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Por G1 — São Paulo

Jair Bolsonaro recebe alta após 17 dias de internação

Jair Bolsonaro recebe alta após 17 dias de internação

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) recebeu alta no início da tarde desta quarta-feira (13), após 17 dias internado no Hospital Albert Einstein, na região central de São Paulo.

A informação foi confirmada pelo porta-voz da presidência. Ele deixou o centro médico por volta das 12h20, e seguiu para o Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul, e embarcou para Brasília em avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

O boletim médico, divulgado pelo hospital logo após a saída do presidente, afirma que Bolsonaro “recebeu alta nesta manhã com o quadro pulmonar normalizado, sem dor, afebril, com função intestinal restabelecida e dieta leve por via oral”.

 

Bolsonaro embarca para Brasília após receber alta hospitalar nesta quarta (13) — Foto: Reprodução/TV Globo Bolsonaro embarca para Brasília após receber alta hospitalar nesta quarta (13) — Foto: Reprodução/TV Globo

Bolsonaro embarca para Brasília após receber alta hospitalar nesta quarta (13) — Foto: Reprodução/TV Globo

O texto diz ainda que, durante o período de internação, o presidente “realizou exercícios de fisioterapia respiratória e motora, com períodos de caminhada fora do quarto. Medidas de prevenção de trombose venosa também foram adotadas.”

Bolsonaro passou por uma cirurgia para retirar uma bolsa de colostomia e refazer a ligação entre o intestino delgado e parte do intestino grosso no dia 28 de janeiro.

Na semana passada, após um episódio isolado de febre, ele foi submetido a exames e diagnosticado com pneumonia.

Em boletim divulgado na tarde desta terça-feira (12), os médicos afirmavam que Bolsonaro mantinha “boa evolução clínica, está sem febre, sem dor abdominal e o quadro pulmonar encontra-se em resolução”.

Veja a íntegra do boletim médico:

O excelentíssimo Presidente da República, Jair Bolsonaro, permaneceu internado no Hospital Israelita Albert Einstein entre os dias 27 de janeiro e 13 de fevereiro.

A programação da cirurgia eletiva de reconstrução do trânsito intestinal iniciou no dia 27 de janeiro com a avaliação clínica préoperatória, exames laboratoriais e de imagem, encontrando-se apto para o procedimento.

Na manhã seguinte, o paciente foi submetido a uma cirurgia bemsucedida de reconstrução do trânsito intestinal e extensa lise de aderências decorrentes das duas cirurgias anteriores. Foi realizada anastomose do íleo com o cólon transverso, que é a união do intestino delgado com o intestino grosso.

O procedimento teve duração de 7 horas, ocorreu sem intercorrências e sem necessidade de transfusão de sangue. O resultado final do anátomo-patológico evidenciou serosite crônica, sem outras anormalidades.

Devido ao episódio de náusea e vômito em 2 de fevereiro, o paciente passou a usar uma sonda nasogástrica. Apresentou na noite de 3 de fevereiro elevação da temperatura (37,3 °C) e alteração de alguns exames laboratoriais. Foi iniciada antibioticoterapia de amplo espectro empiricamente e realizados novos exames de imagem.

Identificou-se uma coleção líquida ao lado do intestino, na região da antiga colostomia. Foi submetido à punção guiada por ultrassonografia e um dreno foi colocado no local. O paciente se manteve sem dor, afebril e em jejum oral. A coleção drenada era sero-hemática e não houve crescimento bacteriano, não configurando infecção.

Nos dias seguintes, houve melhora do seu estado de saúde com redução da coleção líquida no abdome e aumento da movimentação intestinal. Isso possibilitou o início de ingestão de líquidos por via oral em associação à nutrição parenteral.

Em 6 de fevereiro, teve episódio isolado de febre sem outros sintomas associados, sendo submetido à tomografia de tórax e abdome que evidenciou boa evolução do quadro intestinal e imagem compatível com pneumonia. Essa pneumonia não era associada à ventilação mecânica e possivelmente decorreu de microaspiração de conteúdo gástrico. Foi realizado um ajuste na antibioticoterapia e mantidos os demais tratamentos.

 

Nos dias posteriores, a evolução clínica foi considerada boa, sem disfunções orgânicas e com melhora dos exames laboratoriais. O dreno colocado no seu abdome foi retirado pela equipe de radiologia intervencionista em 8 de fevereiro, quatro dias após sua introdução. Devido à melhora do quadro intestinal e boa receptividade à dieta líquida, a sonda nasogástrica também foi retirada.

