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Davi Acolumbre e Simone Tebet: aliados e vencedores na disputa no Senado…
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…e Renan Calheiros: ocaso com desonra do decadente “coronel” da política 

ARTIGO DA SEMANA

Ocaso de Renan: triunfo do Congresso, de Bolsonaro e do País

Vitor Hugo Soares

Seguem, aqui e ali,  as choramingas e cantilenas causadas pela fragorosa derrota experimentada pelo senador Renan Calheiros, do MDB, no salto mortal, sem rede de segurança, que ele tentou, ambiciosa e desgraçadamente, para  retomar pela quinta vez o comando do Senado e, por extensão, de um dos nacos mais cobiçados do poder no Brasil. Esparramou-se no chão, fragorosamente batido por Davi Alcolumbre, do DEM, modesto e praticamente estreante da Casa, cuja empáfia do “coronel” só enxergou na hora da votação decisiva, quando um potente cruzado no plexo o colocou a nocaute.

Estranhamente, gente que ama o passado, sem ver as mudanças à sua volta, ou segue aferrada a submersos e suspeitos interesses – no meio político, nas redes sociais e, lamentavelmente, em muitos,  seletos e influentes setores da imprensa – despreza Sua Excelência, o Fato, que merece respeito e reconhecimento acima de tudo, no dizer do saudoso estadista Charles de Gaulle.

Fala-se de “mágoas”,  de  “sequelas”,  de “ressentimentos” do perdedor, que, armado destes sentimentos menores e desprezíveis no homem público, estaria passando unguento nas feridas e recobrando o fôlego antes de novos ataques, mais à frente, contra os ganhadores de sábado passado, que são três, para este jornalista: o Senado em si, que acolheu a voz e o recado da sociedade, revelados nas urnas (segundo Davi, o ganhador, em entrevista na TV); o Governo Bolsonaro, que apostou na arriscada opção (e livra-se de um entulho político e mais que provável estorvo no futuro), e o País, pelo menos no âmbito dos bons costumes e de práticas democráticas e parlamentares mais saudáveis e civilizadas. 

Calheiros, visão obscurecida pelo arcaico e perverso mandonismo dos que carregam o rei na barriga – do sábio ditado que aprendi ainda menino, nas barrancas do São Francisco, o rio que passa na minha aldeia (ameaçado agora pela mortal e destrutiva lama do desastre da barragem da Vale, em Brumadinho), antes de desaguar no mar de Alagoas. Território da derradeira trincheira de mando do cacique que esqueceu, ou nem levou em conta, um ensinamento basilar de Ulysses  Guimarães, sábio e legendário símbolo do MDB, desde a construção conturbada do partido da redemocratização.

Vale citar, como lição não só ao abatido “coronel”, mas, igualmente, aos vencedores da vez: “Não se pode fazer política com o fígado, conservando o rancor e o ressentimento na geladeira. A Pátria não é capanga de idiossincrasias pessoais. É indecoroso fazer política uterina, em benefício de filhos, irmãos e cunhados. O bom político costuma ser um mau parente”.

Na mosca. Nada a acrescentar. A não ser uma recomendação da leitura (ou releitura ) do romance “Cem Anos de Solidão”, do Nobel colombiano Federico Garcia Marquez, e um breve comentário sobre o motivo da sugestão, que aparece logo no início da obra magistral. Os pergaminhos de Melquíades começam com esta frase: “Muitos anos depois, frente ao pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía recordaria aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo”. A frase, no entendimento dos melhores analistas e estudiosos de “Cem Anos de Solidão”, se refere a um passado remoto e um futuro ambíguo, que terá e não terá lugar.
A conferir, também, neste ocaso solitário do coronel Renan Calheiros.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

“Barracão de Zinco”: a divina e inesquecível Elizeth Cardoso canta nesta apresentação histórica e sensacional, gravada ao vivo, provavelmente seu maior sucesso musical. Ao seu lado ,  o conjunto Época de Ouro e o imortal Jacob do Bandolim. Insuperável e mais que atual. Vai dedicado à gente do Rio de Janeiro, neste dias de fevereiro de terríveis e dolorosas tragédias.
BOM DIA, SE POSSÍVEL FOR!!!
(Vitor Hugo Soares)

