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Postado em 15-12-2018
Arquivado em (Artigos) por vitor em 15-12-2018 13:47

Do Jornal do Brasil

A Justiça de Goiás decretou a prisão preventiva do médium João de Deus nesta sexta-feira (14). Ele é acusado de praticar abusos sexuais em diversas mulheres que frequentaram seu centro espírita, a Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, na região central de Goiás. 

Na última quarta-feira (12), o Ministério Público de Goiás havia protocolado na Justiça o pedido de prisão preventiva. O pedido foi protocolado no fórum de Abadiânia, onde o médium reside. 

Passados cinco dias após as primeiras denúncias, mais de três centenas de mulheres procuraram o Ministério Público para fazer relatos semelhantes. Pelo menos quatro inquéritos já foram abertos. O MP fundamentou o pedido de prisão preventiva com dois argumentos. Para a Promotoria, em liberdade, João de Deus poderia coagir as testemunhas e, caso mantivesse os atendimentos, fazer novas vítimas.

Macaque in the trees
médium João de Deus (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Classificando o pedido como descabido na quinta-feira, 13, o advogado de defesa de João de Deus, Alberto Zacharias Toron, em audiência com o juiz que acompanha o caso, solicitou que o médium permanecesse em liberdade. Sugeriu ainda que os atendimentos pudessem ser feitos de forma assistida – com a presença de policiais ou monitorado por câmeras.

Toron argumentou que João de Deus tem residência fixa e já se mostrou disposto a colaborar com a Justiça. Na quarta-feira, 12, num rápido aparecimento que fez na Casa Dom Inácio de Loyola, o líder espiritual disse ser inocente e que estava nas mãos da Justiça. “João de Deus está vivo”, disse ele, para um público reduzido de fiéis.

Desde que as primeiras denúncias de abuso vieram à tona, o movimento na Casa Dom Inácio de Loyola caiu. Pelos cálculos de funcionários, o local recebeu nesta quinta-feira cerca de um terço do número costumeiro de visitantes. A estimativa é de que o médium atraia mensalmente cerca de 10 mil pessoas, das quais 40% são estrangeiras.

As denúncias de abuso sexual surgiram na semana passada, quando o programa “Conversa com Bial”, da TV Globo, mostrou depoimento de mulheres que teriam sido vítimas de João de Deus. Depois da divulgação, começaram a surgir novos depoimentos.

A cidade aguarda dividida os desdobramentos. Com 17 mil habitantes, boa parte da economia do município gira em torno das atividades de João de Deus. O prefeito da cidade, José Aparecido Alves Diniz, calcula que a casa gere direta ou indiretamente 1 300 postos de trabalho. “Não há como negar que vai ser um baque para o município”, disse.

Fiéis, por sua vez, estão divididos. Apegados à fé, muitos afirmam ser necessária a distinção entre o que faz o homem e a entidade. Outros não acreditam nas denúncias. “Mas é claro que as investigações têm de ser feitas. Não devemos julgar apressadamente nem contra ou a favor”, disse a paulista Elizabeth Cozza. Mesmo diante das denúncias, ela decidiu vir para Abadiânia em busca de tratamento.

Em entrevista, Luciano Miranda Meireles, coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal, disse estar impressionado com o relato das vítimas e afirmou não ter dúvida de que, uma vez formalizadas as denúncias, o caso João de Deus tem potencial para superar o do ex-médico Roger Abdelmassih, condenado por abusar sexualmente de suas pacientes.

Meireles ponderou que o número de casos é maior – pois não se restringe a uma pequena parcela de pacientes.”Fora o tempo. Há relatos de abusos cometidos há 20 anos.”

Com Agência Estado

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 15 dezembro, 2018 at 18:04 #

Durante anos esse crápula repulsivo agiu sob o manto protetor dos que o secundavam, cumolices e coniventes.

O silêncio destes vassalos teve como moeda de troca o interesse, o velho interesse com que se locupletaram.

A hipocrisia vestiu-se de cinismo, ignoraram os relatos de vutimas, afinal o que importava era participarem da milagrosa colheita de recursos advindos do turismo instalado.

Empregos, investimentos, restaurantes, pouaadas, etc.

Essa a verdadeira história a ser revelada xaso haja seriedade.

Não existem santos nessa orgia.


luiz alfredo motta fontana on 15 dezembro, 2018 at 18:16 #

Impossivel durante tantos anos os circunstantes não terem plena ciência do que ocorria.

Relatos houveram e até mesmo denúncias formais.

Não cabem Desculpas

Imperou neste imundo episódio o manto podre da cumplicidade interesseira. .

Ou somos todos ingenuos?


luiz alfredo motta fontana on 15 dezembro, 2018 at 19:11 #

Enfim, Bial interrompeu o lucrativo silêncio de venais participes .

O tal João é um doente perigoso que necessita ser excluido do convívio social, já os que o protegeram não possuem patologia nenguma que expjuque o comportamento, apenas revelam a ausência de caráter.

Alguém diacorda?

Caso fossem honrados o tal João não teria feito tantas vitimas.


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