Opinião

Se Cristo voltasse

Juan Arias

Estátua retrata Jesus Cristo como morador de Rua, no Rio de Janeiro, em novembro de 2018. 'Jesus sem teto', de autoria do canadense Timothy P. Schmalz, foi instalada no jardim da Catedral Metropolitna do Rio
Estátua retrata Jesus Cristo como morador de Rua, no Rio de Janeiro, em novembro de 2018. ‘Jesus sem teto’, de autoria do canadense Timothy P. Schmalz, foi instalada no jardim da Catedral Metropolitna do Rio Fernando Frazão Agência Brasil

Gosto de andar de ônibus dentro da cidade. Como jornalista, acho importante ver e ouvir as pessoas comuns. Quem usa o transporte público, por exemplo aqui na pequena e bela cidade de Saquarema, na região dos Lagos fluminense, costuma pertencer às classes menos favorecidas. São os sem-carro e os sem possibilidade de pagar um táxi. São também os que passam despercebidos.

Nesta manhã, junto a um ponto de ônibus do bairro comercial de Bacaxá, uma mulher com pelo menos 70 anos, que por seu modo de olhar devia sofrer de catarata avançada, estava sentada num engradado de madeira, desses que os mercados põem fora, ao lado de onde se forma a fila para subir ao ônibus. Oferecia para vender, apoiados em seu regaço, três modestos e banais pacotes de quiabo.

Fui resolver uns assuntos e, ao voltar, duas horas depois, a mulher ainda estava lá, sob o sol, esperando que alguém comprasse sua pequena mercadoria. Olhava cada passante como o joalheiro perscruta possíveis compradores de uma pedra preciosa. Já no ônibus, veio-me à memória um comentário que Henrique Rocha Melo deixou dias atrás na página deste jornal no Facebook. Perguntava-se: “Se Jesus viesse hoje, seria chamado de comunista ou seria recebido à bala pelos cidadãos de bem?”. A pergunta era sintomática do clima político e religioso que se vive no Brasil, onde o tema Deus foi colocado no centro do poder.

Refletindo sobre a pergunta do leitor, e com a imagem da mulher dos três pacotes de quiabo ainda na minha retina, pensei que, se Jesus estivesse voltando, como se anuncia às vezes até na traseira dos caminhões de carga, teríamos uma surpresa. Não se trata de saber se seria visto como comunista ou liberal. Sem dúvida, estaria do lado da idosa tão pobre que precisa sair à rua para vender três punhados de hortaliças.

Mas poderíamos nos fazer outra pergunta ainda mais inquietante: se Cristo voltasse, ao lado de quem não estaria? A resposta tampouco é difícil. Não andaria, sem dúvida, de braços dados com quem permite que continuem existindo pessoas abaixo do nível de pobreza. Não estaria ao lado dos que, como acaba de dizer o papa Francisco, “melhor seria se fossem ateus em vez de irem à igreja e continuarem odiando”. Odiando e também se esquecendo da caravana dos excluídos, vítimas do novo capitalismo excludente que vai deixando um rio de “inúteis” à sua passagem. É assim que o autor de Sapiens: Uma Breve História da Humanidade, Yuval Noah Harari, se refere em seu último livro, 21 Lições Para o Século 21, aos novos proletários da era da inteligência artificial, os que já não servem nem para consumir.

Alguém me perguntará com que direito escrevo que Jesus, se voltasse, estaria do lado da mulher pobre dos quiabos e não dos que se gabam de serem os donos de Deus. Digo isso à luz de evangelhos hoje tão citados em templos e congressos neste país. Escrevo-o recordando como Jesus se comportava com o poder, seja o político ou o religioso, quando tramavam sua morte. Vou recordar apenas dois episódios emblemáticos narrados pelos evangelhos canônicos, autorizados pela Igreja, que os evangélicos e católicos devem conhecer muito bem.

