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Posted on 07-02-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-02-2019

Foram esses bombeiros anônimos, mal pagos, que não hesitaram em arriscar a própria vida para salvar a dos outros, que nos ofereceram um pouco de oxigênio

 Rompimento de barragem em Brumadinho
Membros da equipe de resgate após buscas na lama de Brumadinho. ADRIANO MACHADO REUTERS

O Brasil nunca ganhou o Nobel em nada. Na América Latina, a Argentina tem cinco, o México três, a Colômbia dois, a Guatemala dois, assim como o Chile, e a Venezuela e o Peru um cada. O Brasil, que é o coração econômico do continente, nunca foi premiado em nenhum campo com o maior galardão do mundo. Por que não dar o Nobel da Paz este ano aos bombeiros de Brumadinho que conquistaram simpatia e admiração dentro e fora do país com seu exemplo de abnegação?

Neste país em que a política quer transformar as mãos das pessoas em armas para matar, esses bombeiros fizeram de suas mãos, mergulhadas na lama mortal, um instrumento de paz e de esperança de poder encontrar vida. Talvez tenha sido porque os brasileiros vivem um momento de perplexidade e poucas esperanças. Talvez porque os resíduos tóxicos da mina de Brumadinho, que engoliu tantas vidas inocentes, sejam vistos como metáfora política do país, envolvido na lama de corrupções, violências e desamparo social, a verdade é que poucas vezes tantos brasileiros se identificaram com esses bombeiros mergulhadores de vida.

Comoveu o país, por exemplo, o jovem porta-voz dos bombeiros de Minas, o tenente Pedro Aihara, de 25 anos, que, sem alarde, embora emocionado, confessou: “Podem estar certos de que estamos trabalhando como se essas pessoas fossem nossas mães e nossos pais”. Uma mulher escreveu nas redes sociais que sentiu aquele jovem bombeiro como alguém sensível, inteligente e preparado, “com o mesmo orgulho que se fosse meu filho”.

Foram esses bombeiros anônimos, mal pagos, que não hesitaram em arriscar a própria vida para salvar a dos outros, que nos ofereceram um pouco de oxigênio quando começávamos a desconfiar de tudo e de todos. Tínhamos experimentado, de fato, primeiro em Mariana e agora em Brumadinho, que o lucro selvagem das empresas em conivência com os políticos acaba engendrando esses novos campos de extermínio ambiental e humano.

Seria até simbólico que a Academia Sueca pensasse, ao conceder pela primeira vez seu prêmio ao Brasil, no Nobel da Paz. Milhões de brasileiros, de fato, se identificaram, sem diferenças políticas, em um movimento de solidariedade com os bombeiros salva-vidas que conseguiram criar um clima de alento em um contexto de polarização asfixiante. Os bombeiros conseguiram o milagre de unificar por um instante um país quase em guerra.

Se conceder ao Brasil o Nobel da Paz, não poderia ser neste momento a um político, mesmo que seja o popular Lula. A política não é, certamente, o que hoje entusiasma os brasileiros céticos de um lado e do outro. A política, com todas as suas corrupções e ambiguidades, não está sendo no Brasil um catalisador de esperanças. O que o país precisa é acreditar que ainda é possível encontrar pessoas comuns e anônimas capazes de oferecer um exemplo de abnegação e de luta para salvar vidas e não para humilhá-las e sacrificá-las.

Já há demasiada morte, demasiada desconfiança entre os mais marginalizados, para que se possa pensar que esse galardão dado a um político criaria algum tipo de comoção nacional.

Que o Governo do Brasil, que nunca conseguiu um Nobel para o país, peça, em todo caso, que seja concedido este ano o da Paz aos bombeiros de Brumadinho.

Seria a melhor metáfora de que as pessoas não abdicaram de lutar por um país mais decente, mais de todos e não somente daqueles que continuam acumulando privilégios. Um país que ainda sabe reconhecer e recompensar o sacrifício anônimo daqueles que se recusam a ser o que alguém definiu como “os escravos do vazio”. Que isso são os incapazes de entender que o Brasil que nos salvará da derrota não vive nos salões assépticos e corruptos do poder, mas nos limites em chamas do perigo. Os trabalhadores sempre à espera de que possam ser atropelados por aqueles que lhes prometem perigosos paraísos impossíveis.

Esse Brasil está vivo nos corações daqueles que ainda são capazes de se oferecer para salvar a vida de pessoas anônimas como eles. São, sem dúvida, semeadores de paz, capazes de nos emocionar quando acreditávamos que o ceticismo já nos havia secado o coração.

