jan
30
Posted on 30-01-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-01-2019

Empresa repete erros que provocaram tragédia de Mariana a um custo humano e ambiental altíssimo

Bombeiros procuram vítimas da tragédia em Brumadinho. DOUGLAS MAGNO AFP

“Todas as barragens da Vale estão em risco e podem se romper a qualquer momento. A empresa não quer gastar o dinheiro necessário para recuperar o meio ambiente”. A afirmação é de um dos mais solicitados engenheiros ambientais do Brasil e que já prestou, por um longo período, consultoria à Vale. Por questões óbvias, ele não quer se identificar. Não é preciso, porém, ser perito para acreditar na veracidade desse testemunho. A repetição da tragédia demonstra que a empresa é, no mínimo, negligente.

O maior desastre ambiental na área de mineração do mundo aconteceu no município de Mariana, Minas Gerais, em 5 de novembro de 2015. Os responsáveis foram a empresa Samarco,controlada pela Vale, em sociedade com a anglo-australiana BHP Billiton. A barragem que se rompeu provocou uma enxurrada de lama tóxica, que dizimou o distrito de Bento Rodrigues e deixou19 mortos, além de devastar a bacia hidrográfica do Rio Doce, matar a vida aquática e acabar com o turismo e subsistência de milhares de pessoas.

A Vale conseguiu a façanha de destruir um rio, que nem a mineração na região, onde está localizada Ouro Preto, foi capaz ao longo de 300 anos de exploração do ouro. Pouco mais de três anos após o incidente, a Vale volta a matar. Repetiu o mesmo erro em outra barragem, em Brumadinho, Minas Gerais. Desta vez, porém, o número de vidas sacrificadas foi muito maior. Nas primeiras 24 horas foram confirmadas 34 mortes e centenas de pessoas desaparecidas.

Após a tragédia de Mariana, a Vale apoiou a criação da Fundação Renova, que se demonstrou pouco eficaz. As vítimas, que perderam suas moradias e familiares dos mortos, não foram totalmente indenizadas. A lama tóxica (embora a empresa negue) continua no mesmo lugar e o Rio Doce continua praticamente morto. Uma das líderes das comunidades ribeirinhas, Maria Auxiliadora de Fátima, diz que foi preciso lutar muito para conseguir alguma reparação. “Se não tivéssemos batalhado, não receberíamos nada”. Ninguém foi preso e punido como deveria.

Em qualquer país sério agentes públicos responsáveis e os executivos da empresa estariam presos. No mínimo a companhia já deveria ter pago multas bilionárias, o que não ocorreu. Aqui os envolvidos posam como se uma tragédia anterior não tivesse ocorrido. Dão entrevistas como se eles fossem também as vítimas do acidente. Ao invés de buscar soluções reais, a Vale aproveitou da tragédia para lucrar. Usou a Renova para ganhar tempo com as autoridades, recusando-se a cumprir o acordo fechado com o Ministério Público Estadual e levando a disputa para o lento caminho judicial.

O objetivo era deixar as ações da Samarco despencarem de valor para comprar a parte da sócia. Ironicamente, apesar do desastre ter acontecido aqui no Brasil, a BHP Billiton está sofrendo consequências da duras leis ambientais em seus países de origem, Reino Unido e Austrália. Com a Vale, porém, não foi o que aconteceu. Em matéria assinada por José Casado, veiculada em O Globo, o jornalista informa que a Vale concluiu a compra da parte da sócia estrangeira, mas as empresas não confirmaram o negócio. A Samarco continua fechada, o que facilita para a Vale não pagar indenizações e valorizar sua produção em Carajás.

Impunidade

A tragédia em Brumadinho é resultado, em primeiro lugar, da impunidade do desastre de Mariana. E também de anos de um Estado ausente, incompetente e corrupto. A começar pelo Governo Federal, dominado pela corrupção sistêmica nos últimos anos do PT e MDB. Há de se ressaltar que o defeito da Vale começou lá atrás na privatização malfeita durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, entregue praticamente de graça à iniciativa privada, mas ainda com grande participação do Estado, que não assume as suas responsabilidades perante os desastres.

