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Michelle, Bolsonaro e Carlos no desfile da posse…
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…e primeira dama discursa em libras: signos
de aliança e compromisso.
ARTIGO DA SEMANA

Michelle: carisma e aliança na posse de Bolsonaro

Vitor Hugo Soares

A participação carismática e surpreendente  de Michelle Bolsonaro na posse do 38° presidente da República do País, em Brasília,  produziu signos políticos e de poder explícitos e inesperados. Sinais do tipo da aliança tácita com o enteado Carlos, que ultrapassam, em muito, o ineditismo do discurso de uma primeira dama, antes da fala do novo mandatário. Feito na linguagem de sinais dos surdos (Libras).  Seguramente, o fato e a imagem mais empolgantes da festa, com direito a cinematográfico beijo do primeiro casal do país, sob aplauso da multidão presente.

Um grande marqueteiro – o melhor do mercado, atualmente – a quem se pagasse uma fortuna em reais ou em dólares , provavelmente, não teria feito melhor, mais espontâneo nem mais bonito e de tamanho significado e alcance positivos, para dar respiro a um governante que acabara de chegar ao seu ambiente de mando, com a imagem arranhada pelas acusações mais agressivas e virulentas de que se tem notícia, por estas bandas dos trópicos (sobretudo nas encarniçadas batalhas verbais nas redes sociais): de “ultra direitista”, “misógino”, “fascista”, “violento” e o escambau, como dizem os soteropolitanos no linguajar da beira da Baia de Todos os Santos .

Mas a força e simbolismo da presença de Michelle alcançaram amplitude e relevância bem maiores. Chegaram longe e ainda repercutem aqui, e em outros países, além da estética (que já não seria pouco), a figura feminina vestida com esmero e elegância e o porte e desembaraço da nova primeira dama, em todos os momentos das celebrações da posse. Incluindo o ato religioso na esplêndida Catedral de Brasília. 
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Aos 38 anos, a primeira dama, novo xodó de milhões de brasileiros, a começar pelos surdos (para evitar o “deficiente auditivo”,  expressão preferida dos politicamente corretos, que começa a entrar em desuso), deu claras demonstrações de que não será mera figura decorativa no governo do marido, Jair Messias Bolsonaro,  que se instala causando polêmica e fazendo barulho.
 Que o digam os discursos de posse dos ministros Paulo Guedes (Economia), Sérgio Moro (Justiça e Segurança) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores), que virou de pernas para o ar o Itamaraty, ninho de tucanos e petistas irmanados, para citar apenas três exemplos mais referenciais.

A primeira dama do Brasil, ex-assessora parlamentar da Câmara, que desenvolve há anos trabalho voluntário em favor dos surdos, protagonizou, talvez, no registro atento do jornal espanhol El Pais, “a única surpresa da posse que em geral seguiu o roteiro;  e a performance desenvolta diante da multidão abriu a bolsa de apostas sobre o papel de Michelle no futuro governo” 

Na linguagem dos surdos, ela produziu,  no parlatório do Palácio do Planalto, outro fato relevante, de significado político e demonstrativo de afeto pessoal e gratidão. Fez agradecimento público e especial ao enteado, filho do presidente, Carlos Bolsonaro, apontado como cérebro da comunicação digital  no WhatsApp e redes sociais na campanha vitoriosa.
Destacou  Carlos principalmente pela solidária parceria, durante todo período em que estiveram juntos, na fase mais dolorosa e dramática, no hospital, depois que Bolsonaro foi esfaqueado em Juiz de Fora. Nascia aí, provavelmente, a primeira e poderosa aliança do futuro governo. Revelada de público e sob intensos aplausos da multidão presente à festa da posse.  A conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

“Dream A Little Dream Of Me”, Doris Day: uma canção de sonhos e uma magia de voz e interpretação para começar como se deve o primeiro sábado do ardente ano que começa a mil.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

CRÔNICA MUSICAL

QUE PENA!

