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CRÔNICA

Brinde ao Brasil!

 Gilson Nogueira

Os helicópteros, sob céu azul, sobrevoam a branca estátua do Cristo Redentor, no Morro do Corcovado, feito insetos em volta de lâmpada acesa. Na cidade do Rio de Janeiro, onde as UPA parecem dormitórios de irresponsáveis, enquanto, no meio da  madrugada, a dor bate à porta pedindo socorro e recebe deles o silêncio como resposta, são, na verdade, para uma das capitas do turismo mundial, uma vergonha mundial. Centro de gente que faz do cinismo profissão de fé. É triste!

O jornal, que já foi infinitamente melhor, a partir dos títulos das matérias, segue dobrado sobre a mesa de centro. Não o leio, em sinal de revolta. E reafirmo, estão mal feitos! Em relação aos títulos e ao seu conteúdo.  Um ou outro escapa, diria meu velho!

Jogaram a técnica da pirâmide invertida no lixo. Em Salvador, então, nem se fala, virou piada!Chegarei ao último dia de 2019 torcendo por Bolsonaro. Não votei nele, por não ser obrigado. Mas, torci, calado, na esperança de ver o Brasil reerguer-se e, assim, tirar o pé da lama que os políticos corruptos o levaram. É hora de fazer com que aquele homem desesperado ,que  mete a mão no lixo buscando o que comer, tenha um emprego, uma vida digna, como Deus Quer!

 Não pretendo jogar fora a minha crença no meu país e isso depende dessa turma que foi eleita para gerir uma nova empresa, fincada na honestidade, pilar básico, para levar adiante o que for. Um Brasil feito por gente que tenha o Brasil no coração, como Bolsonaro demonstra, e que dê um chute na bunda dos cínicos de plantão, que parecem usar a política em seu benefício, ao invés de pensar no povo e promover, para ele, através de seus instrumentos legais, amparados pela justiça brasileira, melhor condição de sobrevivência, considerando que os coquetéis de safadeza continuarão a ser sacudidos por entre os pulhas de plantão. Um dia, com conhecimento adquirido através da escola para o povo, esses cidadãos, iguais a todos, sentarão, felizes, na mesa ao seu lado, e lhe dirão: “ Agora, sim, podemos brindar a Liberdade!” Ah, vou à Cobal do Humaitá beber água de côco. Quero ter a Bahia circulando nas minhas veias, sempre! E dizer que nem todos os políticos, pelo que me asseguram os amigos, são do partido do diabo.

   Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta

“Casaco Marrom”, Evinha: Maravilhosa canção imune ao passar do tempo e que se renova toda vez que a escutamos mais uma vez. Vai dedicada, em memória, a Luiz Augusto Gomes, perda maior do jornalismo e da Bahia inteligente e digna no ano que passou. Luiz amava esta música – talvez pelo casaco que usava e era uma de suas marcas na vestimenta e estilo dos Anos 70, mas principalmente pelos versos: “Eu vou voltar aos velhos tempos de mim/Vestir de novo o meu casaco marrom/Tomar a mão da alegria e sair/ Bye Bye Cecy, “nous allons”. Saudades!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Casaco Marrom

Evinha

 Eu vou voltar aos velhos tempos de mim
Vestir de novo o meu casaco marrom
Tomar a mão da alegria e sair
Bye bye, Cecy “nous allons”
Copacabana está dizendo que sim
Botou a brisa à minha disposição
A bomba “H” quer explodir no jardim
Matar a flor em botão
Eu digo que não
Olhando a menina
De meia estação
Alô coração,
Alô coração, alô coração
Eu vou voltar aos velhos tempos de mim
Vestir de novo o meu casaco marrom.

