Moro apresenta medidas ‘objetivas’ contra corrupção e violência

 

Sergio Moro afirmou neste domingo, em vídeo publicado nas redes, que o projeto anticrime a ser enviado para o Congresso terá “medidas bastante objetivas” e “fáceis de serem explicadas” contra a corrupção e o crime organizado.

“São medidas contra a corrupção, crime organizado e crime violento. Na nossa concepção, esses três problemas caminham juntos. É um projeto simples, com medidas bastante objetivas, bem fáceis de serem explicadas ponto a ponto, para poder enfrentar esses três problemas”, afirmou.

“Boa parte dos homicídios estão relacionados, por exemplo, à disputa do tráfico de drogas ou dívida de drogas.”

Moro apresentará o projeto nesta segunda-feira a governadores e secretários de Segurança Pública.

 

 

 

 

 

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ARTIGO

                                 A lama é o sobejo da receita

                                Janio Ferreira Soares

Além da tragédia em si, doeu ver o prefeito de Brumadinho dizer que o ocorrido foi azar, como se o destino construísse barragens. Não, meu caro, o que aconteceu em sua aldeia foi o resultado da velha mistura que há anos é fervida no caldeirão da desfaçatez, cujos ingredientes são aprovados diariamente por nós, idiotas participantes de um Reality Show de horrores sem fim.

Claro que não precisa ser nenhum especialista para saber que uma panela abastecida por toneladas de desigualdades, acrescida de milhares de balas perdidas matando inocentes, mais pitadas de labaredas flambando nosso passado num museu sucateado, finalizando com uma porção de autoridades mais preocupadas em não deixar rastros de metal em suas digitais, daria como resultado um criminoso caldo destruindo centenas de vidas bem na hora do almoço de uma sexta-feira qualquer.

Mais opções de receitas? A lista é longa e variada. De entrada, sugiro um pouco da ‘masturbação sociológica’ de que falava Sérgio Motta, ex-ministro de FHC, diante do blábláblá de dona Ruth Cardoso (coordenadora do Comunidade Solidária), do ministro da Educação (Paulo Renato) e da Saúde (Adib Jatene), que na teoria tinham soluções beirando o sabor do chocolate belga, mas, na prática, serviam gororoba iraquiana.

Como primeiro prato, aconselho uma buchadinha à moda pernambucana, acompanhada da falsa ilusão de uma ascensão social temperada por aeroportos cheios de malas sem grife e de dezenas de obras superfaturadas, que até hoje são defendidas por celebridades esquerdistas com havaianas nos pés e cartões Itaú Uniclass Black nos bolsos, que a vida no Leblon não é fácil.

Para o prato principal, recomendo fortemente uma falsa leitoa mineira vendida pelo garçom da língua presa como uma excelente administradora à pururuca, mas que, à mesa, revelou-se uma anta com sabor de mandioca vencida.

Quanto à sobremesa, o novo menu da caserna está bombando, principalmente as criações da incrível Damares, como o sorvete de araçá azul com calda de tulipas rosas colhidas por crianças holandesas nuas e índias sequestradas que, segundo Caetano, é sonho-segredo. Outras sugestões campeãs são o bolo da sorte do Queiroz – que já vem com envelopes de dois mil reais no recheio – e a tradicional cocada mista Maia-Renan que, a se confirmar, deverá ser comida de joelhos – e em cima do milho -, que é para o eleitor do mito aprender com quantos acordos se faz um MasterChefe.

Antes do cafezinho, coloco na vitrola a canção de Crown, o Magnífico e, de carona no planador de Steve McQueen, derramo uma dose de conhaque em tributo a Michel Legrand e aos mais de 350 mortos violentamente trucidados pela soma do descaso de quem manda, com a mansa leniência dos que ficam. ”Crédito ou débito, senhor?”.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, no lado baiano do Rio São Francisco.

“Rei Morto, Rei Posto”, Edu Lobo e Joyce: deixa desatar, deixa a vida fluir, um dia a verdade vai ter que sair, mais cedo ou mais tarde vai ter que cair…rei morto, rei posto não tá mais aí”. Precisa dizer mais? Grande Edu Lobo!!!