O Nobel para eles engrandeceria o Brasil invisível, fermento de tempos mais brilhantes e menos enlameados que os de hoje.

“Traduzir-se”, Fagner com Nara e Fagner com Chico (duas versões): o espanto e o delírio da poesia de Ferreira Gullar, magnificamente traduzida em canção, que o Bahia em Pauta apresenta, com emoção, aos seus leitores e ouvintes, para começar musicalmente e com poesia da mais alta qualidade, a quinta-feira de fevereiro. Vai dedicada a dois grande poetas da Bahia, de mesma extraordinária Geração Mapa: Florisvaldo Mattos e Fernando da Rocha Peres. E, em memória, a Carlos Sampaio.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

 

 

 

 

 

 

 

 Profissional do Mais Médicos em atendimento, no Acre.
Profissional do Mais Médicos em atendimento, no Acre. Arquivo pessoal

Quase três meses depois de Cuba deixar a cooperação com o Brasil por conta de críticas do presidente Bolsonaro e ordenar o retorno de mais de 8.300 profissionais que atuavam no Mais Médicos, o Governo Federal decidiu estabelecer uma data para encerrar de vez o programa, criado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff para garantir a assistência básica em municípios vulneráveis. Conforme o EL PAÍS antecipou na tarde desta segunda-feira, os profissionais contratados no edital para o Mais Médicos que está aberto deverão cumprir seus contratos de três anos, mas não haverá novas convocatórias. Para substituir o Mais Médicos, o Governo estuda um novo programa, com carreira federal para atrair profissionais aos municípios que em geral não geram interesse. O desfecho é uma vitória para as entidades de classe que representam os médicos brasileiros, que sempre se opuseram aos Mais Médicos e teceram pontes com o Governo Bolsonaro desde a campanha.

Os sucessivos adiamentos de prazos do atual edital já eram um prenúncio da influência do lobby da categoria nos rumos do programa. Desde o período de transição governamental, antes mesmo de Bolsonaro assumir formalmente o cargo, o novo Governo abriu um canal direto para debater políticas públicas com distintas entidades médicas, que já vinham pedindo o encerramento do programa e rejeitavam tanto a atuação de médicos sem diploma revalidado no país quanto a proposta de uma revalidação especial para a Atenção Básica que abarcaria os cubanos. “Há muito tempo o Conselho Federal de Medicina não tem uma relação de proximidade com o Governo Federal. A nova gestão abriu essa oportunidade para as entidades médicas”, diz o primeiro secretário do Conselho Federal de Medicina, Hermann Von Tniesehause. Ele conta que o governo tem compartilhado propostas e ouvido a classe médica, mas que isso não muda a vigilância e autonomia da entidade para avaliar as políticas nacionais de saúde.

No centro do impasse em relação ao programa Mais Médicos está a exigência do Revalida, exame exigido a todos os profissionais formados no exterior para o exercício da medicina no Brasil. O programa criado sob Dilma Rousseff era a única exceção no pedido de revalidação, pois a gestão petista argumentava que só assim, e com um convênio especial com Cuba, conseguiria atender populações de cidades distantes e da zona rural, que tinham, historicamente, dificuldade de fixar os médicos. 

O CFM e outras entidades médicas sempre rejeitaram esse modelo. Von Tniesehause, do CFM,  sustenta que o Revalida é fruto da necessidade de os médicos demonstrarem capacidade para atuar conforme o currículo e a realidade brasileira. Ainda em janeiro, o representante havia informado à reportagem que estava na pauta do Ministério da Saúde a criação de uma secretaria voltada para a Atenção Básica e a elaboração de um novo programa no qual a estratégia para fixar médicos nas cidades vulneráveis seria um plano de carreira ainda indefinido. “Continuamos com a nossa análise crítica [sobre o Mais Médicos] e esperamos que o Governo encerre de vez esse programa quando termine este último contrato, sem médicos devidamente revalidados, e faça um novo programa”, adiantou .

Na tarde desta segunda, Mayra Pinheiro, coordenadora do Mais Médicos, confirmou que o programa será substituído por um novo, também de provimento de profissionais em áreas vulneráveis que inclui carreira federal para atrair os profissionais, mas não deu detalhes sobre ele. Disse apenas que, em breve, o próprio ministro anunciará o novo programa. A sugestão do CFM é de que esse plano de carreira federal inclua apenas médicos com diplomas revalidados e que o profissional inicie em um local mais vulnerável e possa progredir em salário e cargo, migrando para municípios maiores ao longo da carreira.

