Resultado de imagem para Presidente da Vale e a sirene de Brumadinho
Sirene não tocou no desastre de Brumadinho porque foi “engolfada”, diz
presidente da Vale…
Resultado de imagem para Janaína Paschoal entreviista no Estadão
…e Janaína diz verdades sobre disputa de
poder e deslealdades no governo Bolsonaro.

ARTIGO DA SEMANA

Mentiras da Vale, verdades de Janaína, movimentos de Mourão

Vitor Hugo Soares

Brumadinho é a principal atenção, mas por instantes afasto os olhos da área atingida pela avalanche de lama a escorrer da barragem,  da Vale, que se rompeu sem um sinal sequer da sirene de alarme,  causando perdas humanas e ambientais sem tamanho e sem fim (mais de 100 mortos e mais de 250 pessoas ainda desaparecidas. E continua sua marcha implacável de destruição, a caminho das águas do São Francisco, o rio que passa por minha aldeia baiana. Diante de mim,  entre voos incessantes das operações de resgate, vejo helicóptero da Polícia Federal, com ocupantes, imagino, em investigações para identificar e punir culpados.

“Tomara”, penso, quando a imagem da TV vai para o Hospital Albert Einstein, onde o porta-voz da Presidência da República, general Otávio do Rego Barros, informa que a cirurgia do presidente Jair Bolsonaro – para retirada da bolsa de colostomia e recomposição do trânsito intestinal – foi um sucesso. Sem transfusão de sangue”, acrescenta o militar  em sua comunicação. Próxima de mim, uma enfermeira competente, de reconhecidos serviços prestados  em sua profissão, comenta: “Graças a Deus, sem transfusão o paciente fica menos vulnerável a infecções no pós operatório”. Acredito, mas só me convenço ao ver o capitão presidente, na quinta-feira, 31, reassumindo suas funções, ainda internado em São Paulo.

O vice, general Hamilton Mourão, poderá dar descanso à língua afiada, maneirar seus encontros  fora da agenda oficial do Palácio do Planalto, e sossegar em seu canto, no Jaburu. Afinal, pegou mal, a reveladora reportagem do Diário de Notícias, acreditado e influente jornal português . O texto, publicado na quinta-feira, é de João Almeida Moreira. Com o título direto, “Bolsonaro desconfia de seu vice-presidente”, o autor anota: “Hamilton Mourão, que ainda ontem defendeu que Lula fosse ao enterro do irmão, tem agenda própria, muitas vezes na contramão do presidente”. Tem mais , muito mais… Recomendo a leitura completa no DN.

Retorno , mais atento, às notícias que correm entre Minas, São Paulo, Brasília e Bahia. No jornal  Estado de S. Paulo, por exemplo, vejo detalhes relevantes da entrevista  da advogada e professora Janaína Paschoal, pelos quais passara batido antes, em face do horror do desastre de Brumadinho, e das “mentiras da Vale”, na dura expressão da juíza de Minas, ao autorizar a prisão de engenheiros, para apuração de responsabilidades criminais de uma das maiores tragédias, em perdas humanas e ambientais, de que se tem notícia.

Janaína, eleita deputada estadual mais votada do país, (mais de 2 milhões de votos) pelo PSL- SP, é firme e sincera mais uma vez.Deseja “rápido restabelecimento, um bom governo, muita lealdade, por parte dos membros da sua equipe, e vida longa ao presidente internado” . Sobre os motivos de sua preocupação com a lealdade, revela: “Muita vaidade, muita disputa de poder. Eu vivi um pouco aquilo (durante a montagem do governo). É assustador”. Se ele não tiver esse grupo leal, não a ele, mas aos princípios que fizeram toda essa mudança, leal ao trabalho de equipe, nós estamos perdidos. Isso me preocupa muito. Muito”, alerta . Mais não digo, só recomendo, também, a leitura completa do que diz Janaína no Estadão.

Volto a atenção para a lama de rejeitos da barragem da Vale, a caminho do meu  Rio São Francisco.  Já exangue, ferido de morte antes, muitas vezes, e agora diante desta ameaça pavorosa..   
 
Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br      

“Sexy Yemanjá”, Pepeu Gomes: toda alegria e sensualidade caribenha no jeito próprio  , talentoso e bem baiano de tocar guitarra e cantar desde os Novos Baianos, nesta belíssima e contagiante saudação a Yemanjá. Odoyá!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Brasília 

Teve de tudo – o que se imagina e o que não se imagina num Parlamento – na conturbada sessão de quase sete horas em que o Senado Federal não conseguiu eleger o seu presidente e adiou os trabalhos para a manhã deste sábado. A jornada de inauguração da nova Legislatura nesta sexta-feira teve um pretenso candidato presidindo uma sessão da qual poderia sair escolhido presidente de fato, discussões com dedos em riste, gritarias, uma senadora tomando uma pasta com documentos do presidente da sessão, demissão do secretário-geral da mesa diretora e nenhum consenso. “Estamos aqui parecendo com discussão em um diretório estudantil”, sintetizou Omar Aziz (PSD-AM).

Os embates ocorreram principalmente por três razões: havia impasse sobre se a votação que escolheria o comando do Senado teria voto aberto ou sigiloso; sobre quem presidiria a sessão preparatória; e sobre a possibilidade de haver segundo turno ou não na escolha. Os parlamentares acabaram, então, dividindo-se em dois grupos, os que são a favor de Renan Calheiros (MDB-AL) e os seus adversários. Renan, que quer presidir a Casa pela quinta vez, é defensor da votação fechada e refutava a possibilidade de Davi Alcolumbre (DEM-AP), possível candidato e um aliado do articulador político do Governo, Onyz Lorenzoni, gerenciar os trabalhos. O alagoano queria que José Maranhão (MDB-PB), um renanzista de carteirinha, dirigisse a sessão, por ser o parlamentar mais velho da Casa, aos 81 anos.

A batalha de Davi contra Renan foi de estratégia. Já instalado como presidente da sessão por ser integrante suplente do comando da Legislatura anterior, Alcolumbre conseguiu submeter ao plenário a decisão sobre a forma de votação, se aberta ou fechada, apesar de nem o regimento nem a Constituição Federal preverem a possibilidade de escolha aberta. Por 50 votos a 2, o plenário decidiu que os votos seriam transparentes e nominais. Ou seja, cada parlamentar teria de declarar em quem estava votando. Os que perderam, revoltaram-se com a decisão.

A senadora Kátia Abreu (PDT-TO) tomou uma pasta com documentos que estava diante de Alcolumbre. A partir de então, a sessão degringolou de vez. Perdido, Alcolumbre pediu para sua assessoria trazer uma cópia dos documentos. Enquanto isso, os parlamentares se revezavam no microfone reclamando da demora em definições. Tentou-se chegar a um consenso. Sem sucesso. Havia a proposta de que José Maranhão assumisse os trabalhos desde que a votação em aberto fosse mantida. Nem ele nem seus aliados entenderam que essa sugestão era adequada. O grupo de Renan quer rever a decisão do voto aberto e, posteriormente, derrubar uma decisão do ano passado segundo a qual não é necessário haver segundo turno, apenas ter a maioria dos votos dos presentes. Os cálculos desse grupo são que, se o voto for secreto, o emedebista tem chances de voltar à presidência do Senado. E se houver segundo turno, ele deve perder.

As chances de que a confusão prossiga no fim de semana são altíssimas, assim como a de que a questão chegue ao Supremo Tribunal Federal e não haja uma conclusão, um mal sinal para o Governo Bolsonaro que precisa de calmaria no Congresso (na Câmara, ao menos, ganhou com folga um aliado tático, Rodrigo Maia).

O problema maior do impasse é que, na segunda-feira, inicia-se o ano Legislativo e, por enquanto, o Congresso Nacional não tem um presidente, já que o presidente do Senado responde pela Câmara Alta e pelo Legislativo como um todo. A ver como será o segundo ato de Davi contra Renan. Até agora, apenas cinco senadores registraram oficialmente suas candidaturas: Fernando Collor (PROS-AL), Álvaro Dias (PODEMOS-PR), Ângelo Coronel (PSD-BA), Major Olímpio (PSL-SP) e José Antônio Reguffe (Sem partido – DF). Os protagonistas, Alcolumbre e Renan, não registraram seus nomes – o que deve ocorrer no sábado. A sessão está marcada para as 11h.

fev
02
Posted on 02-02-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-02-2019

Lewandowski suspende queixa do PT contra Bolsonaro

 

Ricardo Lewandowski determinou hoje a suspensão de uma queixa apresentada pelo PT contra Jair Bolsonaro, registra o G1.

A queixa se refere a um discurso de campanha de Bolsonaro no Acre, no ano passado, em que ele disse “vamos fuzilar a petralhada”.

O ministro do STF entendeu que o presidente não pode responder por fatos anteriores ao mandato e, por isso, o pedido de providências fica suspenso.