Sem certificado do Corpo de Bombeiros, Flamengo já havia sido denunciado pelo Ministério Público por condições precárias do alojamento que pegou fogo

Incendio Flamengo indenizaçao familias categorias de base

 jogadores da base rubro-negra morreram no incêndio. CARL DE SOUZA AFP

O incêndio no alojamento do Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, que resultou em dez jogadores mortos e três feridos na manhã desta sexta-feira, é a maior tragédia já vivida pelo futebol carioca, mas também um acontecimento emblemático. A tragédia no clube mais rico do país, que tem orçamento anual de 750 milhões de reais e investiu mais de 100 milhões em contratações na última janela de transferências, exibe, até agora, elementos que mostram como o Flamengo não estava em dia com as exigências legais. Também liga o sinal de alerta sobre as condições dos jogadores mantidos em categorias de base, sobretudo em equipes menores – ou nas mais de 700 filiadas à Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

 

Segundo o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil do Rio de Janeiro, as instalações rubro-negras atingidas pelas chamas não dispunham do Certificado de Aprovação, que atesta o cumprimento de normas de segurança previstas pela legislação. O local, que passou por reforma de 23 milhões de reais e inaugurou um novo módulo para jogadores do time principal no fim do ano passado, estava em processo de regularização de documentos para obter o certificado. Por sua vez, a prefeitura do Rio informou que a área incendiada, descrita pelo clube como estacionamento no último projeto remetido às autoridades, não constava como edificação de dormitório no licenciamento municipal vigente nem tinha alvará de funcionamento.

Enquanto o módulo destinado aos atletas das categorias de base recebia ajustes finais para acomodá-los, garotos com idades entre 14 e 17 anos ficavam alojados em uma estrutura provisória de contêineres, onde o fogo teria começado. Peritos avaliam as causas do incêndio, mas, inicialmente, trabalham com a hipótese de curto-circuito no ar condicionado de um dos quartos. De acordo com Felipe Cardoso, de 15 anos, que havia chegado à base do Flamengo esta semana, contratado do Santos, o incêndio teria se originado no aparelho de seu dormitório. Em relato publicado nas redes sociais, ele disse que conseguiu correr e escapar da fumaça antes de as chamas se alastrarem.

Embora o Flamengo seja um dos 42 clubes, em meio aos mais de 700 filiados à CBF, que contam com o Certificado de Clube Formador, atribuído às equipes que cumprem requisitos básicos para trabalhar com jovens atletas, não há um mecanismo de fiscalização do cumprimento das regras após a certificação, que, na maioria dos casos, vale por dois anos. “Se uma tragédia dessa magnitude acontece no Flamengo, imagine o risco corrido por crianças e adolescentes invisibilizados nos clubes pequenos?”, questiona Ana Christina Brito Lopes, especialista em direitos da infância no esporte.

Em 2006, Brito Lopes coordenou trabalhos no Conselho Estadual da Criança e do Adolescente no Rio para criar uma resolução de proteção integral aos direitos infantojuvenis em instalações esportivas. Apesar de estabelecer responsabilidades de órgãos públicos pela fiscalização dos clubes que abrigam jovens em sua estrutura, as diretrizes da resolução, segundo ela, acabaram abandonadas pelo sistema de garantia de direitos no Estado. “Se o Estatuto da Criança e do Adolescente fosse realmente cumprido, garotos não ficariam alojados nos clubes, afastados do convívio familiar e submetidos a treinamentos de alta intensidade, incompatíveis com a idade de formação”, diz ela.

Entre as vítimas do incêndio, a maior parte é de jogadores de outros Estados que viviam no alojamento. A tragédia poderia ter sido ainda maior, já que, no dia anterior, o clube cancelou o treinamento previsto para esta sexta-feira por causa dos temporais que castigam o Rio de Janeiro. Com isso, garotos residentes na capital fluminense foram dormir em casa. O alojamento tinha capacidade para 60 atletas. Por determinação do Ministério Público, clubes só podem incorporar à base ou alojar jogadores distantes da família a partir dos 14 anos.