BOM DIA!!!

 

(Vitor Hugo Soares)

“Tu acha que dá?”, perguntou Jair. “Dá!”, respondeu Onyx

 

Quando Onyx Lorenzoni ungiu Davi Alcolumbre, ainda em novembro, como o nome para derrotar Renan Calheiros no Senado, até Jair Bolsonaro ficou desconfiado:

“Tu acha que dá?”, perguntou. “Dá!”, respondeu.

Para convencer o presidente, o hoje ministro da Casa Civil comparou a situação com a própria campanha presidencial – na qual Bolsonaro era, inicialmente, desacreditado por todos.

“Conversei antes com vários senadores. Como o adversário era muito esperto, eles temiam por o peito na água muito cedo. Quando falei com Davi, ele se mostrou disposto e ainda tinha a particularidade de ser o único membro remanescente da Mesa Diretora”, revela Onyx.

O ministro conta, com exclusividade a O Antagonista, que escolheu o colega de legenda por duas características principais: “É um mestre nas relações, transita em todos os grupos. E tem uma capacidade de trabalho imensa, é incansável. Ele trabalha 20 horas, visitou 19 estados.”

Onyx avaliou ainda o peso político da nova composição do Senado, com 46 novos integrantes, que, logicamente, defenderiam um candidato anti-Renan. “Tínhamos de saída uns 30 votos”, lembra.

“O simbolismo que Renan carrega é o da velha política e nós sabíamos que ele faria do Senado um bastião de resistência, em parceria com o PT, contra as mudanças que o País precisa.”

Onyx avalia que a derrota de Renan Calheiros marca o fim de um ciclo. “A perspectiva agora é muito melhor. Sabemos que vai ser difícil, mas teremos um Senado em sintonia com a sociedade. Quem está na vida pública tem a obrigação de ouvir as ruas.”

fev
03
Posted on 03-02-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-02-2019

Do Jornal do Brasil

 

O Corpo de Bombeiros informou na tarde deste sábado, 2, mais de uma semana após a tragédia da Vale em Brumadinho (MG), que o número oficial de mortos subiu para 121. Já foram identificados até agora 93 corpos e continuam desaparecidas 226 pessoas. Os trabalhos dos bombeiros, militares, voluntários e cães farejadores foram retomados na manhã deste sábado.

Uma equipe de agentes que trabalhava nesta sexta-feira, 1, na remoção de lama para tentar liberar uma das principais estradas da cidade teve de paralisar seu trabalho porque encontrou um corpo enquanto retirava o rejeito. A equipe não era especializada em busca e salvamento.

Macaque in the trees
Resgate dos afetados pelo rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. (Foto: Mauro Pimentel / AFP)

A prefeitura acredita que, até a próxima terça-feira, dia 5, a estrada em que o corpo foi encontrado deverá ser desobstruída e liberada para o tráfego. As outras duas estradas engolidas pela lama, porém, não têm prazo para liberação, devido ao grande volume de rejeitos que acumulam e à possibilidade maior de haver vítimas fatais nas áreas.

Do Jornal do Brasil

 

O presidente Jair Bolsonaro cumprimentou neste sábado (2) o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) por sua eleição para a Presidência do Senado. Em sua conta no Twitter, Bolsonaro disse que Alcolumbre tem o desafio de transformar os sentimentos de mudança da população em ações.

“Senador Davi, meus cumprimentos pela indicação de seus pares ao comando do Senado. O senhor tem como desafio transformar em ações o sentimento de mudanças que a população expressou nas últimas eleições. O governo está pronto para também cumprir a sua missão. O Brasil tem pressa!”, disse Bolsonaro.

Macaque in the trees
Davi Alcolumbe (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil)

Alcolumbre foi eleito hoje com 42 votos. Ao assumir a presidência do Senado, ele prometeu acabar com a votação secreta para a Mesa Diretora, prevista no Regimento Interno da Casa. “Esta será a sessão derradeira do segredismo”, afirmou Alcolumbre, acrescentando que sob seu comando “os desejos das ruas terão protagonismo”.