O quadro pulmonar progrediu de forma positiva, assim como os exames laboratoriais. Com a evolução da movimentação intestinal e aceitação da dieta líquida, foi iniciada uma dieta cremosa. A nutrição parenteral foi sendo reduzida gradativamente até sua suspensão em 11 de fevereiro, quando foi iniciada uma dieta leve e mantido o suplemento nutricional.

Durante o período de internação, realizou exercícios de fisioterapia respiratória e motora, com períodos de caminhada fora do quarto. Medidas de prevenção de trombose venosa também foram adotadas.

Recebeu alta nesta manhã com o quadro pulmonar normalizado, sem dor, afebril, com função intestinal restabelecida e dieta leve por via oral.

Dr. Antônio Luiz Macedo, cirurgião e médico titular
Dr. Leandro Echenique, cardiologista
Dr. Luis Fernando Aranha, infectologista
Dra. Carmen Silvia Valente Barbas, pneumologista
Dr. Celso Cukier, nutrólogo
Dr. Miguel Cendoroglo, Diretor Superintendente do Hospital Israelita Albert Einstein

Cronologia da internação

Segunda-feira (28/1)

Jair Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia para retirada da bolsa de colostomia no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo. O procedimento terminou após sete horas e ocorreu “com êxito”, segundo informou o Palácio do Planalto. O vice-presidente Hamilton Mourão assumiu a Presidência da República por dois dias.

De acordo com o boletim médico divulgado pelo hospital, a cirurgia foi realizada “sem intercorrências e sem necessidade de transfusão de sangue”. Foi realizada uma “anastomose do íleo com o cólon transverso”, que é a união do intestino delgado com uma parte do intestino grosso. Foram retirados de 20 a 30 centímetros do intestino grosso de Bolsonaro na parte que ligava o intestino delgado à bolsa de colostomia.

 

Terça-feira (29/1)

Bolsonaro seguiu na UTI do Hospital Albert Einstein após a retirada da bolsa de colostomia. Ele recebeu analgésicos para controle da dor e não apresentou sangramentos ou complicações, ficando sem febre ou sinais de infecção.

Quarta-feira (30/1)

Bolsonaro reassumiu a Presidência da República e passou a despachar de um escritório que foi montado no mesmo andar onde está internado no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo.

Quinta-feira (31/1)

O porta-voz da presidência, Otávio do Rêgo Barros, disse que Bolsonaro estava tentando se manter sem falar, mas a recomendação médica era difícil de ser acolhida: “O presidente é difícil, ele está falando já. A despeito do médico dizer para ele ficar calado, ele já está falando”.

Sexta-feira (1º/2)

O boletim médico do dia informou que Bolsonaro teve boa evolução clínica. “Já apresenta sinais de início dos movimentos intestinais”. “Segue com dieta parenteral (endovenosa) exclusiva, sem infecção ou outras complicações. Realiza fisioterapia respiratória e períodos de caminhada fora do quarto. Por ordem médica, o paciente segue com visitas restritas.”

Sábado (2/2)

O presidente teve náuseas e vômito, e os médicos precisaram colocar uma sonda nasogástrica.

Domingo (3/2)

Bolsonaro continuou usando uma sonda nasogástrica aberta, com evolução clínica estável. De acordo com o boletim médico, o presidente ficou sem dor e sem sinais de infecção. Bolsonaro foi submetido a uma tomografia de abdômen que descartou complicações cirúrgicas. Ele ficou em jejum oral e nutrição parenteral exclusiva.

Segunda-feira (4/2)

Bolsonaro teve elevação na temperatura, passou a tomar antibiótico e a alta prevista para quarta-feira (6) foi adiada. O boletim médico informou que o presidente passou a tomar antibióticos e foram realizados novos exames de imagem. Identificou-se uma coleção líquida ao lado do intestino na região da antiga colostomia. Foi submetido à punção guiada por ultrassonografia e permaneceu com dreno no local. O presidente apresentou movimentos intestinais e teve dois episódios de evacuação.

 

Terça-feira (5/2)

O presidente teve melhora do seu estado de saúde e começou a receber líquido por via oral. Bolsonaro apresentou aumento da movimentação intestinal, o que possibilitou o início de injeção de líquido por via oral. “Os exames laboratoriais apresentam melhora. O paciente segue com antibióticos e dreno no abdome”, disse o boletim médico.

Quarta-feira (6/2)

O presidente apresentou quadro clínico estável, sem dor ou febre, com melhora dos exames laboratoriais e de imagem. Ele também voltou a caminhar no corredor do Hospital Albert Einstein.