Gilson Nogueira

Um jornalista anuncia-me uma apresentação de João  Donato, neste final de semana, aqui, no Rio. Enquanto acabo de ler em um  folder colhido no Rio Sul   que Roberto Menescal vai se apresentar, amanhã,  com uma cantora ao seu lado, cujo nome não lembro.

No primeiro final de semana presidenciavelmente  Bolsonariano, em um parque da Cidade Maravilhosa, com entrada franca, o povo vai poder viajar nas asas da Bossa Nova,  sem pagar um centavo para sonhar acordado.  Já o show de Donato é pago, em um bar chamado Blue Note, na Lagoa. O criador do Barquinho e de outras relíquias sonoras como Donato, continua na ativa mostrando ao mundo e ao Infinito que o Rio está acima dos tiroteios que  sequestram o sono dos moradores das favelas e dos que residem próximos a elas. Os turistas confundem  os tiros com toque de batucada.

Pois é, Rio é Rio! Agora, com todas as suas mazelas, sonha em respirar novos ares, após a cadeira do governador acabar de ser ocupada por um novato na matéria. Há esperança no ar, além dos atobás, gaivotas e helicópteros. Os aviões passam longe. As chuvas de verão, eternizadas em sua magia pelo saudoso Tito Madi, chateiam. Mas, o Verão,  que é o parceiro da Bossa Nova, desde o tempo em que o capeta era menino, chegou para balançar os quadris da tristeza!   Está meio cabreiro, ainda. No dia em dia em que desembarquei no Tom Jobim, uma hora após Papai Noel viajar de volta para as estrelas,  ouvi, no início da  madrugada, um assobio, ao entrar, com minha mulher, no amarelinho. Era Garota de Ipanema! Mesmo fora do ritmo e com pinta de estar o assobiador com sono, veio-me à idéia de fazer o possível para  rever o Rio que conheci desde os anos de Luizinho Eça, Severino Filho, Durval Ferreira, Dick Farney, Ronaldo Boscoli, Chico Feitosa e outros cobras da BN.  Será difícil! O mundo mudou! Para pior! Reze uma Bossa, se possível!

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do BP

 
Mais de 40 ataques a veículos e prédios públicos e privados foram registrados em 13 municípios cearenses nos últimos dois dias
Mais de 40 ataques a veículos e prédios públicos e privados foram registrados em 13 municípios cearenses nos últimos dois dias Alex Gomes AFP

 

Nos últimos dois dias, o Ceará vive um clima de terror, com mais de 40 ataques supostamente praticados por facções criminosas que dominam o crime no Estado e em boa parte do país. Vários ônibus, além de prédios públicos e privados, foram incendiados. Um viaduto chegou a ser dinamitado e outro teve explosivos desativados pelas autoridades. Até o início da tarde desta sexta-feira, haviam sido registrados ataques em pelo menos 13 municípios cearenses e 45 suspeitos haviam sido detidos, a maioria deles em Fortaleza. Esta é a primeira grande crise de segurança pública a eclodir no Governo Bolsonaro, que não tem o dever constitucional de atuar nesta área, mas a usou como uma de suas principais bandeiras de campanha. A gravidade da situação no Ceará levou o governador Camilo Santana (PT) a solicitar apoio federal para contornar a situação. A crise impõe, já na primeira semana deste mandato, o desafio de uma atuação conjunta entre os dois governantes opositores.

