Resultado de imagem para Vitor Hugo Soares, Tuna Espinheira e Angelo Roberto no Bahia em Pauta
Três amigos na Cidade da Bahia em registro
de Diogo Tavares.
POESIA E SAUDADE

O jornalista, professor e poeta Florisvaldo Mattos assinalou em seu espaço no Facebook,  com palavras de afeto, informação e poesia da melhor qualidade que se conhece na Bahia e no País, a passagem de um ano da partida do artista plástico singular e figura humana de grandeza impossível de medir, Ângelo Roberto. As palavras e a poesia de Flori vão reproduzidas  hoje, com emoção e muita saudade, neste espaço do Bahia em Pauta , em honra e glória do “Ângelo da Bahia”, como denomina o escritor alagoano Carlito Lima – especial amigo comum – em seu fabuloso livro de memórias. Ângelo para sempre!!! (Vitor Hugo Soares)

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SAUDADE, UM ANO SEM ÂNGELO ROBERTO

A jornalista Iana Landim recorda que hoje se cumpre um ano da despedida entre nós de seu pai, o grande artista plástico Ângelo Roberto (1938-2018), meu sempre querido e fraternal companheiro de geração, que tinha o cineasta Glauber Rocha, na liderança, e transmite pelo WhatsZapp o convite da viúva, Marlene Landim, sua afetuosa mãe, a todos seus parentes, amigos e admiradores, para rezarem uma oração, hoje à noite, em ação de graça e memória do saudoso artista, que foi seu marido, pai de seus filhos e avô de seus netos, já que não haverá missa.
Recordando os tempos de companheirismo, simpósios cordiais, boemia e amizade, republico abaixo o poema que lhe dediquei, como preito de saudade e agradecimento pela forte camaradagem que nos uniu, por tempos quase hoje imemoriais. Vai abaixo, ilustrado com um desenho de Ângelo, retratando o seu santo predileto, São Francisco, que começou a reverenciar desde a infância na sua distante Ibicaraí, sul da Bahia, e uma foto do saudoso artista plástico.

ARTE E AURA

A Ângelo Roberto

Ventos, ventos que vão,
Ondas, ondas que volvem,

Espelhos que se abeiram,
Estátuas que retraem,

Semblantes que passeiam,
Estrelas que se apagam,

Sonoros rios de ontem,
Caminhos recurvados,

E próximo um sopro
De súbita alegria,
Na fronteira do sonho,
Quase irreal, um corpo,
Em labor impalpável:
Sombra que luz – sua alma.

(Florisvaldo Mattos, “Poesia Reunida e Inéditos”, p. 273, 2011)

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