Ainda é resultado da falência de Minas Gerais pelos governos do PSDB (Aécio Neves e Antônio Anastasia) e do PT (Fernando Pimentel).Tanto que um empresário desconhecido acabou se elegendo governador, Romeu Zema. No primeiro momento, pelo menos Zema e Jair Bolsonaro agiram rápido na tragédia em Brumadinho, 25 de janeiro de 2019. O presidente fez uma declaração pública na TV, criou um gabinete de crise, e visitou de helicóptero a região no dia seguinte ao acidente. Ao contrário de Dilma Rousseff que apenas se pronunciou pelo Twitter e, após críticas, somente uma semana depois fez um sobrevoo na região.

Sob o governo de Michel Temer, que tinha como ministro do Meio Ambiente Sarney Filho, a Vale continuou protegida, apesar do primoroso relatório do Comitê Interfederativo, criado para tratar da reparação da tragédia, que estipulava severas punições e ações eficazes, mas que não foram executadas. Esta será a primeira oportunidade de Bolsonaro e Zema provarem que são diferentes dos governos anteriores, que falharam vergonhosamente. Está no alcance deles providências como acionar as instituições de todos os poderes para obrigar a Vale e os responsáveis a responderem pelo crime, pagar o que devem e restaurarem o meio ambiente. O governo federal pode também intervir na empresa porque possui ações com poder de decisão.

Está claro que não foi promovida manutenção adequada pela Vale nas barragens rompidas. Aliás, o tipo de barragem escolhida pela empresa é a mais barata e perigosa, porque é apenas um aterro de terra que cede com o tempo. É assustador lembrar que só em Minas existem mais de 500 barragens. Segundo o engenheiro ambiental ouvido por este colunista, há soluções seguras e que não armazenam a lama tóxica, a água é tratada antes de voltar ao meio ambiente. É possível a exploração do minério com baixo impacto ambiental, mas isso requer tecnologia e custos.

Para limpar e manter todo o Rio Doce limpo, com água potável e a volta dos peixes, o presidente da Vale tem na mesa o orçamento de um projeto de 3 bilhões de reais, com respaldo técnico do CIF, mas que a empresa não quer assumir. Não só o Executivo, mas o legislativo e a Justiça também são cúmplices. Não se viu um parlamentar, da esquerda à direita, fazer um discurso mais duro e tomar uma medida eficaz contra a Vale.Todas as iniciativas para aprovar leis que impõem obrigações, melhoram a segurança e aumentam a punição não avançaram.Talvez porque muitos políticos recebam fortunas das mineradoras para suas campanhas eleitorais.

Agora é a oportunidade para os novos parlamentares mostrarem serviço e fazerem alguma coisa.O Estado do Espírito Santo, onde está a sede da Samarco, também lavou as mãos. O Secretário de Meio Ambiente disse que é um problema de Minas Gerais, apesar do Rio Doce atravessar o Estado.Parte da imprensa, principalmente a de Minas, também tem a sua parcela de culpa, ao se curvar às verbas publicitárias da Vale, e não revelar a verdade nua e crua. Em Minas os principais órgãos de comunicação de Belo Horizonte são de propriedade de políticos e empresários que atuam no setor. Diante dessa cumplicidade toda, o Rio Doce permanece contaminado, as vítimas continuam reclamando nos tribunais seus direitos, e a flora e fauna seguem agonizando.

De que adianta o Brasil ter assinado o Acordo de Paris, ter uma das melhores leis ambientais do mundo, se na prática não funciona a contento? A água doce é considerada o petróleo do Século XXI porque é essencial à vida e está desaparecendo do Planeta. Apenas 2,5%das águas da Terra são potáveis, e a maior quantidade (12%) está no Brasil, onde os rios estão secando em sequência. As maiores ameaças são as mineradoras, assassinas de rios e vidas. Algo precisa ser feito urgentemente antes que seja tarde. Bem que o grande poeta Carlos Drummond de Andrade, que nasceu em Itabira, Minas Gerais, (onde começou a Vale do Rio Doce, que ironicamente antes de matar o rio tirou o “Rio Doce” do nome) nos avisou décadas atrás: O Rio? É Doce; A Vale? Amarga.

Francisco Câmpera, jornalista nascido em Minas Gerais, comentarista nas Rádios Tupi Rio e Super Rádio em São Paulo.

Errata

Inicialmente este texto dizia que a Fundação Renova foi criada pela Vale. Na verdade, ela apoiou a criação, junto com a BHP Billiton e Samarco, além do Governo de MG e Espírito Santo,Governo Federal, e outros órgãos.

