As canções românticas do coração de Bibi, em performance histórica, inesquecível e insuperável: 

“Em 06/01/92, foi ao ar pela TV Globo o especial “Bibi In Concert”, gravado no Teatro João Caetano, no Rio, em homenagem aos 50 anos de carreira de Bibi Ferreira. Ainda no primeiro bloco do programa, a artista, acompanhada da Orquestra Sinfônica Brasileira sob regência de Henrique Morelembaum, apresentou este pot-pourri romântico. Aparecem: “Boa Noite Amor” (José Maria de Abreu/Francisco Mattoso), “Apelo” (Baden Powell/Vinicius de Moraes), “Eu Sei Que Vou Te Amar” (Tom Jobim/Vinicius de Moraes), “Ouça” (Maysa), “Ninguém Me Ama” (Antônio Maria), “Demais” (Tom Jobim/Aloysio de Oliveira). “Bibi In Concert” teve direção de Augusto Cesar Vanucci.”

Para aplaudir de pé e lembrar eternamente de Bibi Ferreira.

ADEUS!!!

(Vitor Hugo Soares)

Morre Bibi Ferreira
Bibi Ferreira, durante uma apresentação. Divulgação/William Aguiar
Joana Oliveira
  

Bibi Ferreira, atriz, cantora e compositora que fez história nos musicais brasileiros, morreu nesta quarta-feira, 13 de fevereiro, aos 96 anos, em sua casa, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo empresário da artista e por sua família, que acredita que Bibi morreu dormindo.Fruto de uma família profundamente ligada ao circo e ao teatro —seu pai era o ator Procópio Ferreira, um dos maiores nomes das artes cênicas do país, e sua mãe era a bailarina espanhola Aída Izquierdo (também apelidada Bibi)—, a artista estreou nos palcos já aos 24 dias de vida, no espetáculo Manhãs de Sol, com a madrinha Abigail Maia, substituindo uma boneca de pano. Desde então, não deixou os holofotes. Aos três anos, animava os entreatos dos espetáculos da companhia de teatro da mãe, a Velasco.

 A estreia profissional chegou aos 18 anos, depois de uma infância de aulas de ópera, piano e violino, além de uma temporada no Corpo de Baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, dos sete aos 14 anos. Em 1941, atuou ao lado do pai em La Locandiera, peça de Carlo Goldoni. Apenas um ano depois, fez história ao montar sua própria companhia e tornar-se uma das primeiras mulheres a dirigir teatro no Brasil, com a obra Fizemos Divórcio, em que conduziu o próprio pai em cena. Nessa época, trabalhou com nomes como Cacilda Becker, Maria Della Costa e a diretora francesa Henriette Morineau.

Bibi Ferreira levou muitos dos artistas com quem trabalhou no teatro para a televisão em 1960, quando inaugurou a TV Excelsior com o programa Brasil 60. Também apresentou Bibi sempre aos domingos e, em 1968, estrelou o musical Bibi ao vivo, transmitido direto do auditório da Urca. Pouco depois, realizou os papeis que marcaram sua carreira: My fair lady (Minha Querida Dama), de Frederich Loewe e Alan Jay Lerner, e Hello, Dolly!,  versão da obra The matcmaker, de Thornton Wilder, com Hilton Prado e Lísia Demoro.

A artista também foi responsável por um dos maiores sucessos do Canecão, ao dirigir o espetáculo Brasileiro, profissão esperança, inspirado na obra do compositor Antonio Maria e protagonizado por Paulo Gracindo e Clara Nunes.

Ganhadora do Prêmio Molière, em 1975, por interpretar Joana em Gota D’água, de Paulo Pontes e Chico Buarque —montagem que ambientava a tragédia Medeia em um morro carioca—, Bibi também eternizou a fadista Amália Rodrigues em Bibi vive Amália, nos anos 2000. Também se apresentou acompanhada por orquestra e coral os recitais Bibi in concert e Bibi in concert pop.

Morre Bibi Ferreira
Bibi Ferreira no espetáculo ‘Brasil 79’, em 1979. Acervo TV Globo
 O momento mais bonito da sua carreira ocorreu, quiçá, em março de 2018, aos seus 95 anos, quando fez o público de Brasil, Portugal e Estados Unidos se emocionar ao cantar chorando músicas de Edith Piaf (em Bibi canta Piaf). A interpretação foi considerada “perfeita e cuidadosa” pelos críticos e lhe rendeu os prêmios Molière, Mambebe, Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) e Pirandello. Em setembro do mesmo ano, a diva dos musicais foi obrigada a fazer o que dizia nunca ter imaginado na vida: despedir-se dos palcos. Ao explicar seu afastamento, disse, em um breve comunicado no facebook: ”Entender a vida é ser inteligente”.