Para Alcolumbre, o Senado precisa ser independente e respeitado, porque é um Poder da República. “O Senado não pode se curvar à intromissão do Judiciário e de qualquer outro Poder”, disse o presidente. Segundo ele, as reformas terão prioridade no Senado.

O senador fez um discurso de conciliação, agradecendo aos que disputaram a eleição contra ele, aos que desistiram e ao senador Renan Calheiros, que se retirou do pleito na última hora. “Senador Renan Calheiros terá desta presidência o mesmo tratamento dos demais senadores”, afirmou, Calheiros já não estava mais no plenário.

fev
03
Posted on 03-02-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-02-2019



 

S. Salvador

 


Davi Alcolumbre, novo presidente do Senado, comemora por aliados.
Davi Alcolumbre, novo presidente do Senado, comemora por aliados. HANDOUT REUTERS
Brasília

Errou quem achou já ter visto de tudo em uma sessão do Senado brasileiro na sexta-feira. No sábado a confusão e a tensão foram ainda maiores na longa jornada para escolher o senador que vai comandar a Casa e o Congresso pelos próximos dois anos. Depois de recorrer ao Supremo Tribunal Federal e garantir que o voto da eleição interna fosse sigiloso, Renan Calheiros (MDB-AL), um dos mais experientes operadores políticos da redemocratização, um atingido pela Operação Lava Jato que sobreviveu nas urnas, capitulou. O senador alagoano decidiu renunciar de sua candidatura para presidir o Senado – seria a quinta vez dele no cargo – no meio do processo eleitoral e acabou facilitando e jogando a vitória no colo do até então inexpressivo senador Davi Alcolumbre (DEM-AP). Sem Renan, a votação acabou assim: 42 votos para Alcolumbre, 13 votos para Espiridião Amin (PP-SC), 8 para Álvaro Coronel (PSD-BA), 6 para José Reguffe (Sem partido – DF) e 3 para Fernando Collor (PROS-AL).

Com o resultado deste sábado, o MDB perde todos os nacos de poder que tinha nacionalmente, assim como a hegemonia no Senado – desde 1985 em apenas três ocasiões o Senado não foi presidido por um emedebista. E o DEM ganha um protagonismo inédito ao presidir as duas casas do Congresso Nacional simultaneamente, mesmo sem ter a maior bancada em nenhuma delas. Na Câmara, na sexta-feira, o eleito foi presidente em primeiro turno foi Rodrigo Maia (DEM-RJ). No caso de Maia, ele teve o apoio explícito do PSL do presidente da República, Jair Bolsonaro. Enquanto que no caso de Alcolumbre, o Governo foi mais discreto –só quem agiu com maior dedicação com o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

O novo presidente foi ungido em uma conturbada eleição em quatro atos. O primeiro foi na sexta, quando a sessão, presidida por Alcolumbre, aprovou instaurar voto aberto provocando um impasse que obrigaria o adiamento da eleição. O segundo foi o judicial, quando o presidente do STF, Antonio Dias Toffoli, decidiu, já às 3h45 deste sábado, que o voto aberto estava proibido para a escolha do comando do Senado e que a sessão deveria ser presidida por José Maranhão (MDB-PB), um renanzista. O terceiro foi o da organização de uma tropa de choque contra Renan, com três dos nove pleiteantes à presidência (Simone Tebet, Álvaro Dias e Major Olímpio) renunciando a suas candidaturas em favor de Alcolumbre. E o quarto, a fraude eleitoral ocorrida na primeira votação em cédula de papel – na hora em que se abriu a urna havia 82 cédulas, mas há 81 senadores. Ocorreu, então, uma segunda votação. Foi nessa que Renan decidiu renunciar e facilitou o caminho para o representante do DEM.

“Este processo não é democrático. Tudo o que havia na primeira votação poderia ter acontecido na segunda. O que não podia era o PSDB, na segunda, abrir o voto”, disse Renan ao abandonar o plenário. Pelas suas contas, ele teria quatro votos entre os tucanos que acabaram virando para Alcolumbre, a partir do momento em que o PSDB orientou os seus parlamentares a votarem no adversário.