 
Ernesto Araújo, durante conferência de imprensa com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo.
Ernesto Araújo, durante conferência de imprensa com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo. RICARDO MORAES REUTERS

Entre as várias cerimônias de transmissão de cargo que ocorreram nesta quarta-feira, certamente foi a do Itamaraty que deixou mais patente a ruptura entre as visões de mundo do ministro que sai do cargo e novo titular da pasta. Durante 30 minutos, o senador Aloysio Nunes (PSDB), que esteve à frente da diplomacia brasileira nos últimos dois anos, fez um discurso defendendo que o país mantenha o multilateralismo e o pragmatismo como diretrizes da política externa brasileira. Quando chegou a vez de o novo chanceler falar, Ernesto Henrique Fraga Araújo precisou de tempo semelhante para confirmar que, ao menos na retórica, promoverá um giro ideológico sem precedentes.

Araújo disparou críticas à ordem global vigente e ao que chamou de globalismo; valeu-se de citações em grego, latim e tupi; mencionou de São João a Olavo de Carvalho e rasgou loas aos governos populistas de direita nos Estados Unidos, Israel, Itália, Hungria e Polônia. E reafirmou a promessa de alinhar o ministério das Relações Exteriores aos anseios da população que votou em Jair Bolsonaro. “Deixamos de olhar no espelho e vamos sair à rua para ver o povo brasileiro. Somos parte do povo brasileiro”, disse.

Em seu pronunciamento houve pouco espaço para questões econômicas e para a pauta dos exportadores brasileiros. Um exemplo foi quando prometeu reaproximar o Itamaraty do setor produtivo nacional. Preferiu centrar fogo no que considera os males do globalismo. “Aqueles que dizem que não existem homens e mulheres são os mesmo que pregam que os países não têm direito a guardar suas fronteiras, os mesmo que propagam que um feto humano é um amontado de células descartável. Os mesmos que dizem que a espécie humana é uma doença que deveria desaparece para salvar o planeta”, disse.

“O presidente Bolsonaro está libertando o Brasil por meio da verdade. Nós vamos também libertar a política externa e libertar o Itamaraty como o presidente Bolsonaro prometeu que faríamos em seu discurso de vitória”, declarou Araújo, no que foi certamente o momento mais constrangedor da cerimônia. Nesse ponto, apenas uma pequena parte das dezenas de diplomatas, políticos e embaixadores presentes aplaudiu efusivamente o novo chanceler. O restante dos que acompanhavam o ato na sala de recepções do Palácio do Itamaraty se manteve em silêncio.

Dentro de uma instituição centenária, caracterizada por um senso de hierarquia e que construiu sua reputação internacional calcada nas negociações multilaterais, a chegada de Ernesto Araújo é encarada por muitos diplomatas com profunda desconfiança. Há também expectativa entre os parceiros do país e o menor número de delegações estrangeiras presentes na posse de Bolsonaro (46 contra 110 no caso de Dilma e 120 com Fernando Henrique Cardoso) foi considerado um sintoma inquietante. E, para quem esperava que o chanceler moderaria o tom uma vez empossado ministro, seu pronunciamento foi um balde de água fria. 

“Nós buscaremos as parcerias e as alianças que nos permitam chegar aonde queremos. Não pediremos permissão à ordem global […] Defenderemos a liberdade e a vida, defenderemos o direito de cada povo de ser o que é, com liberdade e dignidade”, afirmou Araújo. “Deveria preocuparmos cada vez mais a teofobia, o ódio contra Deus. Há uma teofobia horrenda e gritante na nossa cultura, não só no Brasil, em todo o mundo. Um ódio contra Deus que vem sabe-se lá de onde, canalizado por todos os códigos de pensamento e de não pensamento que perfazem a agenda global”, acrescentou.

Com forte peso religioso, Ernesto Araújo alegou ainda que o Brasil deve mudar sua atuação em fóruns globais, como a Organização das Nações Unidas (ONU). “Vamos reorientar a atuação do Brasil em favor daquilo que é importante para os brasileiros, não do que é importante para as ONGs. Defenderemos a soberania, a liberdade; a liberdade de expressão, de crença; a liberdade na Internet, a liberdade política. Defenderemos o direito básico da humanidade, o principal dos quais talvez seja o direito de nascer”, disse.

