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CRÔNICA

                                                 Lúcifer curtiu Jennifer no Tinder

 

  Janio Ferreira Soares

 

Continuo seguindo a máxima do comediante Grouxo Marx, que dizia não participar de clubes que o aceitavam como sócio. Portanto, sigo recusando convites para fazer parte dessas confrarias digitais, até porque meu celular é valvulado. Além disso, não resistiria um minuto sequer em bagunçar essas convenções que balizam as redes, tipo dar bom dia antes de entrar num assunto qualquer, ou – santa falsidade, Batman! – iludir pessoas fisicamente desarmoniosas com elogios não condizentes com suas estampas, induzindo-as a se acharem algo que só por um milagre serão.

A propósito, dois assuntos chamaram minha atenção por esses dias. Um é o lançamento do livro ‘Dez Argumentos Para Você Deletar Agora Suas Redes Sociais’, escrito pelo americano Jaron Lanier, onde ele cita algumas obviedades que só reforçam o que penso, a exemplo de: 1) Você está perdendo o livre-arbítrio; 2) As redes deixam você infeliz; 3) Largá-las é a melhor maneira de resistir à insanidade dos nossos tempos; 4) Elas tornam a política impossível; 5) Modificam as verdades; e, a que resume tudo: 6) As redes estão transformando você num babaca.

Observe que tudo o que é citado acima é a mais pura verdade, embora, aqui pra nós, isso tenha o mesmo efeito daqueles conselhos que se dá a um viciado em nicotina, ou seja, entra por um ouvido (ou por um pulmão, tanto faz) e sai pelo outro. Talvez por isso – e aí já embarco no segundo assunto – o patriarca Kirill, líder da Igreja Ortodoxa Russa, pegou pesado na semana passada, alertando seus fiéis seguidores (ops!) que essa dependência tecnológica – acompanhada dos dados que uma minoria detém de milhões de usuários -, poderá abrir uma janela para a chegada do Demônio à Terra. “O Anticristo é a pessoa que estará à frente da Internet controlando toda a humanidade”, afirmou o eclesiástico.

Cá do meu canto discordo do patriarcal, não pela declaração em si, mas pelo uso do verbo no futuro do presente. Não, meu caro Kirill, O Anjo Decaído não “estará” comandando a Internet daqui a algum tempo. O velho cramulhão já é, sim, o maior Youtuber do planeta e, juntamente com seus capetas emblogueirados, anda incitando a discórdia entre amigos, parentes e agregados, além de inspirar verdadeiras pérolas musicais, como é o caso de ‘Jeniffer’, que, não tenho a menor dúvida, foi marcada por Belzebu no Tinder no exato instante em que sua mãe, diante de uma assustada escrivã, disse a fatídica frase que há dias me acompanha aonde quer que eu vá: “o nome dela é Jennifer”, complementando em seguida: “com dois enes, por favor, que é pra combinar com suas irmãs Sherlaynne e Evelinn”.

Só me resta comprar uma pistola, subir numa goiabeira com a Bíblia e cantar: “Na casa de Damares não existe Satanás; xô Satanás, xô Satanás!”.

“Morte é Paz”, Cristina Buarque: imenso saudoso Vanzolini, na música e na pesquisa científica no  Brasil o seu canto receba o grande batera e compositor do Rappa nestas paragens infinitas e insondáveis por onde flutuas. Saudades dos dois!!!

BOM DOMINGO! VIDA QUE SEGUE!!!

(Vitor Hugo Soares) 

 

DO CORREIO 24 HORAS
Da Redação
Bira Reis sofreu um infarto no Solar Ferrão e não resistiu

Morreu na manhã deste sábado (19), em Salvador, o instrumentista e percurssionista Bira Reis, de 64 anos. Ele estava no Solar Ferrão, no Pelourinho, quando passou mal. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a prestar os primeiros socorros, foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento dos Barris, mas não resistiu.