Quinta-feira (7/2)

Segundo boletim médico, Bolsonaro teve um episódio de febre e uma tomografia no tórax detectou uma pneumonia. Segundo os exames, a pneumonia teve origem bacteriana. Foi acrescentado um novo antibiótico no tratamento do presidente.

Sexta-feira (8/2)

Bolsonaro retirou o dreno colocado no seu abdômen e a sonda nasogástrica. Ele também se alimentou pela primeira vez.

Sábado (9/02)

Bolsonaro começa dieta cremosa e tem melhora nos resultados do raio-x dos pulmões.

Domingo (10/02)

Presidente mantém boa evolução clínica, não tem febre e o quadro pulmonar apresenta melhora significativa. Ele prosseguiu com os mesmos antibióticos e iniciou a redução gradativa da nutrição parenteral (endovenosa), mantendo dieta cremosa associada ao suplemento nutricional especializado por via oral. “Segue realizando exercícios respiratórios e de fortalecimento muscular, alternados a períodos de caminhada”, dizia o boletim médico.

Segunda (11/02)

Bolsonaro tem alta da unidade semi-intensiva e vai para o quarto.

Terça-feira (12/02)

Pneumonia diagnosticada no último dia 7 e está quase sanada, segundo a equipe médica.

Quarta-feira (13/02)

Bolsonaro recebe alta e deixa hospital em São Paulo

Dona Mercedes: uma mãe firme, autêntica e justamente orgulhosa do filho que partiu trágica e prematuramente. E um Brasil inteiro comovido com ela e com suas palavras sinceras e verdadeiras, como as de Boechat, o caçula jornalista que partiu. Magnífica dona Mercedes, que exemplo!!!

Viva!!!

(Vitor Hugo Soares) 

 

Corpo do jornalista Ricardo Boechat é levado para cerimônia de cremação no Cemitério Horto da Paz em Itapecerica da Serra — Foto: Reprodução TV Globo Corpo do jornalista Ricardo Boechat é levado para cerimônia de cremação no Cemitério Horto da Paz em Itapecerica da Serra — Foto: Reprodução TV Globo

Corpo do jornalista Ricardo Boechat é levado para cerimônia de cremação no Cemitério Horto da Paz em Itapecerica da Serra — Foto: Reprodução TV Globo

A cerimônia de cremação do corpo do jornalista Ricardo Boechat terminou por volta das 16h30 desta terça-feira (12) no Cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. A cerimônia privada foi acompanhada por familiares e amigos de Boechat e durou 30 minutos.

O corpo foi velado entre a noite desta segunda (11) e a manhã desta terça-feira (12), no Museu da Imagem e do Som (MIS), nos Jardins, em São Paulo. Boechat, de 66 anos, morreu no início da tarde desta segunda (11) após o helicóptero em que estava cair na Rodovia Anhanguera.

 
 
Velado o corpo do jornalista Ricardo Boechat

Velado o corpo do jornalista Ricardo Boechat

O velório começou às 22h de segunda com uma cerimônia com os familiares. Depois, no início da madrugada, foi aberto ao público. Foram ao MIS, entre outros, o governador de São Paulo, João Doria, e o presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação, João Carlos Saad.

Às 14h10, o corpo deixou o MIS e seguiu para a cerimônia de cremação. O corpo foi seguido por um cortejo de taxistas que fizeram uma última homenagem ao jornalista e apresentador.

O corpo do piloto de helicóptero Ronaldo Quatrucci, que também morreu na queda do helicóptero, foi enterrado na tarde desta terça-feira (12), no Cemitério São Paulo, em Pinheiros, na Zona Oeste da cidade. O enterro ocorreu por volta das 16h20 . A cerimônia foi fechada para familiares e amigos.

 

Corpo de Ricardo Boechat é velado no MIS, em São Paulo — Foto: Jales Valquer / Framephoto / Estadão Conteúdo Corpo de Ricardo Boechat é velado no MIS, em São Paulo — Foto: Jales Valquer / Framephoto / Estadão Conteúdo

Corpo de Ricardo Boechat é velado no MIS, em São Paulo — Foto: Jales Valquer / Framephoto / Estadão Conteúdo

A viúva de Boechat, Veruska Boechat, afirmou durante o velório que ele foi o ateu que mais praticava o amor ao próximo.

“Meu marido era o ateu que mais praticava o mandamento mais importante de todos, que era o amor ao próximo, porque sempre se preocupou com todo mundo, sempre teve coragem. E é muito difícil fazer o que ele sempre tentou fazer. Então, com erros e acertos, como qualquer pessoa, mas tenho muito orgulho dele”, disse.