Após a notícia de seu falecimento, diversos companheiros do meio artístico manifestaram tristeza e gratidão pela artista que contribuiu para que o que era considerado um sub-ofício das artes se transformasse em uma profissão de lendas vivas. “Foi-se a imensa Bibi Ferreira. Devo a ela meu primeiro encantamento com o palco assistindo sua performance em Alô, Dolly quando era um menino de oito anos. Obrigado por tudo, mas principalmente obrigado por honrar o palco sempre”, escreveu o ator e diretor Miguel Falabella.

Em entrevista a EL PAÍS em agosto de 2018, Fernanda Montenegro afirmou que Bibi era sua “raíz”. “No momento, embora com 97 anos, Bibi Ferreira é a grande mulher, a grande atriz, a grande produtora, a grande artistas dos palcos desse país. Não sou eu. É nela que eu me espelhei quando eu tinha 15 ou 20 anos. Além dela, Dulcina de Moraes. Mas Bibi trabalhou até 95 anos e é também uma cantora extraordinária, uma mulher de palco absoluta”, disse a atriz.

“Ô meu Deus! Que dia triste para o Brasil! Brilhe sempre, Estrela Bibi”, disse Elza Soares em seu conta no Instagram. A também cantora Alcione afirmou que “perdemos a maior personalidade do teatro brasileiro”, enquanto a atriz Zezé Motta disse que não consegue “imaginar o mundo e os palcos” sem pessoas como Bibi.

“Acabamos de perder a grande dama do Teatro Brasileiro. Bibi abrilhantou nossos palcos com seu talento e sabedoria, foi uma atriz, cantora e diretora única em seu entendimento da arte teatral, em seu olhar sobre a humanidade, com a força e o mistério do amor, da entrega e dedicação ao ofício da interpretação. Todos nós aprendemos com ela e a reverenciamos. Vai continuar brilhando no céu de nossa memória. Nos palcos e na vida nosso amor e gratidão eternas! Bravos Bibi”, publicou a atriz Beth Goulart.

Bolsonaro chega a Brasília e saúda Mourão.

 Bolsonaro chega a Brasília e saúda Mourão. Marcos Correa AP
Brasília

Após 17 dias afastado do centro do poder político, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) teve alta hospitalar e desembarcou nesta quarta-feira em Brasília com algumas bombas a desarmar. A principal delas é a crise provocada pelos indícios de que seu partido, o PSL, usou candidaturas-laranja na eleição e o mal-estar com o seu ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que comandava a sigla durante a campanha. Bolsonaro endossou críticas públicas a Bebianno feita por um de seus filhos, o vereador Carlos Bolsonaro. A conta oficial do Twitter do mandatário replicou a mensagem de Carlos que chamava o ministro, até então um dos homens-fortes do Planalto, de “mentiroso”. Depois, o próprio Bolsonaro disse o mesmo em entrevista à TV Record.

“É mentira”, disse o presidente na entrevista ao canal de TV, negando ter conversado com seu ministro a respeito da crise enquanto ainda convalescia de uma operação intestinal no hospital Albert Einstein, em São Paulo. Bolsonaro não anunciou, no entanto, que Bebianno deixaria o cargo. O mandatário disse ter ordenado à Polícia Federal que investigue os casos suspeitos no PSL. “Se for verdade (a existência de candidaturas-laranja), (Bebianno) não tem outro caminho a não ser retornar às suas origens”, seguiu.

Advogado de formação, Bebianno se aproximou de Bolsonaro há apenas dois anos. Em 2018, a pedido do então pré-candidato a presidente, assumiu interinamente o comando do PSL no período eleitoral, quando ao menos três candidaturas aparentemente fictícias foram lançadas pela legenda. Uma delas, a de Maria de Lourdes Paixão (PSL-PE), abocanhou 400.000 reais do fundo partidário, que é composto de dinheiro público. Outra, de Érika Siqueira Santos (PSL-PE), recebeu 250.000 reais, autorizados pelo hoje ministro. Os casos foram revelados pelo jornal Folha de S. Paulo.

