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Postado em 19-01-2019
Arquivado em (Artigos) por vitor em 19-01-2019 00:30

Cidade será em 2020 o centro do debate mundial sobre urbanismo e sustentabilidade

Paris
Detalhe do Palácio Capanema, no Rio de Janeiro.
Detalhe do Palácio Capanema, no Rio de Janeiro. Tomaz Silva/Agência Brasil

O Rio de Janeiro tem um novo desafio diante de si. Em 2020, a cidade se tornará a primeira Capital Mundial da Arquitetura, um projeto conjunto da Unesco e da União Internacional de Arquitetos (UIA), que procura levar ao nível das comunidades o necessário diálogo entre sustentabilidade e urbanismo.

“O Rio é uma fusão admirável entre natureza e cultura, sua arquitetura antiga e moderna, o resultado de uma criação inovadora desde meados do século XIX, o que a torna um lugar de beleza excepcional que conquistou a admiração de muitos autores, intelectuais e viajantes de todo o mundo”, declarou o subdiretor-geral para a Cultura da UNESCO, Ernesto Ottone, em uma cerimônia na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, em Paris. Além disso, “é um exemplo bem-sucedido de revitalização do centro histórico urbano, de um espaço público aberto a todos”, disse ele sobre a escolha da cidade brasileira, a terceira maior da América Latina.

“O Rio tem todos os atributos para ser uma maravilhosa primeira capital mundial da arquitetura”, concordou o presidente da UIA, Thomas Vonier. “Que melhor cidade do que o Rio para destacar os desafios que enfrentamos em nossa sociedade e em nossas cidades com uma população crescente, jovem, que tem muitas necessidades, e com muita gente vivendo em condições difíceis? A arquitetura e o design urbano podem atender a esses desafios ao mesmo tempo em que protege o maravilhoso legado e o meio ambiente?”, ponderou.

O projeto das capitais mundiais de arquitetura foi consolidado em novembro do ano passado mediante um acordo entre a Unesco e a UIA. “A ambição desta iniciativa é favorecer novas sinergias entre cultura e arquitetura para que se convertam em um polo de ideias sobre cultura, ciência, meio ambiente e desenvolvimento em geral”, disse Ottone nesta sexta-feira. “É uma oportunidade para unir nossos esforços e deixar, especialmente para as gerações futuras, cidades que sejam uma realização humana e cultural capazes de construir um futuro”, acrescentou.

De acordo com Vonier, a arquitetura tem muito a dizer neste repensar dos espaços urbanos do futuro: “Nós vemos este programa como uma forma de demonstrar o poder da arquitetura para enfrentar os graves problemas do mundo, em particular as cidades. Queremos demonstrar como os arquitetos e a arquitetura podem nos ajudar a lutar com os sérios problemas do meio ambiente e das necessidades humanas em todo o mundo.”

A designação como Capital Mundial da Arquitetura implica muitas responsabilidades. Durante um ano inteiro, o Rio de Janeiro será o ponto de encontro de arquitetos, planejadores e formuladores de políticas, mas também de artistas e escritores que irão refletir sobre “os prementes desafios globais da perspectiva da cultura, do patrimônio cultural, do planejamento urbano e da arquitetura”.

O Rio também deverá realizar vários eventos sob o lema proposto pela cidade: “Todos os mundos. Um só mundo”. Todos estarão ligados ao Objetivo número 11 da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU: “Fazer com que as cidades e os assentamentos humanos sejam inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.” E a cidade também sediará o Congresso Mundial da UIA, que é realizado a cada três anos.

Em uma mensagem de vídeo, já que não pôde viajar para Paris, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, confirmou o compromisso de toda a cidade e suas autoridades de “de transformar o ano de 2020 em um marco na história cultural da cidade”. Além da visibilidade internacional, teremos a oportunidade de ampliar a relação de pertencimento dos moradores da nossa cidade com o seu patrimônio histórico e arquitetônico, difundindo e preservando esse acervo”

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Comentários

Maria Aparecida Torneros on 19 Janeiro, 2019 at 10:32 #

Tive a felicidade de trabalhar na assessoria do arquiteto Luiz Paulo Conde quando ele foi Secretário de Urbanismo e depois como Prefeito da cidade do Rio de Janeiro. Ele era um apaixonado pela arquitetura do Rio. Chegava a citar portarias de prédios antigos. Conhecia detalhes e muita história da antiga capital do Brasil. Sonhava transformar a área degradada do cais do Porto o que ocorreu depois da sua morte. Hoje temos ali a orla Conde e o Museu do Amanhã , além de outros prédios onde funcionam projetos culturais. Aprendi a olhar o Rio com olhos funcionais. Seu programa pioneiro intitulado favela bairro foi um sopro de esperança. As coisas desandaram. Verdade . Mas o povo carioca é único. Há sempre a tal volta por cima independente de governos infelizes. Nada consegue tirar o brilho desta terra que atrai os turistas com jeito tão sedutor. Construções centenárias ou projetos modernos se misturam. Somos a miscigenação da megalópole desafiadora. Temos nova chance de organizar a vida. Aproveitemos essa escolha para renascer controlando violência e degradação urbanística em tantas áreas. Cuidemos do patrimônio natural e aqrquitetonico. O Rio de Janeiro continua lindo. Disse Gil. Não mentiu.


Vanderlei on 19 Janeiro, 2019 at 12:58 #

O Rio de Janeiro NUNCA deixará de ser o cartão Postal do Brasil. Em qualquer parte do mundo que você vai e conversa com os estrangeiros, todos têm a vontade imensa de pisar no Rio de Janeiro, por sua beleza e características de cidade turística.
Está chegando a hora do Rio de Janeiro trilhar novos caminhos com novos governantes, que, verdadeiramente, estejam identificados com as características da cidade, com o seu povo e seus valores culturais. Como descreveu Antônio Maria em Valsa de uma Cidade, bem como Jobim no Samba do Avião:
Valsa de uma cidade
Ismael Netto e Antônio Maria

Vento do mar no meu rosto
E o sol a queimar, queimar,
Calçada cheia de gente, passar
E a me ver passar,
Rio de Janeiro, gosto de você,
Gosto de quem gosta
Deste céu, deste sol,
Dessa gente feliz.

Bem que eu quis
Escrever um poema de amor,
E o amor, estava em tudo que eu vi,
Em tudo quanto eu amei
E no poema que eu fiz
Tinha alguém mais feliz que eu,
O meu amor, que não me quis!

Samba do avião
Antonio Carlos Jobim

Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudade
Rio teu mar, praias sem fim
Rio você foi feito pra mim
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Rio de sol, de céu, de mar
Dentro de mais uns minutos
Estaremos no Galeão
Este samba…


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