Senadora Simone Tebet (MDB) gesticula em meio aos colegas no Senado.
Senadora Simone Tebet (MDB) gesticula em meio aos colegas no Senado. Agência Senado

Outra razão para o cacique emedebista abdicar da candidatura foi porque o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), também acabou abrindo o seu voto, algo que não fez na primeira votação. Em seu Twitter, Flavio justificou, primeiro, que queria “evitar especulações com intuito de prejudicar o Governo”. Foi massacrado por boa parte de seus seguidores e acabou abrindo o voto no segundo pleito, num dos lances mais explícitos da lógica imediata de cobrança de políticos via redes sociais. Pivô da primeira crise do Governo, por estar sendo investigado pelo Ministério Público do Rio no chamado caso Queiroz, o senador dos Bolsonaro parece não ter querido ampliar a lista de problemas com apoiadores.

Um irritado Renan não escondeu a frustração diante da situação. Disse que Alcolumbre e seus apoiadores estavam atropelando o regimento e a Constituição. E acabou fazendo uma comparação com a história bíblica entre Davi e o gigante Golias “Eu retiro a postulação porque entendo que o Davi não é o Davi, é o Golias. Davi sou eu. Ele é o Golias, atropela o Congresso. O próximo passo é o Supremo Tribunal Federal sem o cabo e sem o sargento”, declarou Renan, alfinetou o emedebisma, citando a inglória frase de desdém do deputado Eduardo Bolsonaro sobre a mais importante corte do país.

Pouco quisto entre militares

A mágoa de Renan deixa no ar a pergunta sobre que tipo de resistência ele estará disposto a impor ao Governo Bolsonaro após ser obrigado a capitular. Mas esse não é o único problema de Alcolumbre. Apesar de ser o candidato do chefe da Casa Civil, o senador pelo Amapá não era o favorito do braço militar da gestão Bolsonaro, nem de parte dos técnicos do Governo. O motivo é que ele responde a dois processos no STF por caixa dois e falsificação de documentos na eleição de 2014, quando se elegeu senador.

Renan fala à imprensa após retirar a candidatura.
Renan fala à imprensa após retirar a candidatura. Agência Senado
 

Aos 41 anos, o novo presidente do Senado está na política desde o ano 2000. Foi vereador em Macapá até 2002. Entre 2003 e 2014, foi deputado federal, sempre no baixo clero, com pouquíssima projeção nacional. “Esse é o maior desafio da minha vida”, disse ele após o resultado da eleição ser anunciado. Ele foi derrotado nas duas eleições para o Executivo que disputou, em 2012, quando tentou ser prefeito de Macapá, e em 2018, quando perdeu o Governo do Amapá.

No Congresso Nacional, ficou marcado, principalmente, por retirar assinaturas de duas CPIs. Em 2005, desistiu de apoiar a CPI dos Correios, que investigava o mensalão petista e em outra que investigaria os contratos do time Corinthians com a empresa MSI. Pesou a favor de Alcolumbre a juventude, a pouca ligação com antigos caciques políticos e um movimento nas redes sociais contrário à candidatura de Renan Calheiros. Entre seus apoiadores, apenas Tasso Jereissatti (PSDB-CE) é da velha guarda. Os demais ou são neófitos ou nunca tiveram posição de comando no Congresso. Entre eles estavam três que desistiram de suas candidaturas na última hora: Simone Tebet (MDB-MS), Major Olímpio (PSL-SP) e Álvaro Dias (PODE-PR). Agora, o desafio de Alcolumbre será se descolar o quanto possível do ministro Onyx, o articulador político de Bolsonaro, para ganhar trânsito mais amplo na Casa e sanar sequelas da turbulenta sessão. Seja como for, somados os resultados de Câmara e Senado, o Governo de neófitos no Executivo passou sem maiores sobressaltos pelo primeiro para valer no Legislativo.

O novo presidente do Senado, David Alcolumbre
O novo presidente do Senado, David Alcolumbre Agência Senado

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