“O Sal da Terra”, Beto Guedes: O sal da Terra, és o mais bonito dos planetas, tão de maltratando  por dinheiro”.. Quero não ferir meus semelhantes, nem por isso quero me ferir…Vamos precisar de todo mundo, um mais um é sempre… vamos melhorar a terra agora, para merecer quem vem depois”.

Não basta ouvir. É preciso reagir, como alguns em Brumadinho e no País estão fazendo. Já!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

jan
30
Posted on 30-01-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-01-2019
 
 
Sobe para 84 o número de mortos da barragem rompida em Brumadinho

Retirada de corpos não cessa na área da barragem rompida

 

A Defesa Civil de Minas Gerais informou, na noite desta terça-feira (29), que há 84 mortos e 276 desaparecidos após a tragédia provocada pelo rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Neste quinto dia de buscas, nenhuma vítima foi encontrada com vida, afirmou o porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, tenente Pedro Aihara. Segundo ele, desde sábado (26) não são achados sobreviventes. “[Nos próximos dias] A possibilidade de encontrar pessoas com vida é muito pequena”, disse o porta-voz.

Números da tragédia

De acordo com Aihara, dois dos corpos resgatados nesta terça são de pessoas que estavam no refeitório da Vale. Um terceiro corpo foi localizado em um dos ônibus soterrados. A Vale informa que cerca de 600 empregados estavam no refeitório e no prédio administrativo da mineradora no momento do acidente.

A barragem de rejeitos, que ficava na mina do Córrego do Feijão, se rompeu na sexta-feira (25). O mar de lama varreu a comunidade local e parte do centro administrativo e do refeitório da Vale. Entre as vítimas, estão moradores e funcionários da mineradora. A vegetação e rios foram atingidos.

Participam dos trabalhos de resgate 290 militares, sendo 120 de Minas Gerais e os outros de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás e Alagoas. Militares de Israel também atuam.

De acordo com Aihara, a tropa da ajuda oferecida pelo governo israelense trouxe equipamentos para mapeamento de celulares, sonares, radar que detecta o tipo de material que está no local e drones ligados a satélites para mapear a área atingida. Um dos equipamentos é capaz de encontrar pessoas com vida a 30 metros de profundidade.

O porta-voz afirmou que, nesta terça, foram feitos 84 sobrevoos de helicóptero na área atingida pela lama. Segundo ele, nesta quarta-feira (30) os trabalhos de busca devem começar por volta das 4h. Está prevista a chegada de mais 80 bombeiros – vindos de São Paulo, Goiás, Espírito Santo e Santa Catarina –, cães farejadores e quatro aeronaves.

Mais cedo, o chefe do Estado-Maior do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, coronel Erlon Dias do Nascimento, afirmou que, como o volume de lama baixou bastante em alguns pontos, já era possível visualizar alguns corpos ou “segmentos de corpos”.

Em entrevista coletiva à noite, o presidente da Vale, Fabio Schvartsman afirmou que a mineradora vai eliminar as barragens construídas com método semelhante ao de Brumadinho e Mariana, onde ocorreu um rompimento em novembro de 2015.

 
 
Vale anuncia que vai desativar 19 barragens do tipo da de Brumadinho

Vale anuncia que vai desativar 19 barragens do tipo da de Brumadinho

Buscas

 

Bombeiros retiram o corpo de uma das vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho (MG) — Foto: Mauro Pimentel/AFP Bombeiros retiram o corpo de uma das vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho (MG) — Foto: Mauro Pimentel/AFP

Bombeiros retiram o corpo de uma das vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho (MG) — Foto: Mauro Pimentel/AFP

As buscas nesta terça começaram pouco depois das 6h e devem se estender até as 20h ou 21h. Segundo o Corpo de Bombeiros, a operação priorizou a área em que ficava o refeitório onde almoçavam funcionários da Vale no momento da tragédia.

O porta-voz dos Bombeiros, tenente Pedro Aihara, explicou em entrevista no início da noite que havia botijões de gás e mobiliário característico perto de dois dos corpos encontrados nas imediações. Por esse motivo, ele acredita que sejam justamente de vítimas que estavam no refeitório.