Bira também era educador, artista plástico, músico de sopros, arranjador, compositor e pesquisador. Ficou conhecido internacionalmente pelos resultados de suas pesquisas no campo musical. Bira fundou e coordenou a Oficina de Investigação Musical (OIM), onde são confeccionados instrumentos no Pelourinho. Ainda não há informações sobre o sepultamento do artista.

Zulu Araújo, diretor da Fundação Pedro Calmon, lamentou a morte e lembrou do tempo em que estudou e morou com Bira em Amaralina. Segundo ele, juntos puderam vivenciar a música baiana. “Vi e ouvi Bira Reis dar os seus primeiros sopros saxofone. Compartilhei a sua determinação e perseverança na música, apesar de todas as críticas contrárias. E vi Bira Reis ser reverenciado pelo Maestro Japonês Tadao Watanabe, que além de dividir o palco com ele, o levou, juntamente com o Olodum a primeira turnê no Japão”, disse.

“Um amigo do peito que se vai. Um homem criativo e generoso que a música baiana perde. Morreu no espaço que ele considerava sagrado. Pertinho de onde tinha a sua Oficina de Investigação Musical- no Pelourinho. Ali era onde ele disseminava seu talento para o mundo. Um grande abraço Bira, você foi uma das pessoas que iluminou a minha vida. Toca a zabumba que a terra é nossa é nossa!”, escreveu em despedida.

Amigos há quase 40 anos, o músico baiano Letieres Leite lamentou a morte. “Criar um lugar onde se pode estudar o ritmo brasileiro naquela época foi de extrema importância. Ele foi pioneiro nessa história ao ciar uma oficina de investigação musical nos anos 80. Naquela momento ele já pensava nessa educação. Como pesquisador e professor ele teve importância em todo o mundo”, disse ao CORREIO. Eles se conheceram no final da década de 70. “Bira sempre estava engajado em ações e projetos músicais. Tínhamos muito contato sempre por conta de nossas instituições no mesmo bairro”, completou.

O produtor musical Nestor Madrid também comentou a perda. “Era um parceiro humano. Uma figura que todos nós tínhamos relação de muitos anos. É um momento muito difícil. Ao meu ver, ele se caracteriza naquele pedacinho da Bahia, no Pelourinho. Representava um bairrismo saudável. Ele era uma figura muito agradável. A saudade virá, mas a referência dele nunca se perderá para quem teve o privilégio de conviver com ele”.

Aluno de Bira, o rapper Xarope MC também lamentou a morte do professor. “Ele me ajudou muito nos espaços musicais. Abria a oficina dele para os músicos que não têm visibilidade na mídia e nem onde tocar. Sempre deu esse apoio. Tive muito respeito e amizade por Bira. Hoje minha carreira está consolidando, mas no início ele quem abriu a porta e me ensinou até como ser um ser humano melhor. Ele era a pessoa que dava esse suporte e fazia isso não só com o pessoal da região do Pelô. Com a forma musical ele coloriu o Pelourinho”.

jan
20
Posted on 20-01-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-01-2019

Do Jornal do Brasil

 

Bolsonaro recebe visita de Flávio no Palácio da Alvorada

O deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), deixou na tarde deste sábado o Palácio da Alvorada, após visita ao pai. O presidente Jair Bolsonaro deve viajar amanhã à noite para Davos, na Suíça, onde participará do Fórum Econômico Mundial.

Ontem, em entrevista gravada ao Jornal da Record, Flávio afirmou que quanto mais seu ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz “demora” para esclarecer acusações, mais ele o prejudica. O senador eleito também acusou o Ministério Público (MP) do Rio de investigá-lo ocultamente desde meados de 2018. Segundo ele, o MP se utilizou de “vários atos ilegais, sem a devida autorização judicial”, para investigá-lo.

