Do Jornal do Brasil

 

Nove pessoas morreram e 54 ficaram feridas nesta quinta-feira na explosão de um carro-bomba em uma academia de polícia no sul de Bogotá, informaram autoridades locais, que descreveram um ato de “terrorismo”.

O ministério da Defesa confirmou que se tratou de um “ato terrorista”, um dos mais graves já cometidos na capital colombiana desde a desescalada do conflito armado em razão do pacto de paz selado com a ex-guerrilha das FARC no final de 2016.

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Atentado com carro-bomba na Colômbia. (Foto: Juan Barreto | AFP)

O ataque foi dirigido contra a Escola de Oficiais General Francisco de Paula Santander, e “até agora deixou 8 pessoas mortas e 10 feridas”, informou o organismo em um comunicado.

A Secretaria de Saúde de Bogotá informou, por sua vez, que 54 pessoas ficaram feridas e estão sendo atendidas em quatro estabelecimentos médicos. Não há, neste momento, informações sobre o número de militares afetados pelo ataque.

Após o atentado, o presidente Iván Duque cancelou um conselho de segurança em Quibdó, no noroeste do país, e retornou à capital para se reunir com a cúpula militar.

“Todos nós, colombianos, rejeitamos o terrorismo e estamos unidos para enfrentá-lo. A COLÔMBIA está triste, mas não se curvará ante à violência”, escreveu o presidente no Twitter.

Duque, que assumiu o cargo em agosto de 2018, tem endurecido a política de combate às drogas no país, maior produtor de cocaína do mundo, e estabeleceu condições para reavivar as negociações de paz com o Exército de Libertação Nacional (ELN), última guerrilheira ativa no país.

A explosão ocorreu após uma cerimônia de promoção de oficiais.

As primeiras imagens da televisão local mostraram o movimento de ambulâncias em torno da área do suposto ataque, e o que pareciam ser os restos de um veículo em chamas.

Uma funcionária da saúde das Forças Armadas disse à imprensa que o veículo invadiu “abruptamente” a sede da polícia.

“Ele entrou abruptamente, quase atropelando os policiais e depois explodiu”, comentou Fanny Contreras.

Segundo seu testemunho, “houve outra pequena explosão”, ainda que, neste momento, as autoridades da capital tenham evocado uma única explosão.

Rosalba Jiménez, de 62 anos e vizinha do local, estava abrindo o seu ateliê de costura quando os vidros das janelas explodiram

“Estávamos abrindo quando sentimos a explosão. Pensamos que tinha sido a bomba do posto de gasolina ao lado”, relatou à AFP.

Mas “quando voltamos a olhar, o céu sobre a escola estava cinza de fumaça. Pessoas corriam, foi horrível. Parecia o fim do mundo”, acrescentou.

As forças de segurança bloquearam o acesso do local à imprensa e um forte esquema de vigilância foi montado no sul da capital, segundo jornalistas da AFP.

“Eu dei ordens à Força Pública para determinar os autores desse ataque e levá-los à Justiça”, acrescentou Duque.

Por enquanto, nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque.

Com cerca de oito milhões de habitantes, Bogotá foi abalada por atos esporádicos de terror em 2017.

Em fevereiro daquele ano, o ELN assumiu a responsabilidade por um ataque a uma patrulha policial que matou um soldado e feriu gravemente vários outros no bairro de Macarena, em Bogotá.

Nesse mesmo ano, um ataque em um centro comercial de Bogotá deixou três mortos e vários feridos.

As autoridades acusaram o Movimento Revolucionário do Povo (MRP), um grupo de esquerda.

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