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Postado em 29-12-2018
Arquivado em (Artigos) por vitor em 29-12-2018 00:08

Do Jornal do Brasil

O PT decidiu que não vai participar da posse de Jair Bolsonaro no Congresso. Embora o candidato do PSL tenha derrotado o petista Fernando Haddad nas urnas, o partido divulgou um comunicado oficial para “denunciar que a lisura do processo eleitoral de 2018 foi descaracterizada pelo golpe do impeachment, pela proibição ilegal da candidatura do ex-presidente Lula e pela manipulação criminosa das redes sociais para difundir mentiras contra o candidato Fernando Haddad”. Os parlamentares petistas não estarão presentes no Congresso durante a posse de Bolsonaro.

O comunicado é assinado pela presidente do partido, Gleisi Hoffmann, e pelos líderes da Câmara, Paulo Pimenta, e do Senado, Lindbergh Farias. No texto, os petistas dizem que “o resultado das urnas é fato consumado, mas não representa aval a um governo autoritário, antipopular e antipatriótico, marcado por abertas posições racistas e misóginas, declaradamente vinculado a um programa de retrocessos civilizatórios”. Acrescentam que “o ódio do presidente eleito contra o PT, os movimentos populares e ao ex-presidente Lula é expressão de um projeto que, tomando de assalto as instituições, pretende impor um Estado policial e rasgar as conquistas históricas do povo brasileiro”.

Comunicado do PT

 

Partido dos Trabalhadores nasceu na luta da sociedade brasileira pelo restabelecimento da democracia, em 1980. Em quase quatro décadas de existência, o PT sempre reconheceu a legitimidade das instituições democráticas e atuou dentro dos marcos do Estado de Direito; combinando esta atuação com nossa presença nas ruas e nos movimentos sociais, aprofundando a participação da sociedade na democracia.

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Gleisi Hoffmann disse que o PT jamais abandonará Lula, e Fernando Haddad visita hoje o ex-presidente para traçar os planos para a eleição (Foto: Reprodução)

Participamos das eleições presidenciais no pressuposto de que o resultado das urnas deve ser respeitado, como sempre fizemos desde 1989, vencendo ou não. Mantemos o compromisso histórico com o voto popular, mas isso não nos impede de denunciar que a lisura do processo eleitoral de 2018 foi descaracterizada pelo golpe do impeachment, pela proibição ilegal da candidatura do ex-presidente Lula e pela manipulação criminosa das redes sociais para difundir mentiras contra o candidato Fernando Haddad.

O devido respeito à Constituição também torna obrigatórios a denúncia e o protesto contra as ameaças do futuro governo de destruir por completo a ordem democrática e o Estado de Direito no Brasil. Da mesma forma denunciamos o aprofundamento das políticas entreguistas e ultraliberais do atual governo, o desmonte das políticas sociais e a revogação já anunciada de históricos direitos trabalhistas.

O resultado das urnas é fato consumado, mas não representa aval a um governo autoritário, antipopular e antipatriótico, marcado por abertas posições racistas e misóginas, declaradamente vinculado a um programa de retrocessos civilizatórios.

O ódio do presidente eleito contra o PT, os movimentos populares e o ex-presidente Lula é expressão de um projeto que, tomando de assalto as instituições, pretende impor um Estado policial e rasgar as conquistas históricas do povo brasileiro.

Não compactuamos com discursos e ações que estimulam o ódio, a intolerância e a discriminação. E não aceitamos que tais práticas sejam naturalizadas como instrumento da disputa política. Por tudo isso, as bancadas do PT não estarão presentes à cerimônia de posse do novo presidente no Congresso Nacional.

Seguiremos lutando, no Parlamento e em todos os espaços, para aperfeiçoar o sistema democrático e resistir aos setores que usam o aparato do Estado para criminalizar adversários políticos.

Fomos construídos na resistência à ditadura militar, por isso reafirmamos nosso compromisso de luta em defesa dos direitos sociais, da soberania nacional e das liberdades democráticas.

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Comentários

Vanderlei on 29 dezembro, 2018 at 15:33 #

Da boca pra fora o PT e os seus aliados falam e falam demais em democracia. Mas, praticá-la é outra coisa. É o partido que mais fala em democracia e é o que mais demonstra não ser nada democrático. A posse de um presidente, eleito pelo povo, numa democracia representativa, é o ápice de tudo, reforçando aos cidadãos seus direitos e deveres, com relação a democracia. A simbologia e os ritos da posse de um presidente, ultrapassam as fronteiras do país, consolidando a representatividade do novo presidente como um novo líder da nação.


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