 
Parentes e amigos prestam homenagens a Ricardo Boechat

Parentes e amigos prestam homenagens a Ricardo Boechat

Boechat era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e colunista da revista “IstoÉ”. Ele trabalhou nos jornais “O Globo”, “O Dia”, “O Estado de S.Paulo” e “Jornal do Brasil”.

Na década de 1990, Boechat teve uma coluna diária no “Bom Dia Brasil”, na TV Globo, e trabalhou no “Jornal da Globo”. Foi ainda diretor de jornalismo da Band e teve passagem pelo SBT. Ele ganhou três vezes o Prêmio Esso, um dos principais do jornalismo brasileiro.

 

Nesta imagem de 2018, Ricardo Boechat faz a mediação do debate entre os candidatos à Presidência — Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo Nesta imagem de 2018, Ricardo Boechat faz a mediação do debate entre os candidatos à Presidência — Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Nesta imagem de 2018, Ricardo Boechat faz a mediação do debate entre os candidatos à Presidência — Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo

 

O piloto Ronaldo Quattrucci morreu no acidente que também matou o jornalista Ricardo Boechat — Foto: Reprodução/Redes sociais O piloto Ronaldo Quattrucci morreu no acidente que também matou o jornalista Ricardo Boechat — Foto: Reprodução/Redes sociais

O piloto Ronaldo Quattrucci morreu no acidente que também matou o jornalista Ricardo Boechat — Foto: Reprodução/Redes sociais

Acidente

O helicóptero em que estava o jornalista e o piloto caiu na Rodovia Anhanguera, em São Paulo, no início da tarde desta segunda-feira (11) e bateu na parte dianteira de um caminhão.

Segundo o capitão Paiva, da Polícia Militar, a aeronave tentou pousar no acesso do Rodoanel com a Rodovia Anhanguera quando “um caminhão que havia acabado de passar pela praça de pedágio na faixa do sem parar não teve tempo hábil de frear e colidiu com a aeronave ainda pousando”.

 

Depois de apresentar jornal na Band News FM, na capital paulista, Boechat seguiu para um evento organizado para uma indústria farmacêutica, em um hotel em Campinas, no interior de São Paulo.

 

Veruska e Ricardo Boechat durante evento em São Paulo. Foto de novembro de 2011 — Foto: Paulo Giandalia/Estadão Conteúdo/Arquivo Veruska e Ricardo Boechat durante evento em São Paulo. Foto de novembro de 2011 — Foto: Paulo Giandalia/Estadão Conteúdo/Arquivo

Veruska e Ricardo Boechat durante evento em São Paulo. Foto de novembro de 2011 — Foto: Paulo Giandalia/Estadão Conteúdo/Arquivo

O helicóptero saiu de Campinas às 11h45, no interior do estado, onde Boechat participou pela manhã de um evento, e seguia em direção à sede do Grupo Bandeirantes, no Morumbi, Zona Sul.

A queda ocorreu na rodovia Anhanguera, próximo ao Rodoanel: a aeronave bateu na parte dianteira de um caminhão. Segundo testemunhas, o piloto tentava fazer um pouso de emergência.

“De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a aeronave estava com o Certificado de Aeronavegabilidade válido, bem como a Inspeção Anual de Manutenção, ou seja, em situação regular”, diz nota da Anac.

 
 
Vídeo mostra acidente com helicóptero que matou Ricardo Boechat e piloto

Vídeo mostra acidente com helicóptero que matou Ricardo Boechat e piloto

Imagens

Câmeras de segurança registraram o acidente de helicóptero que matou o jornalista Ricardo Boechat e o piloto Ronaldo Quattrucci, nesta segunda-feira (11), na Rodovia Anhanguera, em São Paulo.

O vídeo, fornecido pela Polícia Civil, mostra a aeronave perdendo velocidade e descendo (assista acima).

O helicóptero passa entre dois viadutos do Rodoanel Mário Covas que ficam sobre a Anhanguera. O caminhão atingido pela aeronave também aparece nas imagens, na alça de acesso à rodovia – a colisão, no entanto, não foi registrada. Em seguida, uma fumaça preta surge no canto esquerdo do quadro.

 

Bombeiros observam o que sobrou do helicóptero — Foto: TV Globo/Reprodução Bombeiros observam o que sobrou do helicóptero — Foto: TV Globo/Reprodução

Bombeiros observam o que sobrou do helicóptero — Foto: TV Globo/Reprodução

Segundo o delegado Luiz Hellmeister, titular do 46º Distrito Policial (DP), em Perus, as imagens e os depoimentos demonstram que a colisão que matou o jornalista e o piloto foi uma “fatalidade”. “O helicóptero teve alguma pane e [o piloto] tentou o pouso de emergência”, disse.

