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CRÔNICA

 

Evoé, novos cronistas


 Janio Ferreira Soares

 

Professora Carmem é uma dessas educadoras que faz jus ao título que lhe antecede o nome. Sempre dedicada, ela coordena o A Tarde Educação aqui em Paulo Afonso e, em abril deste ano, foi contemplada pelo velho vespertino da Praça Castro Alves como destaque entre os articuladores do projeto na Bahia. Não satisfeita, nossa formiguinha criou o ótimo “Leitura, Chave do Mundo”, onde alunos da rede municipal têm a oportunidade de mostrar seus talentos em forma de contos, fábulas, cordéis, poesias, músicas, tirinhas e afins, fato que, por si só, merece vivas, rapapés e loas. Segue o baile.

Semana passada ela me ligou e logo pensei em mais um convite para a agradável missão de assistir aos cativantes uivos de Bruno Cordeiro, 7 anos, em sua originalíssima interpretação de um lobo preocupado com o meio ambiente e amigo de Chapeuzinho Vermelho, ou ouvir a delicadeza de Jamile Sena, 12 anos, narrando A Carta, um conto de sua autoria inspirado em Ana Terra, de Érico Veríssimo, por sinal muito bem escrito. Mas, para minha surpresa, o que ela queria mesmo era que eu gravasse um vídeo direcionado aos alunos que irão participar do concurso Jovem Jornalista 2018/2019, lhes dando dicas de como escrever uma crônica. Apavorado, exclamei: valei-me, meu São Rubem Braga!

Fugindo das mídias como o diabo da cruz, inventei mil desculpas, pigarreei bem forte sugerindo súbita rouquidão, mas não teve jeito, em poucos minutos lá estava diante de mim uma câmera mais parecendo a garrucha do caçador que vai salvar a vovozinha, só que dessa vez o alvo era o focinho deste velho vira-lata do sertão.

Pois muito bem, por achar que fiquei devendo algo na minha fala, aproveito esta página que em breve deverá se abrir diante dos olhares atentos dos alunos orientados por Tia Carmem, para acrescentar que, diferentemente do bolo que a mãe de Bruno deve fazer pra ele comer enquanto lê suas historinhas, ou da inigualável paçoca que Cecília fazia quando eu tinha a idade de Jamile e vivia correndo pelas calçadas de Glória tomando banho da chuva que escorria pelas biqueiras das casas, crônicas descarecem de receita.

Seus ingredientes podem ser inúmeras coisas, visíveis ou não. A propósito, agora mesmo a Lua cheia que fecha novembro mostra seu primeiro bago na minha janela e daqui a pouco será uma imensa tangerina solta no horizonte nu. Junto com ela chega o vento da noite, que, além de uivar na fresta da veneziana no tom do lobo bom, derrubará dezenas de mangas que farão a festa de sanhaçus, coleirinhas e sabiás ora cochilando em seus galhos, nem aí para o abdômen trincado da atriz, que pode até bombar nas redes sociais, mas não combina em nada com o final deste parágrafo. Assim, afrouxe o cinto, aperte o sinto e voe pra onde você quiser.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na ribeira baiana do Rio São Francisco

“Canção da manhã feliz”, Nana Caymmi e Miltinho: um dueto extraordinário na interpretação de uma canção luminosa , digna das melhores antologias da música brasileira em qualquer tempo. “Ela abriu a janela e este sol entrou”… Maravilha!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 
É balela dizer que Bolsonaro não teve marketing profissional, afirma o publicitário. “Foi um negócio sofisticado”
O publicitário Fernando Barros, que nestas eleições comandou duas candidaturas estaduais vitoriosas — no Paraná e em Pernambuco — e foi derrotado na campanha de Cesar Maia (DEM) ao Senado Foto: Marcelo Regua / Agência O Globo
O publicitário Fernando Barros, que nestas eleições comandou duas candidaturas estaduais vitoriosas — no Paraná e em Pernambuco — e foi derrotado na campanha de Cesar Maia (DEM) ao Senado Foto: Marcelo Regua / Agência O Globo

 

O publicitário Fernando Barros ri da própria imodéstia ao anunciar, duas vezes em menos de uma hora, seu currículo vitorioso. Desde que elegeu seu amigo Antônio Carlos Magalhães governador da Bahia no primeiro turno em 1990, Barros disputou mais de 30 eleições no país e perdeu apenas seis. “Contando com essa inacreditável de agora”, em referência ao inesperado fracasso do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia (DEM), derrotado na disputa para o Senado por apenas 54 mil votos por seu ex-secretário, Arolde de Oliveira (PSD).

