Do Jornal do Brasil

 

O presidente eleito Jair Bolsonaro comentou, nesta terça-feira (27), o aumento para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sancionado pelo presidente Michel Temer. Ao ser questionado, ele reagiu: “Pergunta pro Temer”. Em seguida, afirmou: “Temer que decidiu sancionar, tá ok? Quem vai pagar é toda a população brasileira. Todo mundo. A minha responsabilidade nessa área começa a partir de 1º de janeiro do ano que vem.” O vencimento dos ministros passará de R$ 33 mil para R$ 39 mil, e terá efeito cascata no teto de todo o funcionalismo público.

Bolsonaro concedeu uma rápida entrevista coletiva no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do governo provisório.

Macaque in the trees
Jair Bolsonaro (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

Meio Ambiente

“Talvez amanhã saia o nome do Ministério do Meio Ambiente. Tem duas pessoas que estamos conversando e com toda a certeza sai amanhã este nome. Apesar de eu ser verde, não vai ser militar não.” 

Formação do governo e articulação política

“Nós estamos num time. Todo mundo tem que jogar a bola pra frente. E ali na presidência temos o GSI do general Heleno, temos o Gustavo Bebianno (Secretaria Geral da Presidência), o Onyx (Lorenzoni, ministro-chefe da Casa Civil) e o (general) Santos Cruz (Secretaria de Governo). O Santos Cruz, diferentemente do que muitos pensam, ele é uma pessoa que fala mais de um idioma, tem uma vivência de fora do Brasil muito grande, é um combatente também. É uma pessoa que vocês vão se surpreender no trato para com o parlamentares.”

Ministério da Cidadania e Ministério do Trabalho

“Vai ter um ministério que vai envolver tudo isso daí: mulher, igualdade racial, tá certo? E ninguém vai mexer na legislação trabalhista. Os direitos estão garantidos. Se vai ser ministério ou não é outra história.”

Porta-voz

“Estou em contato com uma pessoa, mas ela não deu sinal verde ainda. Ana Amélia (senadora do PP) é uma excelente pessoa. Se for possível nós a convidaremos.”

Ministério de Minas e Energia

“Esse é muito importante. O nome não está próximo não.”

Mais militares no governo

“É possível. Quando o PT escalava terrorista ninguém falava nada.”

“Canção da Volta”, Elizeth Cardoso: a Divina da música brasileira interpreta o antológico samba canção de Dolores. Não inventaram nada melhor -nem mais bonito – para começar um novo dia no Bahia em Pauta. Confira!

BOA QUARTA-FEIRA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Do  Jornal do Brasil

A procuradora-geral Eleitoral, Raquel Dodge, apresentou parecer favorável à aprovação das contas da campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro, com ressalvas. No parecer, a procuradora diz que “a contas devem ser aprovadas, porque as irregularidades não são graves e não comprometem a análise da regularidade das contas, pois perfazem percentual diminuto em relação ao montante arrecadado na campanha eleitoral”.

Segundo Dodge, nesse caso, aplicam-se “os postulados da proporcionalidade e da razoabilidade”. O julgamento da prestação de contas de Bolsonaro, no plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), está previsto para o dia 4 de dezembro. A análise da movimentação financeira da campanha é etapa essencial para que a diplomação ocorra no dia 10 de dezembro.

Conforme o parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), a Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias (Asepa) do TSE, identificou impropriedades na movimentação financeira da campanha de Bolsonaro, “por descumprimento de obrigações de natureza eleitoral, que não comprometem a regularidades das contas prestadas”.

Macaque in the trees
O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A campanha de Bolsonaro arrecadou R$ 4.390.140,36 e gastou R$ 2.456.215,03. As irregularidades identificadas pela assessoria do TSE referem-se a R$ 113.275,00, o que representa 2,58% da arrecadação. Na parte de despesas, as impropriedades referem-se a R$ 58.333,32, o que corresponde a 1,33% do total gasto.

O parecer da PGE foi juntado ao processo na noite desta segunda-feira. O relator no TSE é o ministro Luís Roberto Barroso.

nov
28

Bolsonaro: “Pretendo ter um porta-voz, sim”

Futuros ministros do governo Jair Bolsonaro têm defendido que o presidente eleito indique um porta-voz.

Para eles, Bolsonaro não pode conceder várias entrevistas por dia e de maneira improvisada.

Nesta terça-feira, o presidente eleito foi questionado sobre o assunto e respondeu:

“Pretendo ter um porta-voz, sim. Há o contato com uma pessoa e ela não deu o sinal verde ainda.”

