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Postado em 23-11-2018
Arquivado em (Artigos) por vitor em 23-11-2018 00:18

Do Jornal do Brasil

 

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou nesta quinta- feira (22), pelo Twitter, a indicação do filósofo colombiano Ricardo Vélez Rodriguez, para o cargo de ministro da Educação. Autor de mais de 30 obras, atualmente é professor emérito da Escola de Comando e Estado Maior do Exército.

“Vélez é professor de Filosofia, mestre em Pensamento Brasileiro pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, doutor em Pensamento Luso-Brasileiro pela Universidade Gama Filho e pós-Doutor pelo Centro de Pesquisas Políticas Raymond Aron, de Paris, com ampla experiência docente e gestora”, informou o presidente eleito pela rede social.

Rodriguez é formado em Filosofia pela Universidade Pontifícia Javeriana. Também tem formação em Teologia pelo Seminário Conciliar de Bogotá. Atualmente, Velez Rodriguez é professor associado da Universidade Federal de Juiz de Fora.

‘O que é necessário na educação?’

Ricardo Vélez Rodriguez mostra-se alinhado aos pensamentos do presidente eleito. Em seu perfil no Facebook, o futuro ministro da Educação tece críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT). Ele é autor, inclusive, do livro “A Grande Mentira – Lula e o Patrimonialismo Petista”.

“Em primeiro lugar, [é necessário] que se limpe todo o entulho marxista que tomou conta das propostas educacionais de não poucos funcionários alojados no Ministério da Educação. Isso para início de conversa”, escreveu o futuro ministro da Educação no Facebook.

Desconhecido na comunidade educacional, Vélez Rodriguez mantém um blog. Em texto no qual diz ter aceitado indicação para o Ministério, diz que será o ministro da Educação para “tornar realidade, no terreno do MEC, a proposta de governo externada pelo candidato Jair Bolsonaro, de ‘Mais Brasil e Menos Brasília’”. Diz ainda que Bolsonaro venceu porque representou a insatisfação de todos os brasileiros contra governos petistas. No blog, Vélez Rodriguez também deixa claro que foi indicado ao presidente eleito pelo “amigo” Olavo de Carvalho.

O futuro ministro da Educação também critica outros nomes que foram pensados para o MEC, como a da presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Maria Inês Fini. Para o colombiano, o Enem, prova de responsabilidade de Maria Inês atualmente, é um “instrumento de ideologização”.

Sobre educação, Vélez escreve de maneira complicada, mas deixa clara sua afinidade com projetos como Escola sem Partido. Diz em seu blog que os brasileiros estão “reféns de um sistema de ensino alheio às suas vidas e afinado com a tentativa de impor, à sociedade, uma doutrinação de índole cientificista e enquistada na ideologia marxista, travestida de “revolução cultural gramsciana”. Para ele, essa educação atual estaria “destinada a desmontar os valores tradicionais da nossa sociedade, no que tange à preservação da vida, da família, da religião, da cidadania, em soma, do patriotismo.”

(Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo)

Futuro ministro tem afinidade com Escola sem Partido e é crítico ao Enem

O professor é um desconhecido na comunidade educacional. Ele mantém um blog , em que faz referência a Dom Quixote, que minutos depois do twitter de Bolsonaro já mencionava que havia aceito o cargo. No seu texto ele diz que será o ministro da educação para “tornar realidade, no terreno do MEC, a proposta de governo externada pelo candidato Jair Bolsonaro, de “Mais Brasil e Menos Brasília”. Diz ainda que Bolsonaro venceu porque representou a insatisfação de todos os brasileiros contra governos petistas. No blog, Velez também deixa claro que foi indicado ao presidente eleito por Olavo de Carvalho.

Ele também critica outros nomes que foram pensados para o MEC, como a da presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Maria Inês Fini. Para o futuro ministro, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), prova que ela é responsável atualmente,  é um “instrumento de ideologização”.

Sobre educação, Vélez escreve de maneira complicada, mas deixa clara sua afinidade com projetos como Escola sem Partido. Diz em seu blog que os brasileiros estão “reféns de um sistema de ensino alheio às suas vidas e afinado com a tentativa de impor, à sociedade, uma doutrinação de índole cientificista e enquistada na ideologia marxista, travestida de “revolução cultural gramsciana”, com toda a coorte de invenções deletérias em matéria pedagógica como a educação de gênero. Para ele, essa educação atual estaria “destinada a desmontar os valores tradicionais da nossa sociedade, no que tange à preservação da vida, da família, da religião, da cidadania, em soma, do patriotismo.”

O professor também tem um livro em que critica o PT, de 2015, chamado “A Grande Mentira. Lula e o Patrimonialismo Petista”. Na contracapa, diz que o partido conseguiu “potencializar as raízes da violência”, mediante a disseminação “de uma perniciosa ideologia que já vinha inspirando a ação política do Partido dos Trabalhadores: a ‘revolução cultural gramsciana’”.

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