 Precursor da dinastia baiana no marketing político brasileiro — como nove entre dez colegas, proclama ojeriza ao termo “marqueteiro” —, ele é bem mais do que um estrategista de campanha. Íntimo de ACM e de outros caciques históricos da política nacional, é uma voz à qual os mais experimentados políticos recorrem para entender o que está acontecendo. Dono da Propeg, uma gigante do setor publicitário com contratos com as principais estatais do país, ele circula há décadas pelo Congresso e por palácios de diferentes governos. E reconhece que nunca foi tão difícil entender o que está acontecendo na política, referência à onda protagonizada por Jair Bolsonaro (PSL), que varreu alguns dos principais líderes partidários e mudou consensos sobre eleições no Brasil.

Vindo de São Paulo e já a caminho do aeroporto para retornar a Salvador, Barros esteve na redação de ÉPOCA no último dia 14. Além da mala de mão, carregava uma apostila onde se lia, na capa, House of cards — referência à série americana —, ao lado de uma bandeira do Brasil. Era uma análise do resultado eleitoral, a ser exposta a quem o procura pedindo conselhos ou explicações. Permitiu que a reportagem ficasse com o exemplar, desde que não publicasse seu conteúdo. Além de uma análise dos resultados das urnas, contém uma radiografia completa do Congresso na próxima legislatura — todos os eleitos, seus partidos, profissões e a estimativa de bancadas temáticas.

O orgulho pela extensa lista de vitórias eleitorais não o impede de admitir que também duvidou de uma vitória de Bolsonaro. “Eles ( os marqueteiros políticos ) estão até hoje tentando entender. Cada dia acordam de um jeito e falam uma coisa. ‘Foi a facada!’. ‘Não, foi o WhatsApp, botaram milhares de minions espalhando coisas nas redes!’, foi isso, foi aquilo. Ainda estão perdidos”, contou. “Eu mesmo só fui acreditar na vitória dele a uma semana da eleição. Estava na ( rede de lojas de cuidados ortopédicos ) Dr. Scholl, no Recife, e perguntei à moça que estava fazendo meu pé. Ela respondeu: ‘Bolsonaro, claro’.”

Farejar poder e prever resultados eleitorais, para pular com antecedência no barco vitorioso, sempre foi um inegável atributo dos líderes partidários no Brasil — entra governo, sai governo, todos sempre com seu espaço na Esplanada. Em 2018, o MDB lançou Henrique Meirelles sem qualquer expectativa de vitória, e o centrão quebrou a cara com Geraldo Alckmin (PSDB). Para Barros é preciso fazer justiça e admitir que uma das raposas teve a visão mais aguçada que as outras: “Eles erraram a análise. E feio. Só o PR previu. Só o Valdemar ( da Costa Neto, presidente do Partido da República ) acertou. Ele dizia ‘Quem ganhará esta eleição é Bolsonaro’. Os outros desdenhavam”, lembrou. “Era como se esperassem a salvação. Como se viesse o Exército, os confederados, o que seja, para botar tudo na ordem, só por causa dos dez minutos de TV do Geraldo. E qual foi o problema de Geraldo? Falta de estratégia, de identidade. Foi direto no Bolsonaro, uma tolice. Tinha de ir ( atacar ) no PT.”

Admitir que a vitória de Bolsonaro passou uma rasteira nos maiores entendidos em política no país não abala o dogma de Barros sobre a ciência eleitoral. Seu mantra é uma frase sintética como slogan publicitário desde que o mundo é mundo: “Só existem dois jeitos de fazer campanha, ou você é situação ou oposição. O resto não existe”.

Ele referenda a avaliação geral de que Bolsonaro foi o mais competente em explorar o antipetismo dominante e foi “um fenômeno” no uso das redes sociais, principalmente do WhatsApp. Mas combate com fervor duas conclusões que têm sido apresentadas como “novidades” da eleição de 2018 — e que relativizam a relevância do marketing político tradicional.