Repetindo o que escreveu recentemente num artigo para a revista conservadora norte-americana The New Criterion, Araújo afirmou que o filósofo Olavo de Carvalho, ícone da nova direita brasileira e guru intelectual de Bolsonaro, é um dos principais responsáveis “pela imensa transformação que o Brasil está vivendo.”

jan
03
A posse de Jair Bolsonaro como presidente
Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro, na Câmara. NELSON ALMEIDA AFP
Brasília

O Governo Jair Bolsonaro (PSL) terá seis meses de trégua com o Legislativo para mostrar a que veio. Isso, se antes ele não atropelar o Congresso Nacional governando por decretos, como já anunciou que o fará em ao menos um tema, o da posse de armas para os cidadãos que não possuam registros criminais. A avaliação, feita ao EL PAÍS por três lideranças de partidos do centro e da direita, mostra que apesar de na largada Bolsonaro ter uma boa aprovação popular (65% acham que o Governo será ótimo ou bom, segundo o Datafolha), o presidente não terá vida fácil no Legislativo, seu habitat nos últimos 28 anos. E é do Parlamento e de suas três dezenas de partidos que ele depende para entregar um pilar essencial do seu Governo, a aprovação de reformas e medidas para diminuir o tamanho do Estado.

O tempo de vida nos gabinetes parlamentares reforçou que Bolsonaro jamais teve um perfil negociador. Pelo contrário. Sempre foi um deputado federal corporativista e de propostas radicais. Nunca ocupou cargo de destaque em comissões ou relatou projetos relevantes. Tampouco aprovou leis de destaques. E, agora, não faz questão buscar essas habilidades políticas nem de se cercar de quem as tenham. Durante a campanha eleitoral ele disse que negociaria com frentes corporativas/temáticas. Assim o fez quando eleito. Ao invés de destinar cargos do primeiro escalão a determinados partidos, preferiu ouvir representantes das bancadas cristã, ruralista, da segurança pública e da saúde, para escolher os seus ministros. Em tese, quis fugir do toma lá dá cá dos partidos. Na prática, terá de provar que escolher sete militares para seus ministérios e de eleger dois “superministros” com estrela própria (Sergio Moro, da Justiça, e Paulo Guedes, da Economia) funcionará.

Vendendo-se como o “antipolítico” e manejando as redes sociais com maestria, principalmente entre os que estavam exaustos dos governos petistas, Bolsonaro conseguiu se eleger e levou consigo, a reboque, uma considerável bancada de ativistas e representantes da extrema direita. O número de parlamentares, num primeiro momento, não lhe dará maioria congressual. Estima-se que ele terá cerca de 200 dos 513 deputados e aproximadamente 30 dos 81 senadores. Portanto, ele terá de seduzir seus apoiadores. Para isso, dependerá de outro veterano no Legislativo, o deputado federal reeleito e ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM). A dificuldade, neste caso, é que Onyx não é dos políticos mais afáveis ou flexíveis. É o que chamam de cabeça-dura. E, além da cota política, ele está na cota dos membros do primeiro escalão que respondem à investigação – algo que Bolsonaro sinalizou que não teria em sua gestão. Os outros são Luiz Henrique Mandetta, da Saúde, Tereza Cristina, da Agricultura, e Ricardo Salles, do Meio Ambiente.

Uma outra dificuldade nos próximos meses será o de demonstrar que os neófitos em administração pública serão capazes de gerenciar estruturas monumentais. Dos 22 ministros de Bolsonaro, apenas oito já tiveram funções no Executivo federal, municipais ou estaduais. Só dois deles foram ministros – Osmar Terra (MDB) e Wagner Rosário.

Ruídos nos escalões intermediários

A inabilidade entre os auxiliares já deu seus primeiros sinais em um dos ministérios-chave do Governo, o da Educação, que tem segundo maior orçamento da Esplanada, 122 bilhões de reais. O ministro Ricardo Vélez, um filósofo sem experiência de gestão e que diz ter como missão “desideologizar” as escolas brasileiras, demitiu seu futuro secretário-executivo antes mesmo da posse. Na última sexta-feira, Vélez disse ao cientista político Antônio Flávio Testa que ele não seria mais seu número dois na pasta.