Na próxima semana, Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério Público Estadual (MPE) do Rio de Janeiro pretendem ingressar com medida cautelar a fim de garantir que todas as famílias das vítimas no incêndio sejam indenizadas pelo Flamengo. De acordo com o MPT, que criou uma força-tarefa para apurar o caso, não é necessária a comprovação de dolo ou culpa pelo incêndio para que o clube banque indenizações, já que as vítimas estavam em suas dependências. “Trata-se de responsabilidade objetiva”, afirma Danielle Cramer, procuradora do MPT e coordenadora da força-tarefa.

Sebastião Rodrigues, tio do lateral Samuel Thomas, que morreu aos 15 anos.
Sebastião Rodrigues, tio do lateral Samuel Thomas, que morreu aos 15 anos. RICARDO MORAES Reuters
 Em 2012, a morte de Wendel Junior Venâncio da Silva, de 14 anos, durante um teste nas categorias de base do Vasco motivou ações de dano moral coletivo movidas por MPT e MPE contra o clube carioca, que ainda recorre de condenação no processo em instâncias superiores. A equipe não contava com médicos de prontidão no local do teste e, segundo vistoria realizada nas instalações, abrigava garotos em dormitórios precários. Desde então, o MPT tenta assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com os grandes clubes do Rio para garantir melhores condições a crianças e adolescentes na base, mas nenhum deles concordou com os termos estipulados pelo órgão. “Houve avanços, mas as estruturas dos clubes na base ainda estão longe do ideal”, afirma Cramer. Segundo a prefeitura, os CTs de Vasco e Fluminense também não têm alvará de funcionamento e deverão ser fiscalizados nos próximos dias.

As principais exigências do MPT são a concessão de pelo menos quatro passagens por ano para atletas de outros Estados visitarem suas famílias, corpo técnico multidisciplinar, como assistentes pedagógicos para acompanhamento dos garotos, e a formalização de todos os vínculos de trabalho com integrantes das categorias de base. Mesmo cientes das obrigações, clubes acabam driblando as normas para não correr o risco de perder jovens talentos. Jorge Eduardo, lateral-esquerdo de 15 anos que morreu no incêndio, por exemplo, foi incorporado à base do Flamengo aos 12 e morou na casa de amigos até completar os 14 exigidos para viver no alojamento.

Duas das vítimas estariam em período de teste, um deles Gedson Santos, 14, que havia chegado ao Ninho do Urubu apenas dois dias antes da tragédia – o clube diz ter contratos de formação com todas as vítimas. “Vamos investigar como eram esses vínculos”, afirma a coordenadora da força-tarefa do MPT. Desde 2015, transcorre uma ação civil pública do MPE para regulamentar as peneiras nas categorias de base dos clubes do Rio após o órgão constatar que muitos atletas passavam mais de um mês em teste, sem nenhum tipo de contrato firmado com as equipes. O objetivo é estabelecer um tempo máximo para os períodos de teste e assegurar que não haja exploração do trabalho por clubes formadores. Na mesma ação, o Comissariado de Justiça da Infância e Juventude denuncia que as “precárias condições oferecidas pelo Clube de Regatas do Flamengo a seus atletas são inferiores até mesmo àquelas ofertadas aos adolescentes que cumprem medida socioeducativa de semiliberdade em unidades do Departamento Geral de Ações Educativas (Degase), o que revela o absurdo da situação”. O documento ainda aponta que vários adolescentes permaneciam no centro de treinamento sem autorização formal dos pais.

“Sem a proteção integral dos direitos de crianças e adolescentes, o futebol brasileiro esconde tragédias anunciadas. A fiscalização nos espaços de formação precisa ser mais efetiva”, afirma Ana Christina Brito Lopes. A CBF e a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), que suspendeu as semifinais da Taça Guanabara marcadas para o fim de semana, divulgaram nota de pesar sobre a tragédia no Ninho do Urubu. O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, afirmou em um breve pronunciamento que o clube prestará auxílio a todas as famílias das vítimas. A equipe criou um gabinete de crise para tratar do caso.

A Prefeitura do Rio e a Polícia Civil abriram investigações com intuito de apurar as responsabilidades pelo incêndio, enquanto a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, diz ter acionado a Secretaria da Criança e do Adolescente “para que possamos agir de forma preventiva de modo a evitar novos incidentes como este que aconteceu no CT do Flamengo” e prometeu tomar providências “para que as famílias desses jovens não fiquem sem assistência”.