“Você acha que Bolsonaro não queria tempo de TV? Ele não conseguiu, é diferente. E a facada deu isso a ele: oito minutos no Jornal Nacional só no primeiro dia. Isso de dizer que não teve marketing profissional é só marketing dele. Quer vender que fez uma campanha simples, ‘autêntica’. Marketing político virou sinônimo de embuste. Vai lá na casa de Paulo Marinho ver quantos garotos ficavam o dia inteiro nas redes. Um negócio sofisticado, que ninguém soube fazer.”

O segundo ponto é um suposto barateamento das campanhas. Sem revelar números, Barros garante que os marqueteiros continuam ganhando muito bem, obrigado. “Todos os partidos ficaram devendo ( nas eleições ). Essa onda de ‘ah, foi mais barato’. Não foi, não. É que antes as campanhas custavam mais do que valiam. Virava uma grande oportunidade para uma montanha de gente ganhar dinheiro. Houve as restrições legais, não pode bandeirinha, não pode isso, não pode aquilo, diminuiu ( o custo ). Mas a quantidade de comerciais a fazer aumentou, com a internet. A diferença é que antes você tinha filmagens espetaculares, tomadas aéreas, dois helicópteros, a era João Santana. Isso não tem mais.”

João Santana virou o mais famoso marqueteiro baiano da linhagem iniciada por Barros. Depois de fazer ACM governador eleito, ele conduziu a primeira campanha presidencial de Fernando Henrique Cardoso, em 1994, abrindo caminho na política nacional para conterrâneos como Nizan Guanaes e Duda Mendonça.

O uso da publicidade para lavar dinheiro trouxe problemas na Justiça para muitos deles. Barros passou à margem. Em 2005, enquanto Duda Mendonça admitia ter recebido ilegalmente do PT no exterior, Barros era um dos alvos de um pedido de CPI na Assembleia Legislativa da Bahia para apurar pagamentos suspeitos de R$ 48 milhões da empresa de turismo do governo baiano para uma empresa sua. Foi acusado de atuar por anos como testa de ferro de ACM. A CPI foi enterrada pela base aliada do governador carlista Paulo Souto.

Apanhado em meio à “montanha de gente ganhando dinheiro” em eleições, João Santana cumpre prisão domiciliar desde março de 2017 em sua mansão em Camaçari, perto de Salvador. Além de parentes, tem direito a receber a visita de 15 amigos inscritos numa lista entregue à Justiça. Está proibido de manter relações de trabalho, mas o assunto é inevitável. Barros não está na lista de visitantes, mas revela que Santana conta os dias para voltar às campanhas. Pela progressão da pena, estará liberado para retomar as atividades a partir de março de 2020.

Nos arredores do estádio Monumental, torcedores do River Plate apedrejaram veículo com a delegação do Boca Juniors, que teve jogadores feridos por estilhaços

River Plate onibus Boca Juniors final adiada Libertadores

 Ônibus do Boca Juniors foi atacado por torcedores do River no Monumental. JOSE ROMERO AFP

A final da Copa Libertadores 2018 entre River Plate e Boca Juniors foi adiada para este domingo, 18h (horário de Brasília). Na chegada ao Monumental de Nuñez para o segundo jogo da decisão, o ônibus do Boca foi recebido com pedradas e bombas de gás de pimenta arremessadas por torcedores rivais. Estilhaços dos vidros feriram jogadores como o capitão xeneize Pablo Pérez, que sofreu um corte no braço e uma lesão no olho esquerdo. Ele precisou ser atendido em uma clínica fora do estádio.

Um dos ocupantes que sentiram os efeitos do gás, o atacante Carlos Tévez contou que os atletas estavam cantando dentro do ônibus quando foram surpreendidos pelo ataque que quebrou vários vidros do veículo. Ele ainda criticou dirigentes da FIFA e da Conmebol que tentavam forçar a realização da partida, apesar dos jogadores feridos do Boca. “Não estamos em condições de atuar. Querem nos obrigar a jogar a partida.”

Depois de uma reunião com os presidentes dos clubes e um acordo de cavalheiros entre os dois times, que se negavam a entrar em campo, o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, anunciou o adiamento da final. “Atletas das duas equipes não queriam jogar”, justificou.