“A imagem mostra o helicóptero taxiando, perdendo altitude, balançando e descendo entre os viadutos. A cena não mostra, mas os esquis da aeronave pegam na parte superior do caminhão e ocorre a colisão, que depois fez o aparelho pegar fogo e matar o jornalista e o piloto. Foi uma fatalidade”, afirmou o delegado. O caso foi registrado como desastre aéreo e morte acidental.

“Em Tempo de Adeus” : música e poesia poderosas de Edu Lobo, somadas a interpretação original e o toque sutil do Tamba Trio. Com agradecimentos do BP pela preciosa sugestão de Luiz Fontana, o poeta de Marília(SP) e amigo do peito, que escreveu na área de comentários deste site blog:

“Quando eu morrer, e é tão difícil a gente ir
Alguém escreva a palavra Liberdade,
junto ao meu desespero de acabar…”
(Edu Lobo)

Boechat escreveu em vida a palavra liberdade e a honrou sendo fiel aos fatos”.

Valeu ,  Fontana!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

Do Jornal do Brasil

 

O general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo de Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, 12, que só dará explicações sobre acusações de espionagem de bispos à Câmara se for convocado. “Se fosse convidado, não. Se for convocado, sou obrigado a ir”, disse.

Deputados da oposição já falaram em levar o ministro para prestar explicações das atividades de inteligência sobre o chamado “clero progressista”. Como revelou o jornal O Estado de S. Paulo, o Planalto recebeu relatórios com detalhes das reuniões de preparação do Sínodo da Amazônia, que reunirá em Roma, em outubro, bispos de todos os continentes.

Macaque in the trees
General Heleno (Foto: Dida Sampaio/AE)

O governo quer conter o que considera um avanço da Igreja Católica na liderança da oposição. O alerta ao governo veio de informes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e dos comandos militares. Heleno nega espionagem.

“A preocupação com o Sínodo é uma preocupação real porque algumas pautas são de interesse da segurança nacional. Então acaba preocupando a Abin e o GSI, mas em nenhum momento (tem a ver com) espionar alguém, monitorar alguém, algo com essa conotação”, disse Heleno nesta terça. “Quem cuida da Amazônia brasileira é o Brasil, não tem que ter palpite de ONG estrangeira, de chefe de Estado estrangeiro. O Brasil não dá palpite no deserto do Saara, no Alaska.”

Na avaliação da equipe do presidente, a Igreja é uma tradicional aliada do PT e está se articulando para influenciar debates antes protagonizados pelo partido no interior do País e nas periferias.

Durante 23 dias, o Vaticano vai discutir a situação da Amazônia e tratar de temas considerados pelo governo brasileiro como uma “agenda da esquerda”. O debate irá abordar a situação de povos indígenas, mudanças climáticas provocadas por desmatamento e quilombolas. “Estamos preocupados e queremos neutralizar isso aí”, disse o ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, que comanda a contraofensiva.

Por Diego Amorim

Flávio Dino, governador do Maranhão, não concorda que a Previdência no Brasil está quebrada.

Filiado ao PCdoB, ele diz entender muito do assunto e defende a necessidade de analisar separadamente os regimes geral e próprio.

Dino afirmou a O Antagonista ser “absolutamente falso” concluir que a reforma é “urgente e necessária”, sob o risco, no entender dele, de “impedir as pessoas de usufruírem de seus direitos”.

“O governo deveria era pensar em criar uma contribuição sobre as grandes fortunas, principalmente atacando os bancos.”

Ele emendou:

“Essa proposta que o governo vai mandar não pode privilegiar segmentos. Se alguém de farda ou toga, por exemplo, ficar de fora da reforma, não vejo, de minha parte, nenhuma possibilidade de discussão política sobre o assunto.”

Brumadinho notícias

 Barragem I da Mina do Feijão, que rompeu em Brumadinho WASHINGTON ALVES REUTERS
  

Se o sistema de alerta à população tivesse funcionado quando a Barragem I da Vale estava prestes a se romper em Brumadinho, mais de 150 mortes poderiam ter sido evitadas, apontam cálculos de um documento interno da mineradora feito em 2018, que colocava a represa da tragédia e outras nove em “zona de atenção”. No relatório chamado de Gestão de Riscos Geotécnicos, que é realizado anualmente, a Vale discute uma série de riscos, incluindo o de perdas humanas em eventuais rompimentos de suas barragens  um procedimento obrigatório e normal para esse tipo de análise. Em relação a um eventual desastre em Brumadinho, a mineradora estimava, no documento, a perda de 100 a 1.000 vidas em caso de sinistro sem que houvesse alerta. Com a advertência à população do entorno, a quantidade de vítimas em caso rompimento cairia a menos de dez. Na tragédia em Minas, a Vale admite que o sistema de sirenes não funcionou. Até a última segunda-feira, 165 mortes foram confirmadas pelo Corpo de Bombeiros no tsunami de lama. Há ainda 155 pessoas desaparecidas.