Camilo Santana está em constante diálogo com o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, e com o general Fernando Azevedo, da Defesa. O petista solicitou 1.500 militares do Exército, 500 da Força Nacional, além de 80 agentes penitenciários à União para lidar com a crise. Até o momento, Moro autorizou o envio de 300 homens da Força Nacional ao Estado e mais 30 viaturas, além de disponibilizar o aparato da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e do Sistema Penitenciário Nacional. Também sugeriu ao governador ampliar o gabinete de situação, que gerencia a crise, com a participação direta de órgãos federais. Camilo Santana acatou a sugestão. “O momento é de união de todas as forças para a garantia da ordem e proteção de todos os irmãos e irmãs cearenses”, afirmou o governador no Facebook. O grupo conta com diversos órgãos municipais, estaduais e federais e coincide em “não baixar a guarda” para as facções. O presidente Bolsonaro também comentou a ação conjunta para controlar a crise no Ceará: “Moro foi muito hábil, muito rápido e eficaz para atender inclusive o Estado cujo governador reeleito tem uma posição radical a nós”.

Há fortes sinalizações de que os ataques no Ceará são uma resposta do crime organizado à iniciativa do Governo estadual em endurecer as regras de segurança nos presídios. Os primeiros incêndios a veículos foram praticados na noite da última quarta-feira, um dia após o titular da recém-criada Secretaria da Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuquerque, dizer que não reconhecia facções no Estado e que não separaria mais os presos de acordo com a ligação deles com essas organizações nos presídios. Um relatório da Secretaria da Justiça do Ceará publicado pelo jornal Diário do Nordeste em outubro passado aponta que as três facções mais fortes no Estado predominam em mais da metade dos presídios e cadeias cearenses. O Comando Vermelho predomina em 26 desses equipamentos, a Guardiões Do Estado em 23, e o Primeiro Comando da Capital em 20. Apenas 61 cadeias não têm uma predominância.

Uma carta deixada próximo a um viaduto onde os criminosos detonaram dinamites nesta semana, assinada genericamente pelo “crime organizado”, diz que os ataques dos últimos dias são uma “amostra” do que pode acontecer caso o Estado decida “oprimir os irmãos que estão privados de liberdade”. Há suspeita de um pacto entre as três facções que atuam no Estado para atacar o governo estadual por conta das medidas anunciadas. Esse tipo de investida para mostrar as forças das facções no Estado têm sido comuns nos últimos anos no Ceará. Reeleito com quase 80% dos votos, Camilo Santana sabia que seguiria o novo mandato com o mesmo desafio do primeiro: a segurança pública e o combate ao crime organizado. Nos últimos anos, os internos vinham sendo distribuídos conforme facções. No novo mandato, o governador resolveu ir na direção oposta.

A onda de violência nos últimos dias tem afetado a população cearense. Os sucessivos ataques a ônibus levaram a Prefeitura de Fortaleza a reduzir a circulação da frota em um terço e alguns grandes comércios decidiram fechar por segurança nesta sexta-feira. O secretário de segurança pública do Ceará, André Costa, diz que o Estado vem cumprindo seu papel constitucional de desenvolver ações para garantir a segurança da população e promete uma resposta “enérgica” e “dura” aos ataques, baseada no uso das forças de segurança. “Não importa o que for feito nas ruas, nós não vamos recuar. Não vamos deixar de avançar dentro do sistema penitenciário nem nas ruas”, declara.

Polícia Militar do Ceará incorporou 373 novos soldados para reforçar a segurança, após ataques
Polícia Militar do Ceará incorporou 373 novos soldados para reforçar a segurança, após ataques Reprodução Governo do Ceará
 

Segundo André Costa, a crise antecipou a posse de 373 novos policiais militares e de 220 novos agentes penitenciários. Mas esses esforços ainda não são suficientes, ele diz, daí a importância do apoio do Governo federal. Costa diz que policiais estaduais estão fazendo hora extra e que equipes com delegados e escrivães estão sendo enviadas aos presídios para autuação por crimes praticados lá dentro. “Mais de 250 internos estão sendo autuados. As autuações impactarão negativamente na progressão de regime dos indiciados. Toda ação dentro do sistema será devidamente formalizada pela Polícia Civil, para que esses internos respondam por novos crimes praticados”, afirmou em entrevista coletiva.