 
Cultura
Stephen Hillenburg Bob Esponja
Stephen Hillenburg, criador de ‘Bob Esponja’. Charles Sykes Charles Sykes/Invision/AP

Stephen Hillenburg, criador do desenho animado Bob Esponja, morreu na segunda-feira, 26 de novembro, aos 57 anos. Em março de 2017, o produtor norte-americano tornou pública sua luta contra a ELA (Esclerose lateral amiotrófica), uma doença neurodegenerativa que não tem cura. “Quero que saibam por mim que fui diagnosticado com ELA. Qualquer um que me conhece sabe que seguirei trabalhando em Bob Esponja e em minhas outras paixões o tempo que for possível”, declarou, na ocasião.

“Estamos incrivelmente tristes com a notícia de que Steve Hillenburgh morreu após uma batalha contra a ELA“, disse um representante do canal de TV Nickelodeon, que produz o desenho animado, em um comunicado divulgado nesta terça-feira.

Hillenburgh se formou em exploração de recursos naturais pela Universidade de Humbold State, na Califórnia, e se especializou em recursos marinhos. Em 1987, começou sua carreira com animação participando da elaboração de vários curtas-metragens. Em 1992 assinou o filme Wormholes, através do qual conheceu Joe Murray, criador da A Vida Moderna de Rocko, outro desenho animado de sucesso da Nickelodeon, na qual acabou se tornando um dos roteiristas e diretor criativo. Nela, conheceria Tom Kenny, que posteriormente deu voz ao Bob Esponja da versão original.

Em 1998, Hillenburgh aproveitou alguns desenhos feitos por ele quando trabalhara no Instituto Oceânico e criou o piloto do que acabaria sendo sua obra mais famosa, o SpongeBoy (Garoto Esponja), que acabou alterado para o SpongeBob (Bob Esponja).

Morre Stephen Hillenburg, criador de ‘Bob Esponja’, aos 57 anos
 Bob Esponja estreou em Nickelodeon em maio de 1999 e foi reproduzido por cerca de 40 canais de todo mundo, entre eles no Brasil. O sucesso dos desenhos foi tal que em 2004 chegou às telas de cinema com seu primeiro longa. Naquele mesmo ano, o criador do personagem de calças quadradas deixou a produção executiva da série para mergulhar em outros projetos. Mas depois do segundo filme, em 2015, retomou seu cargo de produtor do filme e da série. O terceiro longa da série deve estrear em 2020.

nov
28
Posted on 28-11-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-11-2018



 

Sinovaldo, no jornal (RS)

 

medicos cubanos
Recepção de novos profissionais brasileiros no Programa Mais Médicos em outubro do ano passado José Cruz Agência Brasil

Desde que Cuba decidiu encerrar o acordo com o Brasil para o programa Mais Médicos, pelo menos 1.307 profissionais cubanos já retornaram à ilha, segundo a Organização Pan-americana da Saúde (OPAS), participante do convênio. O Ministério da Saúde tem agilizado a seleção de médicos para garantir a assistência de saúde aos usuários, mas até agora o número de médicos brasileiros que se apresentaram nos municípios corresponde a 17% das vagas deixadas pelos profissionais que já retornaram à Cuba. A cifra dá uma ideia do vácuo deixado pelos cubanos neste momento de transição para a contratação de novos médicos, mas é difícil precisar um diagnóstico desse déficit, já que não há informações de quantos cubanos já foram efetivamente desligados dos postos de saúde em que trabalhavam. Nem todos os que foram desligados já deixaram o país, mas nem o Ministério da Saúde nem a OPAS informaram as cifras ao EL PAÍS.

Ao todo, 224 médicos brasileiros já começaram a trabalhar ou pelo menos já negociam diretamente com os gestores municipais quando começarão, metade deles (113) em municípios no Sudeste, região que já tem a maior densidade médica por habitante do país. Outros 8.278 profissionais (97% das vagas abertas no edital, que segue aberto até o dia 7 de dezembro) já foram alocados nos municípios que escolheram e têm até o dia 14 de dezembro para se apresentarem aos gestores municipais. Apesar dos dados positivos apresentados nos últimos dias pelo Ministério da Saúde, não há garantias de que esses médicos de fato preencherão as vagas nem que serão fixados nos municípios, ainda que o programa Mais Médicos tenha duração de três anos e possa ser renovado por mais três anos. Não há impedimentos para desistências – e tanto o histórico do programa como especialistas do setor apontam que a fixação dos profissionais nas áreas mais vulneráveis como principal desafio. Em outras palavras, só será possível avaliar o sucesso de maneira relevante da nova etapa dos Mais Médicos nos primeiros meses do ano que vem.

