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Ricardo Velez Rodriguez disse, em seu blog, ter sido indicado por filósofo ultraconservador. Acadêmico é professor emérito da escola de elite do Exército. Anúncio foi feito por Bolsonaro em sua conta de Twitter

Ricardo Vélez-Rodriguez ao lado de Filipe Martins, secretário de assuntos internacionais do PSL, em foto postada pelo último.
Ricardo Vélez-Rodriguez ao lado de Filipe Martins, secretário de assuntos internacionais do PSL, em foto postada pelo último. Reprodução Twitter

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou que o Ministério da Educação de seu Governo será comandado por Ricardo Velez Rodriguez. O anúncio do professor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e professor associado da Universidade Federal de Juiz de Fora foi feito pelo Twitter, passadas as 21h desta quinta-feira, encerrando um dia de polêmicas e prospecções públicas em torno de outros nomes, como o de Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna e ex-reitor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), que foi vetado pela bancada evangélica, e do procurador da República, Guilherme Schelb, que chegou a ser recebido por Bolsonaro nesta quinta-feira.

Em publicação no Twitter, Bolsonaro disse que Rodriguez é também professor de Filosofia e mestre em Pensamento Brasileiro pela PUC do Rio de Janeiro. Segundo Bolsonaro, o futuro ministro tem “ampla experiência docente e gestora”. É no blog do próprio Rodriguez, no entanto, que ficam mais claras algumas diretrizes do pensamento educacional do colombiano naturalizado brasileiro. Segundo o futuro ministro da Educação, as leis atuais do país tornaram “os brasileiros reféns de um sistema de ensino alheio às suas vidas e afinado com a tentativa de impor, à sociedade, uma doutrinação de índole cientificista e enquistada na ideologia marxista, travestida de ‘revolução cultural gramsciana’, com toda a coorte de invenções deletérias em matéria pedagógica como a educação de gênero”, diz trecho do texto chamado “Roteiro para o MEC”. O discurso parece afinado com a pregação do Escola Sem Partido, defendido por Bolsonaro e aliados, e com a demonização da discussão de gênero nas escolas – dois temas que os especialistas não veem como os principais problemas da precária educação brasileira. 

No mesmo texto em seu blog, o futuro integrante do primeiro escalão diz ter sido indicado por, entre outras pessoas, pelo “professor e amigo Olavo de Carvalho”. O guru dos ultraconservadores, que vive nos EUA, é um dos ideólogos influentes no movimento que levou Bolsonaro ao poder. Outro nome que recebeu a benção do filósofo foi o futuro chanceler Ernesto Araújo.

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