Em Lucas 13, 31 e ss., os amigos de Jesus o aconselham a ir embora da pobre e rural Galileia onde pregava, já que o rei Herodes queria matá-lo. Não explicam o motivo do ódio do tetrarca contra ele, mas fica claro na resposta de Jesus: “Ide, e dizei àquela raposa que continuarei expulsando demônios e curando doentes”. Herodes temia uma insurreição dos pobres e marginalizados que seguiam e aclamavam o profeta.

Na outra passagem, narrada nos quatro evangelhos, é o poder religioso que enfrenta Jesus. Quando viajou à rica e intelectual Jerusalém e entrou no Templo, notou que o local, que devia ser “casa de oração para todas as gentes”, tinha se tornado um “covil de ladrões”. Referia-se aos vendedores de animais para os sacrifícios dos fiéis pobres, e também aos cambistas que traficavam com moedas. Foi a primeira vez que o profeta da paz perdeu a paciência e “derrubou as mesas dos cambiadores”. A reação foi imediata: “Os escribas e príncipes dos sacerdotes, tendo ouvido isto, buscavam ocasião para o matar; pois eles o temiam” (Marcos 11, 15 e ss.). Por que esse medo do poder frente ao desarmado profeta dos últimos?

Hoje, mais de 2.000 anos depois, mais do que querer matar Jesus, o que o poder no Brasil está fazendo é mais sutil e perigoso. É apropriar-se dele, domesticá-lo, usá-lo para seus interesses. O perigo de hoje é que Jesus, em vez de aparecer ao lado de quem precisa vender algo na rua para sobreviver, pareça à vontade nos corredores onde se cozinha a política. Ou nos templos onde se ensina aos humildes e aos pouco escolarizados que Jesus está ao lado dos que triunfam, e não dos perdedores.

Não sei se o profeta galileu, que acabou cravado em uma madeira como um criminoso comum, era ou não anticapitalista. Certamente era anticonsumista. Nem casa tinha. Não deveriam se esquecer disso os religiosos que o profanam ao oferecê-lo como talismã aos governantes. Mais do que nunca, o poder religioso deveria recordar aqui, no Brasil do “Deus acima de todos”, que Jesus tinha pedido a seus seguidores que separassem o trono do altar: “Deem a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Lucas 20, 25). Misturar os dois poderes, colocar Deus como fiador da impunidade, significa montar novas cruzes para poder continuar sacrificando inocentes. A idosa que vendia três pacotes de quiabo na rua, e o que ela simboliza, julga a todos, esquerda e direita, cristãos e ateus.

DO JORNAL DO BRASIL

 

O presidente Jair Bolsonaro assinou hoje (15), durante cerimônia no Palácio do Planalto, o decreto que regulamenta o registro, a posse e a comercialização de armas de fogo no país, uma das principais promessas de campanha do presidente da República.

“Como o povo soberanamente decidiu, para lhes resguardar o direito à legítima defesa, vou agora, como presidente, usar esta arma”, afirmou Bolsonaro, mostrando a caneta como se fosse sua arma.

“Estou restaurando o que o povo quis em 2005”, acrescentou Bolsonaro mencionando o referendo realizado há 14 anos.

“Jair Bolsonaro(Foto: Reprodução/NBR)

Esta foi a primeira medida do presidente em relação ao compromisso de campanha de armar a população, mas Bolsonaro ainda tentará futuramente flexibilizar o próprio porte de armas.

“Essa é uma medida para que o cidadão de bem possa ter sua paz dentro de casa”, disse.

Entre as mudanças, foi ampliado o prazo de validade do registro de armas para 10 anos, tanto para civis como para militares, e houve a flexibilização no requisito legal de o interessado comprovar da “necessidade efetiva” para a obtenção da posse. Pelas novas regras, bastará argumentar que mora em cidade violenta, em área rural ou que é agente de segurança, para satisfazer o requisito, que era alvo de críticos do Estatuto do Desarmamento.

Na prática, cidadãos de todo o Brasil terão esse requisito preenchido, pois o critério que define se a cidade é violenta é se a taxa de homicídios no Estado de residência é maior do que 10 a cada 100 mil habitantes. Na fonte de referência escolhida pelo governo – o Atlas da Violência do ano de 2018, com dados referentes a 2016 – todos os Estados superam essa taxa. As taxas mais baixas são 10,9, em São Paulo, e 14,2, em Santa Catarina.