Quando o programa Mais Médicos foi lançado, em 2013, apenas 6% dos 16.530 médicos brasileiros que se inscreveram no primeiro edital de fato decidiram ocupar as vagas. Na época, o número de profissionais do país interessados foi considerado um recorde, mas eles desistiram de ocupar as vagas por conta das áreas às quais foram alocados, principalmente em regiões mais pobres ou isoladas. O Ministério da Saúde deu então um novo prazo de dois dias para que os médicos brasileiros que chegaram a selecionar os municípios onde desejavam atuar, mas não finalizaram a homologação, indicassem outras seis opções de cidades. Com isso, o número de profissionais brasileiros no primeiro ano do programa, quando chegaram os primeiros médicos cubanos, aumentou de 938 para 1.096.

Vagas são preenchidas automaticamente

O edital lançado neste mês de novembro para suprir as vagas do fim da cooperação com Cuba também teve recorde de inscrições: foram efetivadas 21.407 postulações de um total de 30.734 tentativas. As vagas disponíveis por municípios são automaticamente preenchidas durante a inscrição no próprio sistema, conforme explica o Ministério da Saúde. É como se fosse por ordem de chegada: o médico seleciona o município onde quer atuar e já tem a vaga garantida, que por sua vez é subtraída das vagas disponíveis no sistema. A partir daí, os médicos devem se apresentar no município com CRM válido, documentos pessoais e termo de adesão assinado. Lá, eles conhecerão o posto de saúde onde vão trabalhar e acordarão com os gestores o dia de início das atividades.

Cabe ao próprio município informar ao governo federal sobre os profissionais que já se apresentaram e a partir daí os profissionais já podem começar a trabalhar, antes mesmo de enviar a documentação exigida pelo edital ao Ministério da Saúde e, de fato, se formalizar totalmente no programa. Segundo o edital, ainda que já em condição de participante do projeto, o candidato poderá ter a adesão invalidada ou ser desligado se constatadas inconsistências entre a inscrição e os documentos apresentados.

No município de Montes Claros (MG), por exemplo, as cinco vagas deixadas pelos médicos cubanos já foram preenchidas por brasileiros naturais da cidade. Dessas, só três já foram oficialmente informadas ao Ministério da Saúde. “Dois médicos já começaram a trabalhar ontem (segunda-feira). Os outros vão começar na próxima segunda porque estavam morando em cidades próximas e precisam se desligar dos seus empregos e fazer a mudança”, explica Nayara Teixeira, referência técnica do Mais Médicos no município. Ela diz que o perfil desses médicos é de graduados em 2016 ou 2017, com alguma experiência profissional. O Ministério da Saúde só informará o perfil de todos os médicos alocados para o programa no dia 18 de dezembro, quando o edital será finalizado.

Histórico e perfil das regiões

Uma cartilha sobre o programa divulgada no ano passado pelo Governo federal aponta que o interesse dos médicos graduados no Brasil no Mais Médicos cresceu consideravelmente a partir de 2015 e que, no edital de 2016, por exemplo, eles chegaram a ocupar 89% das vagas. O mesmo relatório indica, porém, que a ocupação das vagas em municípios de maior vulnerabilidade e difícil acesso – a maioria deles antes ocupadas pelos cubanos, que não podiam escolher seu local de atuação – ainda é muito baixa. Além disso, o próprio governo brasileiro estima nesse documento que o tempo de permanência dos médicos com CRM Brasil nestes municípios é inferior a 90 dias.

O edital em aberto não traz garantias de permanências dos médicos nesses municípios, já que eles podem abdicar das vagas que ocupam em qualquer momento. O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, já declarou que os médicos que se inscreverem no programa, mas que não forem efetivados por falta de vaga no local escolhido, poderão ser acionados para preencher vagas que sejam alvo de desistência. O ministro também estuda a possibilidade de realocar profissionais que já atuam no programa para vagas que porventura fiquem ociosas.

Segundo dados da Democracia Médica no Brasil 2018, uma pesquisa do professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP, Mário Scheffer, 84% dos recém-formados em medicina têm nas condições de trabalho o principal fator determinante para fixação em uma instituição ou cidade após a graduação ou residência. A segunda condição mais apontada foi a qualidade de vida, seguida pela remuneração. Por isso, as vagas em locais mais distantes do país ou municípios menores, geralmente com estrutura mais precária, costumam interessar menos estes profissionais.

Conforme a pesquisa, apesar do crescimento do número de médicos no Brasil, a distribuição de profissionais no país – que atuam tanto no setor público quanto na iniciativa privada – ainda é muito desigual. “É ainda um grande problema nacional a escassez ou baixa presença de médicos no interior, nos locais de baixa densidade populacional e nas áreas suburbanas dos grandes centros”, destaca o estudo. Enquanto o Brasil tem 2,18 médicos por mil habitantes, há capitais com mais de 12 médicos por mil habitantes – como Vitória, no Espírito Santo. O Amazonas representa a outra extremidade dessa realidade: a capital Manaus concentra 93,1% dos médicos e pouco mais da metade dos cerca de 4 milhões de habitantes do estado.

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