Segundo Aihara, um dos corpos estava no ônibus encontrado neste domingo (27), perto do centro administrativo da Vale. Nesta segunda, dois corpos já tinham sido retirados desse mesmo veículo, que era de transporte interno da Vale. As buscas neste coletivo estão encerradas, disse o porta-voz.

O outro ônibus foi encontrado no sábado (26), na região da barragem. Todos os ocupantes do coletivo eram funcionários da mineradora e morreram, segundo o porta-voz dos bombeiros. Ao menos dez corpos foram retirados, ainda no domingo.Pousada a dois quilômetros da barragem desaparece sob a lama

Pousada a dois quilômetros da barragem desaparece sob a lama

Ajuda do governo de Israel

Em entrevista coletiva no final da tarde desta terça, o chefe da delegação de Israel, coronel Golan Vach, afirmou que a tropa tem equipamentos que atuam em três níveis:

 
  1. satélites e drones, para fazer o mapeamento do terreno e ajudar a comparar como eram as condições antes e depois da tragédia.
  2. câmeras visuais, câmeras térmicas (que auxiliam a encontrar pessoas se elas estiverem vivas), radares para o solo e para a água, câmeras de infravermelho, localizador de celulares e “câmeras finas”, que podem entrar em lugares bem estreitos.
  3. soldados que trabalham em solo (com auxílio de cães). Para Vach, esses homens são a ferramenta mais sofisticada da operação.

Golan Vach disse que os bombeiros do Brasil e de Israel estão trabalhando juntos e que a tropa estrangeira ficará no Brasil “até que não seja mais útil”. “O importante é que houve um horrível desastre. Muitas pessoas morreram, a maioria delas ainda não foi descoberta. E agora, neste momento, nós estamos aqui para ajudar”, declarou.

Também presente na coletiva, o coronel brasileiro Erlon Dias do Nascimento disse que não houve qualquer “mal-estar” causado pela chegada dos israelenses. Ele falou em “balanço extremamente positivo” e em “troca de experiências extremamente importantes e troca de tecnologias”.

Nascimento afirmou homens do Brasil e de Israel estão conseguindo encontrar corpos. De acordo com o coronel brasileiro, o processo de resgate prevê, primeiro, a localização das vítimas – com trabalho visual, tecnológico, buscas manuais dos bombeiros ou outras forças.

A partir daí, vem a segunda fase – é quando equipes integradas ou de bombeiros vão aos locais e, efetivamente, fazem o resgate. O corpo, então, é levado a um ponto específico. Por fim, determina-se um destino destinação específico.

Apesar de a lama dificultar a sobrevivência, os bombeiros não descartam a possibilidade encontrar pessoas com vida.

Do Jornal do Brasil

 

Após prisões, diretor jurídico da Vale diz que empresa colabora com autoridades

 

Após as prisões por homicídio qualificado, na manhã desta terça-feira, 29, de cinco engenheiros que atestaram a segurança barragem 1 da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, Minas Gerais, o diretor jurídico da Vale, Alexandre DAmbrósio, gravou um vídeo comentando as operações de busca e apreensão ocorrida no interior da empresa, também nesta manhã, afirmando que determinou “colaboração total e irrestrita” com as autoridades. Segundo D’Ambrósio, a Vale enviou ao Ministério Público cópia de uma sindicância interna feita após o acidente.

“Antes mesmo da expedição de qualquer mandado judicial, estive pessoalmente em reunião com os Ministérios Públicos federal estadual em Minas Gerais para reafirmar o compromisso da Vale com apuração dos fatos. Além disso, nos colocamos à disposição das autoridades para prestar qualquer informação desejada”, diz DAmbrósio, no vídeo.

Macaque in the trees
Suspeitos de envolvimento em tragédia de Brumadinho são presos (Foto: Newton Menezes/AE)

“Um exemplo disso: hoje, durante a busca e apreensão na mina de águas claras, em Minas Gerais, a autoridade policial solicitou que a empresa permitisse a extensão da diligência a outra mina, a mina de Mutuca. Embora pedido nem constasse na ordem judicial, a empresa prontamente concordou, facilitando o acesso das autoridades”, declara o diretor.

“A vale é a maior interessada no esclarecimento das causas desse rompimento. A equipe jurídica iniciou ontem, já no primeiro dia útil após o acidente, a primeira fase de uma sindicância interna. Agora há pouco, essa mesma equipe compartilhou espontaneamente essas informações apuradas até o momento com as autoridades policiais do Ministério Público.”