O incômodo político-familiar cresceu depois que o ministro afirmou à imprensa que tinha conversado com Bolsonaro sobre as candidaturas-laranjas na terça-feira, quando ele ainda estava internado. Em um aparente movimento para blindar o pai do desgaste do escândalo, Carlos, usou suas redes sociais para dizer que Bebianno mentiu. “É uma mentira absoluta de Gustavo Bebbiano (sic) que ontem teria falado 3 vezes com Jair Bolsonaro para tratar do assunto citado pelo Globo e retransmitido pelo Antagonista.”

Em mais um ineditismo de um Governo que orbita nas redes sociais, o vereador ainda publicou no Twitter um áudio no qual o presidente diz que não iria conversar com Bebianno naquele dia. “Ô Gustavo, complicado de conversar, ainda. Eu não vou falar, não vou falar com ninguém, a não ser estritamente o essencial. Estou em fase final de exames para possível baixa hoje. , ok? Boa sorte, aí”, diz a gravação.

 

Horas depois, o presidente replicou as mensagens de Carlos.  Já em Brasília, seguiu para o Palácio da Alvorada e não teve agenda pública. Bebianno, por sua vez, também não participou de eventos públicos nem respondeu às perguntas da reportagem, por telefone e por e-mail, sobre o tema.

Desgaste na base

Mesmo antes da entrevista da TV Record ir ao ar, entre assessores da presidência e alguns aliados do Governo a demissão de Bebianno era dada como quase certa. No plenário da Câmara, o deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) queixou-se das críticas que a legenda vem recebendo. “A maioria dos partidos de esquerda que subiram aqui [na tribuna da Câmara] falou que o PSL é um partido de laranjas. O PSL não é um partido de laranjas”. Disse ainda que ninguém será protegido pelo Governo, caso cometa alguma irregularidade. “Qualquer secretário, deputado, ministro envolvido em qualquer coisa, essa laranja podre vai cair.”

Outra parlamentar que atua na linha de frente de Bolsonaro, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), reclamou das postagens de Carlos. “Não pode se misturar as coisas. Filho de presidente é filho de presidente. Temos que tomar cuidado para não fazer puxadinho da Presidência da República dentro de casa para expor um membro do alto escalão do governo dessa forma”.

O chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), amenizou a crise e defendeu seu colega na esplanada dos ministérios. “Ajustes nas relações são normais. Temos 40 dias de Governo. O presidente ficou quase 20 hospitalizado. Temos de ter calma. O ministro Gustavo Bebianno é uma pessoa superdedicada ao projeto, é um homem sério, responsável, correto”.

Opositor de Bolsonaro no Congresso, o PSOL apresentou um requerimento pedindo a convocação dele para prestar esclarecimentos na Câmara e uma representação criminal na Procuradoria-Geral da República.

Outras bombas a desarmar e Mourão

Se não bastasse a crise de seu partido, Bolsonaro terá nos próximos dias de resolver problemas pontuais e não tanto nas mais diversas áreas. Na econômica, terá de dar encaminhamento à sua reforma da Previdência – escolhendo qual proposta será enviada ao Congresso até o dia 20. Na entrevista à Record, ele prometeu “bater o martelo” sobre a questão na tarde desta quinta-feira. Terá também de conter uma queda de braço entre os ministros Paulo Guedes (Economia) e Tereza Cristina (Agricultura), que não se entenderam sobre a taxação de leite que é importado pelo Brasil. A taxa caiu. Depois da reclamação da bancada ruralista, voltou.

Ainda na relação com o Congresso, o presidente terá de deter as críticas feitas ao seu inexperiente líder na Câmara dos Deputados, o major Vitor Hugo (PSL-GO), um parlamentar em primeiro mandato. Com Bolsonaro hospitalizado, ele tentou reunir os líderes do partido aliado, não conseguiu. Tem sido vítima até de fogo amigo do PSL. Deputados entendem que era necessário ter alguém mais experiente no trato com os colegas. Por ora, o presidente deverá mantê-lo na função.

Já no Senado, o presidente também está em busca do líder de seu Governo. A ideia é que seja algum político fora do PSL. O nome ventilado até agora é o de Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Dois fatores pesam contra ele, no entanto, ser do MDB e aliado de Renan Calheiros (MDB-AL), o cacique que foi derrotado por Davi Alcolumbre (DEM-AP) na disputa pela presidência do Senado. Ainda falta definir também o líder do Governo no Congresso. Segundo o ministro Onyx, os nomes serão levados a Bolsonaro neste fim de semana e devem ser anunciados em breve.

Na entrevista à TV Record, o presidente acrescentou ainda um item na agenda de arestas: afinar os ponteiros com o vice-presidente, Hamilton Mourão. Ele afirmou que o vice dá “escorregadas” ao falar com a mídia, mas frisou que há harmonia entre os dois.

