barbearia no bairro de Vedado. Michael Christopher Brown
 

Mas se a revolução cubana perpetuou no poder esse grupo que o conquistou no final da década de 1950, dando lugar a uma gerontocracia imune às mudanças, não gerou uma elite de milionários, como o chavismo. No início foram chamados de boliburgueses e hoje são conhecidos como enchufados (“conectados”). Comercializando petróleo, drogas, ouro e diamantes nacionais, acumularam fortunas imensuráveis, ao mesmo tempo em que vociferavam contra os ricos e a favor do povo. Hoje são eles os principais clientes dos poucos restaurantes de luxo que restam em Caracas, enquanto se multiplicam os refeitórios solidários (panelas comuns) para combater a desnutrição. As caixas de mantimentos CLAP (do Comitê Local de Abastecimento e Produção) que o Governo distribui para aliviar a crise alimentar, “são como o período, porque chegam uma vez por mês e duram uma semana”, brincam aqueles que as recebem. A pobreza e a desigualdade aumentaram notoriamente sob o Governo de Nicolás Maduro.

A Igreja revolucionária cubana está repleta de sacerdotes profissionais que já perderam a fé e de gestos que, desprovidos de significado, hoje parecem momices. Ninguém vive lá nem do cartão de abastecimento mensal nem do salário que o Estado paga. Alguns resumem assim: “Aqui uns fingem que trabalham e outros fingem que lhes pagam”. Com um salário oficial equivalente a 109 reais mensais, morrem de fome. A maior parte da economia nacional se desenvolve fora dessa estrutura socialista. Quem trabalha para uma empresa estatal faz isso principalmente para ter acesso aos bens que passam por ali: os caminhoneiros ao petróleo, os padeiros à farinha, os pedreiros ao cimento… e aí os roubam como formigas e os vendem no mercado negro. É um costume adquirido, de modo que nenhum cubano julga o outro por fazer isso. Se eu fosse descrever o grosso do funcionamento da economia cubana, diria que se trata de um capitalismo selvagem, desregulado e livre de impostos.

O processo de degradação não é novo, mas agora está em uma fase terminal. Ninguém fala de socialismo. É notório o renascer de uma nova burguesia. Embora as condições de vida da imensa maioria continuem sendo muito precárias, esse pequeno grupo que está protagonizando as mudanças viaja, tem Internet em suas casas (há empresas piratas que a instalam) e serve de fachada para dinheiro vindo de fora.

A esta altura, é um regime político em que ninguém acredita. Foi morto por seu orgulho, seu autoritarismo, sua burocracia. O iluminismo, a arrogância, o controle. Queria ser o mundo novo e se tornou um mundo velho. Faz tempo que seu objetivo não é a justiça, e sim a sobrevivência. Não saem em sua defesa os espíritos ousados e desrespeitosos. Aquilo que os barbudos de Sierra Maestra encarnaram alguma vez, hoje aponta o dedo contra eles e os condena. Um rastafári me disse o seguinte no parque Céspedes de Santiago de Cuba: “Como esses velhos podem continuar falando de revolução se lutam dia e noite para que nada mude?”.

Apesar de tudo, em Cuba houve uma tentativa, uma atrevimento, uma esperança e uma pretensão que deve voltar a nos encarar mais cedo do que tarde, porque o ser humano pode renascer depois do fracasso, mas a renúncia a toda a ilusão o mata para sempre. A tarefa de manter vivo o espírito de uma comunidade, de fazer com que cada homem também seja responsável pelos outros e assegurar que a liberdade de cada indivíduo não seja inimiga da liberdade de outros, ainda está de pé. Para torná-la crível, é indispensável se atrever a pensar de novo. Deixar para trás sem complexos aquela esquerda fracassada e pervertida. Acabar com esse matrimônio envenenado, para poder se apaixonar autenticamente outra vez.

Patricio Fernández é fundador e diretor do semanário chileno ‘The Clinic’. Seu último livro, ‘Cuba ? Viaje al Fin de la Revolución’, foi lançado no Chile em 24 de janeiro pela editora Debate.

fev
18
Posted on 18-02-2019
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DO G1

Por Danilo Martins, TV Globo — Brasília

Bebianno disse que o momento é de 'esfriar a cabeça'

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, disse neste domingo (17) que o momento é de “esfriar a cabeça”.

Ele foi abordado por jornalistas no hotel onde mora, em Brasília, quando saía para o almoço. Bebianno deu a declaração diante de perguntas sobre se falaria a respeito de sua eventual demissão do cargo.

“Agora é hora de esfriar a cabeça”, afirmou o ministro.

 

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno — Foto: Reprodução/JN O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno — Foto: Reprodução/JN

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno — Foto: Reprodução/JN

Bebianno viveu uma semana de crise dentro do governo, após denúncias de candidaturas “laranjas” no PSL e um episódio de atrito entre ele e o filho do presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro. Integrantes do governo dão como certo que o presidente vai exonerar o ministro.

Aos jornalistas que o aguardavam no hotel, Bebianno disse que, por ora, não vai se pronunciar sobre o caso. “Daqui a alguns dias”, afirmou.

A crise

Reportagem da “Folha de S.Paulo” publicada na semana passada revelou repasse do PSL de R$ 400 mil de recursos públicos do fundo partidário para uma candidata de Pernambuco suspeita de ser “laranja”. Bebianno era o presidente do partido durante as eleições e, segundo a reportagem, autorizou os repasses.

Dias depois, para negar que houvesse crise por causa da denúncia do jornal, Bebianno disse que tinha conversado três vezes com Jair Bolsonaro enquanto o presidente ainda estava internado em São Paulo.

 Em uma rede social, o vereador Carlos Bolsonaro classificou a afirmação de Bebianno como “mentira absoluta”. Depois, Jair Bolsonaro compartilhou as mensagens do filho na mesma rede social.

Na sexta-feira (15), Bolsonaro e Bebianno se encontraram pela primeira vez depois do episódio. Apesar dos apelos de ministros para que a crise fosse encerrada, o clima continuou tenso, mesmo depois de um encontro reservado entre os dois. Bolsonaro apontou Bebianno como o responsável por vazamentos de informações do governo para a imprensa.

Na madrugada de sábado, o ministro reproduziu um texto sobre lealdade em uma rede social. Bolsonaro recebeu ministros no Palácio da Alvorada ao longo do dia. Entre eles, não estava Bebianno.

Sobre os repasses do PSL para candidatos supostamente “laranjas”, Bebianno disse que não escolhia os candidatos do partido nos estados. Essa atribuição, segundo ele, cabia aos diretórios regionais.

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18
Posted on 18-02-2019
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Miguel, no (PE)

 

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18

A tentativa frustrada de convencer Jaques Wagner

Uma ala do PT queria que Lula indicasse outro nome para a presidência do partido que não o de Gleisi Hoffmann.

Esses petistas tentaram convencer Jaques Wagner a concorrer ao cargo, mas ouram “um sonoro não como resposta”, diz a Folha.

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