Em relação ao apoio da força nacional aos estados, o secretário Nacional de Segurança Pública, general Guilherme Theophilo, defende padronizar os procedimentos para que se use “o mínimo possível a força nacional de segurança pública” nos estados. Nos últimos dias, o governo do Pará também solicitou tropas federais depois que cinco pessoas foram assassinadas em Belém em um intervalo de 18 minutos, no dia 1º de janeiro. “Hoje nós estamos em 23 Estados, não estamos só em quatro Estados. A Força Nacional é um amortecedor entre os órgãos de segurança pública e o emprego das forças armadas, para que a gente não empregue as forças armadas de maneira prematura”, defende.

A falta de uma política nacional de segurança

O deputado Renato Roseno (PSOL-CE), que preside o comitê da violência na Assembleia Legislativa no Estado, diz que esse tipo de ação do uso das forças de seguranças resolve crises pontuais, mas não o problema estrutural do sistema carcerário, que tem ampliado a capacidade de organização desses grupos criminosos e gerado estes episódios anuais no Ceará e em outros Estados do Nordeste. Ele explica que, nos últimos anos, o Nordeste se tornou um terreno fértil para a ampliação de mercados ilícitos desses grupos, antes concentrados no Rio de Janeiro e em São Paulo. Entre as muitas outras variáveis, aponta, estão a desigualdade social, o aumento bélico desses grupos e posição geográfica estratégica de acesso à Europa. Roseno também ressalta que os presídios, cada vez mais lotados pelo aumento do encarceramento, se tornaram ambientes de forte recrutamento, o que tem tornado esses grupos ainda mais fortes.

“O Brasil tem errado nos últimos 30 anos, sem uma política nacional unificada. Quem milita na área sabe que o tema da segurança pública sempre teve respostas muito superficiais e imediatistas”, afirma. Para ele, a solução passa por algo semelhante ao que aconteceu na Colômbia: políticas que atuem nos eixos de prevenção, inteligência e combate à corrupção. Mas os indicativos tanto do Governo do Ceará quanto do Governo Federal, ressalta, apontam para um outro caminho, que em geral costuma ter o apoio da sociedade: o aumento do encarceramento. Segundo relatório da Secretaria da Justiça do Estado, as cadeias públicas e penitenciárias cearenses têm apenas 13.830 vagas, mas são ocupadas por quase 30 mil pessoas.

Ao tomar posse como Ministro da Justiça e da Segurança Pública, Moro declarou que fortalecerá ações de combate às 70 facções criminosas que atuam hoje no país. Seguiu em uma linha distinta das de governos estaduais, que muitas vezes se negam até a citar a existência delas. O ministro afirmou que quer incrementar a qualidade das penitenciárias federais para dificultar as comunicações de detentos com o mundo externo. Em isso ocorrendo, é provável que haja uma resposta de facções criminosas, como está acontecendo no Ceará e costuma ocorrer em boa parte do país quando suas lideranças seguem para regimes de isolamento, informa Afonso Benites, de Brasília.  Se a proposta for confirmada, esse será um dos testes de fogo da nova gestão. “Precisamos com investimentos e inteligência recuperar o controle do Estado sobre as prisões brasileiras”, declarou o ex-magistrado.

jan
05

Do Jornal do Brasil

O presidente da República, Jair Bolsonaro, manifestou nesta sexta-feira, 4, preocupação com a última proposta de fusão entre a Embraer e a Boeing. Ele disse que, de acordo com a mais recente versão do contrato, informações tecnológicas podem ser repassadas à empresa de aviação norte-americana. Bolsonaro não detalhou que tipo de dados poderiam ser acessados, mas falou em proteção do patrimônio nacional.