Collor sobre pacote do Moro: “Em vez de enfraquecer o crime organizado, as medidas acabarão por fortalecê-lo”

 

Fernando Collor de Mello ocupou a tribuna do Senado, há pouco, para fazer duras críticas ao pacote anticrime de Sergio Moro.

“Diante da violência e da insegurança cotidianas, é certamente uma referência polêmica, equivocada e, sobretudo, incompleta”, disse, no início do discurso.

“Em vez de enfraquecer o crime organizado, as medidas propostas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública acabarão por fortalecê-lo. Trabalharão em favor da criminalidade ao lotar presídios com militantes que permitirão aos grupos criminosos ampliar sua atuação”, acrescentou.

A quem interessar, AQUI está a íntegra da fala do senador.

Pela manhã, esse mesmo Collor preocupado com o pacote de Moro prestou depoimento no STF, como registramos:

Do  Jornal do Brasil

O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC), filho do presidente Jair Bolsonaro, escreveu no Twitter que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, mentiu ao afirmar que teria conversado três vezes com o presidente na terça-feira, 12.

Em entrevista ao jornal ‘O Globo’, Bebianno negou ser motivo de instabilidade no governo após a repercussão de uma publicação da ‘Folha de S.Paulo’, que informa que o PSL, partido do presidente, teria financiado uma candidatura laranja no Pernambuco em outubro de 2018. Bebianno era o presidente da sigla na época.

“Falei três vezes com o presidente”, disse Bebianno. Carlos, que diz ter estado 24 horas ao lado de Bolsonaro, desmentiu o ministro: “É uma mentira absoluta de Gustavo Bebbiano que ontem teria falado 3 vezes com Jair Bolsonaro para tratar do assunto citado.”

Posteriormente, Carlos publicou um áudio aonde o presidente afirma repetidamente que só falaria o essencial ao telefone.

De acordo com a publicação do jornal ‘Folha de S.Paulo’, Bebianno teria sido responsável pela liberação R$ 250 mil de verba pública para a campanha de uma ex-assessora, que repassou parte do dinheiro par uma gráfica registrada em endereço de fachada. A gráfica teria sido a mesma usada pela candidata Maria de Lourdes Paixão, que diz ter repassado R$ 380 mil à empresa.

fev
14
Posted on 14-02-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 14-02-2019


 

Duke, no jornal mineiro

 

 DO G1
 
 

Helicóptero prefixo PT-HPG que se acidentou na Anhanguera — Foto: Matheus Herrera/Arquivo pessoal Helicóptero prefixo PT-HPG que se acidentou na Anhanguera — Foto: Matheus Herrera/Arquivo pessoal

Helicóptero prefixo PT-HPG que se acidentou na Anhanguera — Foto: Matheus Herrera/Arquivo pessoal

 

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu cautelarmente nesta quarta-feira (13) a RQ Serviços Aéreos Especializados, dona do helicóptero que caiu na última segunda e vitimou o jornalista Ricardo Boechat e o piloto da aeronave. Com a suspensão, a empresa fica proibida de operar.

O acidente ocorreu quando o jornalista voltava de Campinas (SP), onde havia participado de um evento.

Segundo a agência, havia “indícios de prática irregular de táxi-aéreo” por parte da empresa, que não tinha autorização para esse tipo de transporte.

De acordo com a Anac, a empresa possuía autorização para prestar serviços especializados, como aerofotografia e aerocinematografia, mas não possuía autorização para fazer taxi-aéreo, com o transporte remunerado de passageiros.

A agência informou ainda que as empresas envolvidas na contratação do serviço terão cinco dias úteis, a partir da publicação da suspensão no “Diário Oficial da União”, para apresentarem a documentação que comprove qual o tipo de serviço contratado.

A medida, segundo a Anac, deve ser publicada no “Diário Oficial” desta quinta-feira (14).

 

Arte mostra local do acidente com helicóptero no qual morreram o jornalista Ricardo Boechat e o piloto Ronaldo Quattrucci — Foto: Alexandre Mauro/Editoria de Arte/G1 Arte mostra local do acidente com helicóptero no qual morreram o jornalista Ricardo Boechat e o piloto Ronaldo Quattrucci — Foto: Alexandre Mauro/Editoria de Arte/G1

Arte mostra local do acidente com helicóptero no qual morreram o jornalista Ricardo Boechat e o piloto Ronaldo Quattrucci — Foto: Alexandre Mauro/Editoria de Arte/G1

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