A diretoria do River Plate já pediu a seus torcedores que guardem os ingressos para poder acessar o estádio neste domingo. Revoltados com os distúrbios, que também incluíram conflitos entre barrabravas e policiais na entrada do Monumental, os aficionados milionários protestaram contra o presidente argentino Maurício Macri antes de deixar as arquibancadas. No jogo de ida, o confronto na Bombonera também precisou ser adiado por causa das fortes chuvas que castigaram Buenos Aires.

Do Jornal do Brasil

 

A juíza federal Gabriela Hardt, sucessora de Sérgio Moro na Operação Lava Jato, decretou o bloqueio de R$ 20 milhões de treze alvos da 56.ª Fase da Operação Lava Jato, denominada “Sem Fundos”. Também foram sequestrados os ativos de 38 empresas ligadas aos investigados.

A nova fase mira a construção da Torre Pituba, sede da Petrobras em Salvador. Segundo o Ministério Público Federal, o empreendimento foi superfaturado em cerca de R$ 1 bilhão e construído em meio a pagamentos de propinas de R$ 68 milhões pelas empreiteiras OAS e Odebrecht a ex-dirigentes da estatal petrolífera e do fundo Petros.

“Não importa se tais valores, nas contas bancárias, foram misturados com valores de procedência lícita. O sequestro e confisco podem atingir tais ativos até o montante dos ganhos ilícitos”, afirmou Gabriela. “Considerando os valores que transitaram subrepticiamente nas contas dos investigados, resolvo decretar o bloqueio das contas dos investigados até o montante de vinte milhões de reais.”

Entre os atingidos estão o ex-presidente da Petros, Wagner Pinheiro, e os ex-dirigentes Newton Carneiro, Luís Carlos Fernandes Afonso e Carlos Fernando Costa. Eles também foram alvo de mandados de busca e apreensão e de prisão durante a operação.

Gabriela Hardt também congelou os ativos da Mendes Pinto Engenharia, responsável pelo gerenciamento da construção da Torre Pituba. A empresa era controlada por Paulo Afonso Mendes Pinto, empresário já morto que supostamente seria o responsável por pagar, junto de seu sócio, Mário Seabra Suarez, o pagamento de propinas da OAS aos executivos da Petros e da Petrobras. Suárez também teve os bens bloqueados pela Justiça, assim como o filho de Paulo Afonso, Marcos Felipe Mendes Pinto.

Outra empresa atingida foi a Chibasa Projetos de Engenharia, ligada a Irani Rossini e Rodrigo Barreto, alvos de prisão temporária. A Chibasa coordenou o projeto executivo do empreendimento.

Superfaturamento

A nova fase da Lava Jato investiga o superfaturamento na construção da Torre Pituba, sede da Petrobras em Salvador. O Ministério Público Federal afirma que as empreiteiras OAS e Odebrecht distribuíram propinas de R$ 68 milhões ao PT e a ex-dirigentes da estatal petrolífera e da Petros. Inicialmente orçado em R$ 320 milhões, o empreendimento custou mais de R$ 1,32 bilhão.

A Procuradoria alega que houve fraude na contratação da empresa gerenciadora da obra (Mendes Pinto Engenharia), da responsável pelo projeto executivo (Chibasa Projetos de Engenharia) e das empreiteiras OAS e Odebrecht, que ficaram com 50,1% e 49,9% de participação na construção da sede.

Segundo delatores, havia dois esquemas de propina simultâneos que foram realizados pelas empreiteiras entre 2011 e 2016. Um era coordenado pela OAS e o outro pela Odebrecht. Em ambos, executivos das empreiteiras distribuíam vantagens indevidas de 7% a 9% do valor da obra, em alguns casos pagos em espécie, a dirigentes da Mendes Pinto Engenharia. O repasse era feito por contratos fictícios e tinha como destino agentes públicos da Petrobras e da Petros.

Cerca de 1% do valor da obra também teria sido destinado ao PT por meio de doações feitas pelo “setor de propinas” da OAS ao Diretório Nacional da sigla e ao ex-tesoureiro do partido, João Vaccari Neto.

A Lava Jato apurou que a Odebrecht também efetuou pagamento de propinas ao PT por meio de seu “Setor de Operações Estruturadas”, a área responsável pela distribuição de caixa 2 para o pagamento de vantagens indevidas.