O último edital do Mais Médicos — aberto no mês de novembro pelo Governo Temer em caráter emergencial — não exige a revalidação, mas os dois adiamentos nas chamadas para médicos formados no exterior soaram como um alerta a secretários municipais de Saúde, que atribuíram a demora para preencher as vagas à influência das entidades médicas na gestão federal. Desde que o edital foi lançado, em novembro do ano passado, há um esforço para que essas vagas sejam ocupadas por médicos formados no Brasil, que têm prioridade segundo a lei que criou o programa.

O Governo Temer chegou a fazer uma força tarefa e contatar os inscritos para estimulá-los a se apresentar nos municípios enquanto o Governo Bolsonaro abriu uma nova chamada e ampliou o prazo de apresentação desses profissionais. Ainda assim, 17% das vagas continuaram desocupadas. Agora, as 1.400 vagas remanescentes deverão ser preenchidas por parte dos 3.700 médicos brasileiros formados no exterior que tiveram as inscrições homologadas. Eles terão esta quinta-feira e esta sexta-feira para escolher os municípios de atuação. Como o número de inscritos é muito superior às vagas, a expectativa do Governo é de que não sobrem vagas para os médicos estrangeiros, incluindo os profissionais cubanos que decidiram ficar no país após o fim da cooperação com Cuba.

Quando foi lançado, o edital de reposição das vagas do Mais Médicos tinha previsão de conclusão para o início de janeiro. Problemas no sistema de inscrições e mesmo a abertura da nova chamada para brasileiros provocaram alguns adiamentos durante o processo, que agora deve ser concluído neste mês de fevereiro. A última mudança nos prazos para a escolha das cidades pelos médicos sem diploma revalidado foi anunciada pela coordenadora do Mais Médicos. Na ocasião, ela explicou que o adiamento ocorreu porque o período de acolhimento desses profissionais aconteceria durante o Carnaval. “A mudança não causará nenhuma alteração na forma de escolher a lotação das referidas cidades pelos profissionais inscritos”, garantiu.

A justificativa dada à época, porém, já não convencia a alguns gestores municipais. “Acredito que é por pressões das entidades médicas”, disse o presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems) do Amazonas, Januário Carneiro. O gestor chamou a atenção para o aumento no tempo de análise de documentos com os adiamentos e criticava o fato de o Ministério da Saúde ter demorado a publicar a lista das vagas remanescentes, algo que só deve ocorrer nesta quinta. Na última semana, a pasta publicou apenas a relação dos municípios interessados no programa, sem a quantidade de vagas disponíveis em cada um deles. O presidente do Cosems do Acre, Daniel Herculano Filho, também acredita que as entidades médicas têm influenciado para tentar forçar profissionais brasileiros a preencherem as vagas. “Isso já virou uma brincadeira, a população está sendo prejudicada ao extremo pela falta de médicos”, critica.

Médicos brasileiros formados no exterior e estrangeiros também já vinham manifestado em grupos de articulação no WhatsApp e Telegram o receio de que o edital fosse interrompido diante da aproximação entre a gestão e as entidades médicas. A decisão do Governo de encerrar o Mais Médicos, porém, não interrompe o edital em aberto. Os médicos que atuam pelo programa – bem como os que escolherão as vagas nos próximos dias – poderão continuar em seus postos de trabalho até o final de seus contratos, que têm duração de três anos.

Em entrevista ao EL PAÍS em dezembro do ano passado, Mayra Pinheiro havia adiantado que estudava formas de reinserir os médicos cubanos que decidiram permanecer no Brasil no programa — uma promessa feita pelo presidente Bolsonaro quando Cuba anunciou o fim da cooperação —, inclusive com a possibilidade de um Revalida especial voltado para a Atenção Básica. A gestora, porém, sempre ressaltou que a nova gestão devolveria aos conselhos de medicina a prerrogativa de validar os diplomas e que as opções seriam discutidas com as entidades médicas. Desde o período de transição, tanto o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, quanto Mayra Pinheiro têm se reunido com representantes das entidades para discutir novas políticas e já anunciaram que os encontros devem ser frequentes nos próximos anos.

A classe médica, porém, nunca concordou com essas propostas que atenderiam aos cubanos e ajudariam o Governo a conter uma crise no atendimento, especialmente nas cidades desfalcadas. “Um Revalida apenas para a atenção básica está fora de cogitação pro Conselho Federal de Medicina, seja para médicos brasileiros formados no exterior ou para estrangeiros. Os médicos têm que cumprir as etapas obrigatória do Revalida. Não existe isso de fazer um exame especial”, afirmou  Hermann Von Tniesehause no fim de janeiro. O exame, realizado pelo Inep, é feito em duas fases e não tem data certa para acontecer. A edição de 2017 do Revalida deve ter os resultados divulgados em fevereiro. Só depois o Governo anunciará as datas das próximas convocatórias.