Do Jornal do Brasil

 

O vice-presidente Hamilton Mourão comentou nesta sexta-feira, 1, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello de devolver para a primeira instância o processo que investiga Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ): “A Justiça faz o seu papel, né? Segue o baile”. E emendou: “Eu não sou advogado, não sou jurista. Acho que o ministro Marco Aurélio tomou a decisão que julgou mais coerente e correta”. As declarações foram dados por Mourão ao sair de almoço com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva.

Mais cedo, o ministro Marco Aurélio Mello decidiu rejeitar a reclamação de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e acabou devolvendo para a primeira instância a investigação que apura movimentações financeiras atípicas de seu ex-assessor Fabrício Queiroz, identificadas em relatório do Coaf, revelado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.

Macaque in the trees
General Hamilton Mourão (Foto: José Cruz/Agência Brasil )

No dia 17 de janeiro, o vice-presidente do STF, ministro Luiz Fux, que era responsável pelo plantão da Corte durante o período de recesso, suspendeu o procedimento investigatório criminal. A determinação de Fux valia até o relator do processo, o ministro Marco Aurélio Mello, reavaliar o caso.

A suspensão da investigação por Fux foi tomada no mesmo dia em que o pedido foi protocolado na Corte. Flávio alegou que iria ganhar foro perante o Supremo, já que assume nesta sexta o mandato de senador.

Ao rejeitar a reclamação de Flávio, Marco Aurélio fundamentou a sua decisão no entendimento da Corte sobre a restrição do alcance do foro privilegiado para os crimes cometidos no exercício do mandato e em função do cargo. A decisão do ministro, tomada antes mesmo da sessão solene de abertura do Ano Judiciário, destravou a investigação que apura movimentações financeiras atípicas de seu ex-assessor Fabrício Queiroz.

Marco Aurélio ressaltou que na época dos fatos apurados Flávio Bolsonaro desempenhava o cargo de deputado estadual, tendo sido diplomado apenas em 18 de dezembro. “A situação jurídica não se enquadra na Constituição Federal em termos de competência do Supremo. Frise-se que o fato de alcançar-se mandato diverso daquele no curso do qual supostamente praticado delito não enseja o chamado elevador processual, deslocando-se autos de inquérito, procedimento de investigação penal ou processo-crime em tramitação”, escreveu o ministro.

fev
02
Posted on 02-02-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-02-2019


 

Tacho, no (RS)

 

DO JORNAL DO BRASIL

A Defesa Civil de Minas Gerais informou hoje (1º) que aumentou o número de mortos e desaparecidos entre as vítimas do rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte. O balanço revelou 115 mortos, 248 desaparecidos e 395 localizados. Dos mortos, 71 foram identificados.

Segundo a Defesa Civil, aumentou o número de desaparecidos a partir de informações transmitidas ao serviço de ouvidoria da empresa Vale. Por isso, foram incluídos mais dez nomes na relação de desaparecidos.

Um vídeo obtido pela TV Band com exclusividade mostra o momento do rompimento da barragem. A câmera, fixa no alto de um guindaste, flagra o momento do mar de lamas se aproximando rapidamente e a tentativa de fuga de funcionários da Vale. A gravação mostra que não houve tempo e nem trajetos possíveis para que eles escapassem.

Confira as imagens cedidas pela TV Band:

Polícia

A Polícia Militar informou que 950 homens fazem os trabalhos de segurança da região de Brumadinho. Pela manhã, foi encerrado o trabalho de varredura da área rural. De acorco com o porta-voz da corporação, Jamor Flávio Santiago, um homem foi preso em Belo Horizonte ao tentar dar um golpe nos comerciantes fazendo-se passar por agente federal atuando nos resgates.

O porta-voz da PM acrescentou que é analisada a hipótese de pedir reforço policial para equipes que atuam no interior de Minas Gerais. De acordo com ele, a integração das forças de segurança será mantido por tempo indeterminado.

O delegado da Polícia Civil, Arlen Bahia, afirmou que a delegacia de Brumadinho vai funcionar de 8h à meia-noite todos os dias, incluindo o fim de semana, para atender as pessoas que precisam fazer carteira de identidade. Segundo ele, uma equipe de agentes vai se deslocar para Parque da Cachoeira para atender os atingidos pela tragédia.

Segundo o delegado, foram coletadas amostras para buscar a identificação de 20 corpos. Até o momento, há 71 corpos identificados e restam 19 pré-identificados – quando ainda falta a última conferência feita pelo Instituto Médico Legal.

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