As propinas pagas pelas empreiteiras chegam a R$68.295.866,00, em “valores históricos”, afirma a Procuradoria. Além disso, o MPF diz que as empresas responsáveis pela construção da Torre Pituba teriam atuado para celebrar contratos aditivos que implicaram “estrondoso aumento do valor do empreendimento, acarretando prejuízo adicional à Petrobras”.

“Com os aditivos contratuais e novas contratações, o valor do empreendimento da Torre Pituba atingiu o montante de R$ 1.317.063.675,10, em valores corrigidos até novembro de 2018”, informou o Ministério Público.

A Polícia Federal cumpriu 22 mandados de prisão – oito de preventiva e 14 de temporária – e 68 ordens de busca e apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e na Bahia.

Para embasar os mandados, o Ministério Público apresentou evidências de quebra de sigilo de dados bancários, fiscais, telemáticos e telefônicos que comprovaram as afirmações dos delatores ouvidos pela Lava Jato, além de documentos oriundos de cooperação jurídica internacional.

Outro lado

A reportagem está tentando contato com os citados e vem deixando o espaço aberto para manifestação.

A Petros divulgou o seguinte comunicado: “A Petros vem colaborando de forma irrestrita com as autoridades e já vinha acompanhando de perto as investigações envolvendo o investimento na Torre Pituba. A Fundação informa ainda que não se pronuncia sobre os investimentos em investigação.”

O Partido dos Trabalhadores, por sua vez, disse que “mais uma vez”, a Lava Jato faz “acusações sem provas ao PT e tenta criminalizar doações eleitorais feitas dentro da lei”. “O combate à corrupção exige seriedade de investigadores e juízes. Não pode continuar funcionando como espetáculo de mídia e perseguição política.”

A Petrobras disse que é reconhecida pelas autoridades, no Brasil e no exterior, como vítima dos atos desvendados pela Operação Lava Jato. “A companhia reforça a informação, divulgada pelos procuradores da República, de que a nova fase da Operação Lava-Jato deflagrada nesta sexta-feira, 23/11, teve início a partir de uma investigação que a própria empresa realizou internamente e cujos relatórios com os resultados foram enviados ao Ministério Público Federal. A Petrobras vem colaborando com as investigações desde 2014, e atua como coautora do Ministério Público Federal e da União em 16 ações de improbidade administrativa em andamento, além de ser assistente de acusação em 54 ações penais.”

A Odebrecht destacou que continua “colaborando com a Justiça e reafirma o seu compromisso de atuar com ética, integridade e transparência”.

A OAS disse que tomou conhecimento da 56º fase Lava Jato. “De acordo com as notícias até o momento, ex-colaboradores da OAS foram citados como envolvidos nas investigações. No entanto, a nova gestão da OAS esclarece à opinião pública, aos nossos colaboradores, aos nossos credores e aos nossos fornecedores que considera relevante não deixar pairar dúvidas ou suspeitas sobre os negócios anteriores à sua chegada ao comando da empresa. Em razão disso, os atuais gestores da companhia têm prestado às autoridades todos os esclarecimentos a respeito de atividades e contratos sobre os quais haja questionamentos, a exemplo do recém firmado acordo de leniência celebrado com o CADE.”

De acordo com a companhia, “prestar aos órgãos de controle todos os esclarecimentos possíveis é essencial para que a empresa possa dar continuidade a suas operações de acordo com os mais elevados padrões de ética e transparência corporativa, único caminho possível para conquistar um lugar de excelência na fundação de uma nova engenharia no país”.

nov
25
Posted on 25-11-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-11-2018


 

Clayton, no jornal

 

“Esse projeto destruiu famílias”, diz Bolsonaro sobre Mais Médicos

 

Em coletiva para a imprensa depois de participar de evento da Brigada Paraquedista no Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro disse neste sábado que o Mais Médicos destruiu famílias.

“Há muitos cubanos que têm famílias lá em Cuba e já constituíram famílias aqui. Esse projeto destruiu famílias. Também tem muita mulher cubana que está aqui há um ano sem ver o seu filho. Isso é mais do que tortura, é um ato criminoso praticado pelo governo de Cuba e pelo desgoverno do PT.”

O presidente eleito voltou a afirmar que o Brasil não pode deixar pessoas vivendo em regime “de semi escravidão”.

“Qualquer um de fora que trabalhe aqui tem que ser submetido às mesmas leis que vocês. Não podem confiscar salários, afastar famílias.”

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