“Seria muito boa essa fusão, mas não podemos… Como está na última proposta, daqui a cinco anos tudo pode ser repassado para o outro lado. A preocupação nossa é essa. É um patrimônio nosso, sabemos da necessidade dessa fusão, até para que ela (Embraer) consiga competitividade e não venha a se perder com o tempo”, afirmou o presidente após cerimônia no comando da Aeronáutica, na Base Aérea de Brasília.

Macaque in the trees
Boeing e Embraer (Foto: ERIC PIERMONT / AFP)

jan
05

DO JORNAL DO BRASIL

 

Após o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, determinar, ontem (3), que o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) informasse, em até 48 horas, a situação de saúde do médium goiano João de Deus, a juíza Marli de Fátima Naves afirmou não haver, “até a presente data”,qualquer variação no estado de saúde do médium que exija sua transferência do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (GO) para hospital particular.

No ofício que enviou a Toffoli hoje (4), a juíza informa que após passar mal, na última quarta-feira (2), o médium recebeu atendimento médico no núcleo de custódia da unidade prisional onde está detido em caráter preventivo desde o dia 16 de dezembro. Na sequência, João de Deus foi encaminhado para o Hospital de Urgência de Goiânia, onde foi submetido a uma série de exames clínicos.

Segundo a juíza, os exames diagnosticaram apenas a “discreta” presença de sangue na urina do paciente, sem infecção. Diante disso, o médico responsável recomendou que o retorno do médium à unidade prisional e a manutenção do acompanhamento ambulatorial “como já tem sido feito regularmente”.

Diante da manifestação médica, a juíza afirma que “não há, até a presente data, qualquer notícia de intercorrência apta a exigir atuação de médico especialista em cardiologia”, conforme sugerido pela defesa do médium, que pede a transferência de João de Deus do complexo prisional para um hospital particular de Goiânia. De acordo com a magistrada, o pedido de transferência não tem “indicação médica ou encaminhamento”.

Ainda de acordo com a juíza, após sentir-se mal, o médium foi atendido de forma célere e adequada às condições de saúde e idade do paciente, segundo as regras básicas do sistema de saúde”.

Suspeito de ter abusado sexualmente de mulheres que frequentavam o centro espírita Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, João de Deus está preso, em caráter preventivo, desde o dia 16 de dezembro. Seus advogados ajuizaram, no STF, um pedido para que João de Deus possa responder as acusações em liberdade. Devido ao recesso do Poder Judiciário, o pedido de habeas corpus será julgado pelo ministro Dias Toffoli.

O Ministério Público de Goiás já apresentou à Justiça estadual as primeiras denúncias contra o médium, por ao menos quatro casos investigados pela Polícia Civil e pelo MP, que continuam ouvindo outras mulheres que afirmam ser vítimas de João de Deus.

jan
05
Posted on 05-01-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-01-2019



 

Sid, no portal de humor

 

jan
05

Ives Gandra: independência dos poderes não permite que Bolsonaro consulte Toffoli

 

Por Renan Ramalho

Ives Gandra Martins considera que a ideia de Jair Bolsonaro de consultar Dias Toffoli antes de enviar projetos de lei ao Congresso só pode ocorrer de maneira “informal e temática”, mas nunca para buscar antecipar resultados no STF sobre a constitucionalidade de regras específicas.

“É ótimo que haja o diálogo entre eles, é ótimo as conversas que possam ter. Mas a independência dos poderes não permite que oficialmente o presidente do STF diga que esse projeto pode ou não ser apresentado. Se o presidente do STF disser por antecipação que algo é inconstitucional, é evidente que estará interferindo, mesmo que a pedido, no outro poder”.

Ele lembra que, em outros governos, já foram firmados “pactos republicanos” nos quais os três poderes apresentaram, de forma conjunta e oficial, propostas de emenda à Constituição alterando a estrutura do Estado ou o funcionamento do sistema federativo.

Em casos como esse, o entendimento “é extremamente útil, porque os poderes devem ser independentes, mas harmônicos”, segundo o advogado.

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