Macaque in the trees
O presidente eleito, Jair Bolsonaro e o Senador eleito Flavio Bolsonaro, na inauguração do 3º Colégio da Polícia Militar do Estado do Rio “Percy Geraldo Bolsonaro”, em Duque de Caxias (Foto: FABIO MOTTA /ESTADAO)

Queiroz é alvo de investigação sobre movimentações financeiras atípicas detectadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Também ontem à noite, o Jornal Nacional, da TV Globo, publicou reportagem apontado que trecho de um relatório do Coaf mostra que em um mês quase 50 depósitos em dinheiro foram feitos numa conta de Flávio Bolsonaro. A suspeita, segundo a reportagem, é que funcionários dos gabinetes devolviam parte dos salários, numa operação conhecida como “rachadinha”.

Mourão critica ação do MP do Rio

 Hamilton Mourão afirmou neste sábado que há ‘sensacionalismo’ por parte do Ministério Público do Rio na investigação que envolve Flávio Bolsonaro.

“São várias pessoas investigadas nessa operação, na Furna da Onça. As quantias que estavam ligadas ao Flávio eram as menores. As maiores, se não me engano, eram ligadas a um deputado do Partido dos Trabalhadores. E ninguém está falando nisso. Eu acho que está havendo algum sensacionalismo e direcionamento nesse troço. Por causa do sobrenome. Não pela imprensa, que revela o que chega às mãos dela. O Ministério Público tem de ter mais foco nessa investigação”, disse a O Globo.

jan
20
Posted on 20-01-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-01-2019


 

Cacinho, na

 

 
Explosão de oleoduto no Estado de Hidalgo Ampliar foto Explosão de oleoduto no Estado de Hidalgo OASA EFE

 

Uma explosão em uma extração clandestina de combustível no município de Tlahuelilpan, no Estado de Hidalgo, centro do México, nesta sexta-feira, deixou pelo menos 66 mortos e mais de 70 feridos, de acordo com as autoridades locais. Duas horas antes da detonação, na área, localizada a pouco mais de 100 quilômetros da capital mexicana, as autoridades – que temem que o número de vítimas aumente com o passar do tempo – souberam de um vazamento intencional de combustível.

Pouco depois das 23h (3h de Brasília), o Governo Federal afirmou em um comunicado que quando as primeiras tropas do Exército – “em tarefas de inspeção”, afirmou depois o ministro de Governança, Alfonso Durazo – chegaram à região “não havia mais pessoas”. Mas com “o aumento da pressão da tubulação, o vazamento de combustível cresceu consideravelmente e os moradores (…) se dirigiram em grande número com baldes, galões e todo o tipo de recipientes”. “Para evitar um confronto com a população”, prossegue o comunicado, “os militares se retiraram”. Pouco depois a explosão ocorreu. O Executivo Federal não informou o número de militares mobilizados no local. A petrolífera estatal, Pemex, fechou a tubulação por volta das 18h (22h de Brasília), quanto detectou que o nível de pressão era inferior ao habitual.

De acordo com o depoimento do prefeito do município, Juan Pedro Cruz, eram aproximadamente 200 pessoas tentando coletar o combustível derramado no solo. Outras fontes elevam esse número a mil. Os policiais e militares que tentavam isolar a área, de acordo com o relato do prefeito de Tlahuelilpan, pediram, sem sucesso, que se retirassem do local. “Eram hordas de pessoas que, para levar um galão de combustível, podem perder a vida”, frisou Fayad em declarações à Foro TV. Após horas de combate contra as chamas, o incêndio foi completamente apagado às 23h50 (3h50 de Brasília), de acordo com informações de Durazo.

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, reiterou que irá “fortalecer” sua estratégia de luta contra o roubo de combustível. “Isso infelizmente demonstra que é preciso acabar com essa prática que causou a tragédia”, disse em Tlahuelilpan.

 

O Governo de Hidalgo pediu aos moradores de Tlahuelilpan (15.000 habitantes) para que se mantenham afastados do local da explosão e permaneçam na medida do possível em suas casas. O governador de Hidalgo confirmou que era uma extração clandestina e que os falecidos morreram calcinados. O vazamento ocorreu às 17h (21h de Brasília) em uma plantação afastada das casas, diz Diego Mancera.