Desconsolado, em frente à estrutura do centro de treinamento que pegou fogo, Sebastião Rodrigues, tio de Samuel Thomas Rosa, 15, lateral-direito morto no incêndio, fez um desabafo exigindo que a tragédia não seja tratada como acidente. “Um clube como o Flamengo não pode colocar crianças pra dormir dentro de contêiner. Deveria ter um cuidado especial com os meninos. Essa tragédia poderia ter sido evitada.”


Estado de saúde de Jair Bolsonaro Albert Einstein
Bolsonaro recebe ministro e assessor no hospital em São Paulo. PR

O presidente Jair Bolsonaro (PSL), internado há 12 dias no hospital Albert Einstein, em São Paulo, teve melhora do quadro geral e intestinal que permitiu a retirada do dreno que mantinha no abdômen e a sonda que recolhia líquido acumulado em seu estômago. De acordo com o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, os antibióticos ministrados estão combatendo bem a pneumonia detectada em exames na quinta-feira. O presidente se recupera de uma cirurgia feita no dia 28 de janeiro para reconectar o intestino após o atentado a faca que sofreu. Ele comemorou, via Twitter, ter voltado a comer alimentos sólidos: “Nas últimas horas, tive o prazer de voltar a comer. Ontem pela noite um caldo de carne e hoje uma boa gelatina. Estou feliz, apesar de não ser aquele pão com leite condensado”, brincou.

Bolsonaro segue sem previsão de alta –a primeira estimativa é que ele deixasse o hospital na quarta-feira, ou seja, em dez dias. Nesta sexta, segundo o porta-voz, Bolsonaro conversou por telefone com o vice-presidente, Hamilton Mourão. A assessoria da Presidência também divulgou uma foto na qual o presidente se reúne com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e o subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República, Jorge Oliveira.

Bolsonaro foi internado no dia 27 de janeiro para se submeter, no dia seguinte, a uma cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia que o acompanhava desde que foi esfaqueado por Adélio Bispo de Oliveira no dia 6 de setembro do ano passado, durante um ato de campanha em Juiz de Fora (Minas Gerais). A operação de semana passada, que consistia em ligar o intestino delgado e parte do intestino grosso, foi considerada um sucesso e estava previsto que Bolsonaro receberia alta em até dez dias. O presidente chegou a reassumir o cargo e a montar um gabinete no hospital para despachar normalmente.

Boletim médico de Bolsonaro.
Boletim médico de Bolsonaro.
 

Contudo, seu quadro clínico piorou nos dias seguintes. No sábado passado, o presidente teve náuseas e vômitos devido a uma paralisação no intestino delgado, o que levou os médicos a colocarem uma sonda nasogástrica. Segundo os médicos, o intestino voltou a funcionar entre domingo e segunda. Em seguida, novos exames foram realizados e os médicos introduziram na segunda antibióticos para atacar qualquer possibilidade de infecção, que aumenta devido vulnerabilidade de um organismo debilitado pela operação. Nesse dia também foi identificado “uma coleção líquida ao lado do intestino na região da antiga colostomia” e, por isso, foi instalado um dreno no local. Segundo o porta-voz disse na quinta-feira, Bolsonaro estava com dificuldades para dormir, e a equipe médica considerava “auxiliá-lo para que ele durma um pouco mais”.  Não falou especificamente em medicação.

O deputado federal Marcelo Calero (PPS-RJ) afirmou nesta sexta-feira, 8, que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, corre o “risco de prática de crime” caso interceda na Corte em favor de Gilmar Mendes, no procedimento aberto pela Receita Federal para identificar supostos “focos de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência” do ministro e sua esposa, Guiomar.

Eleito ao Congresso em 2018, Calero foi pivô da queda de Geddel Vieira Lima (MDB) do governo Michel Temer, em novembro de 2016, quando pediu demissão e denunciou suposta pressão do emedebista, então chefe da Secretaria de Governo, para a liberação de um imóvel de alto padrão em Salvador. O empreendimento estava embargado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vinculado ao Ministério da Cultura, ocupado à época por Calero.

