Cid Gomes lidera blocão que quebra hegemonia do MDB e isola PSL e PT no Senado

 

Por Diego Amorim

Eleito senador pelo Ceará, Cid Gomes, irmão de Ciro, tenta formar um grande bloco de siglas que pode mudar a atual composição de forças no Senado Federal.

Segundo ele, a aliança entre seu partido, o PDT (com 4 senadores), Rede (5), PSB (2) e PPS (2) — além de Jorge Kajuru (PRB) e Reguffe (sem partido) — está “90% encaminhada”. Nesse grupo, são 15 parlamentares.

Além disso, acrescentou, os integrantes de outras sete legendas já demonstraram sintonia com os objetivos do grupo. Seriam eles: PSDB (8), PSD (7), DEM (6), PP (6), PTB (3), PRP (1) e PSC (1). Somariam-se, então, em se confirmando as expectativas de Cid, 47 senadores, o suficiente para ter maioria no Senado, composto por 81.

“A ideia é compor um arco de forças que não seja nem situação automática, nem oposição sistemática. Acho que esse sentimento de Senado independente, com papel relevante de moderação para o futuro do país, é dominante na Casa. Esse é o princípio, essa é a filosofia”, disse o pedetista a O Antagonista.

Perguntamos sobre MDB (12), PT (6) e PSL (4).

“O PSL, a nosso juízo, é situação automática. O PT, oposição sistemática. E o MDB tem dificuldade de interlocução”, respondeu ele.

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