D’Ambrósio afirma ainda que, depois do acidente, enviou comunicação a todos os funcionários da empresa “determinando que sejam preservados todos e-mails, documentos e arquivos de qualquer espécie.”

O diretor conclui dizendo que sua prioridade pessoal “e dos demais integrantes da diretoria da Vale” é “de fazer tudo que for possível para atenuar o sofrimento das vítimas e seus familiares”.

jan
30
Posted on 30-01-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-01-2019

“Vocês ficam inventando coisa”

 

Jaques Wagner, senador eleito pelo PT da Bahia, não quis parar para falar com O Antagonista.

Caminhando apressadamente, disse que o partido ainda não decidiu quem apoiará para a presidência do Senado.

Sobre voto aberto, ele respondeu:

“Sou contra, claro. No mundo inteiro, é secreto. Vocês ficam inventando coisa.”

jan
30
Posted on 30-01-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-01-2019
Veja nossas estatísticas
 

Associação dos Cartunistas do Brasil

Tri-campeão do IBest
Atualizado diariamente desde 1996 Se você acha que não está vendo a página de hoje. Clique aqui para atualizar

Jornal de charges – O melhor do humor gráfico brasileiro na Internet – ano XXII – 3ª- feira 29/01/2019

random image
Son Salvador no Estado de Minas

jan
30
Posted on 30-01-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-01-2019

Do Jornal do Brasil

Bolsonaro deve voltar ao trabalho nesta quarta-feira

O presidente Jair Bolsonaro tem previsão de volta aos trabalhos nesta quarta-feira (30), entre 9h e 10h, conforme informação do porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros.

Passadas 48 horas da cirurgia realizada ontem (28), no Hospital Albert Einstein, na capital paulista, Bolsonaro voltará à função de presidente, trabalhando no gabinete montado no próprio hospital. De acordo com Rêgo Barros, ao lado do quarto onde o presidente estará em recuperação o Gabinete de Segurança Institucional organizou um espaço, com equipamentos e estrutura técnica, que permitirá a Bolsonaro orientar seus ministros e conceder audiências.

Macaque in the trees
Jair Bolsonaro passou por nova cirurgia (Foto: Reprodução/Twitter de Jair Bolsonaro)

Até hoje (30), o presidente permanece em descanso total, segundo Rêgo Barros, e o vice-presidente Hamilton Mourão exerce interinamente a Presidência. A previsão é que o presidente tenha alta em 10 dias a partir da cirurgia, realizada ontem (28). O procedimento, que reconstruiu o trânsito intestinal, durou sete horas, não teve intercorrências nem necessidade de transfusão de sangue. O presidente está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Apesar da demora de sete horas no procedimento, o dobro do previsto inicialmente, Rêgo Barros disse ontem (29) que a cirurgia foi exitosa. “O presidente possuía, em razão das duas outras cirurgias, uma grande quantidade de aderências. Essas aderências exigiram do corpo médico uma verdadeira obra de arte”, disse na ocasião. Segundo Rêgo Barros, foi retirado um pedaço do intestino grosso.

JUÍZA NEGA SAÍDA DE LULA DA CADEIA PARA IR A ENTERRO DO IRMÃO

 

A juíza Carolina Lebbos, da Justiça Federal no Paraná, negou pedido de Lula para ir ao enterro do irmão Vavá, marcado para as 13h desta quarta em São Bernardo do Campo (SP).

A defesa pediu que ele deixasse a carceragem da Polícia Federal em Curitiba temporariamente, com escolta. Lebbos, porém, seguiu pareceres da PF e do Ministério Público, que opinaram contra.

“Este Juízo não é insensível à natureza do pedido formulado pela defesa. Todavia, ponderando-se os interesses envolvidos no quadro apresentado, a par da concreta impossibilidade logística de proceder-se ao deslocamento, impõe-se a preservação da segurança pública e da integridade física do próprio preso.”

Além da falta de meios para transportar o petista, a PF e o MPF apontaram risco à ordem pública, possibilidade de fuga, protestos ou danos à integridade física do ex-presidente.

  • Arquivos

  • Janeiro 2019
    S T Q Q S S D
    « dez   fev »
     123456
    78910111213
    14151617181920
    21222324252627
    28293031