Para requerer o equipamento, atualmente é preciso submeter o pedido a uma superintendência da PF, que faz uma análise sobre a necessidade e os demais requisitos. O objetivo do governo era impedir subjetivismo, ou seja, que diante de um mesmo fato as avaliações de autoridades pudessem ser diferentes. Com a mudança, a autoridade policial poderá simplesmente aplicar as regras de maneira objetiva.

“O grande problema que tínhamos na lei é a comprovação da efetiva necessidade”, disse Bolsonaro.

A validade de registro das armas será ampliada para dez anos tanto para os civis quanto para os militares. O Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma), administrado pelo Exército e que inclui a concessão de armas para caçadores e atiradores esportivos, previa o prazo de três anos. O Sistema Nacional de Controle de Armas (Sinarm), que é o sistema voltado para a população em geral e é administrado pela Polícia Federal, previa cinco.

As exigências legais para a obtenção da posse de arma permanecem O cidadão precisa ter mais de 25 anos, apresentar declaração de bons antecedentes, curso de tiro e teste psicotécnico.

Diferente do porte de armas, o direito à posse permite ao cidadão manter armamento em casa ou no local de trabalho, desde que seja o responsável legal pelo estabelecimento. As regras para obtenção do porte de armas, mais restritivas, continuam as mesmas. O porte permite ao cidadão carregar consigo a arma pelas ruas.

Iniciada no Ministério da Justiça, a construção do texto do decreto passou por várias modificações depois de chegar à Casa Civil. Alguns pontos previstos na minuta do decreto do Ministério da Justiça foram considerados restritivos por setores defensores do armamento da população, como a limitação de duas armas para cada pessoa. O número, então, foi ampliado para quatro armas.

Na legislação anterior, se podia comprar seis armas mas na prática não se podia nenhuma. Com a legislação atual se poderá comprar até quatro. Com a possibilidade se tiver de comprar mais armas tendo em vista o uso em propriedade rurais.

Outro ponto que sofreu resistência e deixou o texto exigia a existência de cofre em residências com crianças, adolescentes ou pessoa com deficiência mental, para “armazenamento apropriado” em caso de armas de cano curto. Em casa com armas de cano longo, precisaria ser comprovada a existência de um “local seguro para armazenamento”. Mas, nesse caso, essa previsão foi mantida.

“O cidadão vai ter que, em uma declaração, dizer que na sua casa ele tem um cofre ou local seguro para guardar sua arma”, disse o presidente.

Por outro lado, ficou de fora um ponto que era defendido pelos setores armamentistas e pela bancada da bala na Câmara dos Deputados: a anistia para quem perdeu o prazo para recadastramento, que acabou em 2009. Embora o próprio Jair Bolsonaro seja a favor dessa modificação, a conclusão da equipe jurídica é que essa medida demanda alteração legislativa – o que só poderia ser feito por meio de medida provisória ou de projeto de lei, portanto, em etapa posterior.

“Questão do recadastramento (anistia) poderá ser tratada e um outro momento provavelmente por medida provisória”, disse Bolsonaro.

O decreto presidencial é visto no governo como o primeiro – e mais importante – passo no compromisso de campanha de permitir que o cidadão exerça o direito de defesa. Em futuras etapas, Bolsonaro tentará flexibilizar o porte e facilitar as condições de compra de armamento.

Em 2018, o número de licenças destinadas a atiradores esportivos chegou à quantidade recorde de 45 mil – cinco por hora – e um crescimento de dez vezes nos últimos cinco anos. Já a PF concedeu 27 mil autorizações em 2018.

Com agências Brasil e Estadão

“Eleonor Rigby”, The Beatles: uma das faixas primordiais de “Revolver”, album revolucionário dos Beatles na arrancada da carreira dos garotos de Liverpool. Vai dedicada ao maestro Tom Tavares, amigo leal e querido, mestre admirado da Escola de Música da UFBA, de cujas mãos recebi o precioso presente da gravação desta canção em CD (remasteurizado). Inesquecível!!!

