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Divulgação
Jesuíta Barbosa em cena de “O Grande Circo Místico” Imagem: Divulgação

Lello Lopes e Osmar Portilho

Do UOL, em São Paulo

Não vai ser dessa vez que o Brasil vai ganhar um Oscar de melhor filme estrangeiro. 

Escolhido pela Academia Brasileira de Cinema para representar o país na disputa por uma indicação ao Oscar 2019, o filme “O Grande Circo Místico” ficou de fora da pré-lista divulgada nesta segunda-feira (17) e não concorrerá à estatueta. A cerimônia será realizada no dia 24 de fevereiro de 2019.

O longa de Cacá Diegues foi escolhido entre 22 filmes brasileiros para tentar uma indicação a melhor filme estrangeiro, mas não superou a primeira barreira imposta pela Academia que entrega o Oscar. Os cinco finalistas da categoria serão divulgados no dia 22 de janeiro de 2019.

Gareth Cattermole/Getty Images
 O cineasta brasileiro Cacá Diegues Imagem: Gareth Cattermole/Getty Images

Após ser escolhido pela Academia Brasileira, Cacá Diegues conversou com o UOL e celebrou a escolha, mas minimizou o peso de uma eventual indicação.

“Nem Cannes e nem Oscar podem ser juízes sobre a qualidade dos nossos filmes. Acho que terá uma repercussão entre o público muito boa. Isso que é o importante para mim”, afirmou. “Não é porque ganhou o Oscar que quer dizer que é o melhor do mundo. De qualquer maneira, ele repercute, expõe o cinema brasileiro no mundo inteiro”, completou.

O Brasil não consegue uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro desde 1999, com “Central do Brasil”. O país também disputou a estatueta com “O Pagador de Promessas” (1963), “O Quatrilho” (1996) e “O Que é Isso Companheiro?” (1998). Na última edição, “Bingo: O Rei das Manhãs” foi o escolhido pelo país, mas não conseguiu ser entra na pré-lista. A última vez que um filme nacional quebrou essa barreira foi em 2008, com “O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias”.

Fora da disputa de filme estrangeiro, o Brasil ainda pode emplacar representantes em outras categorias. A maior chance, no momento, é a de “Tito e os Pássaros” como longa de animação. Essa foi a categoria que viu pela última vez um filme brasileiro no Oscar, com “O Menino e o Mundo”. 

Em 2018, o diretor brasileiro Carlos Saldanha também teve um filme indicado a melhor animação, mas “Touro Ferdinando” foi uma produção estrangeira. Foi o mesmo caso do produtor Rodrigo Teixeira, que participou da produção estrangeira “Me Chame pelo Seu Nome”, indicada a quatro Oscar.

As nove produções que seguem na disputa pelo Oscar de filme estrangeiro:

“Pássaros de Verão” (Colômbia)

“Culpa” (Dinamarca)

“Never Look Away” (Alemanha)

“Assunto de Família” (Japão)

“Ayka” (Cazaquistão)

“Cafarnaum” (Líbano)

“Roma” (México)

“Guerra Fria” (Polônia)

“Em Chamas” (Coreia do Sul)

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