A reportagem procurou a Vale, que não respondeu às perguntas específicas da reportagem sobre os procedimentos de alerta. A empresa disse apenas que a Barragem I “estava dentro do limite de risco parametrizado de acordo com o conceito de ALARP (zona de atenção), mundialmente reconhecido”, que “as causas do rompimento ainda estão sendo investigadas”.

O relatório de Gestão de Riscos Geotécnicos de 2018 está apensado em um processo judicial de 297 páginas que determinou a paralisação parcial e temporária de atividades em oito barragens da Vale por supostos riscos de rompimento em Minas Gerais. O documento, cuja íntegra foi divulgada nesta terça-feira pelo Ministério Público mineiro, também indica que a Vale já reconhecia, meses antes da tragédia, que a barragem que rompeu em Brumadinho requeria medidas de segurança adicionais e que, além das duas estruturas que ruíram na cidade, outras oito barragens da mineradora estavam na “zona de atenção” por risco de rompimento, conforme havia adiantado o EL PAÍS em reportagem publicada no último sábado. A mineradora, que não havia respondido à reportagem sobre o tema na sexta-feira, diz que “não existe em nenhum relatório, laudo ou estudo conhecido qualquer menção a risco de colapso iminente” na represa que se rompeu. A nota frisa ainda que “nem a Diretoria Executiva, nem o Conselho de Administração precisam ser envolvidos em decisões relativas a situações emergenciais”.

No documento interno da mineradora, não está claro qual é o procedimento específico do alerta a que se referem nem quanto tempo antes do rompimento ele teria que ser emitido para chegar ao cálculo de menos de dez mortes na estimativa de potenciais perdas de vida. No caso das barragens que romperam em Brumadinho no último dia 25 de janeiro, as sirenes que deveriam alertar às comunidades do entorno sobre o sinistro para que a rota de fuga fosse iniciada não soaram, conforme relatam moradores e admite a própria Vale. O presidente da mineradora, Fabio Schvartsman, chegou a afirmar que estes equipamentos teriam sido “engolfados” no deslizamento, mas a Folha de S. Paulo mostrou que eles estavam intactos mesmo após a tragédia.Documento da Vale que estima quantas vidas seriam salvas com alertas em barragem.Documento da Vale que estima quantas vidas seriam salvas com alertas em barragem.

No início deste mês, a empresa explicou em nota que as sirenes são acionadas manualmente a partir de um Centro de Controle de Emergências e Comunicação, com funcionamento 24 horas e localizado fora da área da mina. “Pelas informações iniciais, que estão sendo apuradas pelas autoridades, devido à velocidade com que ocorreu o evento, não foi possível acionar as sirenes relativas à Barragem I. As causas continuam sendo apuradas”, afirmou a mineradora na nota.

Um estudo realizado pela Fundação Parque Tecnológico de Itaipu (FPTI) em convênio firmado com a Agência Nacional de Águas (ANA) pondera que a análise do potencial de perdas de vida decorrentes da ruptura de uma barragem é um “exercício bastante complexo” e deve considerar um “conjunto de incertezas”. Ainda que não analise apenas barragens de rejeitos de mineração, o estudo dá uma dimensão da importância do sistema de prevenção em estruturas do tipo. “A estimativa do número de perdas de vida demanda estudos e análises que vão além da elaboração do mapa de inundação”, aponta o estudo, citando como exemplos de fatores a se considerar o volume da barragem, o tempo de chegada da frente da onda de cheia e a altura máxima que ela pode alcançar em uma eventual ruptura. Por outro lado, também destaca que muitos trabalhos sobre a segurança de barragens determinam parâmetros de estimativa de perda de vidas com base na capacidade de autossalvamento das pessoas expostas ao risco, se avisadas a tempo.Cálculo de perdas estimadas sem funcionamento de alerta.Cálculo de perdas estimadas sem funcionamento de alerta.