Várias faixas da estrada Cidade do México-Querétaro, na altura do quilômetro 43 – ponto intermediário entre a capital e Tlahuelilpan – foram cortadas para permitir a decolagem dos helicópteros que levam os feridos a hospitais especializados no atendimento a queimados. As ambulâncias chegam até esse local. “Desde às 22h, quando cheguei, saíram 12 pacientes com queimaduras de segundo e terceiro grau, que são os que estão sendo levados à Cidade do México”, disse da área, por volta de meia-noite (4h de Brasília), Daniel Villaceñor, um dos paramédicos enviados da capital mexicana como parte da equipe de emergência.

Como Lourdes Ramírez, moradora de Tlahuelilpan, foram vários os médicos que se dirigiram voluntariamente ao local do incidente para tentar ajudar na medida do possível. “Não podia ficar sentada. Foi muito forte; estava em meu escritório quando vi as chamas e rapidamente peguei a maleta com o necessário para medicar as queimaduras”, diz ao EL PAÍS em uma das ambulâncias. Entre os feridos estão três adolescentes de 15 anos e um menino de 3.

Após a tragédia, o centro cultural de Tlahuelilpan se transformou, improvisadamente, em um centro de informação. Para lá se dirigiram dezenas de pessoas à procura de familiares que, temem, estejam entre os mortos ou, no melhor dos casos, entre os feridos. Entre os que procuram seus familiares desaparecidos está Ricardo Jiménez, que foi à Cidade do México para tentar descobrir o paradeiro de seu irmão César. Ele estava, como muitos outros, no local da explosão. Em um dos últimos controles antes do local da explosão, Luciana Serrano, de 55 anos, procura seu filho Germán, de 20. “Não foi para casa. Procuramos por ele em todos os hospitais da região e não o encontramos. Só me resta a esperança de que esteja em algum dos hospitais da Cidade do México”, diz enquanto se cobre com uma manta para se proteger do frio intenso. Amelia Bautista, de 47 anos, quer saber onde está seu filho Hugo, de somente 13. Como Luciana, o procuraram, sem sucesso, em todos os hospitais dos arredores.

Um incidente parecido ocorreu em dezembro de 2010 em San Martín Texmelucan (Puebla). Naquela ocasião, 29 pessoas morreram após a explosão de milhares de litros de combustível que escaparam das tubulações da Pemex através de uma extração clandestina. Era o preâmbulo do negócio do huachicol – como é popularmente conhecido o roubo de combustível – na região. A detonação ocorreu quando o vazamento de diesel chegou à área urbana durante a madrugada, uma faísca causou o incêndio que deixou 52 feridos. O Governo mexicano nunca encontrou os responsáveis diretos por essa tragédia, como informa Sonia Corona.

Em plena luta contra o roubo de combustível

A explosão ocorreu em meio à batalha do Executivo Federal contra o roubo de combustível, um negócio em grande escala no México em que o crime organizado também entrou. Desde 21 de dezembro, as autoridades mexicanas fecharam vários dutos de transporte de gasolina no centro e parte ocidental do país – as regiões mais afetadas pela extração de combustível, popularmente conhecidas como huachicoleo. O fechamento das tubulações pelas quais circula a gasolina obrigou a utilização de caminhões-tanque para levar diesel e gasolina aos postos. Apesar dessas medidas preventivas, nos últimos dias as cenas de desabastecimento se repetiram em vários Estados, entre eles a Cidade do México.

O Governo de López Obrador ordenou, também, a mobilização de 5.000 militares para vigiar as instalações, tubulações e os caminhões-tanque. Na quinta-feira, o Executivo Federal informou sobre o bloqueio das contas de 42 empresas, a prisão de 435 pessoas ligadas ao roubo de combustível e a abertura de 1.831 investigações. De acordo com os dados oficiais, em 2017 e 2018 o roubo de combustível causou perdas de 3 bilhões de dólares (11 bilhões de reais) nas contas públicas.

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