STF reunido em sessão com a presença da procuradora-geral da República, Raquel Dodge 20/09/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino

 STF reunido em sessão com a presença da procuradora-geral da República, Raquel Dodge 20/09/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

O deputado reagiu aos ofícios do presidente do Supremo, Dias Toffoli, que mandou investigar auditores da Receita que abriram procedimento para investigar Gilmar Mendes. Toffoli oficiou o secretário da Receita, Marcos Cintra, a procuradora-geral, Raquel Dodge, e o ministro da Fazenda, Paulo Guedes. Cintra já afirmou ter “determinado, imediatamente, que a Corregedoria da Receita inicie a apuração”.

“Curiosa a indignação de Toffoli. Quer dizer que Ministro do STF não pode ser alvo de auditoria da Receita? São seres especiais dentro de nossa República? Aliás, lembremos a Toffoli que qualquer tentativa de interferir no caso para favorecer Mendes pode constituir crime”, comentou Calero no Twitter.

Marcelo Calero acrescentou ainda à sua publicação a hastag #CPI LavaToga, numa referência ao pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito solicitado pelo senador do seu partido, Alessandro Vieira (SE).

O pedido de CPI, que já conta com as assinaturas para sua criação, propõe que seja investigado “o desrespeito ao princípio do colegiado; a diferença do tempo de tramitação de pedidos, a depender do interessado; e a participação de ministros em atividades econômicas incompatíveis com a Lei Orgânica da Magistratura”.

A Comissão, se aprovada, também terá a tarefa de averiguar “o abuso de pedidos de vista ou expedientes processuais para retardar ou inviabilizar decisões de plenário, a diferença do tempo de tramitação de pedidos a depender do interessado e o excesso de decisões contraditórias para casos idênticos”.

fev
09

Gilmar: Ilações atingem todo o Judiciário

 

Gilmar Mendes afirmou que as ilações feitas contra ele num relatório da Receita que aponta suspeitas de tráfico de influência, ocultação de patrimônio, corrupção e lavagem ligados aos ganhos de sua esposa atingem também “todo o Judiciário”.

No pedido feito a Dias Toffoli para apurar possíveis ilegalidades na investigação, destacou trecho do documento no qual se afirma “genericamente” que “o tráfico de influência normalmente se dá pelo julgamento de ações advocatícias de escritórios ligados ao contribuinte ou seus parentes, onde o próprio magistrado ou um de seus pares facilita o julgamento”.

O ministro criticou a divulgação indevida do documento, ao qual não teve acesso, afirmou que não foi intimado sobre a investigação e que nenhum fato concreto contra ele e familiares é apresentado nos trechos vazados.

fev
09
Posted on 09-02-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-02-2019



 

S. Salvador, no jornal

 

Do Jornal do Brasil

 

O presidente da República, Jair Bolsonaro, não tem “disfunções orgânicas” e houve melhora dos exames laboratoriais, afirma boletim médico divulgado no período da tarde desta sexta-feira, 8, pelo Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde ele está internado após passar por uma cirurgia para retirada da bolsa de colostomia. Bolsonaro permanece internado na Unidade Semi-Intensiva.

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Bolsonaro (Foto: Reprodução do Twitter)

Ele teve boa evolução clínica nas últimas 24 horas e continua estável, sem febre nem dor, afirma o boletim médico.

O dreno colocado no abdome há quatro dias foi retirado nesta sexta-feira, 8, pela equipe da radiologia intervencionista, de acordo com o boletim.

Também foi retirada a sonda nasogástrica por causa da melhora do quadro intestinal e da boa aceitação da dieta líquida.

O hospital afirma que Bolsonaro permanece com os antibióticos e nutrição parenteral. São mantidas as medidas de prevenção de trombose venosa e realizados exercícios respiratórios, de fortalecimento muscular e períodos de caminhada fora do quarto, diz o comunicado do Albert Einstein.

As visitas permanecem restritas por ordem médica.

Assinam o boletim os médicos Antônio Luiz Macedo (cirurgião), Leandro Echenique (clínico e cardiologista) e Miguel Cendoroglo (diretor-superintendente do hospital).

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