Conforme a análise de casos e de literatura abordados para este estudo, quando o tempo de alerta é superior a noventa minutos, a taxa de autossalvamento é próxima de 100%. O estudo cita alguns casos como exemplo. Em Baldwin Hills, na Califórnia, uma ruptura de barragem na década de 1960 pôs em risco a vida de 16.500 pessoas que viviam no entorno. Com o aviso emitido uma hora e meia antes, foram contabilizadas cinco mortes. Em Kansas River, também nos Estados Unidos, o alerta foi dado mais de uma hora e meia antes da ruptura da barragem que colocava em risco 58.000 pessoas na década de 1950. Este incidente contabilizou 11 mortos. Em Prospect Dam, na Austrália, este alerta veio cinco horas antes da ruptura que ocorreu nos anos 1980, e as 100 pessoas em risco conseguiram se salvar.

Os riscos de colapso da Barragem I

No processo judicial divulgado pelo MP de Minas, estão apensados os relatórios de Gestão de Riscos Geotécnicos da Vale realizados em 2017 e em 2018. Na análise de riscos de 2017, o documento da empresa já admitia que a Barragem I da Mina do Feijão, em Brumadinho, tinha uma chance de colapso duas vezes maior que o nível máximo de “risco individual tolerável”. Nos gráficos contidos neste documento, se observa que a barragem I estava bem no limite do início da “zona de atenção”, mas ainda assim não foi posta em alerta naquele ano. Só entrou nesta lista de atenção meses antes de ruir, após um estudo finalizado em junho do ano passado em 57 barragens de mineração da empresa.

Em nota enviada à agência Reuters, a mineradora nega que tivesse qualquer conhecimento de “risco iminente” de rompimento da barragem. A empresa explica que o relatório de Gestão de Riscos Geotécnicos compreende as opiniões de engenheiros especialistas, que são obrigados a trabalhar dentro de procedimentos rigorosos quando identificam quaisquer riscos. “Não existe em nenhum relatório, laudo ou estudo conhecido qualquer menção a risco de colapso iminente da Barragem I da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho”, disse a Vale em uma nota por e-mail à Reuters.

A barragem I da mina do Feijão tinha todos os laudos de estabilidade atestados por empresas independentes contratadas pela Vale e estava em dia com a documentação de monitoramento que é obrigada por lei a enviar para a Agência Nacional de Mineração (ANM). Os últimos laudos foram assinados pela empresa alemã TÜV-SÜD, que apontou problemas na drenagem e na erosão da barragem que rompeu e fez recomendações que incluíam a aquisição de um novo radar para monitorar deslocamentos em frente à barragem e de mais medidores de pressão de água na estrutura. Apesar de detectarem os problemas, os engenheiros da empresa atestaram a segurança da barragem.

Em depoimento à Polícia Federal ao qual o G1 teve acesso, o engenheiro Makoto Namba (um dos responsáveis pela inspeção da barragem de Brumadinho) afirmou ter se sentido pressionado pela Vale para dar um laudo que garantia a estabilidade da barragem. Namba também disse ter apresentado sugestões à Vale ainda durante as inspeções para aumentar a estabilidade da barragem, mas a mineradora teria recusado. As burocracias do processo e a discussão sobre qual solução implementar teriam atrasado o processo. O geólogo Grandchamp, funcionário da Vale, confirmou no seu depoimento à PF ter rejeitado o modelo de drenagem inicialmente proposto pela TÜV SÜD. Depois, a empresa propôs um outro modelo, que ele aceitou, embora não conhecesse. Por isso, afirmou que solicitou a diversos fornecedores de tecnologias diferentes “soluções para viabilizar a drenagem da barragem”. Segundo ele, a mineradora recebeu ofertas de sete empresas e que “referidas propostas só vieram a conhecimento do declarante apenas no início de janeiro/2019”.

Vale fez mudanças para retirar outras barragens de zona de atenção

A mineradora tem insistido que não havia nada que apontasse “risco iminente” em Brumandinho ou outras barragens, mas o próprio relatório Gestão de Riscos Geotécnicos de 2017 registra que a mineradora fez mudanças para retirar represas tanto da chamada “zona de atenção” como da classificação de maior risco. Naquele ano, 23 barragens foram analisadas. Duas delas (Pera e B3) foram consideradas acima do risco, e a Vale tomou as medidas e as retirou dessa situação. Outras quatro foram colocadas dentro da zona de atenção: as barragens 8B, Sul, Rio do Peixe e Forquilha III. O documento aponta que as três primeiras tiveram ações para reduzir os riscos enquanto apenas a Forquilha III estava com esses procedimentos ainda em andamento na época da circulação do relatório.