No último mês, o Conselho Federal de Medicina publicou alguns levantamentos nos quais sugere que o Programa Mais Médicos tem servido para o corte de gastos dos municípios, já que o investimento em saúde não evoluiu conforme o aumento das receitas municipais nem a quantidade de médicos na atenção básica aumentou como se esperava. Segundo os cálculos feitos pela entidade, com dados do Ministério da Transparência, havia 47 mil médicos antes do programa, que contratou nos últimos anos outros 18 mil participantes. Hoje, há 54.525 médicos em atividade no segmento. “Era para ter 65 mil profissionais e tem 54 mil hoje, seja pela demissão de médicos pelas prefeituras porque a verba vinha do Governo Federal.

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Posted on 07-02-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-02-2019

Moro não comenta nova condenação de Lula

 

Sergio Moro evitou falar sobre a nova condenação de Lula. Questionado por O Globo, o ministro da Justiça se limitou a responder “sem comentários”.

Jair Bolsonaro apenas publicou em suas redes sociais uma foto com a informação de que o petista pegou 12 anos e 11 meses no caso do sítio de Atibaia.

Quem mais falou do caso pelo governo, até agora, foi Gustavo Bebianno.

“Pela popularidade e liderança que teve, Lula tinha a obrigação de honrar a palavra e agir corretamente.  Enganou a nação e utilizou a máquina pública para enriquecer.   Esse é mais um triste capítulo da história do Brasil”, disse o ministro da Secretaria-Geral da Presidência.

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Do  Jornal do Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, voltou a abordar nesta quarta-feira, 6, pontos polêmicos do projeto anticrime apresentado pelo governo no início da semana. Em visita à Câmara para esclarecer pontos do texto aos parlamentares e angariar apoio, Moro procurou amenizar as preocupações quanto à ampliação do chamado excludente de ilicitude em casos de confrontos entre policiais e criminosos.

“Não existe nenhuma licença para matar”, afirmou o ministro, ao conceder entrevista coletiva após reunião com parlamentares.

Macaque in the trees
Sérgio Moro, ministro da Justiça e da Segurança Pública (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Moro também reforçou que o governo tem em mente a necessidade de endurecer o tratamento dado à criminalidade, porém sem sobrecarregar ainda mais o sistema carcerário. “Estamos endurecendo contra a criminalidade mais grave, não contra a criminalidade geral”, afirmou o ministro. “Temos muita ciência de que a situação carcerária é extrema.”

Moro também abordou os pontos do projeto que tratam da legítima defesa, ao afirmar que não haverá mudança substancial nas normas que regem esse direito. “Apenas descrevemos na lei situações que podem acontecer em concreto e já seriam caracterizadoras da legítima defesa”, reforçou.

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Posted on 07-02-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-02-2019
DO JORNAL DO BRASIL

Número de mortos em Brumadinho chega a 150; 182 estão desaparecidos

O número de mortos após o rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Vale em Brumadinho, Minas Gerais, subiu para 150, conforme balanço divulgado hoje (6) pela Defesa Civil do estado. Desse total, 134 vítimas foram identificadas e 16 permanecem sem identificação até o momento.

Ainda de acordo com a atualização, 182 pessoas continuam desaparecidas, sendo 55 funcionários da Vale e 127 terceirizados e membros da comunidade.

Macaque in the trees
Rompimento da barragem em Brumadinho (Foto: Mauro Pimentel / AFP)

A tragédia deixou, ao todo, 103 desabrigados. Três pessoas permanecem hospitalizadas.

Prisões

A Polícia Militar de Minas Gerais informou que, desde o rompimento da barragem, seis prisões foram efetuadas na região, sendo duas por utilização indevida de drone. Em um desses casos, a corporação destacou que o uso desse tipo de equipamento colocou em risco aeronaves utilizadas nos trabalhos de busca e resgate.

Ainda de acordo com a polícia, duas pessoas foram presas por tentativa de saque e duas por tentativa de estelionato.

A corporação reforçou que, neste momento, não há necessidade de envio de doações e pediu que a população fique atenta a indivíduos que acabam se aproveitando da tragédia para angariar vantagem.