BOM DIA, NESTE DIA DE QUASE REVOLUÇÃO , NO REINO UNIDO, DOS BEATLES, E NO BRASIL, DE TODOS NÓS!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

Londres
A primeira-ministra Theresa May depois de perder a votação do Brexit na terça-feira.
A primeira-ministra Theresa May depois de perder a votação do Brexit na terça-feira. REUTERS

Theresa May sofreu nesta terça-feira a derrota parlamentar anunciada há semanas. Westminster rejeitou de maneira categórica o acordo do Brexit alcançado com a UE por 432 votos contra e 202 a favor. O trabalhista Jeremy Corbyn, líder da oposição, anunciou a apresentação de uma moção de censura contra a primeira-ministra que será discutida e votada nesta quarta-feira. As primeiras reações parlamentares indicam que provavelmente May conseguirá superar a moção.

Nesse caso, o Governo terá três dias úteis para apresentar um plano alternativo, de acordo com a exigência colocada por uma votação em Westminster. A aniquiladora rejeição do Parlamento abre um cenário cheio de incógnitas a apenas dois meses e meio do Brexit, previsto para 29 de março.

“Esta é a votação mais importante de que muitos de nós participaremos em toda a nossa carreira política”, disse May em seu último pronunciamento perante a Câmara. “E depois de todo esse tempo de debate, de acordos e de desacordos, chegou a hora de tomar uma decisão que definirá nosso país por muitos anos e que cada um, vote no que votar, deverá justificar durante muito tempo.”

Foi o discurso mais apaixonado de uma primeira-ministra, consciente de que o Parlamento iria infligir-lhe um duro golpe. E mesmo assim May repetiu uma após a outra, numa tentativa desesperada de desmontá-las, todas as alternativas ao seu plano do Brexit. Um novo referendo traria a vontade manifestada nas urnas em 2016, romperia a confiança dos cidadãos na democracia e não garantiria o fim da divisão gerada nos últimos anos. A renegociação de um novo acordo com a UE é impossível a esta altura. E uma nova eleição geral implicaria em apenas dois meses de paralisia para enfrentar, independentemente de quem chegasse ao Governo, o mesmo problema.

Esta última mensagem foi dirigida a Corbyn, ao qual May jogou na cara sua ambiguidade e inconsistência durante todo o debate do Brexit e o acusou de estar mais preocupado com seus próprios interesses partidários do que com o bem geral do país. “Seu cinismo levou à deslealdade de muitos deputados do seu próprio grupo parlamentar”, disse May, tocando assim na ferida que mais machuca o líder da oposição.

Corbyn fez uma dura intervenção na qual anunciou a intenção de seu partido de votar contra o acordo e exigiu novamente a antecipação das eleições gerais. “Os cidadãos precisam recuperar o controle da situação e novas eleições lhes permitirão escolher novos deputados, um novo Governo e um novo mandato para voltar a negociar o acordo com a UE.” Corbyn se dirigiu expressamente a Bruxelas para pedir aos líderes comunitários que não descartassem um retorno à mesa de negociações.

As últimas horas de debate antes da votação foram a encenação de uma derrota anunciada. A maioria dos deputados de ambos os grupos usou os três minutos a que o presidente da Câmara, John Bercow, limitou suas intervenções para repetir as razões pelas quais votariam contra o plano do Governo. O recorde ficou com o conservador eurocético Julian Lewis, que fez uso de 18 segundos: “Porque o Brexit deveria significar Brexit e porque uma falta de acordo será sempre melhor do que um acordo ruim, votarei não, não e não”, disse, em uma clara referência ao lendário discurso de Margaret Thatcher em que a “dama de ferro” rejeitou as pretensões de Bruxelas de ampliar seus poderes.