Já em 2018, 10 das 57 barragens analisadas foram classificadas na “zona de atenção” pelos riscos de rompimento. Apenas a Forquilha III já estava em alerta no relatório anterior –ela agora está desativada. Das outras nove, duas romperam no último dia 25 de janeiro em Brumadinho (ambas já desativadas antes da tragédia). Questionada pelo EL PAÍS, a mineradora não respondeu se as oito barragens ainda de pé estão em dia com a documentação de fiscalização e monitoramento que é obrigada por lei a enviar para a Agência Nacional de Mineração (ANM). Quase todas elas são consideradas como barragens de baixo risco de acidente, mas alto dano em caso de um eventual rompimento  uma classificação que tem perdido credibilidade diante dos desastres dos últimos anos em Mariana (2015) e Brumadinho (2019).

As oito barragens da Vale em alerta estão com parte das atividades paralisadas por decisão judicial. No dia 1º de fevereiro, a Justiça determinou que a Vale se abstenha de lançar rejeitos ou praticar qualquer atividade potencialmente capaz de aumentar os riscos das barragens Laranjeiras, Menezes II, Capitão do Mato, Dique B, Taquaras, Forquilha I, Forquilha II e Forquilha III. As três últimas foram inseridas no plano de descomissionamento (esvaziamento da barragem) da empresa, que decidiu, após Brumadinho, desativar em até três anos represas similares, construídas sob o método à montante, considerado mais econômico e menos seguro.

Do  Jornal do Brasil

O presidente da República, Jair Bolsonaro, mantém boa evolução clínica, sem dor nem febre, e pneumonia em processo de cura, segundo boletim médico divulgado nesta terça-feira (12) pelo Hospital Israelita Albert Einstein, onde ele está internado desde o dia 27 de janeiro. Na semana passada o presidente foi diagnosticado com pneumonia.

Bolsonaro continua recebendo dieta sólida leve – iniciada ontem – e suplemento nutricional, com boa tolerabilidade e prossegue realizando exercícios respiratórios e de fortalecimento muscular, alternados com períodos de caminhada. Por ordem médica, as visitas permanecem restritas.

Macaque in the trees
Jair Bolsonaro (Foto: Presidência da República)

O médico cirurgião Antônio Luiz Macedo disse à Agência Brasil que a equipe médica ainda não tomou a decisão de quando será a alta do presidente em razão dos medicamentos e exames que estão sendo realizados. No entanto, ele disse que o presidente está muito bem de saúde e que a previsão é que Bolsonaro saia do hospital ainda esta semana.

Nesta manhã, Bolsonaro se alimentou com torrada, fruta cozida e chá. No almoço, foram servidas sopa, massa à bolonhesa e fruta cozida.

Bolsonaro está internado no Hospital Albert Einstein, na capital paulista, desde 27 de janeiro. No dia seguinte, ele se submeteu à cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal e retirada da bolsa de colostomia.

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Posted on 13-02-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-02-2019



 

Myrria, no jornal

 

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Uma das imagens mais emblemáticas do futebol foi protagonizada por Banks na Copa de 1970

Jogador participou da Copa do Mundo vencida pela Inglaterra em 1966 ACTION IMAGES Action Images / Sporting Picture

Gordon Banks, goleiro inglês que participou da conquista da Copa do Mundo de 1966, morreu nesta terça-feira aos 81 anos. “Com muito pesar, anunciamos que Gordon morreu em paz esta noite”, informou a família do jogador.

Estamos arrasados com a perda, mas temos lembranças muito boas e não poderíamos ter mais orgulho dele”, acrescentaram. Banks foi um dos jogadores da seleção inglesa que venceu a Copa do Mundo de 1966, realizada em seu país, o único grande troféu internacional conquistado pelos Três Leões.

Banks ficou famoso mundialmente por protagonizar o que é considerada a defesa do século. É uma das imagens mais emblemáticas do futebol. O goleiro estende-se para baixo na direção de uma das traves, depois de uma poderosa cabeçada de Pelé na Copa do Mundo de 1970, e consegue evitar o gol quando ele já estava comemorando. Apesar de sua intervenção, sua seleção seria eliminada depois de perder aquele jogo por 1 a 0 graças a um gol de Jairzinho, em um passe do próprio Pelé.

Banks participou de 73 jogos da Inglaterra e ao longo de sua carreira defendeu as cores do Chesterfield, do Leicester City e do Stoke City. Em 1972 sofreu um acidente de trânsito que o fez perder a visão no olho direito, o que o levou a encerrar a carreira esportiva.

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