Durante o Governo de transição, Testa havia sido o responsável por levantar todos os dados administrativos do ministério. Tinha os levantamentos relevantes referentes ao funcionamento da máquina, desde os sistemas de tecnologia da informação até o de recursos humanos. Antes, havia composto a equipe do presidente que elaborou seu plano de Governo a partir de abril deste ano. Vinculado ao grupo dos generais, era tido como um nome certo no segundo ou terceiro escalão na Esplanada. Nestas primeiras semanas ficará na sombra.

Afora as rusgas entre os seus subalternos, Bolsonaro também terá de conter a língua de seus três filhos políticos (Carlos, Flávio e Eduardo) e o envolvimento de um ex-assessor de um deles em supostas irregularidades com recursos de servidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Recentemente ele mandou o recado à sua prole. “A campanha acabou, agora temos de governar”.

Algo que o novo presidente fez de diferente em relação aos seus antecessores foi o de elencar uma agenda de ações nos primeiros meses do ano. Entre elas, a de no primeiro mês de trabalho rever todos os atos dos últimos sessenta dias da gestão Michel Temer (MDB). Prevê ainda que, quando completar 100 dias de Governo, possa fazer uma cerimônia para comemorar o período – algo semelhante ao que os presidentes americanos fazem. Nesse período já será possível se ter uma ideia qual será o Brasil de Bolsonaro, de fato. Se o que ele apresenta aos seus apoiadores, com palavras radicais, ou o que ele discursa nos atos solenes, nos quais defende a Constituição e as instituições.

Do Jornal do Brasil

 

 

Ao assumir nesta quarta-feira, 2, o cargo de ministro-chefe do Gabinete Institucional (GSI), o general Augusto Heleno disse que a ex-presidente Dilma Rousseff destruiu o sistema de inteligência no País. O novo titular do GSI afirmou, ainda, que o governo de Jair Bolsonaro terá um “trabalho penoso” pela frente.

“Esse sistema foi recuperado pelo general Etchegoyen e foi derretido pela senhora Rousseff, que não acreditava em inteligência”, declarou Heleno, na solenidade de transmissão de cargo, ao elogiar o general Sérgio Etchegoyen, responsável pelo GSI no governo de Michel Temer.

Macaque in the trees
General Augusto Heleno (Foto: Dida Sampaio/AE)

No Salão Nobre do Palácio do Planalto, houve burburinho na plateia. Muitos riram. Em seu rápido discurso, Heleno também disse estar integrado a uma “equipe excepcional” e unida. “Temos um trabalho que será penoso, mas que, tenho certeza, nos conduzirá a novo destino”, comentou o novo ministro do GSI.

O agora ex-ministro general Etchegoyen destacou o trabalho feito durante o governo Temer. “Se o título do governo que se encerrou poderia ser crise, seu lema foi coragem”, disse Etchegoyen. Segundo ele, a maior manifestação do governo Temer foi rejeitar a trilha percorrida tantas vezes do populismo irresponsável.

Etchegoyen também destacou que o presidente Jair Bolsonaro foi eleito por uma população que acredita em valores diferentes do que se apregoava e elogiou a escolha do general Heleno para o cargo.

jan
03
Posted on 03-01-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-01-2019


 

Miguel, NO (pe)

 

jan
03
Posted on 03-01-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-01-2019

Onyx vai demitir 300 da Casa Civil

 

Onyx Lorenzoni anunciou que vai demitir todos os servidores em cargos de comissão ou função gratificada na Casa Civil, cerca de 300 pessoas.

“Esse é um ato importante para que a gente possa retirar de perto da administração pública federal todos aqueles que têm marca ideológica clara. Nós todos sabemos do aparelhamento que foi feito no governo federal nos quase 14 anos que o Partido dos trabalhadores aqui ficou”.

Ele disse que os que quiserem ficar ou estão na pasta há mais tempo serão reavaliados e que vai sugerir a mesma medida aos demais ministros numa reunião amanhã.

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