O Governo de May enviou à Câmara seu membro mais duro e astuto, o procurador-geral Geoffrey Cox, que durante uma hora tentou defender a qualidade e a idoneidade do plano de May enquanto procurava desmontar a legalidade de possíveis alternativas. “Se não dermos esse primeiro passo, a história nos julgará severamente porque acabaremos mergulhando na incerteza”, advertiu Cox, “e aqueles que com a derrota de hoje pretendem evitar a saída da UE tentarão em seguida que se realize um novo referendo”. Essa é a possibilidade que mais aterroriza os eurocéticos, mas no momento em que estava o jogo, não produziu efeito algum. O acordo do Governo, argumentou Cox, seria uma “câmara de descompressão” que facilitaria a saída organizada da UE.

A resposta mais dura veio do deputado conservador Dominic Grieve, ex-procurador-geral, firme defensor da permanência na UE e promotor da campanha por um segundo referendo. Ele não só ironizou a ideia da “câmara de descompressão” ao sugerir que o acordo significaria que o Reino Unido morreria “asfixiado”, como colocou um toque de humor negro no fato de Cox ter sido obrigado a intervir. “Apesar de ter sido divertido”, disse, “me deixa uma sensação sombria ver que o Governo recorreu ao talento de um advogado criminalista para tentar sair do atoleiro”, afirmou.

O Parlamento queria pôr fim a essa agonia e entrar na próxima fase do longo processo. Por isso grande parte das emendas introduzidas na última hora, que colocavam sobre a mesa alternativas ao acordo de May e tentavam evitar a todo custo a possibilidade de um Brexit sem acordo, foram finalmente retiradas por seus autores e não foi necessário votá-las. A única a ser submetida à votação, a apresentada pelo conservador John Baron, obteve um resultado catastrófico: 600 votos contra e 24 a favor. Sugeria que o Parlamento poderia decidir a saída unilateral do Reino Unido da união aduaneira, ao contrário do que foi acordado com a UE. Nem sequer o Governo apoiou essa iniciativa, devido à sua ilegalidade e à falta de realismo que demonstrava. E deixou claro que todos os grupos deste debate já adquiriram um grau de cinismo e de dureza que já são capazes até de votar contra seus próprios desejos.

jan
16
Posted on 16-01-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-01-2019

PCdoB prefere Maia

 

A presidente do PCdoB, Luciana Santos, disse hoje que o partido tem “preferência” por Rodrigo Maia na disputa pela presidência da Câmara, mas que ainda discutirá o apoio com PSB e PDT.

“Nossa relação política com Rodrigo Maia não vem de hoje. Ele tem tido uma atitude de cumprir compromissos, é democrático e tem uma conduta de respeito à institucionalidade num momento em que há muito desequilíbrio no sistema de poder político no Brasil”, disse, registra o G1.

O PT vai ficando cada vez mais isolado.

jan
16
Posted on 16-01-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-01-2019


 

Duke , no jornal O Tempo (MG)

 

Do Jornal do Brasil /Estadão

 

O senador Renan Calheiros (MDB), candidato à Presidência da Casa, afirmou, em seu Twitter, nesta terça-feira, 15, que o coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, “continua a proferir palavras débeis, vazias, e com interesse político, como um ser possuído”.

Investigado na Operação Lava Jato, o emedebista tenta voltar ao comando do Senado. O voto sigiloso no pleito foi alvo de questionamentos no Supremo Tribunal Federal. O presidente da Corte, Dias Toffoli, rejeitou recurso para divulgar a escolha dos senadores ao cargo na última quinta-feira, 10.

Macaque in the trees
Renan Calheiros (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Por meio das redes sociais, nesta segunda-feira, 14, o chefe da força-tarefa compartilhou uma notícia do Correio Braziliense que mostra a votação secreta como um “trunfo” do senador na disputa ao cargo. Ao lado da notícia, Deltan expõe sua opinião, pedindo que seus seguidores assinem um abaixo assinado: “Em menos de três dias, 430 mil brasileiros já mandaram o recado: querem VOTAÇÃO ABERTA para as eleições dos presidentes do Congresso”.

“Mais de 500 MIL PESSOAS estão pedindo o #votoaberto. É um grito da sociedade pelo direito de acompanhar a posição de seus representantes nessa escolha que pode ser tão importante quanto a eleição de um Presidente da República”, afirmou Deltan, em outra publicação.

 

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