Coleta de DNA

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que, amanhã (7), equipes do Instituto Médico Legal (IML) vão recolher amostras de DNA e exames odontológicos de vítimas do rompimento da barragem. A coleta será feita na Estação do Conhecimento, das 9h às 17h.

De acordo com a corporação, dos 134 corpos identificados, 124 já foram liberados e entregues às famílias. A polícia informou ter realizado, até o momento, 522 coletas de amostras para exame de DNA.

Boatos

Em entrevista coletiva, o porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, tenente Pedro Aihara, classificou de “boato falacioso” a informação de que a operação no município mineiro estaria perto de ser encerrada. Segundo Aihara, os trabalhos demandam muito tempo, e ainda não há prazo estabelecido para que sejam encerrados.

A maior parte dos corpos resgatados pela corporação nas últimas 24 horas, de acordo com o tenente, foi encontrada no estacionamento, na estação de tratamento químico e nos arredores do vestiário da Vale. Aihara destacou que, neste momento, é necessário fazer uma escavação bastante profunda, por meio de maquinário pesado, para ter acesso às vítimas.

Chuva

O porta-voz do Corpo de Bombeiros destacou que há previsão de chuva em Brumadinho, nos próximos sete a dez dias, o que pode dificultar os trabalhos na região onde a barragem se rompeu. Aihara disse que a precipitação demanda modificações nas áreas de busca por conta da movimentação e da nova acomodação dos rejeitos.

Ele informou ainda que uma reunião com o comando-geral da corporação deve definir os rumos da operação nos próximos dias. As buscas no Rio Paraopeba serão mantidas.

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07
Posted on 07-02-2019
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Cacinho,   na

 

  • DO PORTAL TERRA
  • O jornal americano The New York Times anunciou ontem que teve alta de 27,1% no número de assinaturas digitais ao longo de 2018. A publicação tinha, no final de dezembro, 3,4 milhões de assinantes em sua versão online. Os bons números levaram o NYT a ter receita de US$ 709 milhões em seus negócios digitais..

A expectativa, revelou a empresa em seus resultados financeiros para o período, é de bater a marca de US$ 800 milhões em faturamento digital até 2020. Outra meta para o futuro é a de chegar a 10 milhões de assinantes até 2025 – hoje, o New York Times tem ao todo 4,3 milhões de assinantes, incluindo sua versão impressa. Só no quatro trimestre de 2018, a empresa ganhou 265 mil novos assinantes – foi o melhor período para a publicação desde a eleição de Donald Trump à presidência americana, no final de 2016. O governo Trump, aliás, tem incentivado novas assinaturas do NYT.

“Como vamos fazer para cumprir estes objetivos? Em primeiro lugar, com jornalismo”, disse Mark Thompson, presidente executivo do New York Times, na nota divulgada aos investidores. Em 2018, o jornal contratou 120 jornalistas, chegando a uma equipe total de 1600 pessoas em sua redação. É um recorde histórico para o veículo – que vai na contramão de outras publicações, como Vice Media e Buzzfeed, que anunciaram cortes recentes em suas equipes nos EUA.

“Com as contratações e os números que o NYT revelou hoje, sua meta de bater US$ 800 milhões em receita digital em 2020 é algo realista”, destacou o professor Rosental Calmon Alves, professor do Knight Center for Journalism, da Universidade de Austin, no Texas, em sua conta no Twitter.

Resultados totais

Ao longo do ano passado, o jornal teve receita de US$ 1,75 bilhões, em alta de 4,4% com relação a 2017 – os resultados online compensaram a queda de 10,2% no faturamento com publicidade no jornal impresso.

Já o lucro caiu de US$ 90,5 milhões para 74,7 milhões – a empresa disse ter sido afetada por ter uma semana a menos em seu ano fiscal em 2018, na comparação com o ano anterior, bem como por ter tido maior fluxo de contratações.

A empresa destacou ainda que tem US$ 826 milhões em caixa – parte desses recursos será utilizada para aumentar os dividendos aos acionistas, bem como exercer o direito à recompra do Edifício do New York Times até o final do ano, por US$ 250 milhões.

Outro ponto interessante dos resultados da empresa é o fato de que 16% dos assinantes do New York Times estão fora dos Estados Unidos. “Há uma oportunidade para sermos produtores de notícia globais”, disse Meredith Levien, diretora de operações da empresa.

Os bons números revelados ontem fizeram as ações do New York Times subirem 11,5% na bolsa de valores de Nova York, encerrando o dia cotadas em torno de US$ 30. Com isso, a avaliação de mercado da empresa está em torno de US$ 4,95 bilhões.

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